Lara Horcrux
5 Capitulo 5 - Senhor Sério
Notas iniciais
Conforme os anos foram se passando, Snape tinha deixado o interesse na família Mark, já que ele não poderia e nem queria fazer nada sobre o assunto. Mas ele nunca deixou de observar quando podia, principalmente os gêmeos que cresciam rapidamente.
Depois de mais um ano letivo ter se passado em Hogwarts, Snape volta para aquela pequena rua em New York, ele acabou comprando a casa pois achou interessante sair de Hogwarts quando seu trabalho acabasse, até porque ele sempre morou lá, desde que tinha aceitado seu cargo de professor de poções.
Quando chegou em sua casa Snape percebeu um pequeno cartão em sua caixa de correio, e quando abriu era um convite de aniversário. Um convite para o aniversário dos seus vizinhos gêmeos. O convite dizia que a pequena festinha seria na casa deles e naquela mesma noite. Mas Snape se recusou a ir, não queria vê-los, muito menos comemorar aniversário algum.
No outro dia, logo de manhã, ele ouve sua campainha tocar. Ele viu no olho magico que era a Sra. Mark, segurando um prato tampado por papel toalha. Mas ela estava com alguém.
– Bom dia, senhor Severus! – Sra. Mark diz sorrindo – Meu marido disse que te viu chegar ontem, e tenho certeza que queria descansar em vez de ir a festinha das crianças, então... Eu trouxe bolo para você! – Na mesma hora uma pequena menina sai de trás da mãe. Ruiva, de olhos azuis, branca, e toda tímida. – Vamos Lara, sai de trás da mamãe e de um oi.
– Oi. – Ela vai até o lado de sua mãe e dá um pequeno sorriso.
– Agora de o bolo para o senhor Severus, por favor? – Sra. Mark da o prato com bolo para a pequena Lara.
–Sim, mamãe. – Lara pega o bolo e estende a mão para Snape, ele sem nenhuma reação olha para baixo e apenas pega o bolo, sem agradecer.
– Bom... Acho que é isso. Obrigada por nos atender, e vá em casa para ver as crianças, como pode ver, elas cresceram bastante.
–Seria normal elas crescerem já que os anos se passaram. – Snape encara a pequena Lara, que não tirava os olhos dele.
–Ah, sim. Claro, bom... Tenha um bom dia. – Sra. Mark sai andando junto com a Lara, que estava com os seus olhos cor de mel, mas no mesmo momento ficaram azuis quando ela parou de olha para Snape.
Depois de alguns dias, Lara e Raphel tinham saído da escola e foram direto para seu parquinho favorito, onde Raphel tinha vários amigos, e Lara apenas estava brincando sozinha com sua boneca.
Como Snape tinha observado o dia deles, resolveu ir ao parquinho para sondar os dois, e avista Lara sozinha e Raphel correndo com vários meninos de seu tamanho. Então, ele decide ir até Lara, e senta em um banco do lado dela. Sem dizer nada, os dois. Lara olha para ele, mas não diz nada, apenas olha uma, duas, três vezes. Ele olha para ela e não fala nada.
– Você não vai dizer nada, menina? – Depois de alguns minutos Snape pergunta.
–Acho que não.
–Por que não?
–Estou te imitando.
–Por que?
–Porque você nunca diz nada. – Um silêncio permanece entre eles.
–Por que você está brincando sozinha, e seu irmão está correndo que nem carro por ai?
–Porque eu não tenho muitos amigos, e ele tem.
–Por que?
–Porque eu sou estranha, e ele não. – Lara para de brincar e olha para o seu irmão correndo com seus amigos. E depois olha para Snape.
–E te acham estranha...
–Eu tenho olhos estranhos, e meu cabelo é laranja. Falam que eu sou estranha. – Lara volta a pentear o cabelo de sua boneca e da os ombros. – E meu irmão é normal. Ele tem olhos normais.
Snape não consegue tirar os olhos dela. Ela é tão bonita, e tem uma expressão calma, além de falar de sua exclusão como se fosse um cardápio de restaurante. Bem normal.
–Me tratavam assim também, quando eu tinha a sua idade, e depois que cresci.
–Era por que você só usava preto?
–Talvez.
–Era por que você dá medo?
–Não.
–Por que você tinha um cabelo de menina?
–Talvez. – Snape encara ela.
–Era por que você não fala com as pessoas?
–Talvez.
–Por que você tinha um nariz grande?
–Não importa, e chega de perguntas. – Snape olha com cara de sério para ela. Lara continua olhando para ele com expressão calma. Quando Snape percebe que seus olhos trocaram de cor. E ela dá um pequeno sorriso.
–Talvez seja porque você é engraçado, e mal também.
–Você me acha mal Lara?
–Talvez senhor.
–Lara! Lara! Chame seu irmão! Vamos embora, querida. – Sr. Mark buzina e acena para Lara.
–Está bem papai. Tchau senhor sério.
–É Severus.
–Mas você combina com sério. – Lara da um pequeno sorriso e seus olhos continuam cor de mel. Ela chama o seu irmão, e eles entram dentro do carro.
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