Lady Annabetth
1 Um dia típico
Notas iniciais
Espero que gostem da Anna e do mundo complicado em que ela vive.
Desculpe se não sair muito bom, e com a realidade parecida, sei pouco da época em que eles vivem, e por isso não vou arredondar e dizer que faz muito tempo.
Beijos, aproveitem!
— O senhor diz ter visto o noivo de minha filha, Princesa Annabetth a traindo com algumas moças de uma estalagem?— minha mãe, Salina, pronunciava as palavras com a sua voz doce e suave, mas que podia dizer coisas mortais.
— Sim, Vossa Alteza.— o homem mantinha a cabeça baixa diante da esplendorosa, rainha de Johhanes, Salina. Mas nesta manhã ela realmente estava magnífica, vestia um vestido verde escuro, que dava destaque aos fios longos e loiros e aos seus olhos azuis como o nosso mar.
Eles, seus olhos, pareciam mortais olhando para o sujeito que insultava a minha imagem e a de meu noivo, Vitor.
— É uma acusação muito séria, o senhor sabe disso.— ele apenas afirmou com a cabeça, minha mãe olhou para os guardas que ficavam nas portas.— Chamem Vitor.— os dois saíram em busca dele.
Ela só fazia isso nessa manhã porque meu pai, o rei de Johhanes, Theodor, estava caçando, depois de ter uma longa briga durante a madrugada com ela. E eu, assim como todos os meus irmãos, tínhamos que nos manter em pé, ao lado de seu trono e o do vazio de meu pai, durante horas ouvindo acusações, pedidos e reclamações de nossos súditos. Logo Vitor veio, com o seu cabelo loiro impecável e certamente uma roupa de seda pura.
— Me chamou, Vossa Alteza?— ele se posicionou em frente a minha mãe.
— Sim.— ela encarou o pequeno camponês, em suas roupas esfarrapadas com a cabeça baixa.— Esse senhor, reclama ter visto o senhor traindo minha filha, Lady Annabetth, com algumas criadas imundas de uma estalagem.— Vitor lançou um olhar mortal para o sujeito.— Você confirma a acusação?— o camponês estampou um sorriso irônico na sua boca.
— Mas é claro que não, minha rainha.— seu semblante parecia irritado.— Este homem estúpido, deve estar passando fome e vendo coisas. Nunca trairia Annabetth, em nenhuma vida.— eu sorri fraco.— Eu exijo que ele seja executado em praça pública.— ele berrava, preenchendo cada canto silencioso da sala do trono.— Por acusar seu futuro rei de uma traição a sua rainha.— o homem não esboçou nenhuma reação.
— Acalme-se, Vitor. — minha mãe voltou-se novamente ao senhor. — Senhor, eu lhe disse que era uma acusação muito séria. E acho que o senhor também não esperava sair daqui com vida.— todos sabíamos o que vinha a seguir.—Será executado. Guardas, levem-no para a praça.— minha mãe se levantava enquanto dois homens saíram de trás de Victor e levaram embora o homem, senti meu coração apertar.
O homem seria morto por ter total devoção a mim, no fundo ele só queria proteger a sua futura rainha.
— Mãe.— ela se virou para mim.— Era mesmo preciso matar o homem?— disse demonstrando a pena em minha voz.
— Seu noivo exigiu isso.— ela sorriu fraco.— Tenho que fazer o que o príncipe de Kira pede.— ela se retirou dali junto de Hideo, meu irmão mais velho que estava próximo de uma longa viagem antes de assumir o trono.
— Já devia estar acostumada, Anna.— Mercedes, minha irmã disse.— Sempre será assim, para qualquer um que fizer algo do qual mamãe ou papai não mandou.— ela sorriu fraco, eu retribui o sorriso.
Mercedes era a mais parecida comigo em todo esse castelo imenso; tínhamos pena dos homens e mulheres que ficavam porta da proteção do grande muro do castelo, das crianças e odiávamos ir a praça todo dia ver alguém tendo a cabeça cortada por uma espada. Segui ao seu lado até a praça.
— Calem-se.— Tobias, o capitão da guarda de proteção pessoal da família real, chamava a atenção de todos com a sua voz forte.— Ouçam sua rainha, Salina.— minha mãe se posicionou na frente., enquanto todos se curvavam.
— Este homem, veio a mim durante a manhã acusando o Príncipe Vitor de trair minha amada filha Annabetth, e agora será executado por mentir para a rainha.— o homem foi jogado ao chão, por um guarda. E senti os olhos de uma mulher e duas crianças na frente do lugar elevado aonde estávamos, estáticos olhando para o rosto do homem, que dizia alguma coisa.— E servirá de exemplo para que cada um de vocês, entendam que não toleramos mentiras e acusações sobre qualquer membro ou futuro membro da família real.— ela deu o sinal para o capitão de que ele poderia fazer "a coisa" e ele pegou sua espada, Totia, apelido que eu dei.
Senti meu coração bater cada vez mais forte a cada passo que ele dava, e os olhos daquela mulher distribuíam lágrimas pelo seu rosto. Que merda é essa que eles fazem? Porque o matar por pensar ter visto Vitor em uma estalagem com algumas mulheres? Eu mesma, no fundo, no fundo, confiava no pobre homem. Só voltei a mim mesma quando a cabeça dele rolou para os pés do capitão.
— Que os deuses o acompanhem.— fui a única a pronunciar a benção que dizemos quando alguém morre, aos olhos dos outros, ele era um traidor da corte.
...
— Precisava exigir que o homem morresse, Vitor?— dizia para ele, entre seus braços durante o banho de banheira que dividíamos.
— Mentirosos devem morrer.— ele disse sério.
— Ele tinha uma família.— falava me lembrando da mulher e das crianças, abraçadas, chorando.— Duas crianças. O que será deles agora?
— A mãe provavelmente se prostituirá e morrerá, os deixando órfãos.— ás vezes o realismo dele me fazia o enojar e o querer longe.
— Não fale assim, Vitor.— o repreendi pela voz, me afastando de seu corpo nu na banheira, me virando para ele.— Deveríamos os oferecer algum apoio.
— Apoio "matamos seu pai, agora lhe daremos comida"?— eu ri junto dele, que se posicionou para a frente depositando vários beijos no meu pescoço.
— Nosso reino precisa melhorar.— eu dizia sentindo as carícias dele no meu pescoço.— Durante o meu reinado será diferente.— gemi enquanto ele descia com seus beijos para mais próximo dos meus seios.— Vitor, são apenas três da tarde.
— E estamos nus juntos dentro de uma banheira.— ele parou e depositou um beijo nos meus lábios.— Sua mãe nos mataria por isso.
— Ela disse que só devo me entregar a você depois do casamento.— ri.
— Sua mãe ficará desapontada, Anna.— ele sorriu enquanto voltava com seu foco para o meu pescoço.
— Ela superará.— sorri, puxando sua cabeça para cima, e o depositando um longo beijo.— Agora vamos.— sai da banheira, sentindo seus olhos observarem cada canto do meu corpo, me envolvi em uma toalha e fui em direção ao quarto, ele fez o mesmo.
— Iremos parar agora?— ele me agarrou pelas costas, depositando beijos em toda a extensão do meu ombro.
— Sim, Vitor.— disse autoritária.
— Por favor, não.— ele me virou para ele, e me beijou, com tanta fúria que caímos sobre a cama, com ele sobre mim.
— É cedo demais.— eu ri maliciosa.— Não podemos.
— Está muito frio, ajude-me a me esquentar.— ele riu malicioso.
— Mamãe pode bater na porta.
— Não abriremos.
— Não é assim que funciona.— nos encaramos, e ele continuou.
— Por favor, Annabetth.— ele me suplicava com os olhos.
— Tudo be— fui cortada pela voz da ama da minha mãe e suas batidas na porta.
— Annabetth.
— Vitor, a criada da minha mãe está batendo.
— É só a criada.— ele ignorou, enquanto continuava a beijar meu corpo.
— Ela nunca manda a criada, deve ser sério, vamos, levante-se.— ele se levantou, e eu junto, só que ele se jogou de volta na cama. Fui até a porta, e a abri fazendo com que ela visse somente a mim.— Sim?
— Seu pai chegou e está ferido.— ela me analisava, com todo aquele poder de segunda mãe que ela tinha.— Deixe-me entrar, sua mãe me mandou pegar suas roupas sujas.— fiz um sinal com as mãos para Vitor sumir dali, só ouvi sua voz bem baixinha.
— Não imagina o quanto te amo pra fazer isso.— e ouvi o barulho dele pulando da minha varanda direto para o lado de fora. Detalhe; estava nevando.
Deixei-a entrar e enquanto isso fui botar uma roupa, ela me ajudou com o espartilho e a colocar um vestido rosa com aplicações vermelhas e saí correndo do meu quarto até o quarto dos meus pais, falava com Vitor depois.
Notas finais
Espero que curtam
Beijo, beijo ;*
E se leram, deixem reviews por favorrrrrr!
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