Notas iniciais
Olá amores. Passando para agradecer a todos que estão acompanhando a fic, e feliz por ter alcançado 220 acessos!!! o/ Por isso, um capítulo maiorzinho (rsrs), mas recomendo preparar o 'core', algumas surpresas nesse capítulo, ok? Espero que gostem de ler o tanto que gostei de escrever, boa leitura.

Nesse meio tempo, George, um detetive particular, começou uma nova investigação, nada de extraordinário para ele, mais um caso de suspeita de infidelidade. Como ele já havia resolvido centenas deles, com 95% de infidelidade conjugal confirmadas. Conhecia o sr Volker e já trabalhara para ele antes, e não se atreveria a dizer não a ele, além da boa quantia de dinheiro que o próprio Volker lhe ofereceu pelos seus serviços, pediu-lhe poucas semanas e o caso estaria resolvido.

Começou a seguir Nikita, e entenderia porque alguém teria um caso com ela, muito bonita e simpática, mas seria um risco de vida com o marido que ela tem.

Sua câmera passou a registar todos os passos de Nikita.



Nikita e Michael



No final de semana:

Walter levou Nikita até a cabana e foi embora em seguida. Nikita entrou, desfez sua mala e arrumou suas coisas enquanto aguardava Michael chegar. A cabana era rústica e aconchegante, e o lugar era lindo como Carla havia falado.

Tirou os sapatos, gostava de ficar descalça e sentir o friozinho da madeira sob seus pés. Abriu as janelas, sentiu a brisa refrescar sua pele por um momento.

— Musica? É bom ouvir. — Falou sozinha.

Nikita sorriu quando encontrou uma antiga vitrola. Procurou algo interessante entre os discos de vinil. Emocionou-se ao encontrar um de sua avó, Mia Garnier. Optou por ouvi-lo.

Recostou-se no sofá, e uma saudade invadiu seu peito, lembrou-se dela em sua infância com sua avó, como era alegre e bonita.

Muito tempo que não se sentia assim, sendo ela mesma.

De repente, ela sentiu-se mal, uma tontura seguida de um forte enjoo. Correu até o banheiro e vomitou, tudo, o que tinha no estômago.

— Ah, Nikita, vai ficar doente agora? — Dizia de frente ao espelho, secando o rosto, após lavá-lo. — Vai estragar tudo …

Michael chegou e a encontrou deitada no sofá, estava muito pálida, mas parecia dormir tranquila. Apenas roçou seus lábios nos dela, a cobriu e a deixou descansar. Estaria ali para ela, para cuidar dela.

Arrumou suas coisas, observou um pouco o lugar como era lindo, atreveu-se a pensar, durante um breve segundo, num futuro com a loira que ele observava dormir. Se pudessem ficar juntos, para sempre, num lugar lindo e tranquilo, como aquele.

Nikita, abriu os olhos vagarosamente e não sentiu mais a casa rodar. Estava melhor. Sentiu a presença de Michael e foi até a cozinha. Deparou-se com uma cena que nunca imaginou, Michael cozinhando. Riu. Admirou-o.

Ele fingiu não vê-la e ficaram assim por alguns segundos.

— Bom dia. — Ele quebrou o silêncio.

Ela se aproximou.

— Bom dia, quase boa tarde.

Ele sorriu.

Nikita se aproximou. Se beijaram.

— Por que não me acordou?

— Estava precisando descansar. O que tem?

— Estraguei nosso final de semana, acho que estou ficando doente.

— Não, nenhum momento com você é ruim, e estou aqui para cuidar de você, sempre que precisar (ela deu um sorriso bobo), mas deveria ir ao médico.

— Não. Estou melhor.

— Nikita?

— Estou melhor, Michael. E não quero que brigue comigo.

— É teimosa.

Ela revirou os olhos.

— Se eu sentir alguma coisa, eu vou, ok?

Ele assentiu.

— Me parece muito bom, — mudou de assunto — não sabia que cozinhava.

— Tem muitas coisas sobre mim que você não sabe, mas está na hora de saber.

Ela sorriu.

— Vou lhe ajudar.

Aproveitaram o momento para conversar coisas triviais, que jamais tiveram tempo e nem oportunidade. E a conversa se estendeu por todo o almoço.

— É a melhor comida, que já comi na vida, obrigada.

Ele assentiu, recebendo o elogio.

— Venha, vamos caminhar um pouco. — Michael sugeriu.

Eles saíram de mãos dadas. Caminharam até o lago onde se aconchegaram na grama. Trocaram beijos e carícias como se não houvesse mais ninguém no mundo e como se o tempo tivesse parado.

Ao entardecer, improvisaram uma fogueira e depois voltaram para a cabana, a noite era bem frio o lugar.

Acenderam a lareira, prepararam o jantar.

— O que vai ser daqui para a frente, Michael?

Eles tinham saído do banho e Michael massageava os pés de Nikita.

— Eu não sei. É melhor não pensar no futuro.

Ela deu um longo suspiro.

— Quando fecho os olhos imagino um lugar lindo como esse para nós.

— Não seria ruim …

— Nunca falou nada sobre isso?

— Eu também imagino e desejo, mas o que faremos? E o seu marido?

— Eu sei, eu sei. Se tudo pudesse ser diferente. … E por falar nele, ele está estranho comigo.

— Estranho como?

— Não sei explicar, Michael, mas está diferente, algo mudou. Ele comentou algo?

— Não.

— Hum. … Mas, vamos parar de falar do Helmut, Michael …

Nikita se aproximou, ele a envolveu pela cintura, trazendo-a bem próximo do seu corpo.

— Como quiser. — Michael concordou, com sua voz tipicamente sussurrada.

Nikita arrepiou-se. Suas bocas se encontraram com toques de língua. Nikita abriu o roupão dele e com suas mãos tocou-lhe a pele quente, explorando-o. Michael a deitou sobre a cama. E se entregaram um ao outro.

Durante toda a noite, se amaram, com paixão e sem pressa.

O final de semana passou muito rápido e chegou o momento de encarar a realidade e voltarem as suas rotinas.



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Algum tempo depois, havia chegado a hora, George ligou para Volker.

— Sr. Volker?

— Det. George, aguardei com ansiedade o seu contato.

— Já encerrei minhas investigações, posso passar no seu escritório hoje a noite?

— Sim, pode ser no escritório da minha casa, hoje às 20:00.

— Estarei lá.

A chamada foi encerrada, e George ficou imaginado como seria receber uma notícia daquelas em sua própria casa. Imaginou a frieza do homem e como ele lidaria com aquilo, mas isso era com ele.

Coincidentemente, Quinn estava com Volker nesse momento, e seus olhos brilharam com a notícia. Estava ansiosa também, finalmente havia chegado a hora da verdade e o fim de Nikita.