L'amour..
6 Capítulo 6
― Eu já disse não! ― Roberta disse.
O cara lhe deu um sorriso perverso e a fitou com intensidade.
― E desde quando uma puta tem o direito de escolher?
Roberta sentiu seu sangue ferver e puxou seu braço com força, conseguindo, enfim, se soltar dele e passou a andar de volta para o banheiro. Tinha que se livrar daquele cara o mais rápido possível.
O cara seguia na cola dela e Roberta começava já a se apavorar. Sabia bem o que um tipo como aquele seria capaz de fazer.
― Por que você não quer nada comigo? ― ele lhe perguntou, com aquela voz que causava náuseas à Roberta. ― Eu pago bem.
― Não estou disponível. ― Roberta olhou por cima do ombro, sem parar de andar.
― Uma puta que não está disponível? ― O cara deu uma risada de deboche e apressou o passo. ― Oras... essa é nova! Vamos, queridinha... garanto que você não vai se arrepender.
Roberta entrou no corredor que dava ao banheiro, querendo que tivesse algum segurança por lá, mas não havia ninguém no corredor.
― Por que você não vai atrás de outra? Te garanto que há muitas lá dentro interessadas.
― Oh, não... mas eu quero você e sinto em lhe dizer, mas tudo o que eu quero, eu tenho! ― ele a puxou pelo braço e a encostou contra a parede, apertando seu corpo no dela.
Roberta nunca havia sentido tanto raiva como naquele momento. Virou o rosto ao mesmo tempo em que ele abaixava seus lábios para seu pescoço e lhe dava uma lambida. Ela tentava se soltar, mas o cara era muito mais forte que ela e não conseguia quase se mover.
― Ela disse que não está disponível!
Aquela voz mais pareceu um rugido e Roberta ergueu os olhos, para ver quem era. Ele... Seu coração bateu descompassado ao vê-lo ali, parado, pronto para a briga.
― Escuta aqui cara, ― o homem disse à Diego. ― Estou na fila primeiro. Depois você pode fazer o que quiser com ela... aposto que ela gosta de ter muitos caras em uma só noite.
Diego apertou a mandíbula, tentando se controlar para não acabar com a vida do tipo.
― Me solta! ― ela tentava se soltar, mas de nada adiantava.
― Ela disse pra soltar! ― Diego puxou o cara pelo pescoço e o jogou para longe dela. ― Será que você é surdo? Ela não quer nada com você!
O cara se ergueu e fitou Arthur com ódio.
― Ela não tem direito de escolher nada! Tem que abrir as pernas e aceitar o que pagarem!
Diego estreitou os olhos e se virou para Roberta, a fitando com atenção.
― Vá lá pra dentro e não saia até eu disser que pode sair.
Roberta assentiu e se apressou em obedecer. Só quando ela trancou a porta atrás de si, Diego voltou a fitar o cara.
― Agora vamos fazer um trato. Você some daqui, e em compensação, sai ileso.
O cara deu uma risada irônica e fitou Diego.
― E se eu não quiser?
― Bem... ai você terá alguns hematomas pra lembrar a não voltar aqui!
― Por que se importar com ela? ― ele sacudiu a cabeça e deu um sorriso malicioso. ― É só um buraco com um coração pulsando!
Aquilo foi a gota d`água! Diego fechou o punho e acertou o rosto do cara, o desequilibrando. Ninguém falaria dela assim! Não na sua frente!
O cara se apoiou na parede e fitou Diego com ódio.
― Qual o seu problema?
― É você que tem um problema! Será que não percebe que ela não quer nada com você?
― Como se ela tivesse direito de escolher com quem...
Diego não deixou ele terminar de falar e acertou outro punho na cara dele.
― Você não vai falar assim dela! Não na minha frente!
O homem fitou Diego, ao mesmo tempo em que passava a mão pelo canto da boca, limpando o sangue que começava a sair.
― O que? É sua namoradinha?
Diego se segurou para não voltar a socar o cara. A raiva já tinha se apoderado de seu corpo e se ele não se controlasse, alguém ali sairia muito machucado e não seria ele.
― Acho melhor você ir embora daqui...
― De jeito nenhum! ― sorriu de lado e se endireitou.
Diego não esperava que ele se recuperasse tão rápido, quando viu o punho direito dele vindo em sua direção e o acertando em cheio no nariz. Soltou uma maldição, ao mesmo tempo que voava para cima dele e um festival de socos se fez no lugar. Não tinham nem idéia do que acertavam, só continuavam a se esmurrar com vontade. Diego conseguiu empurrar o cara para longe, fazendo com que caísse no chão e estava indo para lá, quando um outro cara apareceu no corredor, com uma cara nada amigável.
― Será que terei que chamar a policia? ― Micael indagou aos dois. Diego parou no lugar, com os punhos fechados e olhou para o cara que havia acabado de chegar.
― Só se for para esse imbecil! ― ele disse, se referindo ao outro homem.
Micael olhou para o homem que estava deitado e voltou a fitar Diego. Na mesma hora, Roberta abriu a porta do banheiro e saiu de lá.
Arthur se virou para ela e a fitou com atenção.
― Eu não disse para ficar lá até eu mandar?
― Está tudo bem... ― Roberta passou por ele e parou na frente de Micael . ― Foi ele quem começou tudo, Micael! ― apontou para o causador da briga. Dois caras grandes como armários, apareceram atrás de Micael, esperando alguma ordem. Ele apontou para o cara que ainda estava no chão, os fitando.
― Tirem esse cara daqui! E se eu souber que você ousou a colocar seus pés na minha casa outra vez, ficarei imensamente feliz em chamar a policia! Entendeu bem?
O cara mal conseguiu responder, já que fora erguido e praticamente jogado para fora da boate pela porta dos fundos. Micael se virou para Roberta, com olhar preocupado.
― Está tudo bem?
― Está sim. ― assentiu com a cabeça e olhou para Diego. ― Graças à ele...
Micael olhou para Diego e estendeu sua mão para ele.
― Obrigado por cuidar dela.
Arthur aceitou o cumprimento, mas nada disse.
― Cuide dele, Aimée. ― Micael disse.
― Eu não... ― Arthur começou, mas logo foi interrompido por Micael .
― Você parece que acabou de sair de um triturador de carne. Um pouco de cuidado não vai lhe fazer mal. ― dizendo isso, ele se virou e saiu dali, sendo seguido pelos dois seguranças.
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