Laranja Azeda

21 Capítulo 21 – Confronto


Notas iniciais
Olá pessoal! Espero que gostem do capítulo! Boa leitura.

Ned sentia sua garganta tão seca que parecia ter areia na boca, ao abrir os olhos recobrando os sentidos, se assustou ao perceber que estava amarrado, duas cordas prendiam seus braços à estalactites, outras duas prendiam suas pernas abertas, e uma quinta corda amarrada ao seu pescoço, o prendia ao chão o fazendo ficar de pé, mas sempre inclinado, levantou os olhos e viu o garoto loiro sentado numa poltrona de avião bebendo água de coco e o encarando.

–O que esta fazendo Hector? Me desamarra logo! Como vim parar aqui? E afinal que caverna é essa? Não é nosso castelo!

–Esta é a minha caverna particular e você esta amarrado por que eu o fiz, ficaria surpreso com a variedade de sedativos que o filho de um médico pode ter acesso.

–Que palhaçada é essa? Me solta agora!

Hector se levantou terminando de beber sua água de coco, sorriu e com as duas mãos ergueu o coco e desceu com tudo na cabeça do negro que grita de dor e um filete de sangue escorre por sua testa, ele quase perde os sentidos, mas consegue ficar acordado.

–Por que esta fazendo isso?

–Você estuprou o meu Felix! Você causou dor ao meu amor! E acredite você e o Senhor Dois vão pagar caro por isso!

–Você não sabe o que esta fazendo, eu comi o cú do Felix sim e estava no meu direito como possuidor dos hormônios, mas o que você esta fazendo agora é um crime punível com a morte! –Hector cuspiu na cara dele o fazendo se calar.

–Que se foda as regras! E além do mais posso alegar que tudo isso se trata de um fetiche.

–Hora seu mo... –Ned parou no meio da frase, sua garganta estava doendo de tão seca, de repente o cuspe escorrendo por seu rosto pareceu tentador, mas não! Ele era o filho da noite não se rebaixaria à isso– Me solte agora!

–Não.

–Então ao menos de dê água, minha garganta esta me matando.

–Você quer água? Um momento– Hector pegou uma garrafa d’água e levou até próximo do rosto de Ned e começou a derrama-la, o negro estava com tanta sede que ficou esticando a língua tentando pegar nem que fosse um gota, mas a garrafa se esvaziou sem que ele tivesse tal sorte– Opa a água acabou.

–Seu pirralho maldito! Quando me soltar vou arrombar as suas pregas e...

Hector deu um soco tão forte na cara de Ned que abriu um ferimento na sua bochecha similar ao que Senhor Dois provocou em Santana. O loiro voltou a se sentar na poltrona, pegou outro coco e voltou a beber enquanto lia a revista do Homem-Aranha que o Felix tanto gostava.

–Esse Peter Parker é hilário, ele tem cara de quem curte fio terra.

Duas horas se passaram, naquele ponto os lábios de Ned estavam ressecados, ele nem ousava mais gritar ou xingar o garoto, não tinha mais saliva, já tinha se arrependido de não ter bebido aquele cuspe quando teve a chance.

–Estou entediado Ned, acho que vou pra casa, amanhã eu volto com mais água, pra mim é claro.

–Por... Favor.

–O que disse?

–Por favor me dê água.

–Nossa, não imaginava que você sabia pedir por favor, acredito que muitas das pessoas que você fudeu imploraram pra você ir mais de vagar e tal e você já atendeu algum pedido? –Não houve resposta– Mas sou uma boa pessoa e vou te ajudar– Hector tirou sua tanga apontando seu pênis branco pro rosto de Ned– Estou com vontade de mijar, gostaria de beber?

–Seu desgraçado! Eu sou o filho da noite e nunca farei tal humilha...

Hector soltou um jato que atingiu o nariz de Ned escorrendo por sua boca, o ódio o fez querer gritar, mas não tinha saliva praquilo, entretanto a urina umedeceu seus lábios e fez a sede ainda mais insuportável.

–Me dá água por favor– Hector sorriu ao ver o negro implorando e quase chorando.

–A única água que posso oferecer é essa aqui, mas você tem que pedir.

–O que?

–É isso, ou vai ter que esperar até amanhã e não garanto que vou ter a boa vontade de te oferecer meu mijo.

–Me dá.

–Não te ouvi.

–Mija na minha boca logo!– Ned gritou e sentiu gosto de sangue na garganta, mas na mesma hora Hector despejou toda a urina que tinha, o gosto era horrível, o fedor ainda pior, mas sua sede era tão grande que o negão engolia o máximo que podia. Quando Hector terminou caminhou pra trás dele e começou a cutucar aquele cú roxo– Pare com isso!

–Eu ouvi dizer que você é o único da ilha do escorpião que nunca deu esse buraco.

–Eu sou aquele que deve causar dor e não o contrário.

–Então você é virgem de cú, sabe Ned a lei da ilha diz que eu devo ser o primeiro de todos, ou seja, devo comer esse seu cú roxo feioso.

–Pare eu não ooor– Hector começou a empurrar três dedos naquele buraco sem cuspe pra lubrificar.

–É evidente que meu pau não vai causar a dor que o seu causou em Felix, mas se você nunca deu, acredite que vai doer.

Hector ignorou os protestos do amarrado e enfiou seu pênis no seco, a entrada doeu nele também, a cabeça da sua rola estava raspando nas paredes secas daquele buraco, mas pelos gritos que ouvia, sabia que a dor do outro era ainda pior. Começou a meter sem dó e ficou mesmo surpreso com o quão apertado era aquele cú, mas continuou a meter sem piedade.

–Aaaaar Pare! Esta doendo! Moleque pare!

Hector deu um murro nas costas dele, apertou seus peitos com as unhas até rasgar os bicos dos mamilos e quanto mais Ned gritava, mas ele metia e arranhava as costas, a expressão do loiro era de ódio, pois sua mente fervilhava com as lembranças do dia de sua coroação, com a imagem do amor de sua vida sendo violentado, imaginou Felix implorando e chorando e aquilo era como combustível de fúria. Hector soltou um grito de ódio e puxou o pênis de vez rasgando as pregas do negão.

–Meu cú caralho! Aaaa! Aaaa! Que dor! Meus mamilos, você rasgou! Eu vou te matar!

Hector mordeu uma nádega até sangrar enquanto o outro se contorcia, o loiro direcionou o sangue pro cú e meteu de novo, usando o líquido vermelho como lubrificante. O pau entrava e saia daquele buraco mutilado e Ned gritava, suas costas doíam dos socos e ardiam dos arranhões, seus mamilos estavam partidos e sangrando, sua nádega esquerda latejava, o gosto e o fedor de mijo em sua cara, e a dor enorme daquela vara dura o penetrando o faziam querer chorar. E no meio daquela dor ele só pensava em uma pessoa: Em Branca. O filho da noite queria gritar chamando por ela, pedindo ajuda, mas sabia que não seria ouvido.

–Hector pare! Eu imploro, me desculpe, eu faço qualquer coisa!

–Tenho certeza que tanto o Felix quanto várias outras pessoas imploraram pra que você parasse e sei que você nunca parou, agora pare de choramingar e aceite seu castigo como homem!

Hector sentiu o gozo chegando e pensou como humilhar o negão ainda mais e teve uma ideia, tirou seu pau de uma vez e até sentiu a pele das paredes daquele cú sendo puxadas pra fora se rasgando. O loiro pegou uma bandeja e gemendo gozou dentro dela, ao terminar colocou-a numa pedra próximo do rosto de Ned.

–Pro caso de você ter sede durante a noite.

Hector viu o rosto do negro e viu um lágrima escorrendo por aqueles olhos escuros, ele a pegou com o dedo indicador e a bebeu, sorriu como um diabinho e foi embora. Quando estava sozinho Ned caiu no choro, tanto pela dor, quanto pela humilhação que não terminava por ali, já que de madrugada acordou com tanta sede que lambeu a porra do loiro marrento da bandeja.

Santana estava uma pilha de nervos, furiosa com o Senhor Dois foi reclamar dele pro Otto, sem muitas esperanças já que se tratava de uma reclamação contra o pai dele. Ela entrou nos aposentos do rei sem ser convidada e o encontrou pensativo.

–Otto? –Sua voz o tirou do transe.

–Oi Santana! Como vai?

–Muito mal!

–O que aconteceu?

–Seu pai aconteceu! Ele ficou tão furioso por eu ter invadido seu escritório que resolveu se vingar –Otto se moveu rapidamente apalpando nervoso o corpo dela.

–Você esta bem?! Ele te machucou? Não acredito que ele chegaria a isso!

–Ele não tocou em mim, ele mandou o Ned trepar com o Felix e agora meu primo esta hospitalizado.

–Só isso?

–Como assim só isso?!

–Santana, o Ned tem o direito de se deitar com quem ele quiser e...

–NÃO SEJA RIDICULO! –Ela começou a gritar sem se dar conta que era com um rei que estava falando –O Senhor Dois armou isso como vingança! Ele machucou alguém que eu amo e isso não vai ficar assim!

–Você esta ameaçando um ex-rei?

–Sim estou! Aquele velho nojento e covarde nem teve coragem de fazer ele mesmo, mandou um capacho dar cabo de sua vingança –Santana caiu no choro de tanta raiva– E você acha isso normal? Claro que acha, você só pensa em vingança também, deve ser de família.

–O que você quer dizer com isso?

–Li os pergaminhos, você tem tanto ódio do Dr. Logan que colocou Ned pra comer o filho dele que a proposito pode até ser seu filho.

Otto ficou calado encarando Santana, havia ódio no seu olhar, aquelas palavras o atingiam em cheio e eram todas verdadeiras.

–Você não sabe do que esta falando garota, o Logan me causou muita dor! –Agora era Otto quem estava gritando.

–E você causou muita dor a ele também!

–Abaixe a voz quando falar com o seu rei!

–Nem venha com essa! Seu hormônio não funciona comigo, não vou ficar caidinha por você e fazer o que mandar, sou imune aos seus dons!

Otto sentiu seu coração doer, a forma como a ruiva estava falando o estava machucando, aquele olhar castanho impetuoso e valente, ela não só era imune aos seus poderes, como não tinha o menor respeito. De repente lhe veio a imagem de Logan a mente e mais ódio lhe foi somado.

–Você não passa de uma menina azeda que ninguém quer!

–É mesmo? Por que todo mundo me procura pra transar então?

–Por que é um gosto exótico, mas vão acabar abusando, afinal quem gosta de chupar uma laranja azeda quando pode tomar um leite doce?

Santana se lembrou do seu tempo de escola, de como as pessoas a chamavam de laranja azeda, de como achava que nunca ia encontrar alguém que a amasse, já que sua boca e sua buceta eram azedas, lembrou-se de todas as vezes que chorou escondida e se lembrou da primeira vez que não se sentiu assim: Quando Otto a beijou pela primeira vez e ao invés de fazer careta e recuar sorriu e disse que o beijo foi delicioso. Ela caiu de joelhos chorando.

–Ei! Também não precisa ficar assim, ei, não chora.

–Sou uma péssima prima, vim brigar pelo Felix e acabei me perdendo nos meus sentimentos. Talvez eu devesse continuar a ser uma laranja azeda que ninguém quer, ou devia ter morrido no mar de monstros.

–Nunca diga isso!

–Que sou uma laranja azeda?

–Não, você é azeda mesmo, eu me refiro a nunca desejar ter morrido no mar de monstros, por que desse modo nunca teríamos nos conhecido e isso... Isso seria muito triste. Se você leu minha história sabe que todo mundo fica louco por mim, mas nunca saberei se as pessoas gostam mesmo de mim ou se é devido ao meu hormônio, mas encontrar você, encontrar alguém imune a isso, é fantástico, você me fascina, por que é a única pessoa no mundo que se um dia gostar de mim, vou saber que é de verdade.

Os dois ficaram calados olhando um pro outro, a azeda e o doce, naquele momento mesmo sendo um pouco tonta, Santana se deu conta que o Otto gostava dela tanto quanto ela gostava dele.

–Eu quero ficar com você Santana e...

–Pode parar.

–O que?

–Eu também quero isso, mas só o farei depois que acabar com o ciclo do ódio que existe entre você e o Dr. Logan. Não quero ver minha família se machucando de novo.

–Esta falando de Felix?

–Estou falando dele, do Hector, do Logan, sinto que se nada for feito o ódio vai destruí-los, principalmente o capeta loiro, aquele pirralho tem problemas mentais, mas meu primo é perdidamente apaixonado por ele, e admito que gosto dele um pouquinho também, então se você me quer, primeiro resolva isso e depois conversamos.

Santana saiu do quarto correndo, pois se ficasse mais um segundo ia acabar pelada gritando pra ser fodida. Otto estava incrédulo com a conversa que acabara de ter, mas tomou uma decisão.

–Eu vou quebrar essa maldição de Adam e Eve e vou ficar com Santana pra sempre, eu preciso daquela mulher, eu... A amo. Vou engolir meu ódio do Logan e vou falar com ele agora mesmo.

Era tarde da noite, mas Santana estava com cú coçando e com a buceta pegando fogo, então foi caminhar para arejar os pensamentos e acabou vendo o Senhor Dois caminhando em direção a zona proibida.

–Aquele velho nojento! Vou segui-lo, estou nem aí se é proibido ou não.

Depois de alguns minutos caminhando e se escondendo atrás de árvores e arbustos Santana viu o Senhor Dois parar.

–O que estou fazendo? Não posso deixar que ele tome conta de mim, eu não sou um escravo, esse corpo é meu! Vou voltar e transar com quem eu quiser!

O velho voltou resmungando com raiva, Santana não entendeu nada. Ela viu uma claridade mais a frente parecia uma fogueira, resolveu ver o que tinha lá. Ao atravessar alguns arbustos chegou a uma enorme clareira com uma árvore no centro, aquela planta era diferente de tudo que já vira antes, seu tronco era branco e suas folhas eram douradas e seus frutos vermelho sangue, na verdade era um vermelho ainda mais vivo, um vermelho quase inconcebível e incompreensível aos olhos humanos, aquele fruto era da cor do pecado.

Santana estava praticamente hipnotizada quando despertou ao ouvir a voz de uma mulher:

–Adam é você?

Santana se virou e viu a mulher mais bonita de toda a existência.

Notas finais
E aí o que acharam da parte de Hector e da parte de Santana e Otto?