Notas iniciais
Oieeee, como estao? Espero que curtam e desculpa

Pov. Lana Parrilla

A vida é cheia de surpresas, algumas boas e outras ruins. Uma coisa leva a outra e tudo traz consequências. Para um ciclo ter início, outro tem que chegar ao fim, e na minha vida foi exatamente assim que as coisas aconteceram. Sonhei, tracei projetos, almejei, busquei, e lutei para consolidar uma carreira, mas encontrei percalços durante esse caminho. No início, tudo era uma maravilha, mas com o tempo eu realmente não entendia o porquê de todo trabalho no qual me envolvia não dar frutos, não compreendia que tudo na vida tem um propósito e vivia me perguntando: “Será que nasci pra isso? Vida, me dê um sinal!”.

Deitar a cabeça no travesseiro sabendo que não havia dado certo mais uma vez, era realmente frustrante. Mas um dia isso tudo mudou. De repente, tudo começou a soprar a meu favor quando Regina Mills, a poderosa e sarcástica Evil Queen, entrou na minha vida junto com toda magia de Once Upon A Time. Confesso que me apaixonei de primeira por essa personagem tão marcante, cheia de nuances, e que me levou além do que jamais imaginei. Ganhei o reconhecimento que todo artista almeja, e ganhei também o amor das minhas Evil Regals.

Receber inúmeras mensagens carinhosas todos os dias, vindas de milhares de fãs espalhados pelo mundo, me traz uma sensação inexplicável. Um misto de amor, carinho e gratidão por me amarem tanto. Um amor genuíno, que as faz não medirem esforços para me ver bem, um amor profundo, sincero, incondicional e sem nenhum tipo de interesse. É esse o amor que me dão e é esse o amor que eu me esforço para retribuir.

Estava em mais um intervalo de gravações absorta em minhas redes sociais, lendo comentários de fãs, quando ouço um barulho atrás de mim.

― O que é que está acontecendo?— Perguntei enquanto me virava, flagrando Bex com minha caixa de bombons em suas mãos.

― Oi, Sis.— Sua voz saiu falha, devido a uns dos bombons na boca.

― Eu não acredito que você comeu os meus bombons, Rebecca Mader!— Esbravejei, segurando o riso.

― Chamando a Bex de Rebecca? O que houve, Lana?— Jennifer disse rindo enquanto entrava em meu camarim.

― Já que a Jen chegou, eu vou repassar meu texto.— Bex disse enquanto saía rapidamente dando uma risada, com a minha caixa de bombom ainda em mãos.

― Rebecca volta… — Tentei impedi-la, mas era tarde. — Essa bruxa me paga!

― O que ela aprontou dessa vez?— Ela estava com uma expressão confusa.

― Comeu todos os meus bombons prediletos. — Apoiei minha mão esquerda na mesa e balancei a cabeça retirando uma parte do cabelo que caía sobre meu rosto. ― Mas e você? O que faz aqui?

— Rebecca é corajosa!— Ela riu, e respirou fundo. — Preciso repassar o roteiro, os outros estão gravando e a próxima cena é a nossa, então vim aqui.

― Somos as próximas?— Perguntei assustada, não havia percebido o tempo passar.

― Sim. Em que mundo você estava?— Seu tom de voz era divertido.

― No mundo dos meus fãs.— Fui até a minha bolsa e peguei meu roteiro enquanto era observada por ela. ― Vamos para a maquiagem e repassamos o texto lá, tudo bem pra você?

― Claro.— Apenas assentiu.

Eu precisava arrumar uma maneira de me vingar da Bex. Se ela achava que iria comer meus bombons e iria ficar por isso mesmo, estava muito enganada. Peguei meu telefone e disquei o número de Bex, marquei com ela em meu restaurante favorito, Wicked Diners.

Pov Maria.

Estávamos no Diners, estava quase na hora de Lana aparecer e nosso plano estava devidamente encaminhado para que a partir de hoje pudéssemos ter Lana Deus Parrilla todos os dias conosco.

― Day, você já sabe o que fazer, né?— Bea perguntou, pelo que eu esperava ser a última vez.

― Sei sim, Bea! ― Day respondeu animada.

― Será que a Lana vai me reconhecer?— Indagou Mih, claramente ansiosa.

― Talvez sim, talvez não.— Disse Érica. — Mas que tu foi maluca de ir até ela, isso você foi.

― Pelo menos ela conseguiu que Lana a notasse, coisa que nós não fizemos ainda. ― Barbe falou indignada.

― Exatamente Barbe, ainda. Mas isso vai mudar agora, olha lá.— Eu disse enquanto apontava para a porta, por onde Lana entrava.

Toda nossa atenção se virou para a mulher entrando na lanchonete. Ela estava lindamente vestida com um sobretudo azul marinho que cobria até a metade de suas coxas, deixando sua calça jeans preta à mostra e com um laço unindo as duas partes do sobretudo em volta de sua cintura. E QUE CINTURA! Para completar, desfilava lindamente em cima de uma bota de salto alto preta. A filha da puta sabe como me fazer cair aos pés dela, e é a única que consegue isso. Suspiros involuntários foram dados por minhas amigas e acompanhados por mim. Ela se sentou na mesma mesa de sempre, e pude ler em seus lábios “O de sempre” quando a cobra Katya foi anotar seu pedido.

― Gente, o dia poderia ficar melhor?— Diana falou do nada, parecia ser a única que conseguiu sair do transe que Lana Maria causava em todas nós.

― Não, hoje ela está ainda mais divina!— Day disse, quase babando.

― Sim, mas me refiro a outra Deusa ali na porta. — Respondi.

Foi automático, todas nós olhamos para a porta e vimos ninguém mais, ninguém menos do que Rebecca Mader. Meu coração errou a batida, e tenho certeza que aconteceu o mesmo com as meninas. Ter Lana e Bex no mesmo ambiente que você, queridas, é no mínimo desesperador. Ela parecia procurar por alguém, e assim que avistou Lana, caminhou em sua direção. Elas se cumprimentaram com um abraço e se sentaram, enquanto praticamente babávamos olhando as duas.

― Gente, agora é a hora.— Eu disse despertando todas da hipnose.

— Elas acabaram de chegar, vamos esperar um pouco e aproveitar a vista.— Diana disse, com os olhos presos na mesa do outro lado da lanchonete. — Até porque, não é todo dia que vemos a Bex aqui.

— Na verdade, essa é a primeira vez que a Bex vem aqui.— Bea observava a mesa também.

Observei quando Bex colocou a bolsa e o celular em cima da mesa enquanto Katya ia anotar o pedido da ruiva. “Um café, por favor” Li em seus lábios e suspirei.

— Gente, não é por nada não mas… Vocês não estão achando isso um tanto estranho?— Érica se pronunciou, chamando a atenção das meninas que ainda observavam as deusas da outra mesa.

— Estranho por que? Se elas forem embora juntas, sequestramos as duas!— Day disse com um brilho maligno no olhar. — Não seria nada ruim, uh?

— Eu não reclamaria nem um pouco…— Diana suspirou. — Imagine ver minha mulher todos os dias? Pois é!

— Não, meninas, não falo disso.— Érica bufou. — Não podemos sequestrar as duas juntas… Enfim, eu falo do olhar da Lana.

— Realmente… Olhando bem, ela parece literalmente a Evil Queen.— Disse Bea e suspirou logo em seguida. — Está olhando para a Bex como olhava para a Snow White!

— O que será que a minha verdinha aprontou dessa vez?— Diana pareceu pensativa.

— Irei descobrir, esperem.— Bea disse enquanto pegava o celular. Ela começou a rir e uma interrogação surgiu nas nossas expressões. — Parece que a nossa verdinha roubou os chocolates da rainha! Vejam.

Colocou o celular no meio da mesa e um vídeo da Bex começou a rodar. O sotaque carregado provocando suspiros em todas nós. “Lana, você acidentalmente esqueceu seu chocolate na sua cadeira, ops!” E aquela risada característica dela encerrou o vídeo.

— Está tudo explicado, então.— Barbe falou, rindo. — Estou louca para saber o que a Lana vai fazer!

— Ei, por que está com essa cara séria?— Eu disse ao ver que Bea estava concentrada em seu celular.

— Estava mandando um tweet para a Bex.— Disse simples enquanto bloqueava o celular.

— Sério, Bea?— Disse incrédula. — Isso é hora de estar no Twitter? Temos um plano para executar!

— Foi só um tweet e… — Bea logo foi interrompida.

— Gente, olha!— Mih interrompeu e todas olhamos para a outra mesa, Bex havia pego o celular e dava para ver os dedos deslizarem pela tela. Lana continuava olhando para ela daquele jeito mortal. Estávamos de volta ao início, Lana não havia olhado em nossa direção e eu pensei que isso mudaria depois de ontem. Lana Parrilla me fazendo de otária desde sempre.

Bex bloqueou o celular no exato momento que o celular de Bea acendeu em cima da mesa em uma notificação silenciosa.

— Mano…— Bea começou quando leu a notificação. — EU NÃO ACREDITO! ME BELISCA, VIADO!

O grito dela assustou todos presentes na lanchonete, até mesmo a gente.

— Você só pode estar brincando! — Barbe disse pegando o celular das mãos trêmulas de nossa amiga. — Porra, bicho, que sapatão sortuda da porra!

— EU LÁ BRINCARIA COM UMA COISA DESSAS?! PORRA VIADO!— Bea gritou, ainda exaltada e meu olhar foi direto para a mesa ao outro lado. Gelei ao perceber que as duas mulheres nos observavam.

— Bea, eu acho melhor você falar um pouco mais baixo…— Comecei a falar, olhando diretamente para as mulheres que ainda nos olhavam. Todos as meninas olharam para a mesa também. Bea parecia ter visto um fantasma.



— Me segura que a Bex está olhando para a gente! - Diana disse com a voz trêmula. Bex olhou diretamente para a nossa amiga e a Di ficou estática, devolvendo o olhar. — Ela está olhando para mim ou estou alucinando?

— Se eu falar que ela está te olhando, você vai surtar como a Bea?— Mih disse sem tirar os olhos das outras mulheres.

— Talvez. - Respondeu.

— Então ela não está olhando para você.— Mih disse sorrindo mas logo completou: — Na verdade, está sim mas por favor, não grita. Precisamos ser discretas.

— Falou a que caiu aos pés da Lana!— Diana disse arrancando uma gargalhada da gente.

Já diz o ditado, né? Alegria de pobre dura pouco. Em sincronia, as duas mulheres tiraram os olhos da nossa mesa e trocaram um sorriso. Suspiramos.

— Eu sei que você ficou com inveja. — Mih disse, fazendo graça.

— Todo mundo ficou, Mih. Hoje só ficaria melhor se a Jmo entrasse por aquela porta.— Barbe disse sonhadora.

E no mesmo instante, a porta da lanchonete se abriu e uma loira com a cabeça abaixada entrou no local.

— Puta que…— Comecei a dizer. O que estava acontecendo hoje?!

— Gente, não pode ser! Não pode ser, bicho!— Barbe já começava a se alterar.

— E não é! — Bea que já se encontrava um pouco mais calma disse observando a loira que não era Jmo se aproximar do balcão.

— Só porque pensei que seria hoje o dia que eu veria Deus… Que merda, bicho. — Barbe lamentou.

— Tudo no seu tempo, Barbe, tudo no seu tempo.— Érica consolou nossa amiga.

— Gente! Agora é sério. Precisamos repassar o plano.— Disse enquanto olhava o relógio, estava quase na hora da Lana ir embora.

— Day, você sabe o que vai fazer?— Bea perguntou pela milésima vez.

— Porra, Bea, você já me perguntou isso mil vezes! Eu sei o que fazer, eu hein.— Day disse, e todas começamos a rir.

— Eu sei, Kendra Foster.— Bea disse e rimos ainda mais quando Day fuzilou ela com os olhos. — Só quero ter certeza de que vai sair tudo perfeito.

— Eu não sou Kendra Foster, eu hein.— Day tentou falar séria mas acabou rindo. — Vai ser perfeito!

Algum tempo depois…..

06:22 p.m — Esquina do Elite Way School

Pov Érica.

*BIP BIP* (toque do nextel)

— Tudo pronto por aqui, câmbio, desligo.— Me viro para Bea e Diana que estavam ao meu lado.

— Será que a Day vai se sair bem?— Pergunta Diana.

— Sim, vamos confiar.— Bea responde, enquanto esfregava suas mãos em um claro sinal de nervosismo.

Estávamos estacionadas na esquina do colégio em que Lana daria a palestra, stalkeando o carro que iria buscá-la. Por sorte, conseguimos com o irmão agiota de Day uma kombi branca, não era muito confortável, mas acomodaria todas e não levantaria suspeitas.

— Vai, Diana, acelera.— Érica berrou.

— Eu estou acelerando.— Bufou.

— E por que estamos paradas ainda?— Perguntei, vendo o carro passar por nós em direção a casa da diva.

— A marcha não quer engatar, puta que pariu!— Di gritou, socando o volante.

— Vocês são muito lerdas, eu deveria estar dirigindo. — Mih do banco de trás se debruça no banco do motorista, começando outra sessão de socos no volante.

— Ai, caramba, eles não podem chegar antes de nós.— Barbe falava quase desesperada.

Pov Narrador.

Enquanto isso, do outro lado…

Day estava em frente a casa de Lana. Andava de um lado para o outro, contando botões, ou melhor dizendo, repassando as falas do que teria que dizer assim que aquela porta fosse aberta e a Deusa Lana Parrilla fosse atende-la. Estava trajando um uniforme da escola, o que por incrível que pareça, combinou com ela.

*DING DONG*

‘Ai meu jesus cristinho, me acuda.’

Perdida em pensamentos, Day sentiu seu coração pular em batidas ao ouvir o som de saltos ficando mais e mais próximos. Prendeu o folego e aguardou.

Os segundos passaram como uma eternidade, a porta foi aberta lentamente e para sua surpresa, não foi o que ela esperava.

— Sim?— Fred abriu a porta, uma expressão desconfiada, mas ainda assim sua pergunta soou simpática.

— Olá, eu sou do Elite Way School, vim para buscar a Senhorita Lana Parrilla para o evento. — Tentou não gaguejar.

— Ah, sim, só um momento.— Fred se virou em direção a casa, e gritou Lana que parecia estar próxima, em seguida voltou novamente a atenção a estranha parada em frente sua porta. — Vocês irão a pé?

— Oh não, não, o carro especial para a senhorita está a caminho.

— Hum, ok! — Assentiu meio desconfiado.

Sons vindo de dentro da casa chamou a atenção dos dois e uma Lana Maravilhosa Parrilla apareceu na porta, trajando uma linda saia cáqui acima dos joelhos, uma blusinha branca social que tinha alguns botões abertos e pra completar, um sobretudo preto, saltos e seu inconfundível batom carmin.

— Demorei?— Perguntou Lana, observando uma Day tão estática que a mesma já estava começando a pensar se tinha acontecido algo de errado. — Hey, está tudo bem?

— Oh, sim, sim, sim, maravilhosamente bem, muito bem mesmo, uma coisa que estou, é bem.— Respondeu uma Day eufórica demais.

— Boa sorte querida, até mais tarde.— Disse Fred, se despedindo da esposa.

— Obrigada, até mais!— Lana se despediu com um selinho e Fred fechou a porta.

— O carro ja está a caminho, Senhorita Lana.

— Oh, sem formalidades meu bem, pode me chamar apenas de Lana.— Lana que observava com certa curiosidade o uniforme de Day, perguntou-lhe — Você está em que ano?

‘AI MEU DEUS, EU NÃO ESTAVA PREPARADA PARA ESSA INTERAÇÃO TODA, O QUE EU VOU RESPONDER, PENSA, PENSA PENSA DAY.’

— Eu gosto de rosa.

— O que?— Lana que até então olhava a rua aguardando a resposta, focou seus olhos na garota ao seu lado. — Querida eu não perguntei isso, eu...

— E qual sua cor favorita?

Do outro lado da rua...

— Acelera esse negócio Diana!— Mih gritava se jogando sobre o assento do motorista. Érica e Bea estavam sentadas no carona, focadas em achar a kombi igualmente branca da gangue, como elas se chamavam, se não fosse o símbolo enorme da escola pintado na lateral.

— ALIIIIIIIIII, NO SINAL VERMELHO.— Bea aponta, e todas olham na mesma direção.

As meninas tiveram seus corpos jogados contra o assento enquanto Diana acelerava sem pensar no amanhã e ignorando o sinal, passarando direto deixando a outra kombi para trás.

— Isso, falta pouco para as 19h.

— Barbe, estava anotado 19h na correspondência que interceptamos né?

— Sim, eu tenho certeza… ou não.

— O que disse?— Erica perguntou, ignorando o mal pressentimento.

— Nada.

Flashback Barbe.

Um dia antes….

— Mih, tem certeza que o carteiro vem tão cedo assim?— Barbe sonolenta perguntava.

— Foi o que Érica disse. — Respondeu.

— Mas caramba, 5h da manhã? Really?

— Olha alí, ele chegou. Agora só esperar ele sair e vamos lá pegar.

— Ok, ok…

E lá estavam elas escondidas atrás de um arbusto, Mih com sua inseparável jaqueta vermelha e gorro cinza, nossa Emma Pocket Swan do Paraguai e Barbe, de pijama, porque a preguiça foi tanta que não se prestou a trocar de roupa.

O carteiro tinha deixado as correspondências da Família Parrilla e seguido seu rumo, as meninas olharam ao redor constatando o movimento, e caminharam até a caixa de correio.

— Dá pra andar mais rápido? Não precisa ir na ponta do pé sob a grama Barbe.

— Me deixa bicha, eu estou gostando de ser espiã, como em As Três Espiãs Demais.

— Mas somos só nós duas Barbe.

— O que estão fazendo ai?

Uma voz conhecida se fez presente e elas congelaram, virando devagar em direção a dona da voz.

— Katya…— Mih vociferou.

Katya que estava fazendo seu cooper matinal pelo quarteirão, avistou duas figuras conhecidas e se aproximou.

— Vocês não responderam. O que a aprendiz de Emma Swan e a, a… não tenho um adjetivo para você querida, ainda. Então, desembucha logo.

— Não te interessa, bixa má.

— Oh, espera aí, essa é a casa da famosa né? Vocês agora vão invadir também?

— Olha aqui Katya, não devemos nada a você, saia antes que eu perca a paciência que não tenho.

— Calma aí, talvez possamos negociar.

— Não temos nada para negociar com você.

— Fala baixo Barbe, vai acordar você sabe quem.

Katya se aproximou delas, ficando a uma distância consideravelmente perto.

— Reúnam seu bando, amanhã, no beco atrás do Diners, me encontrem e levem dinheiro, bastante dinheiro.

— Olha sua…

Barbe segura Mih pela jaqueta e se colocou entre ela e Katya, que por sua vez não deu para trás e empurrou Barbe, mas a atenção de ambas é tirada assim que uma cadela marrom se próxima delas.

— Algum problema?

As tres se viram e se deparam com uma Lana Parrilla de moleton e tênis, caminhando em direção a elas. Katya se adianta e responde.

— Sim, essas gar…

— Não! Estavamos apenas olhando sua grama, como ela é verde né Barbe?

— Sim, nossa, que grama verde linda, mas linda mesmo, muito linda.

Katya que tinha a boca tapada por Mih furiosa.

— Já estávamos indo, tchauzinho.

Mih segurando Katya e Barbe ao seu lado, caminharam para longe, deixando uma Lana confusa enquanto pegava suas correspondências.

— Olha aqui sua filhote de cruz credo, você não se meta com a gente entendeu?

— Barbe, não vale a pena, temos um problema bem maior agora.

— Vocês são amadoras demais. — Falava uma Katya se levantando após o empurrão de Barbe. — Na matéria de Stalker, eu sou pós graduada. Aprendam.— A mesma tira o celular do casaco e discou alguns números, logo sendo atendida. — Aqui é da assessoria da Vogue, estamos procurando atrizes em ascensão para uma entrevista especial de Carnaval e o primeiro nome que veio a minha mente foi Lana Parrilla, quando podemos marcar?— Ela aguardou a pessoa responder com um sorrisinho sínico. — Entendo, então quinta ela tem uma entrevista na escola Elite Way School, sexta um jantar beneficente… Olha, eu ligo novamente depois então, vou verificar minha agenda, obrigada.

Barbe e Mih estavam de boca aberta olhando uma Katya triunfante.

— Ok, quanto vai nos custar isso?

— Já disse, amanhã noite no Diners, não se atrasem.

Fhaskback Barbe off.

— Está demorando, marcamos as 18:45h.— Reclamou Lana.

— … eu tenho muitos planos sabe, as vezes parece que estou num filme, tantas coisas legais e tristes, eu ando de patins, já disse que minha fruta favorita é manga?

— Já querida, você já me contou tudo sobre você, eu acho.— Lana respondeu com simpatia ao monólogo de Day.

— Olha alí, a Kombi chegou.— Day apontou para uma kombi branca entrando a rua, agora era questão de tempo para que elas finalmente tivessem Lana só para elas.

Notas finais
E ai, comentem?!