Michael



Enquanto isso, Carla estava entediada em frente a TV. Resolveu ir deitar e ler até o sono chegar.

Quando de repente, alguém toca a campainha.

— Quem será? — Olhou para o relógio.

Ao abrir a porta, nunca imaginou ver ali parado em sua frente, aquela pessoa.

— Michael? — Ela pausou por alguns segundos. — O que faz aqui? Está tudo bem com a Nikita?

— Precisamos conversar. É sério e envolve a Nikita.

— Ok. Pode entrar.

Michael lhe entregou uma pasta, quando Carla a abriu ficou chocada. Continha inúmeras fotos dele com Nikita, entre outros papéis.

— O que é isso? — Perguntou Carla estarrecida.

Michael passou a lhe contar.



Flashback on:

Michael notou que estava sendo seguido quando estava com Nikita. Precisava descobrir quem era. Tirou uma foto do homem e descobriu ser um detetive particular.

Michael o pegou desprevenido.

— Detetive George, o que quer comigo?

Michael estava com uma arma, e o homem pode senti-la em suas costas.

— Senhor, está havendo algum engano.

Michael puxou o gatilho, deixando o detetive nervoso.

— Eu não vou perguntar de novo. — Falou Michael sério.

— Estou apenas fazendo o meu trabalho.

— E para quem trabalha?

O homem ficou calado.

Michael ficou de frente para ele, e lhe entregou uma foto.

— O que fez com ela? — Perguntou George, olhando para a foto de sua mulher.

— Isso vai depender de você.

— Não faça nada com ela, por favor. — Pausou. — Tudo bem, é o Sr Volker.

— O que ele sabe?

— Nada, só desconfia que a esposa está tendo um caso, mas não sabe com quem.

— Agora, detetive, o senhor trabalha para mim. Se não quiser que a sua esposa saiba do seu namoradinho.

— O que? — Michael sabia do seu segredo?

George ponderou, se o Volker era perigoso, o que ele poderia dizer de um homem que o conhecia e mesmo assim tinha um caso com a esposa dele? Se rendeu as ameaças e concordou em fazer o que Michael lhe mandou.

— Mas, se o Volker descobrir eu sou um homem morto.

— Cuide para que ele não descubra.

Flashback off.



— Tem certeza que ele não sabe? — Perguntou Carla preocupada.

— Não se preocupe com o Volker. Não é por ele que estou aqui, é pela Nikita. Sei que você se importa com a Nikita e ela confia em você.

— Sim, claro. O que quer que eu faça, Michael?

— Não posso deixar que nada aconteça com ela. Temos que protegê-la. Vai me ajudar a manter a Nikita longe de mim. Vou terminar com ela e ela nunca poderá saber sobre essa conversa.

— O que? Como vou fazer isso?

— Vai ter que dar um jeito.

Michael foi embora deixando a pasta com ela.

Carla sentou-se no sofá, folheando a pasta e com o pensamento na amiga.

— Nikita? A culpa é minha por te apoiar com essa loucura. … O Michael tem razão, não posso deixar que acabe morta! Oh, Deus … Não.



x.x.x.x.x.x





Enquanto isso na mansão, Nikita estava em sua cama tentando entender o que aconteceu com Quinn.

— Helmut, o que a Kate fez para despedi-la?

— Não se preocupe com isso, em poucos dias consigo outra governanta.

— Ok. — Pensou que era melhor assim. — Onde vai?

— Uma viagem inesperada. Volto em dois ou três dias.

Ela recebeu um beijo dele, inesperadamente carinhoso. Se já sentia nojo antes agora era pior, e disfarçar estava muito mais difícil.

Eles se despediram e Volker saiu.

Quando estava se arrumando para dormir, recebeu uma mensagem do Michael pedindo que desse um jeito e fosse vê-lo, num hotel onde as vezes se encontravam.

— Ele deve estar louco? — Riu. — Sorte que o Volker viajou.



Nikita e Michael



Ele já tinha tomado a sua decisão, precisava terminar com ela, não poria mais em perigo a vida da única mulher que amou em sua vida.

No lugar marcado, Nikita o encontrou.

— O que aconteceu? — Ela perguntou sorridente.

— Eu precisava te ver.

Ele não pode, não conseguiu. A tomou em seus braços e a beijou com sofreguidão.

— Está tudo bem? — Notou como ele estava estranho.

— Sim. — Mentiu, tentado esconder sua dor.

Fazer amor, foi inevitável para os dois.

…

Michael estava preparando um banho de banheira. Nikita apoiada na bancada da pia, de frente ao espelho. Decididamente não se sentia bem.

Michael se aproximou.

— O que há, Nikita? Está pálida …

— Deve ser o calor que baixou minha pressão.

— Venha. — Tirou o roupão dela. — Vai se sentir melhor depois do banho.

Ele a conduziu até a banheira e se juntou a ela. Eles estavam aninhados entre as espumas perfumadas.

— Você também não me parece bem, Michael. O que há de errado? — Quebrou o silêncio.

— Só queria que as coisas fossem diferentes.

— Não é isso, sempre soubemos no que nos metemos desde o início. Você está diferente.

Ele não respondeu. Ela não insistiu. Aproveitaram o momento juntos o máximo que puderam.



Nikita



Na manhã seguinte, Nikita não podia mais ignorar os sintomas. Por mais que tentasse negar ou fugir, os sintomas aumentaram a frequência.

De frente ao espelho do banheiro, chorou olhando as duas linhas vermelhas cruzadas. Positivo era o resultado.

O que faria agora?



…



Depois de se recompor, Nikita precisava fala com Michael. Mas, não o encontrou na casa.

— Walter? Onde está o Michael? Está folgando hoje?

— Você não sabe?

— Saber o que?

— Ele se demitiu essa manhã.

— O que?

A notícia a deixou sem chão.

Ela correu até o escritório de Volker, e começou a procurar o endereço de onde ele morava.