Nikita



— Nikita, como você está?

— Estou bem, Carla. E nem adianta insistir.

Elas caminhavam pelo corredor da academia, após a aula de Carla.

— Em que? — Carla riu.

— Eu sei que você está querendo que eu conte detalhes, e isso eu não vou fazer.

— Chata! — Carla resmungou.

A amiga riu.

— É Nikita, eu te ajudo com esses seus encontros proibidos (sussurrou essa parte) e não ganho nada em troca? Injusto e cruel, eu deveria te denunciar …

Nikita gargalhou.

— Não, não. Eu já lhe conto coisas demais!

— Ok, desisto. Pensou no que eu disse sobre a cabana?

— Carla, me diz, quantos casos você já teve?

— Nenhum, por quê?

— Então você é louca de nascença mesmo! Eu não posso ir 'brincar de casinha' com o Michael em uma cabana, Carla.

— Mas, bem que você quer! Ai Nikita, já que está brincando com fogo, incendeia um bosque logo. — Riu.

— E morro carbonizada!

Ambas riram. Chegaram na lanchonete e pediram um suco verde.

Michael estava esperando Nikita, eles se entreolharam um pouco e Carla observava os dois.

— Você gosta dele, não é Carla?

— Sim. Se te faz feliz eu gosto dele. Eu o sempre achei bonito e misterioso.

— Acho que eu tenho que achar uma outra melhor amiga.

— Por quê? — Fez uma cara de ofendida.

— Preciso de uma que coloque juízo na minha cabeça e não uma que o tire de vez!

— Assim você me ofende.

Ela riram.

— Você vai amar o lugar, é lindo e tranquilo. Tem um lago maravilhoso.

— E o que eu digo ao Helmut?

— Você não vai mentir.

— Não? — Fez cara de espanto.

— Não, Nikita. Vai dizer a ele que vai passar o final de semana na minha cabana fora da cidade, que é verdade.

— Realmente, é verdade! — Foi irônica.

— Sim, só vai omitir um pequeno detalhe.

Elas riram.

— Louca.

Terminaram o suco e se despediram. Michael a acompanhou da saída da academia até o carro.

— Está folgando esse final de semana? — Indagou Nikita.

— Sim. Vai ser difícil ficar dois dias sem te ver.

Nikita fez biquinho e riu. Entrou no carro, Walter fechou a porta e a conduziu até em casa. Michael os seguiu em outro veículo.





Nikita acabou não resistindo a tentação. Acabou aceitando a sugestão da amiga, mais louca do que ela. Ao cruzar por Michael em sua casa, discretamente lhe entregou um bilhete, com o endereço da cabana, Volker não estaria em casa e poderiam se arriscar num final de semana.

— Walter, sabe onde está a Quinn?

— Ela teve uma emergência familiar e vai se ausentar por algumas horas. Precisa de algo?

— Não. Está tudo bem. Walter?

— Pode pedir, 'sugar'!

Ela riu, ele já sabia o que queria.

— Sei que folgará, mas … pode me deixar em um lugar no final de semana e me buscar?

— Como posso dizer não a alguém com os olhos azuis mais lindo que já vi?

— Obrigada. — Beijou-lhe a bochecha. — Você é um amorzinho.



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Enquanto isso, Quinn teve êxito em parte do seu plano. Estava dormindo com seu patrão, Volker.

Agora só precisava eliminar a sua esposa, Nikita.

— Volker, é só notar os sinais.

Ele vestia as roupas, pensativo, sem lhe dizer nada.

— Ela tem estado alegre e dispersa, sempre com uma desculpa para estar ausente.

— Você sabe com quem ela está saindo?

— Não ... Mas, certeza que vão se encontrar esse final de semana.

— Como sabe?

— Por que acha que te pediu para passar o final de semana fora?

—Hum. — Pegou o celular. — Se ela pensa que vai me trair assim descaradamente, está enganada, vou acabar com isso já.

Quinn sorriu vitoriosa, levantando-se da cama e vestindo-se.



"— Sr George? — Falava ao telefone.

...

— Preciso dos seus serviços, urgentemente!"