Michael



Ele chegou em seu apartamento, cansado, já era tarde.

— Ei, pode ir para a cama. — Falou baixinho para Claudia, que adormecera no sofá.

— Queria te ver antes de viajar … — Ela beijou carinhosamente o irmão. — Você vai ficar bem? — Perguntou sonolenta.

Ele sorriu.

— Sim.





Estavam na cozinha, comendo algo, antes de irem dormir.

— Não se preocupe comigo. Ficarei bem. — Michael tenta tranquilizá-la.

— Como não vou me preocupar? Você ficará sozinho.

— Estou bem, tenho um novo emprego, e em breve abrirei meu próprio negócio.

— Michael, é isso que me preocupa. Ter um emprego não é ter uma vida … ter uma casa não é ter um lar … Desde que o pai e a mãe morreram, você se fechou. Precisa viver, ter uma família.

— Eu tenho uma família … você.

Claudia revirou os olhos e bufou.

— Não tem jeito … eu te amo.

— Também te amo. — Ele beijou a irmã na testa.





Deitado em sua cama, Michael, não parava de pensar no que Claudia havia lhe dito. Aquilo não lhe incomodava. Gostava de viver assim. Ele amava sua irmã, cuidou dela desde que ficaram órfãos, e o seu bem-estar era a única coisa que lhe importava. Sentiria muito sua falta durante essa mudança, mas o importante era não se distanciarem, nem perder o contato.

Outra coisa que lhe intrigava, era os olhos de uma certa loira que conhecera recentemente. Não conseguia decifrar o que tinham neles. Sabia que ela lhe traria problemas no futuro.



Cedinho na manhã seguinte, Michael se despediu de Claudia, no aeroporto.

— Se cuide direitinho. — Abraçava o irmão.

— Você também.

Ele enxugou uma lágrima que escorrera pela face de Claudia.

Após o embarque, ele foi até a Casa de Volker trabalhar, supervisionar a segurança.