Lamentos de Um Bardo

7 Pergaminho Desgastado VII


[...] Quem sou eu? Eu sou um bardo errante, vivo como o vento uivante...

Sem parada, sem destino. Tenho tudo, e não tenho nada.

Dos meus versos e sonetos eu lhe digo o que senti, o que sinto, o que sentirei, e o que desejo sentir... quando na verdade tudo o que pensas que o que sinto não passa de uma mera fantasia deste humilde poeta cantante.

Quem sou eu? Eu sou um bardo errante, vivo como o vento uivante...

Sou mais do que os olhos podem ver, e meras palavras mortais possam descrever.

Sou tudo, e não sou nada. Sou um pobre mortal preso em forma carnal, porém minha alma é livre, e imortal!

Quem sou eu? Eu sou um bardo errante, vivo como o vento uivante...

Sem parada, sem destino. Á procura de algo que não sei o que é, ou que sequer vou achar.

Seguindo sempre sem rumo, porém sempre para a frente. Ate o dia que minha voz emudeça, e que meus dedos ja não sejam capazes de dedilhar sobre as cordas prateadas de meu bandolim.

Quem sou eu? Eu sou um bardo errante, vivo como o vento uivante...

Sou mais do que os olhos podem ver, e meras palavras mortais possam descrever... [...]