Lapso Paradoxal
7 Capítulo 07 - Tempo Quebrado
Quando me dei conta, eu já havia vencido. Vitor... eu estava mais perto da sua felicidade, isso era possível! Se eu venci um portador que podia voltar no tempo, eu posso vencer qualquer um, foi isso que pensei quando vi aquela figura deplorável ajoelhada em minha frente chorando e implorando por sua vida.
– Por favor! Eu suplico, me deixe viver, eu imploro, você não vai perder nada com isso, você vai ser feliz com seu namorado, como me disse! Se me deixar voltar no tempo eu prometo que te ajudarei no futuro, eu te ajudarei a ficar com a chave se você me der a cura para o vírus também, eu não ligo pro mundo, eu só queria viver com minha esposa e meu filho de novo, eu não ligo mais pra nada, você é tão diabólica assim? Só pensa em si mesma? – Aquele falatório já estava me cansando, o homem claramente fingia chorar, eu não podia demorar muito ali, não confiava naquele entregador de pizza, ele poderia chamar a polícia antes, mas pedi para que Marco o seguisse. Eu não tinha outras alternativas, precisava usar alguém, e se eu usasse Marco ou Heitor, Lourenço poderia mata-los, eu tive que pedir uma pizza e pedir para entregar nesse endereço, só assim eu poderia distrair o homem esperando para me dar o bote enquanto ele pensaria que eu estava chegando. Mesmo com um frio na espinha, eu precisava dar prosseguimento ao meu plano, eu havia dito para mim mesma que aquilo era necessário, para fazer Vitor viver, eu tinha que matar. Matar esse inseto que tirou vidas tão facilmente não seria algo tão ruim, é claro que eu estava trêmula e com náuseas, não podia atirar nele, isso eu sei, nem mesmo em suas pernas, mas eu tinha que dar um jeito, se eu o deixasse vivo ele certamente iria me denunciar, porém, antes de tirar sua vida, precisava saber algumas coisas importantes.
– Muito bem. – Eu disse enquanto me abaixava para olhar diretamente em seus olhos cobertos por falsas lágrimas. – Quem é ‘ele’ que você tanto fala? Quem te deu esse relógio? – Em uma de minhas mãos, eu segurava o revólver que Marco havia me emprestado, felizmente ele mantinha isso guardado a um bom tempo, seu falecido tio era um policial e deixou essa arma para Marco como um ‘último presente’, mesmo sem o conhecimento dos seus pais que faziam parte de uma tradicional família e iriam pirar ao saberem que seu filho tão bom e educado guardava um nove milímetros em seu guarda-roupa. Na outra mão, eu tinha aquele relógio dourado que me lembrava muito o material da chave que eu possuía.
– E eu lá sei!? Ele só apareceu pra mim com uma máscara e a letra BETA esculpida no centro, ele só me contou sobre a história da chave, dos poderes e do desejo que ganhamos se pegássemos a chave, ele não se identificou nem tirou a máscara. – Ele parecia estar dizendo a verdade, sua voz rouca agora demonstrava um pouco de desespero, ele parecia mesmo perturbado, com medo de tomar uma bala na cabeça, mas, felizmente, ou não, seu fim seria diferente.
– Ele entrou e saiu do nada da sua casa? Ele vestia que tipos de roupa? Bom, esqueça, isso não importa, deve ser o mesmo filho da mãe que apareceu pra mim. Você disse que não dá pra usar esse relógio, certo? Que só o portador pode.
– Sim, ele me disse...
– Entendo, isso é justo. Pergunta número dois, você está trabalhando com algum outro portador ou sabe da existência de algum outro? – Naquele momento eu senti um calor tomar conta do meu corpo, o tempo passava, eu precisava me apressar, eu não queria aceitar isso, mas estava quase hesitando.
– Não! Acha que algum portador trabalharia junto? Só há um desejo, e só pra quem pegar a chave, não tem como, porque nenhum deles pode se matar ou mandar matar, então a questão é de quem chegar antes, e acredite guria, você não vai fugir, você me venceu na sorte, como disse, mas acha que escapará dos outros? – O homem começou a sorrir, ele parecia respirar de uma maneira mais pacata, foi quando me levantei e peguei a corda que havia colocado em cima de uma cadeira velha que ainda era mantida dentro daquela casa abandonada.
– Você tem algum último desejo, tirando o de querer voltar no tempo e salvar sua esposa? – Eu me senti mal naquele momento, não queria bancar o papel de vilã, mas eu não tinha escolha, só que parando para analisar meu comportamento, aquele sadismo não era tão necessário. Peguei a corda e comecei a coloca-la em seu pescoço, Lourenço voltou a chorar enquanto me olhava, impotente.
– Disse que me deixaria viver! Sua puta de merda!
– Não posso fazer isso... – Meu coração começou a doer. Eu iria mata-lo, era preciso, mas ao olhar para seus olhos, comecei a ficar com medo. – Você quem pediu por isso, veio atrás de mim, se eu o deixar ir, então... – Dei um nó com a corda em seu pescoço, prendendo-a. – Eu não queria, acredite, mas um de nós tem que morrer aqui hoje, você fez suas escolhas e eu as minhas, você disse que quer voltar pra salvar sua mulher, ela se matou, nesse mesmo quarto, não é?
– Eu só quero ser feliz com ela de novo droga! Só quero ser feliz como você! Se me deixar ficar com a chave e voltar no tempo, juro que te ajudo a vencer, pense bem, sozinha não poderia fazer nada, mas trabalhando comigo podemos vencer os demais!
– Não consigo confiar em você, me desculpa. Depois de tudo que aconteceu... – Eu comecei a chorar. Por que estava chorando? Aquele cara merecia! Segundo o que Heitor me disse, ele batia na mulher, ele fez de tudo até que ela se matou, então por que eu teria que dar ouvidos a eles? Meu lado humano, ele me chamava a todo instante, ele queria me parar.
– Eu dou minha palavra, por favor, eu não quero morrer...
– Por que você batia em sua mulher? Por que bebia? Me responda isso. – Eu peguei a cadeira e coloquei a mesma atrás do homem, no lugar onde deveria ficar a cama de casal em que ele dormia com sua falecida esposa. No teto, onde era o forro, havia pedaços de madeira onde suportavam as estruturas do forro, joguei a ponta da corda lá e segurei-a novamente.
– Pare... pare com isso! – Antes que ele começasse a gritar, eu amarrei sua boca com um lenço que guardava em meu bolso de trás da calça. Não tinha jeito. A cada segundo que se passava a polícia podia entrar ali e eu estaria ferrada. Meu plano era mata-lo enforcado no mesmo lugar em que sua mulher morreu, assim, as autoridades poderiam pensar que foi um suicídio, ainda mais, depois do que eu fiz. Heitor conseguiu hackear o e-mail de Lourenço, ele usou uma lan house para enviar um e-mail para mim contando todo o ‘seu plano’. Lourenço estava atrás de mim apenas porque eu lembrava a mulher dele, eu sei que isso não é verdade, mas loucos possessivos não sabem a discrição da realidade e a fantasia, até mesmo a mãe dele devia perceber que era um homem problemático, ao menos era o que me parecia e que eu torcia pra ser, isso facilitaria na credibilidade dada à polícia por seu suicídio e a perseguição atrás de minha pessoa, o que entraria em conflito direto com essa informação seria o fato da minha descrição dada anteriormente do homem louro, que, aliás, foi reforçada quando voltei essa manhã na delegacia mudando a descrição do homem que eu havia visto na ambulância, quanto a isso, eu não podia fazer nada, esperava que os policiais acreditassem que foi apenas confusão da minha parte por conta do nervosismo do momento, isso poderia soar coerente, a cor do cabelo do Lourenço era um castanho escuro, eu pensei até em pintar seus cabelos enquanto ele estava morto mas isso poderia deixar muitos vestígios e eu não sei se teria peito para fazer isso, eu só não podia mais perder tempo, o e-mail enviado por ‘ele’ dizia que eu era a encarnação de sua mulher, e que ele me teria custe o que custar. Isso justificaria a perseguição, o ocorrido no shopping e tardiamente sua morte, por ter descoberto que eu não era sua mulher ou sua reencarnação ou seja lá o que ele esperava, ele caiu em desilusão e decidiu se matar no mesmo local onde sua mulher morreu, afinal, ele tinha conhecimento disso, era um dos únicos que tinha, com a ajuda de Heitor eu fiquei sabendo que havia sido no quarto, e vendo a planta daquela casa, descobri exatamente o local e acabei confirmando com as atitudes desesperadas de Lourenço. Isso acabaria assim, Lourenço havia se matado depois de se culpar por tantos pecados, e eu chamaria a polícia ao ver seu corpo, afinal, eu iria parecer mais inocente se tudo coincidisse com a realidade. Quando rasguei o papel que Lourenço me deu na ambulância, antes, de maneira rápida, quando eu havia acabado de ler, peguei uma caneta que estava em minha jaqueta e mudei o horário escrito para 12:45, onde antes estava apenas escrito 12, como se fosse ‘meio-dia’. Ao entrar na viatura para ser levada até a delegacia, percebi que um dos policiais havia recolhido o papel, ainda na delegacia, eles entraram nesse assunto comigo e asseguraram que iriam esperar até segunda (hoje) e ir até o endereço nesse horário específico, e que meus pais estariam seguros com vigia policial. Estava tudo combinado, a polícia fazia sua parte indo atrás de Lourenço, e hoje, eles pensariam em fazer uma emboscada para o mesmo aqui nessa casa. Os policiais me perguntaram sobre a chave que estava escrita na carta, mas eu disse que não sabia de nada disso, mas com o e-mail do Heitor, pude dar uma explicação para a palavra na carta, Heitor escreveu no e-mail de Lourenço que queria a chave da nossa casa, para que pudéssemos ser felizes novamente. Era um plano arriscado mas, até agora, qual plano não estava sendo? Eu contei com a sorte para estar aqui, era exatamente meio dia e meio, eu tinha só quinze minutos até a polícia chegar, eu planejava ficar lá e ligar pra eles depois que Lourenço estivesse morto, eu diria que desobedeci as ordens deles porque temia pela segurança dos meus pais, e que fui mais cedo na casa com a esperança dele estar lá, porém, ao chegar, eu havia o encontrado enforcado, eu duvido que eles saberiam o momento exato do enforcamento, eu planejava fazer isso agora mesmo, eu diria que cheguei na casa meio dia e meio, então o horário poderá coincidir, eu fingiria estar chorando e desesperada, seria socorrida e levada ao hospital com um certo trauma ao ver um corpo, a arma que eu usei, eu diria toda a verdade, que Marco havia me emprestado porque eu tinha medo de ser morta, eu seria acusada de muitas coisas e meus pais iriam ficar furiosos, mas era o único jeito de me safar, quanto ao vídeo que Lourenço poderia postar, eu sabia que ele iria pedir para o seu sobrinho, e com ajuda de Heitor, descobri que sua irmã morava na frente da delegacia, Marco e Heitor iriam até lá e com dinheiro, convenceriam o garoto a apagar do computador, claro, enquanto eles viam e confirmavam isso, o garotinho parecia fácil de ser manipulado, eles dirão que seu tio e eles estão fazendo um jogo de apostas ou algo assim, o garoto iria ficar calado, ele só tinha sete anos, se ele tivesse mandado outra pessoa postar o vídeo, aí eu já estaria ferrada, mas dadas às circunstâncias, ele não parecia ter mais amigos, se tivesse, teria pedido para algum deles o ajudar com o seu plano, visto que, a pessoa teria que ter visto o vídeo e ele teria que ter dado a explicação real daquilo, mas para um garotinho de sete anos, ele podia dizer qualquer coisa que ele acreditaria, então ele certamente não tinha dado aquele vídeo para mais ninguém além do seu sobrinho. Estava tudo acabado para ele. Enquanto ele chorava me olhando como se esperasse por misericórdia da minha parte, joguei mais uma vez a corda em um dos suportes de madeira do telhado, a madeira parecia bem resistente apesar da aparência podre, eu não poderia obriga-lo a subir na cadeira, mesmo ameaçando com a arma, ele não iria querer se matar e sabia que eu não atiraria, eu teria que ser forte, coloquei a cadeira atrás dele e segurando a corda com as duas mãos, comecei a caminhar para frente em direção à porta, até que seu corpo se elevasse o suficiente para que eu pudesse coloca-lo em cima da cadeira. Para parecer um suicídio, eu precisaria disso. Felizmente a corda era grande o suficiente, e depois de muito esforço, consegui levantá-lo um pouco. Naquele momento ele já estava sufocando, percebi os gemidos dele ao ficar sem ar, eu poderia ficar segurando a corda até ele morrer mas eu não aguentaria, eu fui puxando ela com força e me aproximando da cadeira, deixando a outra ponta solta, com um dos meus pés, puxei a cadeira para frente, era o suficiente, soltei ele que ficou parado em cima da cadeira em pé, respirando novamente.
– Você pediu...Não me culpe! – Eu comecei a chorar, chorava como uma criança. Apesar da minha determinação, tudo aquilo machucava, eu estava matando alguém, um homem que havia perdido sua família, alguém que, assim como eu, queria viver de novo com a pessoa que ama, mas para ele, era impossível. Eu estava lhe fazendo um favor ao manda-lo para junto de sua mulher, eu na verdade, não acreditava em céu ou inferno, mas com todos esses acontecimentos repentinos, passei a considerar pelo menos um pouco, e antes de amarrar a corda bem firme em uma das vigas de madeira, eu rezei para que ele pudesse ir para um lugar melhor, enquanto ainda chorava. Fiquei parada em frente à cadeira onde ele estava em pé, de alguma forma, seus olhos pareciam mais tranquilos, ele parecia ter aceitado a morte, eu tirei o pano da boca dele, não podia deixar isso ou os policiais iriam desconfiar.
– Você é muito boa, menina, você venceu alguém que se achava invencível haha, na verdade, esse foi meu erro. Eu achei que podia tudo, mas o tempo não perdoa ninguém. Ele tirou tudo de mim, porque eu achei que nunca perderia nada. Eu achei que tudo fosse eterno e aqui estou eu, derrotado, finalmente. Eu buscava por esse fim, eu não podia mesmo voltar no tempo, não é? Por mais que eu voltasse, as coisas seriam diferentes? Eu acho que não... Então, eu me contento em estar aqui agora. Sabe, esse mundo sempre me fodeu, eu comecei a beber porque não conseguia um emprego bom, devido a minha aparência e minha família pobre, todos me desprezavam, eu não era conhecido, eu não tinha amigos importantes nem nada, era um desclassificado na sociedade, nunca iria conseguir um emprego bom, então eu comecei a beber para não matar ninguém, para não odiar mais ainda esse mundo, mas agora, eu quero que você vença, Naiara, vença e acabe com todos eles, faça isso por mim, se você aceitou isso, deve saber mais do que ninguém que esse mundo está podre e não tem jeito, eu simpatizo com seu ideal agora, eu queria salvar o mundo? Que piada! Eu nunca iria querer salvar o que tirou tudo de mim! Vamos, chuta logo essa cadeira, me mata logo! – As palavras de Lourenço me fizeram hesitar por um instante, mas eu não poderia fugir. Faltavam dez minutos para os policiais chegarem, ou eles viriam até mesmo antes, aposto que já estavam lá fora esperando por algum movimento.
– Adeus Lourenço, eu farei isso, eu vou vencer esse ‘jogo’, definitivamente. – Tirei suas algemas e guardei dentro da minha calça, quando chutei a cadeira, despenquei no chão, de joelhos, comecei a chorar enquanto pegava meu celular. Eu mal podia me segurar, só a imagem de Vitor surgia em minha mente enquanto ouvia o rapaz sucumbir até a morte, eu estava na frente do seu corpo que balançava tentando escapar da morte, por mais que ele tivesse aceito, seus sussurros de agonia me fizeram gritar para o policial que atendeu a ligação, e minutos depois, vários haviam tomado aquela casa, e eu, havia finalmente vencido meu primeiro inimigo rumo ao fim do mundo.
Felizmente, tudo que eu planejei havia dado certo. Contei o que eu havia ‘feito’, desobedecido os policiais e meus pais e ido até o local que ele marcou, que eu havia chegado e o encontrado morto, é claro que minhas digitais estavam no corpo dele e na corda, mas eu disse que tentei salva-lo quando cheguei mas que não consegui, isso justificaria as digitais, contei sobre o revólver do Marco também e eles o apreenderam, assim como foram falar com Marco, também mostrei o e-mail criado por Heitor, eles acreditaram e confirmaram que era o e-mail de Lourenço, tudo para eles fazia sentido, menos o fato do homem não ser louro, como eu havia dito, isso ainda intrigava os policiais.
– Conseguiu, sua filha da mãe. – Heitor sorria para mim enquanto, junto dele e de Marco, eu estava sentado no banco da praça que ficava próxima da delegacia. – Marco ainda estava inseguro com tudo, meus pais, aliviados por eu estar bem, mas agora eu só tinha uma coisa em mente.
– Vai mesmo pra Minas Gerais? – Marco perguntou, um tanto cabisbaixo.
– Eu preciso. Estarei segura lá, se eu fugir por 88 dias, eu poderei vencer.
– Considerou o fato de que alguém já pode estar na sua cola? – Marco disse enquanto se levanta.
– Claro que sim.
– Você matou uma pessoa, Naiara. Não sente nada? – Já havíamos falado daquilo mil vezes, mas ele parecia ainda preocupado, é claro que eu não estava bem! Havia vomitado várias vezes e me culpado muito, mas era o único jeito, Heitor parecia entender.
– No lugar dela, o que você faria, Marco? – Heitor olhou seriamente nos olhos de Marco.
– Eu.... deixaria a polícia lidar com tudo!
– E se aparecesse um cara que pode voltar no tempo e ameaçasse sua família? E se aparecesse algum cara que pode ficar invisível? E se os policias não acreditassem? Pensou nisso tudo? Estamos aqui sentados no banco de uma praça enquanto pode ter alguém querendo nos matar, pensando assim, Marco, eu e você somos alvos também, como você já foi, quase morreu, e se fosse veneno no lugar daquela bebida?
– Eu sei, eu sei! Mas matar já é ir longe demais... – Marco dizia isso, mas ele sabia que no fundo não tinha outro jeito.
– Sendo assim, não tenho escolha. Quando vamos pra Minas, Naiara? – Marco olhava para mim decidido, Heitor sorriu naquele momento já esperando por isso.
– É óbvio que você jamais poderia deixar a Naiara de lado nessa situação haha, eu acho que também vou gostar de Minas.
– Vocês.... – No fundo, me sentia feliz por ter pessoas preocupadas comigo e me ajudando como eles, eu sei que eu sou inteligente e astuta, mas sozinha, jamais conseguiria enfrentar pessoas com poderes, mas com eles, me sinto mais encorajada, só fico triste porque... – Eu conto com vocês! – Eles mal sabiam que no fim de tudo isso, a morte poderia os aguardar.
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