Lamentos de Um Bardo

16 Pergaminho Desgastado XVI


[...] Minhas canções ja não alegram mais, ja não vejo sorrisos nas faces daqueles que ouvem a minha música.

Meus dedos estremecem, minha voz falseia, meu sorriso não mais convence aqueles a minha volta, minha alma chora.

De repente a cor de minhas vestes se confundem com as trevas que me cercam, de repente o meu grave confunde-se com o lamento desolado do meu ser.

O calor no coração daqueles que ouviam minhas canções é tomado, substituído por um sinistro arrepio na espinha. Eles sentem a minha dor, e nada podem fazer.

A solidão é cruel, a adaga cravada em meu peito por suas mãos gélidas e firmes insiste em afundar, minha voz grita surdamente de dor, meu eterno sorriso deveria esconder o meu sofrer, mas o horror aguarda aqueles que olharem fundo nos meus olhos sob a aba do meu chapéu. [...]