Lake Forest Academy
75 Capítulo 75
Quando passamos a divisa pra Illinois meu celular tocou, revirei os olhos por ter sido tão rápido dessa vez, o tirei do bolso e entreguei a Karla.
– Atende. – Pedi.
– É meu pai? – Ela perguntou olhando a chamada. – É... Alô... Uhum, aviso, tenho mesmo que voltar pra lá? Não posso nem passar em casa primeiro... Tá, tchau. – Ela desligou e me olhou. – É pra você me levar direto pra Lake Forest.
– Ótimo mais uma hora dirigindo. – Revirei os olhos.
– Mais uma hora juntos. – Ela sorriu. Ela viu que eu não disse nada e ficou séria. – Agora quer se livrar de mim?
– Eu tô cansado Karla, estou há muito tempo dirigindo. Eu achei que pararíamos em Chicago pelo menos por algumas horas. – Disse prestando atenção no que fazia.
– Ah sim. – Ela balançou a cabeça em um sim.
Mais algumas longas e tediosas horas nós chegamos a Chicago, respirei com alivio quando vi a cidade e soube que não demoraria muito pra eu parar.
– Me deixa dirigir de novo? – Karla abriu um sorriso.
– Agora você já tá abusando, não. – Respondi.
Ela fez bico e olhou pra frente.
– Tudo bem quando eu voltar pra casa e pegar meu carro você também não dirige ele. – Ela disse séria.
– Se é que vai ganhar algum carro quando voltar pra casa. – Disse escondendo o riso.
– Cala a boca Allan.
Ri e entrei na estrada de dava a Lake Forest e fomos em sua direção.
Quando chegamos perto da escola Karla me olhou triste, nos dois sabíamos que nosso tempo junto estava acabando.
Parei o carro no estacionamento da escola e a olhei.
– Você vai voltar pra sua casa não é? – Ela perguntou me olhando.
– Provavelmente, só vou pegar algumas coisas que ficaram aqui. – Respondi.
Ela tirou o cinto e se sentou em cima de mim, segurei sua cintura com as duas mãos e a olhei.
– Quero que fique. – Ela me olhou nos olhos.
– Eu não posso ficar... Não vão me deixar ficar. – A olhei.
– Eu preciso que fique. – Ela me beijou com urgência. – Não quero que vá. – Ela me beijou novamente.
– Não quero ir. – A beijei. Meu celular tocou e eu o peguei. – Charles...
– Assim que a colocar no quarto e ver que ela esta segura quero você de volta, e amanha quero você na cede, as oito. – Charles disse sério.
– Ok. – Concordei e esperei Charles desligar.
– O eu ele queria?
– Quer falar comigo amanha as oito. – Respondi a beijando novamente.
– Menos mal. – Ela apertou sua pelve contra a minha.
– Você sabe a onde isso vai acabar né? – Perguntei beijando seu pescoço.
– É isso mesmo que eu quero. – Ela sussurrou. – Despedida...
***
Ela colocou a blusa e saiu do carro com o celular na mão ligando pra alguém e fez sinal pra eu sair do carro.
É ia ficar pra mais tarde a minha insatisfação momentânea.
Tirei a camisinha a jogando dentro do carro e sai do mesmo abotoando a calça e ajeitando a blusa.
– Que? – Perguntei a olhando indo em sua direção ao outro lado do estacionamento se distanciando da escola.
– Liguei pra Sarah pedi que viesse no estacionamento. – Ela disse se virando pra me olhar.
– Pra que?
– Só não quero voltar sozinha...
– Eu tenho que ir com você até o quarto. – Avisei.
Karla abriu um sorriso maior que ela e continuou andando, ninguém sabia que ela havia voltando então nada aconteceria, me encostei-me ao carro e a deixei andar pelo estacionamento.
Sara, Anada, Tomas e Chad vinham em minha direção e atrás deles vinham mais algumas pessoas que não reconheci.
– Se você tá aqui, cadê ela? – Tomas perguntou olhando em volta.
Apontei pro fim do estacionamento e Tomas sorriu.
– Rapunzel. – Ele berrou e Karla se virou sorrindo e veio correndo abraçá-lo. – A onde você estava?
– Por ai. – Ela respondeu.
– Por ai, o Allan te leva daqui, ai tudo que podia dizer a onde estavam foi magicamente desligado, e vocês estavam por ai? – Tomas a encarou sério.
– Foi visitar alguém. – Karla piscou.
– Grande explicação. – Tomas revirou os olhos. – E Allan minha mãe tá furiosa com você...
– Não mais do que o pai dela. – Apontei pra Karla.
– Ananda, Sara... – Karla pulou e foi abraçar as duas.
– Sua maluca, a gente estava preocupada com você...
– Eu falei que você era maluca. – Disse as olhando.
– Se ferrar. – Karla me olhou brava. – Tio Chad. – Ela foi até ele o abraçar e deu um pulinho fazendo a saia levantar mostrando sua bunda.
Inclinei a cabeça e fiquei olhando pra ver se saia pularia de novo pra eu poder ver sua bunda.
– Tá olhando a bunda dela? – Tomas perguntou me olhando.
– Uhum. – Concordei.
– A onde estavam?
– Montana. – Respondi.
– Eu deveria ter imaginado...
– Quem te ligou? – Perguntei o olhando.
Ele tirou o celular do bolso e me mostrou o numero.
– Foi da escola, tô preservando o numero há semanas, já procurei em todos os registros até consegui um que provava que alguém realmente ligou pro meu numero da escola, mas não consegui descobrir de qual telefone foi feita a ligação, assim eu teria como saber quem freqüenta a sala ou freqüentou. – Ele disse me olhando. – Eu alguém o documento que prova a ligação, só que minha mãe não quer fazer o favor de verificar e eu fiquei sem sabem o que fazer, não tinha você aqui pra conferir, então preservei o numero e os papeis...
– Por mais que eu desconfie de você, você é esperto de mais pra fazer uma burrada dessas. – Disse o olhando.
– Algo me dizia que você suspeitava de mim, por mais que eu diga não tenho motivos você não vai acreditar então não vou insistir, mas quando eu liguei avisando não tinha idéia da onde estavam e não dei tempo pra eles te rastrearem. – Ele disse orgulhoso.
– Nessa você ganhou pontos... Mas as únicas pessoas que sabiam a onde eu e Karla estávamos depois da festa era você e Dulce e ai? – O encarei.
– Vocês foram seguidos quando saíram do ensaio, você achou que havia despistados eles, mas na verdade eles continuaram a te seguir com um rastreador que coloram no seu carro, e sabe da melhor, minha mãe mandou vasculhar seu carro pra ver se acharam algo e acharam o rastreador, você foi esperto no lance do carro, sair de lá com outro e mandar Bill e Vanessa com a BMW...
– Dulce não mandou desmontar meu carro não né? – Perguntei preocupado.
– Não, mas achou algumas coisas que não a deixaram muito feliz... – Ele deu meio sorriso.
– O que ela achou lá? – Perguntei o olhando.
– Uma calcinha e alguns preservativos... – Tomas sorriu malandro.
– Uma calcinha? – Perguntei pra mim mesmo.
– Era vermelha...
– Era da ruivinha que eu tinha namorado. – Respondi rindo.
– Minha mãe achou que era da Karla... – Nos dois olhamos pra ela que estava conversando com os outros. – Felizmente não era. Foi boa as ferias?
– Que férias?
– Você ficou quase um mês longe, foi quase férias, e olha que havia até campainha. – Tomas riu.
– Pelo menos eu tirei meu sono atrasado. – Ri.
– Deve ter tirado outra coisa também. – O garoto tinha um sorriso malicioso nos lábios. — Eu acho que a gente tem que voltar... Se Zoe nos pegar fora da cama, era uma vez. – Ele respirou fundo. – Ela tá bem pior depois que vocês sumiram, ela tá o cão, até parece que somos culpados por você ter largado ela... Fez bem.
– Eu tenho que levar Karla pro quarto e pegar algumas coisas que ficaram aqui... Depois eu volto pra Chicago. – Respirei fundo.
– Não vai ficar? – Ele me olhou sério, balancei a cabeça em um não e ele me deu um soco. – Cara você não pode deixar ela aqui sozinha, você sabe tão tentando matar ela. – Tomas elevou a voz.
– Me mandaram voltar...
– Por quê?
– Porque eu fiquei com a Karla enquanto estávamos fora, o pai dela descobriu e me quer de volta na cede. – Respondi o encarando.
– Eu não acredito seu idiota... Não podia esperar até descobrirem quem era pra catar ela de jeito? Cara freqüenta o banheiro por algum tempo não ia ser tão complicado, mas cara você vai deixar aquela garota sozinha com um bando de maníacos caçando ela. – Tomas jogou as mãos pra cima. – Não acredito que jogou tudo a perder...
– Tomas cala a boca, eu sei o que eu fiz, não me arrependo, se pudesse fazer de novo eu faria, eu quero ficar, mas não posso, me afastaram do caso assim que eu estacionei o carro nessa maldita escola, então já que tá jurando de pé junto que não é você toma conta dela. – Elevei a voz no mesmo nível que a dele.
– Vocês dois. – Karla gritou. – O QUE PENSAM QUE TÃO FAZENDO? EU TÔ AQUI AINDA, E TEM UM MONTE DE GENTE OLHANDO SE VOCÊS NÃO PERCEBERAM ENTÃO PAREM DE DISTUCIR.
– Tá vendo. – Tomas me olhou sério.
– Você que começou!
– CHEGA. – Karla gritou irritada.
– Ela ficou bravinha. – Tomas deu risada da irritação dela.
– Sabe o que eu mais odeio em vocês dois? – Ela perguntou nos encarando. – Vocês dois adoram me irritar, e isso me irrita mais ainda.
– É ela ficou bravinha mesmo. – Concordei.
Karla respirou fundo e voltou a conversar.
– Eu esperava mesmo que vocês dois se ‘resolvessem’ mas não achei que ia ser tão cedo, achei que como você age sempre como ‘eu sou o melhor agente do mundo’ você iria esperar sabe... – Tomas disse fazendo careta.
– Eu ia... Mas não sei se agüentaria vivem com ela na mesma casa só a olhando, é complicado. – O olhei.
Tomas começou a rir e eu fiquei o olhando sem entender.
– Cara o problema é, você não agüentaria fica passando no banheiro cada vez que ela passasse na sua frente...
– O pior é que ela passava na minha frente e sempre dava um jeito de me provocar, e cara eu sou homem não agüento muito tempo. – Olhei Karla que tinha pulado mais uma vez fazendo a saia pular mostrando sua bunda.
– Eu sei que vocês tão em um relacionamento, ou qualquer outra coisa, mas para de secar ela OW. – Tomas pediu.
– Eu sei que você já a secou também então fica quieto. – Continuei a olhá-la.
– O QUE TÃO FAZENDO AQUI? – Escutei Zoe gritando.
– Curtindo a vida. – Chad disse rindo.
– TODO MUNDO PRO DORMITORIO. – Ela gritou.
– Sem chance. – Tomas disse sorrindo.
– Tomas eu vou ligar pra sua mãe... – Zoe se aproximou. – Achei que tinha ido embora Stewart...
– Eu estou aqui não estou? – A encarei.
– Cadê a Sellivem? – Ela perguntou ainda me olhando.
– O que quer Zoe? — Karla perguntou séria.
– Nada era só pra ter certeza que você estava no meio...
– Acho que era pra outra coisa em... – Tomas disse rindo e Zoe a encarou.
– O que quer dizer? – Ela perguntou pra Tomas.
– Que você ia se oferecer pro Allan se ela não tivesse aqui. – Ele respondeu com a sobrancelha arqueada. – Mesmo sendo humilhada você não desiste não é?
– Tomas fica quieto. – Zoe pediu engolindo seco.
– Não suporta escutar a verdade não é Zoe, ele te desprezou, te usou, jogou fora e você ainda vem atrás dele...
– Tomas...
– Ele te xingou de prostituta Zoe, você é um lixo pra ele, só servil pra satisfazê-lo...
Zoe ergueu a mão e bateu no rosto de Tomas todos os alunos que estavam ali pararam pra olhá-los.
– Você não tem o direito de falar assim de mim. – Ela disse com lagrimas nos olhos.
– Não, mas isso não muda o que você é. – Tomas deu meio sorriso.
– A hora que Katharine saber disso você já era Zoe. – Chad disse serio.
– Se contarem a ela o que aconteceu aqui...
– Você nada Zoe, somos em maior numero... – Karla a encarou. – Por mais que você não gosto do que te disseram não podia ter batido nele.
– Amanha vocês resolvem isso. – Disse serio. – Vamos tenho que levar você pro quarto pegar minhas coisas. – Disse a Karla.
– Tá. – Ela concordou e se virou pra andar.
– Karla para de andar. – Pedi indo ate ela. – Sua saia ta pulando quando anda, então você sabe...
– Quer que eu faça o que ande atrás de todos vocês? – Ela perguntou se virando pra me olhar.
– Não precisa. – Segurei em sua mão e a fiz andar na minha frente. – Só não se inclina tá? – Pedi.
– Uhum... A gente podia passar primeiro no seu antigo quarto né? Assim a gente tem mais um tempinho juntos...
– Sua mala... – Disse me lembrando que havia esquecido da mala no carro.
– Eu pego. – Tomas curvou a boca.
Peguei a chaves e joguei pra ele.
– Não pense em da uma volta com ele – O encarei.
– Eu só vou pegar a mala e levá-la pro quarto da Karla...
– E tenta não pegar a minha...
– Ta bom cara calma ai. – Tomas disse sério.
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