Lamentos de Um Bardo

6 Pergaminho Desgastado VI


[...] Dragões, minotauros, orcs. Nenhuma das piores criaturas que se pode encontrar me prapararia para o segundo passo em minha eterna jornada em busca de coisa alguma. Pior que as chamas infernais de um demônio, foi aquela que ganhou o meu coração. Era quente, terno, doce. Se tornou frio, doloroso, amargo. Que as cordas prateadas de meu bandolim se arrebentem e que minha canção jamais seja ouvida por qualquer outro ser se eu encontrar alguém que fira mais do que aquela que amei. Pois caso eu encontrei, me renderei a aquela que sempre estará de braços abertos á espera daqueles que pobres coitados que deixam este plano. Mais cortante que um punhal foram as suas palavras aveludadas e mansas quando estas se revoltaram contra o meu ser, eu tentei... não posso dizer que não tentei. Meu coração sangra, minha alma em prantos grita enlouquecida pela perda, meu eterno sorriso me abandona, meu bandolim só consegue emitir o seu choro e notas desafinadas, porém ainda consigo me lembrar de seus cabelos dançando ao sabor da brisa e do calor e maciez de seus ternos lábios, ainda que minha mente tenha abandonado a razão, a emoção, e a própria mente. Eu tentei... não posso dizer que não tentei. Desejaria infinitamente sofrer com as chamas infernais, com as torturas dos minotauros, a brutalidade dos orcs, e a com crueldade dos dragões ao invés de ter passado pelos quentes abraços daquela que amei, e que hoje guarda o meu coração ensanguentado em uma caixinha de vidro. Permita-me bela dama, eu imploro que permita que eu guarde os bons momentos que tivemos dentro de minhas canções, pois estas eu sei que jamais me abandonarão. Eu tentei... não posso dizer que não tentei... [...]