L'amour..
3 Capítulo 3
Roberta abriu seus lábios para ele, e Diego penetrou sua língua nos lábios dela, sentindo um leve gosto doce, fazendo com que ele voltasse a ficar duro e segurou a cintura dela com força, mas sem machucar. O beijo ia aumentando cada vez mais, sentiam seus corações batendo forte um contra o outro, suas mãos acariciando o corpo do outro. Sem pensar, Diego fez com que ela se deitasse no banco, saiu de dentro dela, retirou a camisinha usada, alcançou sua carteira e pegou uma camisinha que sempre guardava ali. Se protegeu e voltou a se afundar no corpo dela, soltando um som, que mais pareceu um rugido, sentindo ela estremecer violentamente contra ele. Logo que conseguiu se mover, Roberta saiu do carro sem nem ao menos olhar para trás. Ela praticamente corria, querendo se afastar dali o mais rápido possível. Suas emoções estavam a mil por hora e o que mais queria, era apaga-las. Nunca tinha se sentido tão vulnerável como no momento em que teve ele. Deus...! Havia tido não só um, mas três orgasmos! Não se lembrava de quando tinha sido a ultima vez que tinha tido um e aquele homem a fez sentir três! O que aquele homem tinha? O que ela tinha?
Não olhou para trás quando entrou na boate e só se sentiu mais segura, quando entrou no banheiro. Se olhou no espelho e viu seus lábios manchados com os restos do batom. Deus! Deixara que aquele homem lhe beijasse! Pegou um papel e começou a esfregá-lo contra a boca, tentando tirar qualquer indicio daquele beijo. Voltou a se olhar no espelho e sentiu que seu corpo voltava a estremecer com a lembrança do que tinha acabado de viver. O que havia acontecido com ela? Onde estava com a cabeça, quando resolveu aceitar esse homem? Onde estava com a cabeça, quando deixou que ele a tomasse duas vezes? Soltou uma maldição e abriu a torneira, jogando água em seu rosto, tentando fazer com que o bom senso retornasse ao seu corpo. Olhou o relógio que ficava ao lado dos armários e viu que ele marcava 23:35 hs. A noite mal havia começado... Como ela conseguiria continuar com aquilo? Como? Respirou fundo, fechou a torneira e jogou o papel no lixo. Não deixaria que aquele homem mexesse tanto assim com ela, mas não seria tola de se enganar, achando que conseguiria enfrentar aquela noite de trabalho. Saiu do banheiro e foi até o escritório de seu chefe. Podiam chamar ele de cafetão, mas o fato era que o cara tinha o maior respeito com todas as garotas da casa e que se alguém se metesse no caminho de qualquer uma delas, iria se ver com ele. ― Obrigada, Micael. ― sorriu e deu a volta. Estava prestes a sair da sala, quando ele voltou a chamá-la: ― Quando você vai terminar com isso? Ela se virou para ele, sem entender. ― Nós dois sabemos que esse não é seu lugar, Roberta. Quando vai parar de se mal-tratar dessa forma? Roberta abaixou a cabeça e respirou fundo, antes de voltar a fitá-lo. ― Ainda não posso... um dia, quem sabe... ― Quando esse dia chegar... me avise. Não quero que você continue se machucando dessa forma. Ela assentiu com a cabeça e deu um sorriso leve. Quando saiu do escritório dele, soltou um suspiro, agradecida eternamente, por ele compreendê-la tão bem. Quando ela saiu do carro, Diego se encostou no banco e passou a mão pelo rosto. Que diabos havia feito ali? Ainda não acreditava que tinha descido tão baixo, ao ponto de ter sexo com uma prostituta e não uma, mas duas vezes. Aquele definitivamente não era ele! Soltando um suspiro de resignação, arrumou suas calças e subiu o zíper. Ainda sentia o perfume dela impregnado em seu corpo e, ao invés daquilo o incomodar, lhe dava um certo conforto. Não sabia bem o porquê, mas teve a impressão de que tudo o que havia acontecido naquele carro, também havia assustado ela. O que podia fazer agora? Continuar se lamentando por ter tido sexo com uma prostituta, ou esquecer aquilo e seguir em frente com a sua vida? A segunda opção era a mais certa, mas Diego tinha uma leve impressão de que não seria assim tão fácil, esquecê-la. Passou para o banco da frente e ligou o carro, arrancando ele de lá. Queria sair dali o mais rápido possível, antes que aquela vontade que ele tinha de voltar lá dentro e puxar ela de volta para ele, lhe vencesse. Foi quando algo no banco do passageiro lhe chamou a atenção e ele olhou para lá. Uma calcinha preta com detalhes simples em dourado. A calcinha dela. Provavelmente, na pressa de sair do carro, ela havia esquecido a peça ali... Sem pensar, ele esticou a mão e agarrou a peça, a trazendo para junto do peito por um momento, e logo a enfiou dentro do bolso de sua jaqueta. Certo... ele sabia que guardar a calcinha de uma prostituta qualquer era algo extremamente ridículo e patético, mas o que ele poderia fazer? Além disso, sabia que ela não era uma qualquer, apesar da profissão que tinha. Havia sentido isso quando a beijou... sentiu que ela se surpreendia tanto por aquela atitude dele, como ela ter permitido que ele a beijasse. Sua casa não ficava muito longe dali e em dez minutos, ele estacionava o carro na garagem e entrava na casa. Não ascendeu luz alguma, indo direto para o quarto. O mesmo quarto que havia divido com sua noiva e que a havia flagrado com outro. Fitou a cama na escuridão, se dando conta de que não seria capaz de voltar a dormir ali por um bom tempo, ou ainda mais... talvez nunca voltasse a dormir ali! E outra... dormindo ali, parecia que estava traindo a memória dela. Da Aimeé. Ok! Ele conseguia ser mais patético do que pensava! Trair uma prostituta? Onde ele estava com a cabeça? Saiu do quarto e foi até um dos quartos de hóspedes, se deitando na cama e fitando o teto. ― O que essa mulher tem? Ainda era capaz de sentir o toque dela em sua pele, a maciez dos cabelos em seus dedos, o gosto de seus lábios... Soltou um suspiro e se virou na cama. Não podia ficar pensando naquilo! Não era certo! Não tinha o direito! Mas o pensamento de que ela, depois de ter saído do carro, pudesse, nesse momento, estar deixando que outro a tocasse, o deixava com um ódio quase mortal e uma vontade de voltar e tira-lá de lá o mais rápido possível. Não queria que mais ninguém a tocasse! ― A que ponto você chegou, Diego... Tendo ciúmes de uma prostituta? Tinha que tirar aquele mulher de seu pensamento e de seu corpo. Com isso na mente, ele se levantou e foi se despindo pelo caminho, até chegar ao banheiro, onde se colocou debaixo de uma ducha de água gelada, deixando que aquilo tirasse qualquer traço do que havia feito com aquela mulher, esperando que o fizesse pensar melhor...
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