Lagos Artificiais
15 Quinze
Michael
Enquanto isso, Carla estava entediada em frente a TV. Resolveu ir deitar e ler até o sono chegar.
Quando de repente, alguém toca a campainha.
— Quem será? — Olhou para o relógio.
Ao abrir a porta, nunca imaginou ver ali parado em sua frente, aquela pessoa.
— Michael? — Ela pausou por alguns segundos. — O que faz aqui? Está tudo bem com a Nikita?
— Precisamos conversar. É sério e envolve a Nikita.
— Ok. Pode entrar.
Michael lhe entregou uma pasta, quando Carla a abriu ficou chocada. Continha inúmeras fotos dele com Nikita, entre outros papéis.
— O que é isso? — Perguntou Carla estarrecida.
Michael passou a lhe contar.
Flashback on:
Michael notou que estava sendo seguido quando estava com Nikita. Precisava descobrir quem era. Tirou uma foto do homem e descobriu ser um detetive particular.
Michael o pegou desprevenido.
— Detetive George, o que quer comigo?
Michael estava com uma arma, e o homem pode senti-la em suas costas.
— Senhor, está havendo algum engano.
Michael puxou o gatilho, deixando o detetive nervoso.
— Eu não vou perguntar de novo. — Falou Michael sério.
— Estou apenas fazendo o meu trabalho.
— E para quem trabalha?
O homem ficou calado.
Michael ficou de frente para ele, e lhe entregou uma foto.
— O que fez com ela? — Perguntou George, olhando para a foto de sua mulher.
— Isso vai depender de você.
— Não faça nada com ela, por favor. — Pausou. — Tudo bem, é o Sr Volker.
— O que ele sabe?
— Nada, só desconfia que a esposa está tendo um caso, mas não sabe com quem.
— Agora, detetive, o senhor trabalha para mim. Se não quiser que a sua esposa saiba do seu namoradinho.
— O que? — Michael sabia do seu segredo?
George ponderou, se o Volker era perigoso, o que ele poderia dizer de um homem que o conhecia e mesmo assim tinha um caso com a esposa dele? Se rendeu as ameaças e concordou em fazer o que Michael lhe mandou.
— Mas, se o Volker descobrir eu sou um homem morto.
— Cuide para que ele não descubra.
Flashback off.
— Tem certeza que ele não sabe? — Perguntou Carla preocupada.
— Não se preocupe com o Volker. Não é por ele que estou aqui, é pela Nikita. Sei que você se importa com a Nikita e ela confia em você.
— Sim, claro. O que quer que eu faça, Michael?
— Não posso deixar que nada aconteça com ela. Temos que protegê-la. Vai me ajudar a manter a Nikita longe de mim. Vou terminar com ela e ela nunca poderá saber sobre essa conversa.
— O que? Como vou fazer isso?
— Vai ter que dar um jeito.
Michael foi embora deixando a pasta com ela.
Carla sentou-se no sofá, folheando a pasta e com o pensamento na amiga.
— Nikita? A culpa é minha por te apoiar com essa loucura. … O Michael tem razão, não posso deixar que acabe morta! Oh, Deus … Não.
x.x.x.x.x.x
Enquanto isso na mansão, Nikita estava em sua cama tentando entender o que aconteceu com Quinn.
— Helmut, o que a Kate fez para despedi-la?
— Não se preocupe com isso, em poucos dias consigo outra governanta.
— Ok. — Pensou que era melhor assim. — Onde vai?
— Uma viagem inesperada. Volto em dois ou três dias.
Ela recebeu um beijo dele, inesperadamente carinhoso. Se já sentia nojo antes agora era pior, e disfarçar estava muito mais difícil.
Eles se despediram e Volker saiu.
Quando estava se arrumando para dormir, recebeu uma mensagem do Michael pedindo que desse um jeito e fosse vê-lo, num hotel onde as vezes se encontravam.
— Ele deve estar louco? — Riu. — Sorte que o Volker viajou.
Nikita e Michael
Ele já tinha tomado a sua decisão, precisava terminar com ela, não poria mais em perigo a vida da única mulher que amou em sua vida.
No lugar marcado, Nikita o encontrou.
— O que aconteceu? — Ela perguntou sorridente.
— Eu precisava te ver.
Ele não pode, não conseguiu. A tomou em seus braços e a beijou com sofreguidão.
— Está tudo bem? — Notou como ele estava estranho.
— Sim. — Mentiu, tentado esconder sua dor.
Fazer amor, foi inevitável para os dois.
…
Michael estava preparando um banho de banheira. Nikita apoiada na bancada da pia, de frente ao espelho. Decididamente não se sentia bem.
Michael se aproximou.
— O que há, Nikita? Está pálida …
— Deve ser o calor que baixou minha pressão.
— Venha. — Tirou o roupão dela. — Vai se sentir melhor depois do banho.
Ele a conduziu até a banheira e se juntou a ela. Eles estavam aninhados entre as espumas perfumadas.

— Você também não me parece bem, Michael. O que há de errado? — Quebrou o silêncio.
— Só queria que as coisas fossem diferentes.
— Não é isso, sempre soubemos no que nos metemos desde o início. Você está diferente.
Ele não respondeu. Ela não insistiu. Aproveitaram o momento juntos o máximo que puderam.
Nikita
Na manhã seguinte, Nikita não podia mais ignorar os sintomas. Por mais que tentasse negar ou fugir, os sintomas aumentaram a frequência.
De frente ao espelho do banheiro, chorou olhando as duas linhas vermelhas cruzadas. Positivo era o resultado.
O que faria agora?
…
Depois de se recompor, Nikita precisava fala com Michael. Mas, não o encontrou na casa.
— Walter? Onde está o Michael? Está folgando hoje?
— Você não sabe?
— Saber o que?
— Ele se demitiu essa manhã.
— O que?
A notícia a deixou sem chão.
Ela correu até o escritório de Volker, e começou a procurar o endereço de onde ele morava.
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