Lands of Uqathar - Estrelas

2 Capítulo 1 - Mágica Acontece


Notas iniciais
Oi Só isso mesmo. Tchau.

Depois de algumas horas, ela parou, cansada. Suas pernas ardiam. Seus olhos estavam pesando, e ela quase pensou em se acomodar em cima de uma pedra e dormir. Porém, Kate continuou procurando sinal de vida. Ela tinha que estar perto de casa... Não tinha?

Se recostou numa árvore com algumas folhas cinzentas. Tirou do bolso de sua jaqueta uma barra de chocolate meio derretido e começou a comer, pensando. Aquilo não era um lugar existente na Terra. Ela tinha certeza. Outro planeta não era. Onde ela estava? Mordeu novamente a barra de chocolate, e continuou refletindo, olhando para a desolada, escura e enevoada paisagem. Então ouviu um barulho. Um pio. Olhou para os lados e viu um pássaro, pequeno, brilhante, colorido.

— Oi amiguinho... O quê... Está fazendo aqui?

O pássaro olhou com curiosidade para ela e bateu as asas, voando. Ela o seguiu hesitantemente e depois de algum tempo, quando começou a perder ele de vista, correu.

— Ei, volta!

Depois de uns quarenta minutos, ela se perguntou qual era a força que estava fazendo ela cometer tamanha idiotice. Seguir um pássaro? Sério mesmo? Perdida em seus pensamentos, mal notou quando o pequeno pássaro pousou em um lugar, não num galho, mas sim numa grande pedra negra, rachada. Quando ela olhou bem para a pedra, notou a estrutura escondida debaixo de terra seca. Era um gigante templo, com uma grande entrada feita de ferro. O pássaro piou, olhou torto para Kate e passou por uma pequena fenda na parede. A menina suspirou, colocou a mão no portão de ferro e o escancarou.

O interior do templo era imenso. Estava recoberto por vinhas, samambaias, grama seca e alguns galhos cinzentos de árvore que penetravam por fendas na estrutura antiga. Kate olhou em volta e disse, com um tom receoso:

— ... Uau.

A voz dela novamente ecoou pelo lugar desolado. O lamento novamente foi escutado. Ela andou calmamente até a estátua no meio do templo: um homem alto, com os braços erguidos, segurando o teto como que um pilar. A aparência do homem era a de um ancião, com uma longa barba que chegava até a cintura. Usava uma roupa feita realmente de pano, uma túnica longa, negra.

— Uma estátua com uma roupa de verdade? Tudo bem...

Ela examinou o local e notou no chão um pedaço de madeira. Parecia uma bengala. Tirou ela do chão e notou que não era uma bengala... Não. Era um cajado de carvalho, com uma pedra verde no topo. Quando ela tocou o cristal, ele começou a brilhar, e um círculo perfeito e verde se desenhou num raio de cinco metros ao redor dela. Ela olhou com mais atenção, e obviamente, não era só tinta verde: Era um círculo de grama. Ela sorriu e bateu o cajado no chão. Toda a terra seca dentro dos limites do templo ficou verde. Mas a paisagem continuava desolada. Ela ainda estava receosa, mas andou para fora do templo. Balançou o cajado no ar e começou uma pequena chama acidentalmente. Ela fez uma cara de "Ops" e rangeu os dentes. Balançou de novo e a chama de extinguiu.

— Ok... Antes de tudo... Preciso de respostas.

Ela andou calmamente com o cajado na mão pelo lugar desolado. A terra continuava seca fora dos limites do templo. Mas ela restauraria a vida naquele lugar, depois de conseguir respostas, claro.

— Magic Happens. Sim, mágica acontece — Ela sussurrou.

Notas finais
... :D