Lara Horcrux
4 Capitulo 4 - Unicórnio
Notas iniciais
O dia demorava a passar. O relógio fazia o pior barulho de todos, e Snape nunca desejou tanto voltar para Hogwarts. O que aconteceu a alguns dias atrás fez Snape pensar muito sobre o que faria dali em diante. Tudo que ele pensava que era verdade, que podia ser provável, era mentira. Ele lembrava dos olhos mais lindos que já tinha visto, e se sentia tão culpado por ter que admitir que eram tão... tão lindos quanto de sua amada da vida inteira. Lilian Potter.
Depois daquele dia, Sr. e Sra. Mark ficaram tão agradecidos pela desculpa de que Snape teria salvado os gêmeos. De que quando Snape viu que o fogão estava em chamas, saiu correndo com os bebes para que nada acontecesse com eles. Que ele só queria o bem dos gêmeos.
Mas por que Snape não os matou? Ele poderia muito bem mata-los e apagar a memória dos Marks. Ele era um bruxo e a sua missão no momento era aquela, e ele pensava nisso incansavelmente. No fundo ele não queria aceitar que se deixou levar pela doçura da pequena Lara. Estranhamente pela filha de Voldemort, estranhamente pela criança que deveria ser feia e com traços rígidos.
A coruja de Snape chega com uma carta de Hogwarts.
“Severus,
Não consigo entender o porquê você não terminou com tudo isso! Estava nas suas mãos...mas eu li a sua ideia e receio te dizer que não sei se tudo isso pode dar certo. Sinceramente Snape, não tenho tanta certeza que devo fazer isso. Apesar que se você deixá-los crescer, se você não mata-los, seria por direito tudo que eles têm. Mas quem saberia disso? Eu, você e Amélia Mark. Além de Bellatrix.
Eu aceito sua ideia Snape, mas ainda não posso acreditar que um homem tão...tão sério?! Se deixaria amolecer por pequenos pares de olhos que podem te matar no futuro. Eu deixo eles por sua responsabilidade, e espero que tudo isso dê certo.
Diretora de Hogwarts, Sra. Minerva McGonagall. “
Ao anoitecer Snape foi caminhar pelas ruas para ver se era aquilo mesmo que queria fazer. Ele pensava enquanto andava que sua ideia era totalmente surreal mas que no fundo, quem sabe não daria certo? Mas como ele podia ceder e se comover com uma criança. Ele raramente se comovia, ele raramente sentia. Talvez esse fosse o poder da Lara, fazer com que as pessoas sentissem mais, tivessem piedade. Apesar de que como uma criança filha do Lorde das Trevas, teria um poder de uma pessoa boa?! Era muita coisa a se pensar, muita coisa a se decidir, talvez ele nunca conseguisse entender. Com tudo, se decidiu desistir de sua ideia louca e já começava a planejar outro plano para poder matar os gêmeos.
Ele caminhava pelo quarteirão quando voltou a estar em frente de sua casa alugada, quando ele escutou um barulho de carro se aproximando. Era os Marks, chegando em sua casa.
–Boa noite senhor Severus! – Sra. Mark sai do carro com um sorriso tranquilizador.
–Boa noite.
– Está realmente uma ótima noite para caminhar. – Sr. Mark diz ainda dentro do carro.
–Talvez senhor Landon.
Sra. Mark pega a pequena Lara no colo e caminha até o outro lado da rua para continuar a conversa com Snape, mas ele dá um passo para trás ao ver que ela está com a menina.
–Não precisa ter medo! É só um bebe senhor Severus. Por favor, pegue-a. – Sra. Mark dá um passo à frente e olha para Snape, e ele não consegue mexer se quer a expressão facial.
–Acho que não é seguro. – Snape da mais um passo para trás.
–Por favor senhor Severus, é fácil, e tenho certeza que o senhor vai gostar. Ela é calma, eu garanto. – Sr. Mark vem andando em direção a eles com Raphael no colo.
Snape o fita, mas olha para pequena Lara que estás com olhos azuis, e a pega no colo. Lara olha para ele e sorri, ao mesmo tempo o seu olho de azul, vai para cor de mel.
–Olhe só querido! Ela gosta dele! – Sra. Mark bate palmas enquanto admira.
–Gostar de mim? Como assim? – Snape meio desconfortável tenta arrumar Lara no seu colo, enquanto tenta não olha-la.
–Bom, com um tempo percebemos que quando ela gosta de alguma coisa o seu olho de azul vai para mel. Percebemos isso quando o olho dela ficou azul por dois ou três dias seguidos, e logo após de darmos um ursinho para ela...
–Um unicórnio exatamente. – Sra. Mark o interrompe.
–Isso, um unicórnio. Seu olho se transformou nessa cor linda de mel. Desde então para acalma-la damos esse unicórnio.
–E seu olho fica mel quando ela para de chorar? – Snape muda sua expressão e olha para a Lara que continua sorrindo, com seus olhos mel.
–Exatamente! Ficam da cor dos olhos do Raphael. – Sra. Mark dá um sorriso e pega Lara de volta. – Bom queira me desculpar, mas esta tarde, tenho que coloca-los para dentro.
–E muito obrigado pelo aquele dia do incidente do fogão senhor Severus, seremos eternamente gratos. – Sr. Mark coloca sua mão a frente para Snape cumprimentar o que não aconteceu.
–Claro. – Snape olha curiosamente para mão. – Tenham uma boa noite.
Snape sai andando deixando o casal olhando para ele ir embora. Enquanto ele andava, sabia que a pior coisa que ele fez, foi ter deixado sua mente dizer sim para sua ideia. Lara e Raphel seriam alunos de Hogwarts. Seriam bruxos disfarçados de normais. Seriam seus alunos.
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