Lamentos de Um Bardo

11 Pergaminho Desgastado XI


[...] Notas graves, violentas. E assim começa a fábula.

-A luz brilhava chamativa, convidando os seres a sair de suas tocas para admira-la. Um uivo, um chiado, um rugido.

Os movimentos eram notáveis, a noite estava viva! Sob a escuridão, estes três serem andavam sorrateiros, impeceptíveis a todos menos á eles mesmos. Seus corações os julgavam, os comandavam. Mesmos selvagens eram mantidos sob rédeas. Um lobo, uma raposa, uma tigresa. Eis que o lobo se apaixona pela raposa, mas o jantar é da tigresa.

Notas suaves, tristes. E assim prossegue a fábula.

-Um uivo, um rugido. Não há chiado. Um coração se nega a prosseguir, e para sempre desaparece na noite, nas trevas que o envolvia. Um uivo de dor. O lobo se apaixonou pela raposa, mas o jantar é da tigresa. Aquele que prossegue eternamente sozinho agora tem uma nova companhia para si. Um rugido. E o lobo que se apaixonou pela raposa, agora está com a tigresa.

Notas suaves, serenas. Moral? As palavras da cocheira da carruagem dos sonhos.

\"Somente um amor pode curar um coração ferido por mágoas de outro amor...\" [...]