L'amour..
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Roberta estacionou o carro em sua vaga e desligou o carro. Mais uma noite... Mais uma noite, que ela tinha que ir naquele lugar, querendo com toda sua alma, não ter que ir ali. Mas aquela possibilidade não existia. Ao menos, não em um curto prazo. Deixou as mãos sob o volante e respirou fundo. Queria tanto ser só mais uma simples garçonete, ou ainda, uma vendedora de uma loja de departamento, mas o salário que receberia em um serviço normal, não daria para pagar suas contas e elas se acumulavam a cada mês. E ainda para piorar... havia aquilo. Somente aquilo fazia com que Roberta reunisse forças para enfrentar mais um dia de trabalho.
Respirando fundo, ela pegou sua pequena mala que continha seu “uniforme” e saiu do carro, caminhando até a porta dos fundos. Se dirigiu até o banheiro que dividia com as outras garotas e depositou sua mala em cima de um banco. Ao menos, o lugar ali era o mais limpo possível. Tudo bem que havia sutiãs e calcinhas espalhadas por todo canto, mas em questão de higiene, o dono do lugar exigia que tudo fosse limpo para elas. Abriu a mala e pegou seu uniforme, que naquela noite consistia em uma míni saia preta de couro, que ficava uns dez centímetros acima do joelho; uma blusinha de renda preta; um sutiã preto com apliques dourados nas alças e no busto; uma calcinha que fazia parte com o sutiã e um sapato preto de salto alto.
Quando terminou de se vestir, se olhou no espelho, não se sentindo a Roberta Messi de sempre e sim, uma garota qualquer, que qualquer homem pagaria para ter uma boa seção de sexo. Isso era o que mais a machucava. Ter que deixar que todos aqueles homens a tocassem e fingir que estava gostando daquilo... Já não se lembrava quando realmente tinha sido a ultima vez em que fez amor, ou que sentiu algum prazer com um homem.
Lágrimas vieram em seus olhos e ela fez força para se controlar. Um dia isso tudo iria acabar e ela olharia para trás?
Mais um dia triste de trabalho, e o pior de tudo é que ele havia sido demitido. Se isso não fosse o suficiente para deixar um sujeito desnorteado, voltar para casa mais cedo e pegar sua noiva, na cama com outro, era mais do que ele poderia aguentar.
Ela tinha lhe dito que não passava de uma simples aventura, que o amava e não iria mais fazer aquilo, mas ele sabia bem lá no fundo de seu coração, que aquilo não era verdade. Sempre havia desconfiado que ela o traia, mas nunca tinha tido coragem para acabar com aquilo. Podia ser chamado de estúpido, mas se sentia aliviado por ter terminado com aquele noivado. Nunca tinha amado ela mesmo... Poderia
parecer mais estúpido ainda, mas tinha uma pequena vontade escondida em seu ser, que queria se vingar de todas as traições que sabia que tinha sofrido.
Aquele era o lugar perfeito para isso!
Seria só encontrar a primeira prostituta barata que lhe aparecesse pela frente e a levaria para o banheiro, se afundando em seu ser, sem se importar com mais nada.
Com isso na mente, ele passou o olhar em volta do lugar que estava abarrotado de gente. Uma loura passou por ele e lhe deu um sorriso convidativo. Arthur arqueou a sobrancelha para ela, percebendo que ela estava coberta por uma camada de suor excessivo e aquilo não lhe agradava em nada. Ok... A segunda que passasse pela sua frente então. Uma loira parou ao lado dele. Ela usava uma calça de couro bem apertada e suava muito também, fazendo com que Arthur se perguntasse como estaria a situação naquele lugar e logo descartou a ideia de ter qualquer coisa com ela.
A quem pensava que estava enganando? Nunca em sua vida tinha recorrido a uma prostituta, simplesmente pelo fato de que aquilo ia direto em encontro contra seus princípios! Não ia fazer aquilo. Mesmo que queria se vingar dela, não seria capaz de envolver outra mulher nessa situação.
Desistindo da ideia de ter sexo essa noite, ele se levantou, preparado para ir embora e foi quando a viu.
Sua cabeleira loira era imacula e encantador, que fazia com que ele sentisse vontade de afundar seus dedos neles e comprovar se eram tão macios quanto aparentavam. Sua pele era branca e não trazia nenhum traço de suor, parecia fresca. Seus olhos marcados pela forte maquiagem, atingiam um tom brilhante, quase parecendo verdes. Seus lábios traziam uma camada de vermelho brilhante, o que aparentava que não tinha sido beijada naquela noite e isso lhe causou um estranho sentimento de alivio.
Foi naquele momento, que ela ergueu seus olhos para ele e Diego sentiu um formigamento se espalhando pelo seu corpo. Eles se fitavam com intensidade e sem pensar em mais nada, Diego se pôs a andar na direção dela.
Fale com o autor