L'amour..
7 Capítulo 7
Roberta olhou para Diego e sentiu seu coração se apertar. Ele nem a conhecia, e já ela tinha defendido com unhas e dentes... Que mulher não gostaria de ter um homem como esse ao seu lado? Estreitou os olhos, não gostando nada do rumo em que seus pensamentos seguiam. Balançou a cabeça afastando aquilo da mente e apontou para um banco que havia em frente ao espelho.
― Se sente ali. Vou pegar algo para limpar essas feridas.
Diego fez o que ela pediu e ficou observando como se movia pelo lugar, pegando uma toalha e a encharcando na água. Os movimentos dela eram leves, e ele a olhava totalmente cativado. Ela tirou o excesso de água e se virou para ele, indo até onde ele estava.
― Isso pode doer um pouco...
Diego duvidava muito disso. Nada que aquela mulher pudesse fazer, o machucaria... Roberta passou levemente a toalha pelo canto dos lábios dele, limpando o sangue e Diego sentia que seu sangue começava a correr mais rápido pelo corpo. O que aquela mulher tinha que lhe deixava daquele jeito? O toque dela era leve, como se soubesse exatamente o que estava fazendo, dando a impressão de que já havia curado as feridas de alguém muitas vezes. Aquele pensamento lhe causou um estranho aborrecimento. Não gostaria de pensar que ela havia curado as feridas de outro homem! Ouviu um som ao longe e se deu conta de que ela falava com ele.
― Perdão... o que disse?
― Disse que não tinha necessidade de fazer o que fez...
Diego levantou os olhos até encontrar os dela.
― Não fiz nada mais que qualquer homem faria.
Ela lhe deu um sorriso leve, fazendo com que o coração dele batesse como um louco.
― Nem todos. Só os que podem mesmo ser chamados de homens.
Ele deu um sorriso de lado, mas logo fez uma careta com a dor que sentiu.
― Obrigado por ter me defendido.
― Não tem que agradecer eu fiz o que tinha que ser feito...
Roberta respirou fundo e passou a toalha sobre o fio de sangue que escorria pelo nariz dele.
― Nunca me defenderam dessa maneira...
Ele estreitou os olhos, enquanto imagens dela apanhando lhe vindo à mente.
― E alguma vez precisou ser defendida dessa maneira?
Ela mordiscou o lábio e suas mãos pararam o que estavam fazendo. Se alguma vez precisou? Muitas... mais do que poderia contar!
― Algumas...
A voz dela não passou de um leve sussurro, que fez com que Diego fechasse os punhos, sentindo uma imensa vontade de se vingar de cada maltrato que ela havia passado. O que era absurdo! Não tinha que sentir nada daquilo! Não tinha nada com aquela mulher!
― Mas isso não vem ao caso. ― ela o tirou de seus pensamentos. ― Você ficará dolorido por um bom tempo...
― Já levei surras maiores que essas e fiquei bem. O cara não fez muito estrago, não tinha uma pontaria muito boa.
Roberta deu uma risada baixa e voltou a limpar as feridas dele.
― Acho que ele não teve tanta sorte assim...
― Ele me pegou em um péssimo dia...
E mexeu com a mulher errada! Ele quis dizer, mas se interrompeu à tempo.
Ela voltou a ficar em silencio e Diego respeitou aquilo. Sentia a mão dela passeando pelo seu rosto e fechou os olhos, aproveitando aquele momento. Fazia tempo que alguém cuidava dele daquele jeito, nem mesmo sua ex-noiva lhe dedicava esse tipo de cuidado.
― Pronto. Já está bem melhor... ― ela disse.
Ele abriu os olhos e respirou fundo. Aquilo acabara rápido demais...
― Obrigado.
Ela sorriu e deixou a toalha em cima da pia.
― Escuta...
― Sim? ― Roberta se virou para ele
Diego engoliu em seco e respirou fundo. Sabia que aquilo não era certo, mas o que podia fazer? Dando de ombros, ele se levantou e colocou a mão no bolso traseiro da calça, pegando sua carteira e tirando um cartão de lá. Pegou uma caneta que estava no bolso da jaqueta e escreveu algo no papel.
― Se precisar de qualquer coisa... me procura. ― lhe ofereceu o cartão.
Roberta olhava para o cartão que ele lhe esticava, indecisa entre aceitar ou não. Ele pareceu perceber a indecisão dela e colocou o cartão em cima da pia, voltando a fitá-la com atenção.
― Qualquer coisa, há qualquer hora.
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