L'amour..
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Quando Roberta colocou os pés no bar, sentiu que alguém a fitava com atenção e ergueu seus olhos na direção da pessoa. O homem a fitava com tanta intensidade, como se estivesse cogitando a possibilidade de ir para a cama com ela.
Roberta deu uma risada interior com aquele pensamento. Oras... todos aqueles homens não estavam ali justamente para isso? Mas a diferença entre ela e o resto das garotas, é que ela era quem escolhia com quem ia para a cama e não o contrario. Se o cara desse pinta de que seria agressivo, ou que não pagaria pelos serviços, ela simplesmente lhe dava as costas e sumia no meio da multidão. Já tinha uma certa experiencia naquele ramo e conseguia distinguir quais eram os bons clientes.
Ele começou a andar em sua direção e Roberta ergueu o queixo, se mantendo parada no lugar. Quando
ele parou na sua frente, Roberta sentiu que seu coração dava um salto dentro do peito, mas tratou de afastar isso o mais rápido possível.
― Olá... ― ele lhe disse.
― Olá. ― Roberta respondeu, o fitando nos olhos.
Ele a fitava com atenção e Roberta nem por um momento, se sentiu incômoda com isso. Estranho... normalmente quando um homem a fitava daquele jeito, ela queria que um buraco abrisse debaixo de seus pés.
― Está disponível? ― ele perguntou.
Roberta respirou fundo, não gostando muito da ideia de ter algo com aquele cara. Mas havia algo nos olhos dele, que a chamava...
― Depende.
― Do que?
― Meu preço é muito alto. Quanto você está disposto a pagar?
Aquilo era uma mentira. Não era tão alto assim. Ela só não queria ter nada com aquele cara, que fazia com que seu coração batesse mais rápido.
Diego percebeu que ela mentia e se inclinou um pouco em sua direção.
― Estou disposto a pagar o que você pedir.
Ok... se aquele cara jogava duro, ela seria capaz de jogar mais duro ainda. Ela passou a língua pelos lábios e inclinou a cabeça um pouco, o fitando com descaso, tentando parecer fria.
― Setecentos dólares.
Diego arqueou a sobrancelha e a fitou de cima a baixo. Caro ou não, pagaria aquilo.
― Parece justo.
Outra vez, seu coração deu um salto e Roberta sentiu uma leve queimação em seu ventre. Fazia muito tempo que não sentia nada como aquilo e isso a assustava.
― Mas tenho uma condição... ― ele disse.
Roberta riu baixo e deu um sorriso de lado.
― E qual seria ela?
― Não vou fazer isso aqui.
Sinal de alerta! Se aquele cara pensava mesmo que ela iria sair dali e ir para um motel de quinta, ele que fosse procurar outra garota.
― Na minha casa.
O-oh! Nem pensar! Roberta nunca iria para a casa de um cliente. Isso era mais intimidade do que ela gostaria e do que era o aceitável. Ela balançou a cabeça.
― Sinto muito. Não vou para a casa de ninguém, alias... não saio daqui com cliente algum. Se quiser ter algo comigo, vai ter que se aqui, caso contrário, posso te recomendar outra garota que aceitaria fazer o que você quer.
De jeito nenhum! Ele queria ela e iria tê-la. Nem que para isso tivesse que carregá-la para o banheiro.
Uma ideia passou pela sua mente e ele deu um sorriso de leve.
― No meu carro.
Lua abriu a boca para falar algo, mas ele ergueu a mão, a impedindo de continuar.
― Antes que fale alguma coisa, meu carro está no estacionamento da boate, ou seja, você não sairá realmente do lugar. Só vamos para um lugar com um pouco mais de privacidade. O que me diz?
Roberta o fitou com atenção. Ir, ou não ir?
Roberta o seguia até o estacionamento, se perguntando se tinha feito a coisa certa. Ele parou ao lado de um carro ultimo ano e ela fitou o carro com atenção. Certo... Se o cara tinha dinheiro para ter um carro como aquele, ele poderia muito bem ter a mulher que quisesse aos seus pés. Então... por que ele
tinha ido atrás de uma prostituta?
― E então? ― ele perguntou, a fitando.
Ela balançou a cabeça, afastando aquela pergunta da mente. Afinal, isso não era problema seu!
― O que disse?
Diego a fitava com atenção, enquanto mantinha a porta traseira do carro aberta.
― Vai entrar ou não?
Sem dizer uma palavra, ela passou por ele e entrou no carro. A maciez do couro do banco a acariciou como um amante e ela se sentiu confortável. Ele se sentou ao lado dela e fechou a porta. O carro estava parado em um canto que não tinha muita visibilidade e os vidros dele eram escuros. Quem quer olhasse naquela direção, não veria nada do que acontecia lá dentro.
― Pago agora, ou depois? ― Roberta ergueu os olhos para ele.
― Agora.
Ele assentiu com a cabeça e ergueu o quadril um pouco, para pegar sua carteira que estava no bolso traseiro da calça. Roberta desviou os olhos para a janela. Aquela era outra regra sua: sempre lhe pagavam antes do serviço, nunca depois! O cara podia simplesmente não querer pagar e ela não queria correr o risco de ficar sem seu dinheiro. Precisava muito dele.
Diego abriu a carteira e tirou a quantia que ela havia lhe dito antes e olhou para ela. Não sabia bem o porque... mas ela lhe passava uma aura de uma pessoa em tormenta, como se realmente não tivesse nascido para aquilo e que só estava ali por obrigação. Ele esticou o dinheiro na direção dela e Roberta o pegou, guardando no sutiã.
Ok... agora entrava em ação a profissional. Com isso na cabeça, ela se aproximou um pouco mais dele e colocou sua mão na coxa, sentindo a dureza de seus músculos.
Ele pegou em sua mão e a olhou nos olhos.
― Espera.
Roberta ergueu os olhos para ele, sem entender seu pedido.
― Eu... eu nunca fiz isso... ― fez um gesto com a mão livre. ― Você sabe... pagar por...
Roberta assentiu com a cabeça e um estranho alivio se fez em seu coração. Por que saber que ele nunca tinha feito isso lhe aliviava?
― Não se preocupe. sei o que fazer...
― Sabe mesmo? ― ele indagou, com um certo ar de duvida.
Ela deu um sorriso de lado, mas o calor que havia em seu sorriso, não estava em seus olhos e ele percebeu isso. Mais uma vez, ele teve a certeza de que aquele não era o lugar dela.
― É só você... relaxar. ― soltou sua mão da dele e se sentou em seu colo.
Diego sentiu seu corpo formigar e seu membro tremeu onde eles se encontravam. Precisava... precisava saber qual era o ...
― Qual seu nome? ― ele perguntou, com o auto controle que ainda possuía. Roberta parou o que estava fazendo e o fitou nos olhos. Sentiu uma vontade quase violenta de lhe dizer seu verdadeiro nome, mas não conseguiria, não poderia...
― Aimée.
Diego a fitou e soube que ela não lhe dizia seu verdadeiro nome.
― Certo... Aimée. ― disse lentamente o “nome” dela.
― Posso continuar?
― Sim, senhora.
Roberta deu um sorriso de lado e desceu suas mãos para o zíper da calça dele, o abrindo devagar, sem deixar de fitá-lo nos olhos. Não entendia... ele tinha algo no olhar... algo que... Ela sacudiu de leve a cabeça, ao mesmo tempo em que liberava a ereção dele se sua cueca. Ele estava mais do que pronto.
Roberta colocou sua mão no bolso traseiro de sua saia e tirou de lá uma embalagem de camisinha. Não iria, de jeito algum, se arriscar com quem quer que fosse e acabar pegando uma doença, ou engravidando.
Enrolou a camisinha no membro dele e se ergueu o suficiente, para retirar sua calcinha. Estranho... ela estava... preparada para ele. Sempre que fazia isso com algum cliente, era difícil, porque ela nunca estava lubrificada, mas com aquele cara... Balançando a cabeça e expulsando aqueles pensamentos da mente, ela voltou a se sentar no colo dele, segurando seu membro e o colocando no lugar certo. Quando sentiu ele entrando em si, ambos soltaram um gemido rouco e se fitaram nos olhos.
Ele desceu suas mãos até o quadril dela e o apertou de leve, fazendo com que ela começasse a se mover no ritmo que ele queria. Aquilo era incrível! Ele nunca, nunca em sua vida havia sentido nada que chegasse ao pés daquilo! Não saberia dizer se era pelo fato da profissão dela, mas tinha a leve impressão de que não era por isso, e sim... por ela.
Roberta respirava com dificuldade, a sensação de tê-lo dentro de si era incrível, era mais do que ela poderia aguentar. O toque dele em seu quadril era leve, fazendo com que ela sentisse que seu corpo esquentasse ainda mais.
Ele sentia uma necessidade crescente dentro de si, precisava tocá-la mais intimamente. Aquilo estava quase o levando a loucura. Sem pensar em mais nada, ele levou uma mão até a intimidade dela e procurou pelo pequeno botão escondido, o acariciando de leve. Robertaa deu um salto ao sentir a mão dele ali e logo uma corrente de eletricidade começou a correr pelo seu corpo de cima a baixo, fazendo com que pontos, há muito esquecidos, voltassem a vida. Prendeu a respiração na garganta, ao sentir o dedo dele se aprofundando ainda mais em seu ser e começou a se mover mais rapidamente, precisando daquela liberação.
Diego adorava ver o rosto dela enquanto a acariciava e queria vê-la chegar ao auge do prazer. Com isso na cabeça, segurou a cintura dela com ambas as mãos e passou a investir contra ela, indo o mais fundo que conseguia. O aroma e sons de sexo preenchiam o ambiente e aquilo fazia com que a luxuria
de ambos crescesse mais a cada segundo. Roberta pendeu a cabeça para trás e agarrou os ombros dele, investindo contra ele o mais forte que conseguia, sentindo-o estremecer junto com ela. Diego a puxou mais para si e se inclinou na direção dela, fazendo com que o contato visual aumentasse e foi o mais fundo que conseguiu, sentindo ela estremecer e soltar um gemido profundo. Não aguentou muito e logo a acompanhou naquele frenesi intenso, sentindo o orgasmo mais incrível e poderoso de toda sua vida.
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