Lagos Artificiais
14 Quatorze
A noite chegou, e no horário marcado o detetive compareceu a mansão. Volker o recebeu em seu escritório e Quinn achou um jeito de se esconder e ouvir a conversa entre eles.
— Sente-se. — Disse Volker ao detetive.
George sentou-se.
— Pode ficar despreocupado, Sr Volker.
— Como?
— Reuni todas as provas. — Entregou-lhe uma pasta. — E sua esposa não tem um caso extraconjugal.
Volker a abriu e passou a folhear. Tinha um relatório completo com os dias, horários e atividades de sua esposa, Nikita, sem falar as centenas de fotos da sua rotina.
(Atrás da porta Quinn estava 'verde', sem entender o que estava acontecendo.
“— Não? — Ela resmungou incrédula. — Que diabos está acontecendo?”)
— Sr George, tenho confiança total em você, nunca me decepcionou em seus serviços, mas … não acha que foi muito rápida sua investigação e deixou algo passar?
— Não senhor. O tempo foi o necessário e mostrou que sua desconfiança foi totalmente infundada. A vigilância constante que tem com ela é mais uma prova, tem como acompanhar o que ela faz dia e noite. E garanto que sua esposa não fez nada fora do normal.
— E naquele final de semana que ela passou fora da cidade?
— Hum …. — Procurou na pasta. — Aqui está, todas estas fotos são claras, estava sozinha.
(“— Não pode ser! — Resmungava Quinn sozinha. — Maldita! Como ela fez isso?”)
Volker acabou por se convencer, pagou o detetive e agradeceu os seus serviços. George foi embora em seguida.
Volker irritadíssimo ligou para Quinn.
— No meu escritório agora!”
Desligou sem nem ouvir a resposta dela.
Em poucos minutos ela foi até o escritório.
— Arrume suas coisas e dê o fora da minha casa.
— Mas, Volker …
— Cale-se. Está demitida.
— Ela deu um jeito ou aquele segurança …
— Por falar na segurança, ou você sai ou eles te colocam para fora.
— Ok! Eu vou sair. Mas você vai ver que tenho razão.
Ela saiu, bufando.
Foi um reboliço na casa, todos sem entender o motivo da súbita demissão de Kate Quinn.
— Quinn o que houve?
— Nikita, não se faça de desentendida ou de boazinha comigo.
— Eu não estou te entendendo.
— Nikita, preste bem atenção, pode passar mil anos, mas um dia você vai me pagar. Você e o seu amantezinho, Michael Samuelle!
— O que?
— Se fazendo de santa e traindo o marido dentro da própria casa.
— Pare de falar isso e já que o Volker te demitiu, saia agora. — Ordenou Nikita. — Walter leva o resto das suas coisas.
Ela saiu com sangue nos olhos e jurando se vingar todos eles.
Nikita ficou observando ela sair.
— Walter, o que aconteceu aqui?
— Não sei, 'sugar'. E sinceramente é melhor não saber e nem você, venha.
Ele a levou até a cozinha e lhe serviu um chá calmante.
Nikita não podia negar que estava confusa e apreensiva, será que Volker ouviu Quinn gritando que ela e Michael tinham um caso?
— Não se preocupe, 'sugar'. É melhor, ir descansar.
Nikita assentiu.
— Boa noite, Walter.
Enquanto isso, Carla estava entediada em frente a TV. Resolveu ir deitar e ler até o sono chegar.
Quando de repente, alguém toca a campainha.
— Quem será? — Olhou para o relógio.
Ao abrir a porta, nunca imaginou ver ali parado em sua frente, aquela pessoa.
— Michael? — Ela pausou por alguns segundos. — O que faz aqui? Está tudo bem com a Nikita?
— Precisamos conversar. É sério e envolve a Nikita.
— Ok. Pode entrar.
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