Lady Elsa
4 Uma carta para Anna
Notas iniciais
Hello!
Capítulo curto mas o próxima será maior e pelo ponto de vista da nossa única, especial e Maravilhosa ANNA. Isso mesmo queridos.
Agora fiquem com o capítulo e boa leitura!
Eram cartas de meu pai e de Anna. As do meu pai eram sempre curtas apenas perguntando como eu estava e como iam as coisas e eu sempre respondia que tudo ia bem. Eu tinha certeza que ele sabia que na verdade nada ia bem mas fingia não ver afinal não há nada que ele poderia fazer. Talvez para não se sentir culpado ele fingia não ver que eu era infeliz. Com Anna era diferente, as nossas cartas eram sempre longas e cheias. Ela também sabia que algo de errado acontecia, afinal nenhum marido normal impediria sua esposa de ver sua família, mas eu nunca contei de verdade o que se passa e ela não sabe de verdade o que aconteceu. Nem mesmo o motivo de eu ter casado com alguém que eu não gostava. Ela estava em sua segunda temporada e sempre tinha milhares de novidades. Ela era considerada a flor da temporada e tinha recebido muitas propostas, mas para decepção de todos ela não tinha aceitado nenhuma delas. Seu coração sempre pertenceu e acredito eu que sempre pertencerá a Kristoff mas este nunca mais foi o mesmo depois da guerra. Kristoff voltou da guerra ano passado e logo viajou para o campo para longe dos pais e de qualquer outra pessoa e ela ficou decepcionada por não ter tido tempo de falar com ele. Todos tinham aconselhado Anna a aceitar um dos seus pretendentes e esquecer Kristoff mas ela não tinha dado ouvidos a nenhum deles. Eu sei que ela lutará até conseguir falar com Kristoff e por isso eu tinha muito orgulho de minha irmã. Suas cartas sempre eram o melhor momento de meu dia mas eu tinha de ser rápida, caso Hans me pegasse com essas cartas as proibiria também assim como os livros. — Senhora Elsa o almoço já está pronto e seu marido o espera para a refeição. — Pauline avisa na porta do quarto. Assinto e logo me levanto para ir ao seu encontro, Hans não suportava atrasos. Mal chego a cena que vejo me espanta. Hans está de pé com pratos quebrados e comida espalhados aos seus pés e ele mantém nossa cozinheira presa pelas suas mãos. Eu sabia que a cozinheira trabalhava para a família de Hans a muito tempo e que ela era uma ótima pessoa por isso não poderia permitir que ele a batesse. — O que está acontecendo aqui? — Pergunto mesmo sabendo o que estava a passar. Apenas Hans sendo o monstro de sempre. — Essa idiota fez uma lavagem de porco para comer. Ela precisa ser punida. — As palavras dele pareciam emboladas e difíceis de entender e eu logo percebi o porquê. Hans estava bêbado e ainda nem eram duas da tarde. — Você não pode bater nela. — Digo firme. A senhora Bennet era uma ótima cozinheira além de que já tinha certa idade. — E porque não? — Ele diz soltando ela e se voltando para mim. Sinto meu coração acelerar e algo em mim grita perigo, eu tinha chamado toda sua fúria para mim. — P-Porque a senhora Bennet já tem certa idade e além do mais você não pode bater nos empregados. — Explico sentindo minha mãos tremendo. Não importava quão corajosa eu fosse, sempre que Hans me olhava com aqueles olhos repleto de maldade e loucura eu entrava em pânico. — Como você ousa me desrespeitar na frente dos meus empregados? Se esqueceu quem paga tudo por aqui? Se esqueceu quem ajudou sua família a sair da falência por causa do seu avô idiota? Se esqueceu quem foi o único que aceitou se casar com você mesmo depois de ter desprezado todos os homens e ter jurado não casar? — Senti raiva por suas palavras mesmo que fossem verdadeiras. Hans era um mostro. Ele tinha se casado comigo apenas para ter o prazer de me humilhar e maltratar. Ele se aproximou de mim a passos largos e abaixo o olhar enquanto torço as mãos tentando fazê-las pararem de tremer. Eu podia sentir o olhar de todos os criados em mim e isso deixava o momento ainda pior. — Você é minha propriedade, me deve respeito. — Ele agarra meu queixo com força e o mexe violentamente. — Entendeu? Quis gritar que não, que nem eu nem ninguém éramos propriedade de outra pessoa. Quis dizer que ele era um mostro e que eu queria que ele queimasse no inferno mas tudo que fiz foi assentir. Hans se retirou da sala e saiu de casa batendo a porta com força fazendo a todos estremecerem.
Respirei aliviada ainda tremula, eu não sabia até quando aguentaria tudo aquilo. As vezes eu queria tanto poder simplesmente desaparecer mas eu não podia, eu temia muito. Eu não temia só por mim mas também por Anna, era Hans quem bancava as despesas que uma temporada em Londres exigia e eu queria que ela tivesse de tudo para que pudesse ter o direito a escolher com quem se casar incluindo se ela quisesse esperar Kristoff. — Obrigada Lady Elsa. — A cozinheira murmurou baixinho e pude ver que ela também tremia. Assenti sem forças de responder qualquer coisa e me retirei para meu quarto. Eu queria gritar, queria chorar, queria explodir mas tudo que fiz foi respirar fundo e me sentar na minha escrivaninha para escrever uma carta para Anna. Eu não poderia chorar nem me entregar ao desespero porque sabia que no momento que eu chorasse não conseguiria mais parar. Peguei no pincel e me concentrei em escrever. " Querida Anna Fico feliz em saber que a temporada corre bem, sempre soube que serias a estrela dos salões. Peço-te que não ligues para os conselhos que todos lhe dão. Escolher um marido por causa de sua beleza, de seu título ou de sua riqueza é um caminho perigoso e com o tempo provasse decepcionante. Sei que estás decepcionada porque Kristoff voltou da guerra e nem mesmo procurou-te e porque ele deixou de escrever-te durante o período da guerra mas tem paciência. A guerra tem a incrível capacidade de transformar e mostrar o pior de um homem, antes de desistir dele ou de achar que ele deixou de te amar tenta falar com ele cara a cara. Se você tem certeza que o ama então lute antes de desistir. Diga para a mama que eu estou bem e que tenho saudades, de todos. P.s eu vos amo. Da melhor,e única, irmã que possuis. " Termino de escrever e logo me sinto relaxar por alguns minutos, escrever para minha irmã sempre tinha esse poder sobre mim. Eu queria com todas as minhas forças que Anna se casasse por amor e fosse feliz, minha irmã merecia isso e muito mais. Ela não merece viver infeliz, se casar apenas porque a sociedade diz ser certo ou ser apenas um mero objeto nas mãos do marido. E um dia eu iria provar isso para meus Pais, para a sociedade e principalmente para Hans. Eu conquistarei minha liberdade e Hans não passará de um passado sombrio.
Notas finais
Quero desejar um bem vindo a Família para a Luana Hyuuga, desejo que você decida ficar e goste da história.
Sem mais delongas um beijo e até a próxima.
P.S Comentem!!!!
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