L'amour..

5 Capítulo 5


Ficou ali mais um tempo e logo saiu do quarto. Foi para a sala e encontrou Carlasentada no sofá, vendo um programa qualquer na televisão. Sentou ao lado dela e soltou um suspiro. ― Como ele está? ― Carla perguntou. Roberta olhou para a televisão e respirou fundo, sentindo um nó na garganta. ― Acho que ele não vai agüentar muito mais, Carla... Sua voz saiu quebrada e seus olhos se encheram de lágrimas. Seu coração se apertava cada vez mais ao pensar na situação de seu filho. Carla a abraçou, também sentindo as lágrimas rolando pelo seu rosto. ― Tenho que conseguir mais dinheiro. ― Por que não tenta mais uma vez um empréstimo? ― Não vão me dar outro... ― meneou a cabeça. ― Ainda estou pagando o ultimo que pedi. Não sei Carla, não sei mais o que fazer... ― Tenha fé Roberta... tudo vai se acertar. Fé... fé ainda era a única coisa em que Roberta se agarrava. Diego fitava a frente da mesma boate onde viera na noite anterior Não tinha nem a menor idéia do porque foi parar justamente ali. Estava tranqüilamente em casa e de repente, sentiu uma vontade gritante de sair. Pegou seu carro e saiu dirigindo pelas ruas da cidade e ali estava. Na frente daquela boate. Desligou o motor do carro e apoiou as mãos no volante. Não sabia se era uma boa idéia voltar a entrar ali. Um carro passou na frente dele e foi quando ele a viu ele estava hipnotizado olhando pra ela. Ela estava dirigindo o carro até a parte de trás do estacionamento. Não tinha a minima chance dela saber que ele estava ali, só se lembrasse do carro, mas como havia muitos carros iguais ao dele na cidade, aquela possibilidade era quase nula. Viu ela parar o carro, mas demorou um pouco além do que o normal para sair dele e Diego já estava quase se levantando e indo até lá, ver se algo havia acontecido, quando a porta se abriu e ela saiu de dentro do carro. Pegou uma pequena mala e fechou a porta. Ficou ainda um momento parada, olhando sabe-se Deus o que e logo se virou e entrou na boate pela porta dos fundos, a mesma que eles usaram na noite passada. Se ainda tinha alguma duvida se iria ou não entrar lá, ela se dissolveu em um nano segundo. Saiu do carro e foi direto para a porta da entrada. Sabia que estava sendo um tremendo babaca ao voltar ali e procurá-la, mas não ligava a minima para isso. Tinha que vê-la outra vez. Precisava... Cumprimentou o segurança e logo entrou no lugar, indo exatamente para o bar e se sentando no mesmo lugar onde havia se sentado na noite anterior. Pediu uma bebida e se virou na direção de uma porta, sabendo que ela sairia de lá. Ficaria ali a esperando, nem que para isso tivesse que esperar a noite toda. Ia vê-la outra vez, ou não se chamava Diego Maldonado! Roberta terminou de se arrumar, guardou suas coisas e saiu do banheiro, se preparando psicologicamente para a noite que teria pela frente. Ainda não havia se recuperado da noite anterior, e ainda tinha o caso de seu filho e a entrevista que lhe tinha sido negada. Precisava de um outro emprego. Mais cedo fora em uma loja de roupas, mas disseram que não havia vaga. Tudo bem... aquela não era a única loja da cidade, conseguiria algo em outra. Com isso em mente, ela entrou no salão, se misturando com a multidão. A cada noite que passava, aquele cheiro de sexo, suor e outras coisas mais, lhe deixavam mais enojada. Não sabia quanto tempo mais iria suportar aquilo tudo. Alguem segurou seu braço e ela se voltou na direção da pessoa. Um homem muito bem apessoado a fitava de cima a baixo com um ar de malicia e Roberta sentiu seu estomago se revirar. Não suportaria aquilo... Quando Diego a viu saindo por aquela porta, sentiu que seu coração dava um pulo dentro do peito, quase o deixando com a sensação de que poderia sair saltando por ai. Seguia ela com o olhar, esperando que ela o visse e fosse até ele. Oras... o que ele pensava? Achava mesmo que ela iria querer ter algo com ele por mais uma noite? Seguia ela com o olhar, esperando que ela o visse e fosse até ele. Oras... o que ele pensava? Achava mesmo que ela iria querer ter algo com ele por mais uma noite? Alguem segurou no braço dela e Arthur se endireitou no banco, sentindo a tensão crescer dentro de si. Ela tentava se soltar do cara, mas ele não lhe deixava. Sem pensar no que fazia, Diego se levantou e começou a caminhar até eles, feito um touro enfurecido.