Fomos em direção ao meu antigo quarto e entrei nele, os computadores ainda estavam lá, acho que a esperança era que eu voltasse e ficasse até o fim do caso. Balancei a cabeça em um não e abri as portas do guarda roupas, havia algumas blusas que provavelmente estavam na lavandeira quando saímos de lá, as tirei de lá as jogando em cima da cama e entrei no banheiro.

- Você falou aquilo mesmo pra ela? – Karla perguntou atrás de mim.

- Uhum.

- Porque a xingou?

- Eu falei algo pra ela antes e a gente começou a discutir e eu nervoso não é bom sinal, eu disse o que achava dela. – Respondi, olhando o armário do banheiro pra ver se tinha mais alguma coisa minha.

- Ahhh. – Karla curvou a boca, me aproximei dela e beijei sua bochecha. – A gente passou mais de dois meses juntos e até agora não temos uma foto juntos. – Ela fez bico.

- Não. – Disse sério. – Odeio tirar fotos.

- Só uma Allan... Pra eu ficar olhando pra foto enquanto eu não tenho você. – Ela continuou com o bico.

- Tá. – Revirei os olhos e a abracei pra tirar a bendita foto.

Ela pegou o celular tirando a foto toda animada.

- Tá vendo nem doeu. – Ela olhou a foto e sorriu.

Beijei sua boca e ela passou os braços pelo meu pescoço pegou impulso e entrelaçou as pernas na minha cintura.

- Vou sentir tanta sua falta. – Ela disse no meio do beijo. – Porque você não pode ficar...

- Se quiser pode ir aos fins de semanas na minha casa, porque minha autorização pra entrar aqui acaba quando eu entrar no carro e sair da escola... – Karla mordeu meu lábio inferior.

- Ainda bem que mora sozinho sabe é bom porque a gente tem privacidade. – Ela sussurrou.

- Desce que eu tenho que te levar pro seu quarto. – Disse a olhando.

- Tá. – Ela soltou as penas e pisou no chão me soltando. — Me deixa ficar com essas blusas?

- Pra que? – Perguntei a olhando.

- Pra você voltar pra pegar elas. – Karla sorriu.

- Tenho motivos melhores pra voltar. – Passei a mão pela sua cintura e a beijei.

- Mas eu vou levá-las só por precaução. – Ela piscou pegando as blusas e saindo do quarto.

Ri saindo do quarto em seguida fechando a porta.

Fomos em direção ao dormitório feminino abraçados por Karla estar tremendo de frio.

Zoe, Ananda e Sara discutiam na frente do prédio, era de se esperar, provavelmente o assunto era Tomas, Revirei os olhos e passei sem da muita importância.

- Eu acho bom você parar Zoe, amanha quando Katharine ficar sabendo que você bateu no Tomas a coisa vai fica feia. – Karla disse sem parar para olhá-la.

- Quero ver se ela vai acreditar em você ou e mim...

- Acha que ela vai acreditar em você ou em um agente do FBI? – A encarei. – Vocês duas pro prédio feminino. – Pedi.

As duas vieram em nossa direção emburradas e me olhando como se quisessem me matar, ignorei e entramos no prédio indo pros dormitórios.

O elevador parou do andar delas e eu me virei pra Ananda e Sara.

- Eu preciso de alguns favores, primeiro, todo dia quando der o horário pra vocês descerem pras aulas, passem no quarto da madame pra buscar ela, no final das aulas a tragam até o quarto, não deixe ela sozinha por mais de cinco minutos em qualquer lugar. Andem em grupo e não se metam em encrenca...

- Você não vai ficar? – Ananda perguntou me olhando.

- Não, fui afastando do caso. – Respondi.

- Por quê?

- Ananda, depois. – Karla pediu.

- E Karla. – Me virei pra ela. – Mantenha sempre a porta e a janela trancada, só abra a porta quando souber quem é, e, por favor, não entra em confusão, não saia de noite do dormitório, eu vou tá longe, não vou estar mais a cinco minutos de você vou estar à uma hora, então tudo que for fazer todo cuidado dobrado. – Pedi. Karla concordou com a cabeça e me abraçou. – Eu tenho que te levar até o quarto, tenho que verificar ele.

Ela concordou com a cabeça e caminhamos até seu quarto, abri a porta e olhei em volta, olhei nos pontos em que podia ter alguma coisa como uma bomba, e até lugares que não deveria haver nada, mas felizmente não achei nada.

- Eu tenho que ir. – Avisei respirando fundo.

- Eu vou com você até o carro...

- Não, vai ficar aqui quietinha. – A encarei.

- Eu vou com você. – Ela me encarou.

- Karla...

- Allan. – Ela elevou a voz. – Que saco eu tô tentando passar mais alguns minutinhos com você. – Ela fez bico.

- HUM... – Ananda e Sara estavam na porta escondendo o riso.

Revirei os olhos e olhei pra Karla.

- Tá... – Concordei contrariado. — Mas você vai voltar escoltada pra cá. – Avisei. – Tomas e os outros estão fora do dormitório ainda?

- Pergunta bem besta essa em Allan... Eles tão ‘curtindo’ a vida. – Ananda revirou os olhos.

- Tá com ciuminho? – Sara perguntou rindo.

- Fica quieta.

- Vamos. – Apontei pra porta.

Sara e Ananda foram à frente conversando e Karla andava do meu lado olhando o chão, ela segurou minha mão e entrelaçou nossos dedos.

- Vou sentir muito sua falta aqui... De me acordar puxando o edredom, de arquear a sobrancelha quando eu falar algo idiota e sem sentido, de me ajudar com a lição de casa, de me olhar estranho quando eu tiver me maquiado... Que saco porque as coisas têm que ser assim? – Ela me olhou.

- Boa pergunta. – Beijei sua testa.

Fomos caminhando em silencio até chegarmos ao estacionamento eu encostei-me ao carro e Ananda e Sara ficaram nos olhando.

- Que tal vocês duas irem procurar os garotos em? – Karla perguntou as olhando.

- Tá. – Sara concordou.

- Acho que eles querem ficar sozinhos. – Ananda disse rindo.

- Você acha? – Sara perguntou séria.

Elas se afastaram e Karla me abraçou.

- Não tô pronta pra te ver indo embora. – Ela disse triste.

- Eu não vou tá tão longe assim. – Ainda não.

- Eu sei, mas tô tão acostumada com você do meu lado, acordando e dormindo comigo que é difícil... – Ela me olhou com os olhos cheios de lagrimas.

- Eu sei. – Passei meus braços pela sua cintura e a abracei.

- Não quero que vá. – Ela começou a chorar.

- Não chora. – Pedi segurando seu rosto e limpando suas lagrimas. Ela piscou e mais lagrimas escorreram pelo seu rosto. – Karla pra que tudo isso? A gente vai se ver ainda, não tô indo pra sempre... Deus garota não chora você tá acabando comigo fazendo isso...

- É bom não ir pra sempre. – Ela me deu um soco.

A puxei colando meu corpo no dela e a beijei com calma, ela passou os braços pelo meu pescoço passando os dedos no meio do meu cabelo, de fundo eu pude escutar algumas pessoas se aproximando fazendo coral.

- WOOOOHHHNNNN...

Karla terminou o beijo e me abraçou se escondendo no meu peito.

- Não quero te soltar. – Ela sussurrou.

Olhei pro grupinho que havia perto e a maioria tinha a cabeça inclinada pro lado nos olhando.

- Tem que me soltar, tenho que ver seu pai amanha as oito... E como já disse não tô indo pra sempre. – Beijei sua testa.

- WOOOOHHNNNN...

- Da pra pararem? – Karla se virou pra olhá-los.

- É que é Tão bonitinho... – Sara disse sorrindo.

- Eu preciso ir. – A beijei novamente.

Ela me soltou e foi em direção aos amigos.

- Não. – Ela voltou e me abraçou. – Não quero...

- Karla solta ele, ele tem que volta. – Tomas pediu.

- Não... – Karla me olhou e fez bico.

- Semana que vem eu venho te ver. – Disse sorrindo.

- Promete?

- Prometo.

- Tá eu deixo você ir... – Ela beijou meu rosto e me deu um selinho. – Não se esqueça de mim... E nem de me ligar. – Ela mexeu na minha corrente a colocando pra fora da camisa.

- Amanha quando você sair das aulas eu te ligo. – Disse a olhando.

- Tá...

- Vamos Karla, Já já o porre tá diretora aparece.

- Tchau. – Karla me abraçou respirando fundo.

Ela me soltou e foi até Sara e Ananda que as abraçaram.

Tomas veio em minha direção me entregou a chave do carro e foi em direção as meninas as empurrando para andarem. Karla se virou mordendo o lábio inferior e mexeu a boca em um ‘eu te amo’ sorri e fiz o mesmo a fazendo abrir um sorriso maior que ela.

Esperei eles se afastarem entrei no carro com uma vontade inexplicável de dar um murro na cara de Charles e dirigi de volta pra Chicago.

Olhei pro banco do lado e acabei rindo por lembrar-me dela tirando o All star e colocando o pé em cima do porta luva.

Deus o que aquela garota fez comigo?

Balancei a cabeça em um não e prestei atenção no que eu fazia.

Depois de uma hora eu estava parando na frente do meu prédio o olhei e entrei com o carro parando na vaga do estacionamento ao lado da BMW, e ela estava lá, intacta como se ninguém estivesse mexido nela. Sai da Mercedes olhando a BMW e fui até ela.

- Sentiu falta do papai? – Perguntei passando a mão nela.

Eu acho que eu estava precisando de um psicólogo, até falando com carro eu estava.

Ri de mim mesmo e fui em direção ao elevador e subi pro meu apartamento.

Abri a porta e dei uma olhada na sala, ela estava limpa não havia mais cacos de vidro espalhados por ela e a porta que dava pra sacada foi reposta. É Vanessa esteve por aqui!

O que seria de mim sem aquela mulher?

Tirei a camisa e me joguei no sofá, liguei a TV e a deixei falando sozinha virei pro outro lado e a almofada do sofá estava com o cheiro dela, sorri e fechei os olhos pra dormi.

Pov. Karla

Ok, vida filha da puta essa que eu tenho, eu estava muito bem em Montana, que caralho meu pai tinha que mandar a gente voltar?

E porque eu estou sendo tão egoísta? Porque eu estou preocupada comigo ao invés de Allan? Quem esta prestes a perder o emprego é ele não eu.

Mas porque, tinham que coloca justo um segurança gostoso, que se acha o maioral que, que é bom em tudo o que faz comigo? Porque não colocaram uma mulher? Ou um homem que nem ao menos falasse? Porque tinha que ser o Allan aquele deus grego que só por Deus.

- Ai que ódio – Choraminguei olhando o teto jogada na cama. – Porque comigo?

Sara e Ananda me fizeram jurar de pés juntos que contaria o que havia acontecido comigo e com Allan e porque havíamos sumido. Eu simplesmente as mandei sumirem do meu quarto porque precisava dormir.

Não era mentira porque queria ficar um pouco sozinha e dormir, mas parte de mim não queria contar o que houve em Montana.

Meu Celular tocou ao longe e eu olhei pra ver da onde vinha, da bolsa... Mas ela estava tão longe... Mas e se fosse o Allan?

Levantei correndo da cama apegando a bolsa e a virando de ponta cabeça pra achar o celular desesperada e quando pego ele na mão uma decepção imensa surgiu.

- Oi Pai. – Disse respirando fundo.

- Você tá bem filha? – Ele perguntou preocupado.

- É, tô. – Respondi.

- AGORA ME EXPLICA QUE HISTORIA É ESSA DE VOCÊ E DO ALLAN, E NÃO PENSE EM ME ESCONDER NADA MOCINHA... – Ele começou a gritar pelo telefone.

- Ai pai, hoje não...

- KARLA EU NÃO QUERO SABER O QUE VOCÊ QUER, EU QUERO SABER O QUE ESTA ACONTECENDO COM VOCÊ E COM O ALLAN...

- Ok, eu provoquei ele, tá? Mas provoquei muito, e ele é homem como você, e você sabe ele não agüentou...

- ELE COMO HOMEM E COMO AGENTE NÃO DEVERIA TER CEDIDO KARLA, E VOCÊ COMO UMA GAROTA NÃO DEVERIA TER O PROVOCADO... Espera você fez o que? – Ele perguntou meio confuso.

- Eu o provoquei ué. – Disse sem graça. – Muito por sinal.

- Karla de que tipo de provocações estamos falando?

- De algumas ai. – Comecei a ficar mais sem graça por estar tendo uma conversa dessas com meu pai.

- Karla, filha... Como pode fazer uma coisa dessas? Ele não podia ter se dado ao luxo...

- Pai... Ele é bom, ok? Você sabe disso, ele cuido de mim, você esperava o que? Que eu não desenvolvesse nem um tipo de carinho por ele? – Perguntei começando a juntar lagrimas nos olhos.

- Não esse tipo de “carinho”.

- Pois é, eu também não esperava, mas fazer o que? Já foi, já me apaixonei por ele é tarde de mais. – Disse afastando o celular do ouvido pra desligá-lo.

- Nem pense em desligar Sellivem. – Ele disse sério.

- O que quer?

- Você não pode ficar com ele?

- Por quê? – Perguntei calma.

- Porque ele é mais velho que você, tem um emprego complicado... Olha filha ele é um ótimo agente, mas não posso dizer que é um ótimo homem, quero dizer ele é honesto, trabalhador, é uma ótima pessoa...

- Pai você quer dizer que ele é cachorro? – Perguntei com cuidado.

- É.

- Vou ter que discordar disso...

- Karla eu o conheço há anos, você não, eu já vi coisas...

- Porque não pode acreditar que ele seja bom pra mim? Porque não pode acreditar que ele é um ótimo homem? Ele é o melhor cara que eu já conheci, não é mais um garoto que vê uma mulher de saia curta e sai correndo atrás, pai ele fez coisas por mim e que ninguém acreditaria. – Disse desesperada.

- Karla o sentimento que você sente por ele foi por ele ter te salvado...

- Não estou falando disso pai, ele tinha a opção de ter escolhido outra, de ter ficado com uma mulher mais velha, uma realmente bonita que sabia seduzir, ele me escolheu ao invés dela, então se ele realmente não me ama pelo menos algum sentimento bom ele tem por mim. – Disse começando a chorar. – Me liga depois, tô cansada preciso dormir.

- Filha não chora, não quero ver minha filha chorando por causa de homem...

- É pai eu estou mesmo chorando por um homem, tô chorando por causa do meu pai. – Desliguei o celular o jogando longe e deitando na cama.

Notas finais
oii gente
como estão? .-.
Não tô gostando de ver esses poucos comentários aqui não u_u
entoonn eu sei que muito de vocês tá com a vida corrida por causa das aulas então eu perdoou =} shauhsuah
~*~
respondendo os coments
~*~
lariicallegari
Bem vinda *o*
Xessues leu rapidinho rapidinho shaushaush
Aaaaah muito obrigada flor de verdade >.
hsuahsuah eu tive medo disso na época em que eu tinha o cabelo colorido kkkk'
O Allan cara eu não sei te dizer... É complicando eu também não consigo ver ele, mas eu acho que o Harry Judd chegaria perto,fotinha dele... http://www.back2stonewall.com/wp-content/uploads/2011/12/McFly-Harry-Judd-Naked-2.png
~*~
Kira
Calma menina, A Karla vai se virar
e a Zoe vai ter o que merece não se preocupe.
~*~
KikaMarques
Calma que tá perto já vai descobrir tudo aaaaaaaaaah
vai ter coisa pior ainda não se preocupe.
~*~
Pamela Bueno
De nada flor n_n
~*~
Kramisha
Que má você é coitada da Zoe G_G
hsaushuahs
~*~
Aiai terminei por aqui... Tem até fotinha do gostoso do Harry Judd do McFly nas respostas dos coments estão suspirem u_u
Beijos da tia keller e até manha *-*-*