A noite chegou, e no horário marcado o detetive compareceu a mansão. Volker o recebeu em seu escritório e Quinn achou um jeito de se esconder e ouvir a conversa entre eles.

— Sente-se. — Disse Volker ao detetive.

George sentou-se.

— Pode ficar despreocupado, Sr Volker.

— Como?

— Reuni todas as provas. — Entregou-lhe uma pasta. — E sua esposa não tem um caso extraconjugal.

Volker a abriu e passou a folhear. Tinha um relatório completo com os dias, horários e atividades de sua esposa, Nikita, sem falar as centenas de fotos da sua rotina.

(Atrás da porta Quinn estava 'verde', sem entender o que estava acontecendo.

“— Não? — Ela resmungou incrédula. — Que diabos está acontecendo?”)

— Sr George, tenho confiança total em você, nunca me decepcionou em seus serviços, mas … não acha que foi muito rápida sua investigação e deixou algo passar?

— Não senhor. O tempo foi o necessário e mostrou que sua desconfiança foi totalmente infundada. A vigilância constante que tem com ela é mais uma prova, tem como acompanhar o que ela faz dia e noite. E garanto que sua esposa não fez nada fora do normal.

— E naquele final de semana que ela passou fora da cidade?

— Hum …. — Procurou na pasta. — Aqui está, todas estas fotos são claras, estava sozinha.

(“— Não pode ser! — Resmungava Quinn sozinha. — Maldita! Como ela fez isso?”)

Volker acabou por se convencer, pagou o detetive e agradeceu os seus serviços. George foi embora em seguida.

Volker irritadíssimo ligou para Quinn.

— No meu escritório agora!”

Desligou sem nem ouvir a resposta dela.

Em poucos minutos ela foi até o escritório.

— Arrume suas coisas e dê o fora da minha casa.

— Mas, Volker …

— Cale-se. Está demitida.

— Ela deu um jeito ou aquele segurança …

— Por falar na segurança, ou você sai ou eles te colocam para fora.

— Ok! Eu vou sair. Mas você vai ver que tenho razão.

Ela saiu, bufando.



Foi um reboliço na casa, todos sem entender o motivo da súbita demissão de Kate Quinn.

— Quinn o que houve?

— Nikita, não se faça de desentendida ou de boazinha comigo.

— Eu não estou te entendendo.

— Nikita, preste bem atenção, pode passar mil anos, mas um dia você vai me pagar. Você e o seu amantezinho, Michael Samuelle!

— O que?

— Se fazendo de santa e traindo o marido dentro da própria casa.

— Pare de falar isso e já que o Volker te demitiu, saia agora. — Ordenou Nikita. — Walter leva o resto das suas coisas.

Ela saiu com sangue nos olhos e jurando se vingar todos eles.

Nikita ficou observando ela sair.

— Walter, o que aconteceu aqui?

— Não sei, 'sugar'. E sinceramente é melhor não saber e nem você, venha.

Ele a levou até a cozinha e lhe serviu um chá calmante.

Nikita não podia negar que estava confusa e apreensiva, será que Volker ouviu Quinn gritando que ela e Michael tinham um caso?

— Não se preocupe, 'sugar'. É melhor, ir descansar.

Nikita assentiu.

— Boa noite, Walter.





Enquanto isso, Carla estava entediada em frente a TV. Resolveu ir deitar e ler até o sono chegar.

Quando de repente, alguém toca a campainha.

— Quem será? — Olhou para o relógio.

Ao abrir a porta, nunca imaginou ver ali parado em sua frente, aquela pessoa.

— Michael? — Ela pausou por alguns segundos. — O que faz aqui? Está tudo bem com a Nikita?

— Precisamos conversar. É sério e envolve a Nikita.

— Ok. Pode entrar.

Notas finais
Se você está tão confuso como a Kate ou curiosa como a Carla, te espero no próximo capítulo, sexta-feira. Rsrs