Lagos Artificiais

30 Trinta: Carla & Birkoff


Notas iniciais
Advertência: contêm nudez e sexo



Tentando amenizar a dor e a solidão, Carla e Birkoff ficaram um bom tempo conversando bobagens e coisas sem importância, enquanto comiam pizza com refrigerante.

— Hum … — Saboreando a bebida gelada, após um longo gole.

Fez Birkoff rir.

— Não lembrava como isso é bom.

— Acho que estou cometendo um crime, fazendo você sair da sua alimentação saudável.

— Sim, e deveria ser punido por isso. — Falou entre risos.

— Queria cuidar da saúde assim, como você.

— Tem um preço alto, confesso. — Riu. — Mas, você está bem. — Maliciosamente imaginou como seriam os músculos dele sob a camisa. — E nunca é tarde para começar.

Ele assentiu. Ela lhe lançou um olhar de desejo, ele riu timidamente, desviando o olhar dela.



Toda aquela aproximação estava sendo um desafio para Carla. Não sabendo que Birkoff passava pelo mesmo.

Entre conversas, olhares e sorrisos a tensão sexual aumentou. Num impulso atrevido, Carla aproximou-se de Birkoff, e de seus lábios, mas não os tocou, aguardando sua reação. Ele não resistiu, aproximou-se tocando seus lábios, a beijou, no começo desajeitado, estava nervoso. Carla correspondeu e o beijo foi se intensificando. Ela sorriu, foi um bom beijo. Levou a mão até sua nuca, trazendo-o mais para junto de si, e o beijou com profundidade, a língua explorando a boca deliciosa do rapaz tímido.

As mãos dele, percorriam as costas a morena, fazendo-a arrepiar-se.

Carla gemeu quando seus lábios se separaram. Abriram os olhos vagarosamente, e seus olhares se cruzaram. Um silêncio perturbador tomou conta do ambiente.



“Sua idiota, quer colocar o ‘menino’ para correr?” — Carla temia em seu íntimo.



“Seymour, não seja um retardado e faça isso direito!” — Ordenou a si mesmo.



Ele tomou a atitude, levando sua mão aos cabelos encaracolados, trazendo Carla para sua boca, seus lábios e sua língua. Ela pensou que estava sonhando, então aproveitaria bem, esperando não acordar na melhor parte. Riu maliciosa, e sua mãos hábeis passaram a desabotoar a camisa que ele vestia. Sua mãos passaram a explorar o peito liso dele, enquanto Birkoff a enlouquecia beijado seu pescoço.



Com sua boca, Carla passou a explorar o corpo dele, beijando e passando a língua e sugando, no pescoço, foi descendo pelo, peito, enquanto arranhava sua barriga, ele gemia. Birkoff se livrou de uma vez da camisa. Ela voltou a beijá-lo, enquanto a mão acariciava o seu membro sobre a calça. Birkoff afoito passou a desabotoar a blusa dela, admirou o corpo esguio durante alguns minutos, os seios firmes sob o sutiã meia taça.

Ele mordeu o lábio inferir, ela sorriu maliciosamente.

Voltou a acariciar o corpo másculo, quente de excitação e desejo. Carla abriu o botão e em seguida o zíper da calça dele, fazendo-o retesar o corpo, de nervoso, ansiedade e desejo. Deu-lhe um beijo intenso, de língua, enquanto sua mão massageava o membro que ela sentia endurecer com seus toques, fazendo o homem gemer.

Ela trocou as carícias de sua mão por sua boca, fazendo Birkoff delirar de prazer e em pouco tempo, ele chegou ao clímax, jorrou seu líquido, enquanto gemia alto de prazer.



Quando se deram conta, já estavam no chão da sala, trocando novamente carícias, ele tirou todas a peças de roupas que Carla usava, e ela lhe tirou as suas. Ela deitou-se sobre o tapete, num convite para Birkoff provar o seu corpo, consumar o desejo, brindar o prazer.

Assim ele fez, acariciando seus cabelos, beijando seu corpo, provando seus seios, mordiscando e sugando os mamilos, deixando-os inchados de excitação, fazendo Carla arquear o corpo entre gemidos. Ela queria mais ...



— Birkoff? — Chamou por ele num sussurro rouco e sensual.

Ele parou o que estava fazendo, levantando os olhos e encontrando os dela.

— Quero você … — Pedia — Agora … — Ordenava.



Ele estava inseguro e ansioso, mas seu desejo era ardente, quase incontrolável. Queria tê-la, precisava tê-la por inteiro.

Segurou seu membro e o deslisou na intimidade, úmida, sentindo-a quente e ardente de desejo, gemeram quando se conectaram.

Carla o trouxe para junto de si, aprofundando a estocada, ela o queria totalmente e profundamente, dentro de si. E inciou-se a dança do amor e paixão.

O ritmo lento do início foi acelerando, quando o casal se livrou de pudores e medos, entregando se aos seus sentimentos e ao prazer. Gemidos altos, roucos, e palavras desconexas ecoavam pelo ambiente. Respirações descompassadas e suor se misturando, peles quentes coladas um no outro, num momento intenso que ambos não queriam que acabasse.

O clímax era iminente.

Carla explode em mil pedaços, sendo arremessada ao paraíso, num gozo intenso. Birkoff em seguida prova o prazer máximo, do orgasmo, e em vários jatos, jorra seu líquido entre gemidos, quase gritos. Tomba exausto sobre a morena. Quase sem fôlego e coração acelerado, trocam um último beijo.

Aconchegam-se com sorrisos bobos nos lábios, cansados e saciados.



Mas, nada os impede de recomeçar e depois mais uma vez, e outra.

A noite inteira fazem amor.



… ... ... ... ... ...



Já estava amanhecendo, e Carla teimava em abrir os olhos. Nem se lembrava em que momento da noite, foram para seu quarto, sua cama. Se espreguiça, tentando lembrar se tudo não passou de sonho, mas certeza que não era, estava exausta e ainda podia sentir o gosto, o calor e os toques do Birkoff em seu corpo.

— Que droga! — Praguejou ao se ver sozinha na cama. — Homens? São todos iguais.

Ela estava decepcionada e magoada, sentindo-se abandonada e frustrada.

Foi ao banheiro e tomou um banho, arrumou-se, precisava ir a academia trabalhar.



Desceu as escadas e quase teve um treco, quando chegou na cozinha e viu Birkoff cozinhando, só de boxer.

— Bom dia. — Ele disse, com um sorriso bobo.

Ela corou e se aproximou dele.

— Bom mesmo. — Disse enquanto admirava a visão. — Eu estava te xingando, pensando que tinha ido embora.

— Só se eu fosse muito idiota ou louco.

A beijou, ela correspondeu, enquanto apalpava seu bumbum firme, fazendo-o gemer.

— Espero que eu tenha acertado, omelete de claras com legumes e suco de laranja.

— Perfeito, assim como a minha noite.

— A minha também, a melhor da minha vida.

— Pode ser uma de muitas. — Ela riu maliciosa, enquanto sentava-se.

Ele também.

— Está me pedindo em namoro? — Birkoff perguntou enquanto a servia.

Seus olhares se cruzaram.

— Eu adoraria, estou apaixonada desde o dia que te vi, no funeral de sua tia.

— Lugar inusitado para se apaixonar, não?

— Pode ser, mas, ao menos é um lugar onde não há outros interesses.

— Boa.

— Birkoff pare de enrolar … vou te dar um tempo para pensar.

Ele assentiu, mas era o que mais queria, também esta loucamente apaixonado.

— O que acha de acompanhar minha aula hoje?

— Eu vou só olhar, estou exausto, já fiz exercícios a noite …

Ela riu, nem acreditando que ele estava assim, tão “solto”!

— Eu também, acho que vou pedir para alguém me substituir!

Eles riam e ficaram planejando o dia, entre troca de olhares.