Notas iniciais
Agradecendo a Cíntia pela bela recomendação e também a Pamela lopes por ter favoritado.

Michael



Ele estava em seu escritório, atento ao computador. Algo parecia não estar certo no financeiro. Conversaria com o seu contador. Também tinha um bom contrato para fechar. Ajudar na segurança da família real de Mônaco que estaria em Paris. Não poderia perder para seu concorrente.

Michael tinha aberto sua própria empresa, na área de segurança, a sua especialidade. Ele e seu sócio Jean Pierre, e acabou se tornando também cunhado, conduziam a empresa muito bem, e tinham uma filial, do qual Pierre era o responsável.

— Atrapalho? — Perguntou Claudia adentrando o escritório.

— Não.

— Não vale mentir. — Ela se aproximou da mesa e ele ficou de pé. — Você 'só' trabalha.

— Você nunca atrapalha. — Beijou a testa da irmã. — Está bonita.

— Obrigada. Muito tempo sem te ver, estava com muita saudade.

— Eu também, sente-se. Quer beber algo?

— Um café.

Michael a serviu. Ela sentou-se e ficou observando escritório.

— Algo errado?

— Não. É que já está na hora de mudar essa decoração.

— Está perfeito. Quando te pedi para decorar pedi algo clássico, que não caísse de moda.

Claudia bufou.

— Ai Michael, não tem nada a ver com 'moda' (ele segurou o riso com as caretas que ela fazia) é que você precisa mudar, alegar a sua vida. … viver na verdade.

Ele pigarreou. Ela revirou os olhos.

— Não. E por falar nisso, ainda te consigo clientes. — Deu lhe um cartão. — Esse cliente gostou da decoração do escritório e eu te indiquei.

— Hum …

— Hum? O que?

— Deve ser algum neurótico sisudo …

— Está me chamando de neurótico e sisudo?

Ela gargalhou.

— Não, você não é neurótico. (Michael a olhou de soslaio) obrigada, vou entrar em contato com ele. Mudando de assunto, Michael, eu e o Pierre vamos jantar essa noite e gostaríamos que você viesse.

— Não. É melhor irem só.

— Ai Michael, deixa de ser chato, eu convidei uma amiga.

— “Amiga”?

Ela assentiu.

— O que adianta estar em Paris e ver a Torre Eiffel só pela janela do escritório?

— Tudo bem. Eu vou, mas não prometo nada.

— Não é para casar, Michael, é só um jantar … e …

— E?

— Vamos ao teatro.

— Eu deveria saber.

— Bem como você disse que vai agora não pode negar. Te ligo mais tarde para te passar o endereço do restaurante, não sei onde Pierre fez as reservas e as 20:00 nos encontramos lá.

Ele assentiu e se despediram. Após Claudia sair, ele se concentrou novamente ao trabalho.