Nikita



Ela estava em sua cama, e não sabia por que estava com tanta raiva. Aquele homem realmente havia lhe tirado do sério. Não era a primeira vez que seu marido havia trocado toda a segurança de sua casa, mas nenhum dos chefes anteriores era tão frio como aquele. E o pior de tudo, era que Volker parecia estar muito satisfeito com o trabalho dele.

— Senhora Volker?

A voz de Greta lhe fez despertar.

— Sim? — Respondeu Nikita, olhando em sua face.

— Está na hora do jantar.

— O Volker vem?

— Não, ligou dizendo que tem uma reunião importante, sem horário para terminar.

Nikita assentiu.

— Então, não precisa pôr a mesa. Estou sem fome … com dor de cabeça. Vou me deitar.

— Quer que lhe traga algo aqui? — Sorriu Greta.

— Um suco de laranja, por favor.

— Volto em alguns minutos.

— Obrigada. — Nikita agradeceu e sua governanta a deixou sozinha. — Preciso de um banho … — Resmungou Nikita.



Na cozinha …

— A Senhora Volker não vai jantar. — Diz Greta ao sério chefe de segurança.

— Tudo bem. — Responde Michael. — A troca de turno foi normal, então vou embora. Boa noite.

— Boa noite.

Greta voltou aos seus afazeres.





Após o banho, Nikita estava em sua cama.

Greta, estava recolhendo a bandeja.

— Devia parar de tomar essas porcarias. — Se referia as pílulas para dormir.

— É a única coisa que me faz esquecer quem sou.

— Não fale assim Senhora, é tão linda e jovem. Deveria se divertir mais.

— Como? Presa aqui? Não posso nem ir ao jardim sozinha.

— Entendo … Quer que marque uma aula com a Carla amanhã?

— Uma boa ideia, sim, por favor.

— Tudo bem, confirmo pela manhã … Boa noite.

— Boa noite, Greta …

Ela saiu, Nikita deitou-se, mas sem tirar os olhos do novo chefe de segurança de sua cabeça. Bufou e começou a pensar em sua vida.

Parecia como num conto de fadas, aprisionada no alto de uma torre. Será que algum dia um príncipe apareceria e lhe libertaria?

O remédio fez efeito e ela adormeceu, numa noite sem sonhos.