Lady Annabetth

3 E tem começo


Notas iniciais
Oie....

(...)

— Thomas. — Tenássia chorava. — THOMAS, não me deixe. — ela o balançava. — Thomas... — ela disse cansada, sua voz embargada por causa do choro. Me agachei ao seu lado sentindo a dor em todo meu corpo.

— Tenássia, temos que ir. — ela não pareceu escutar. — Tenássia, eles voltarão. — disse olhando para os lados e vendo o sangue espalhado pelos panos, pelo chão, paredes, os corpos sem vida.

— Não posso deixá-lo. — ela chorava excessivamente. — Não posso. — falou demonstrando sua franqueza.

— Não estamos o deixando. — olhei pros seus olhos castanhos deprimidos. — Estamos o libertando da guerra que acaba de começar.

Um tempo antes

— Annabetth. — ouvi a voz da minha mãe me chamando. — Abra as janelas, as cortinas, prepare o banho dela. — sua voz como sempre severa com as criadas.

— Bom dia. — disse com a voz diferente por causa do sono.

— Olá, querida. — ela sorriu fraco se sentando ao meu lado. — Dormiu bem?

— Claro. O que faz aqui tão cedo?

— Vim acordá-la. Temos compromissos e também tem uma mulher e duas crianças clamando por sua presença. — era a mulher e suas filhas, claro, por isso decidi me apressar. — Bote o vestido que eu escolhi. Nos vemos logo. — ela se retirou do quarto e eu segui para o banho.

...

— Olá, minha amada. — Vitor disse me depositando um beijo nos lábios. — Está estonteante nesse vestido. — sorri sem graça enquanto ele analisava meu vestido. Mas aquele vestido estava realmente lindo, em turquesa com aplicações douradas. Deveríamos ter um compromisso especial hoje, pois Vitor também vestia roupas de gala.

— Está lindo também. — sorri, observando seu olhar obsceno. — Mas, sabe o porque estamos assim? — me referi aos nosso trajes.

— Celebração. — ele disse sorridente. — Tenássia está gravida.

O olhei espantada, surpresa, feliz e super animada.

— Pelos deuses, — abri um largo sorriso. — Sério? — ele afirmou com a cabeça. — Quem lhe disse?

— Thomas. — Thomas era o marido da minha irmã. — E eu fiquei pensando, logo seremos nós. — me senti ficar vermelha.

— Não sei se eu estarei pronta um dia pra gerar um filho. — ele me olhou me repreendendo. — Mas se você pedir com jeitinho, eu estarei. — sorri maliciosa.

— Meus docinhos. — Tobias chegou perto de nós, quebrando o clima. — Uma linda manhã, não é mesmo? O sol brilha, sem nuvens, os pássaros cantam.

— Está bêbado. — Vitor disse rindo.

— Estou liberado pelo dia de hoje. Então bebi. Tentei ser menos responsável. — ele tonteou. — Opaa! — quando parou percebeu em mim. — Annabetth, está maravilhosa. Essa cor, esse decote, caíram muito bem em você.

— Obrigada, Tobias. — comecei a rir por dentro, com o olhar de fúria que Vitor fez.

— Tobias, amadinho. — Vitor falou como ele havia falado antes. — Você vai tomar um banho frio antes de descer novamente, tudo bem?

— Tanto faz. — Vitor chamou a ama do Tobias, que o levou pro seu quarto.

— Não deem uma espada pra ele. Não agora. — sorri, vendo ele tropeçar nos próprios pés.

— Não daremos tenha certeza. — uma criada veio avisar Vitor de algo, e ele concordou. — Anna, tenho de ir. Parece que meus pais me mandaram algo. E você tem que estar no salão. Seus pais chamam por você. — ele me deu um beijo na bochecha e saiu. — Nos vemos lá. — sorri e ele saiu, eu segui meu caminho pro salão, aonde estavam minha mãe, minhas irmãs, meus irmãos, meu pai sentado no trono em cima de uma planície elevada.

— Anna. — Tenássia abriu um sorrio enorme ao me ver. — Ainda bem que está aqui. Gosta do que vê? — olhei pelo salão, percebendo as flores em tons de roxo e os contrastes em verde. O banquete esbanjando fartura.

— Está belíssimo. — sorri, e ela sorriu animada de volta.

...

— CALEM-SE! — Tobias estava em cima da planície, na frente de meu pai e minha mãe, chamando a atenção. Ele já havia tomado um banho e recebido uma espada, isso indicava que estava sóbrio. — SUA RAINHA DESEJA SUA ATENÇÃO.

Entrelacei minhas mãos com a de Vitor, que estava ao meu lado. Sentir seu toque era tão acalmante.

— Obrigada. — Tobias se pôs ao lado de meu pai, e minha mãe veio para a frente.

— Queridos súditos, e familiares... estamos aqui hoje, reunidos no nosso salão de celebrações para celebrar uma das coisas mais lindas e belas que poderiam existir no meio de tanta guerra e mortes. — ela abriu um largo sorriso. — Estamos aqui para celebrar o nascimento, a gravidez. Mas não o nascimento de qualquer um, o nascimento do meu neto. Do mais novo príncipe de Johhanes. O filho de Tenássia. — nesse momento minha irmã subiu á planície, com Thomas ao seu lado. Os dois sorriam abobalhados, e sua alegria era tão contagiante que todos os presentes berraram em sua saudação.

— Estamos agradecidos pelo amor que este bebê está recebendo antes mesmo de sair de meu ventre. — Tenássia sorriu. — Agradecemos por cada um de vocês, sorrir pela nossa felicidade. Estamos realmente muito gratos. E que este bebê, meu filho, seja abençoado pelos deuses e que seja a benção de cada um de vocês. — ela sorriu se virando para deixar a planície, quando ouvimos um forte estrondo na porta principal e em todas as outras. E nesse momento tudo começou a passar em câmera lenta.

Primeiro todos perceberam que um homem escondido pelas suas vestes, apontou sua besta pra planície, e os guardas se puseram em frente aos meus pais e a de Tenássia e quando outro guarda vinha proteger Thomas, o estrago foi feito. Uma grande flecha atingiu seu coração e a gritaria começou.

Vários homens entraram, com armas e tudo mais, espancando nossos criados, os guardas, alguns súditos que ficavam por ali escondidos. E todos os que não estavam correndo para fora do castelo, estavam mortos. Os guardas logo levaram meu pai, minha mãe e meus irmãos. Tobias e mais dez homens ficaram responsáveis por mim, Vitor e Tenássia... Oh, Tenássia! Olhei pra planície aonde o corpo de Thomas estava estirado, e ao seu lado minha irmã, chorando, jogada no chão, suas vestes sujas de sangue. Quando começava a caminhar para perto dela, um homem me segurou me jogando no chão e chutando minhas costas, quando ele ia cortar minha cabeça, vi Vitor cortar a sua, e seu sangue espirrar por mim. Outro homem se pôs em minha frente, e eu o chutei nas partes baixas, mas ele rasgou uma fenda do meu vestido com sua espada, me deixando um lindo arranhão. Tobias enfiou sua espada nas costas dele. E eu corri em direção a Tenássia, dessa vez mancando, mas indo rápido.

— Thomas. — Tenássia chorava. — THOMAS, não me deixe. — ela o balançava. — Thomas... — ela disse cansada, sua voz embargada por causa do choro. Me agachei ao seu lado sentindo a dor em todo meu corpo.

— Tenássia, temos que ir. — ela não pareceu escutar. — Tenássia, eles voltarão. — disse olhando para os lados e vendo o sangue espalhado pelos panos, pelo chão, paredes, os corpos sem vida.

— Não posso deixá-lo. — ela chorava excessivamente. — Não posso. — falou demonstrando sua franqueza.

— Não estamos o deixando. — olhei pros seus olhos castanhos deprimidos. — Estamos o libertando da guerra que acaba de começar.

— Eu não estou te deixando meu amor, — ela chorava. — nunca te deixarei, nunca nem em um minuto da minha vida. E nosso filho saberá de você, saberá o homem que você foi. Ele te amará como eu te amo, mesmo não te tendo por perto. — ela se levantou, e tonteou-se, eu a segurei. — Eu te amarei até o fim da eternidade, Thomas. — eu a segurei pela cintura a entregando nas mãos de Tobias, que guiou-nos para fora do castelo aonde estavam o resto da nossa família. Viva.

Notas finais
Opa..... Capítulo tenso beijo, bijo