Lagos Artificiais
12 Doze
Nikita
— Nikita, como você está?
— Estou bem, Carla. E nem adianta insistir.
Elas caminhavam pelo corredor da academia, após a aula de Carla.
— Em que? — Carla riu.
— Eu sei que você está querendo que eu conte detalhes, e isso eu não vou fazer.
— Chata! — Carla resmungou.
A amiga riu.
— É Nikita, eu te ajudo com esses seus encontros proibidos (sussurrou essa parte) e não ganho nada em troca? Injusto e cruel, eu deveria te denunciar …
Nikita gargalhou.
— Não, não. Eu já lhe conto coisas demais!
— Ok, desisto. Pensou no que eu disse sobre a cabana?
— Carla, me diz, quantos casos você já teve?
— Nenhum, por quê?
— Então você é louca de nascença mesmo! Eu não posso ir 'brincar de casinha' com o Michael em uma cabana, Carla.
— Mas, bem que você quer! Ai Nikita, já que está brincando com fogo, incendeia um bosque logo. — Riu.
— E morro carbonizada!
Ambas riram. Chegaram na lanchonete e pediram um suco verde.
Michael estava esperando Nikita, eles se entreolharam um pouco e Carla observava os dois.
— Você gosta dele, não é Carla?
— Sim. Se te faz feliz eu gosto dele. Eu o sempre achei bonito e misterioso.
— Acho que eu tenho que achar uma outra melhor amiga.
— Por quê? — Fez uma cara de ofendida.
— Preciso de uma que coloque juízo na minha cabeça e não uma que o tire de vez!
— Assim você me ofende.
Ela riram.
— Você vai amar o lugar, é lindo e tranquilo. Tem um lago maravilhoso.
— E o que eu digo ao Helmut?
— Você não vai mentir.
— Não? — Fez cara de espanto.
— Não, Nikita. Vai dizer a ele que vai passar o final de semana na minha cabana fora da cidade, que é verdade.
— Realmente, é verdade! — Foi irônica.
— Sim, só vai omitir um pequeno detalhe.
Elas riram.
— Louca.
Terminaram o suco e se despediram. Michael a acompanhou da saída da academia até o carro.
— Está folgando esse final de semana? — Indagou Nikita.
— Sim. Vai ser difícil ficar dois dias sem te ver.
Nikita fez biquinho e riu. Entrou no carro, Walter fechou a porta e a conduziu até em casa. Michael os seguiu em outro veículo.
…
Nikita acabou não resistindo a tentação. Acabou aceitando a sugestão da amiga, mais louca do que ela. Ao cruzar por Michael em sua casa, discretamente lhe entregou um bilhete, com o endereço da cabana, Volker não estaria em casa e poderiam se arriscar num final de semana.
— Walter, sabe onde está a Quinn?
— Ela teve uma emergência familiar e vai se ausentar por algumas horas. Precisa de algo?
— Não. Está tudo bem. Walter?
— Pode pedir, 'sugar'!
Ela riu, ele já sabia o que queria.
— Sei que folgará, mas … pode me deixar em um lugar no final de semana e me buscar?
— Como posso dizer não a alguém com os olhos azuis mais lindo que já vi?
— Obrigada. — Beijou-lhe a bochecha. — Você é um amorzinho.
x.x.x.x.x.x.x.x
Enquanto isso, Quinn teve êxito em parte do seu plano. Estava dormindo com seu patrão, Volker.
Agora só precisava eliminar a sua esposa, Nikita.
— Volker, é só notar os sinais.
Ele vestia as roupas, pensativo, sem lhe dizer nada.
— Ela tem estado alegre e dispersa, sempre com uma desculpa para estar ausente.
— Você sabe com quem ela está saindo?
— Não ... Mas, certeza que vão se encontrar esse final de semana.
— Como sabe?
— Por que acha que te pediu para passar o final de semana fora?
—Hum. — Pegou o celular. — Se ela pensa que vai me trair assim descaradamente, está enganada, vou acabar com isso já.
Quinn sorriu vitoriosa, levantando-se da cama e vestindo-se.
"— Sr George? — Falava ao telefone.
...
— Preciso dos seus serviços, urgentemente!"
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