Notas iniciais
Olá voltei. Alguém ai ainda? rs Obrigada pelos comentários, ideias, acompanhar e tudo mais. ♥

— Emma —

A noite passou e mal consegui cochilar, porque a palavra dormir para mim há muito tempo é luxo. Assim que o dia deu seus primeiros raios solares me levantei e juntei minhas coisas. Eu pensei bastante na noite anterior e decide que vou encontrar Regina. Se ela me disser que não quer mais me ver vou aceitar, mas preciso olha-la e ver que ela está bem. Eu não posso ter a última imagem dela desmaiada em meus braços ou mesmo com aquele olhar amedrontado.

Então fui direto para a pensão de Dona Geni cumprir com meu trato com ela. Embora ela passe bastante tempo reclamando de quase tudo desde dores nas costas até de como um dos hospedes fechava a porta do quarto de forma incomoda, fazendo a porta ranger. Apesar de todos essas reclamações eu gostava de muito da velha senhora, ela foi uma das poucas que me ajudaram em minha vida então além de sentir gratidão por ela, eu também gostava de sua companhia.

Após ajudar e deixar aquele pensão em ordem. Tomei meu tão merecido banho gelado, que pra mim já era rotina sentir a água quente, nem me lembro de ter tomado banho quente na vida, enfim, após tudo isso coloquei umas roupas que ganhei da dona da pensão, uma calça jeans meio surrada que Geni me deu, dizendo que uma hospedes esquecera lá. Ficou um tanto larga, mas eu amarrei um cadarço na cintura e ela não caia tanto. Junto coloquei uma camiseta branca do The Beatles e um tênis que estava sem cadarço porque eu havia colocado na cintura, mas não fazia diferença pois ele tinha elástico por dentro. Depois, a senhora Geni me acompanhou até o portão como sempre fazia.

— Dona Geni, a senhora sabe onde fica esse jornal? – Disse entregando o jornal nas mãos dela, ela pegou meio desconfiada e logo me entregou.
– Fica meia hora daqui, sentido centro, na avenida principal pequena. Não diga que tem uma entrevista de emprego e vai me deixar também?
— Mesmo que fosse eu não a deixaria assim sem avisa-la. A senhora foi uma das poucas pessoas que me ajudou nessa vida e eu sou muito grata a você. – Dei um leve sorrindo para ela, que já estava com os olhos molhado e sorrindo para mim – eu vou ver se consigo encontrar uma amiga que trabalha lá e que não anda bem de saúde.
— Entendo. Boa sorte então pequena – Ela me deu um beijo na mão e eu segui meu caminho. Dei alguns passo e logo ouvi ela me chamando.
— Ei pequena – Parei e a olhei – Eu que sou grata a você. – Ela diz e entra rapidamente e saio dali sorrindo. Se Regina não quiser mais me ver vou sentir falta da dona da pensão ela é uma boa pessoa.

— Lado A Lado –– Lado A Lado –

Andei um tempo considerável até chegar o ponto de ônibus. Pois, de onde estou até onde Regina trabalho é contra mão. Há muito não ando de ônibus, me sinto mal, parece que as pessoas estão sempre encarando ou mesmo evitando sentar-se próximo. Dei sinal, entrei no ônibus paguei o cobrador e fui diretamente sentar no fundo.

Passado dois pontos uma morena com mechas vermelhas no cabelo entrou e sentou-se ao meu lado. Não sei se ela estava animada ou é animada, mas ela parecia não tirar o sorriso do rosto. Pelo menos, todas às vezes que a olhei meio de lado assim ela estava. Ela parecia simpática então tomei coragem para lhe pedir uma informação.

—Oi, com licença, você pode me dar uma informação? – Perguntei completamente sem graça.
—Claro que sim. Diz ai... – Ela respondeu toda solicita e até me assustei.
— Você sabe me dizer se falta muito para eu chegar ao endereço desse jornal? – Digo mostrando o jornal, ela mal olha e abre um enorme sorriso.
— Não só posso, como estou indo para lá também. Se quiser podemos ir juntas, tudo bem?
— Cla Claro – digo gaguejando e ainda meio tímida.
— É entrevista de emprego?
— Não. Estou indo em encontrar com uma pessoa – Digo e fico pensativa olhando pela janela – Na verdade nem sei se ela quer me ver.
— Huuum – Ela diz de forma maliciosa – Não se preocupe loirinha, tenho certeza que quando ela olhar seus lindos olhinhos verdes, ela vai querer te ver imediatamente. – Ela fala e eu encolho meus ombros completamente sem graça e sinto minhas bochechas esquentarem. E acredito que ela percebeu, pois ela deu uma gostosa gargalhada olhando para mim.

— Lado A Lado –– Lado A Lado –

Depois de uns vinte minutos logo a morena avisou chegamos ao nosso ponto de ônibus. Andamos alguns passos, atravessamos a rua e logo a morena me avisou que chegamos. Fiquei paralisada com o que vi, era um extenso prédio com longas janelas de vidro e em seu topo escrito “Daily News”.

— Prontinho Loirinha esta entregue – Ela diz parando em minha frente – Só ir até a recepção e informar com quem deseja falar.
— Obrigada – Digo – Você ajudou muito.
— De nada loirinha. E olha se quem você veio ver te dispensar só dar meu nome para a recepcionista que eu venho na mesma hora – ela diz sorrindo e piscando e mais uma vez me deixando sem graça – Você é mesmo uma graça, loirinha e a propósito me chamo Rubi Lucas. Sabe, caso precise dar meu nome na recepção.
— Obrigada Rubi! Eu realmente espero não precisar lhe incomodar – digo meio sem graça – Eu me chamo...

— Emma? – Escuto uma voz atrás de mim e de imediato me sobe um arrepio pela espinha. Me viro e lá esta ela, Regina Mills, linda como sempre com uma sobrancelha arqueada me encarando séria.
— Rê... Não me diz que é você quem essa loirinha veio ver? – Rubi diz gargalhando e Regina desvia o olhar de mim para ela por um segundo e logo me encara.
— Não posso dizer, afinal ela não solta sua mão e não diz nada. – Regina fala e me toco que eu e Rubi ainda estamos de mãos dadas, eu logo puxo e Rubi gargalha mais ainda.
— Vou subindo, porque o chefinho esta no meu pé esses dias – Rubi diz e se vira para mim – Tchau Emma foi um enorme prazer lhe conhecer – Ela fala e me dá um beijo no rosto e sussurra em meu ouvido – Se a Régis te dispensar já sabe onde me encontrar – Termina de dizer sai rindo e dando um leve tchauzinho a Regina que apenas dá um riso forçado de lado.

— E então Senhorita Swan, o que faz aqui? – Regina me pergunta de forma séria, o que fez todos os pelos de meus braços se arrepiarem.
— Eu... eu vim... Quer dizer – comecei a gaguejar sem parar e Regina me cortou.
— O gato comeu sua língua? Ou melhor a Rubi roubou sua língua, porque até bem pouco tempo você estava cheia de vocabulário com ela. Atrapalhei alguma coisa? Se quiser eu a chamo de volta. – Ela fala e faz menção de se afastar e em um ato impulsivo eu a puxo pelo braço.
— Não Regina. Eu não quero saber da Rubi. Eu a conheci no ônibus vindo para cá e ela me ajudou a chegar até aqui. – Explico fitando os olhos dela.
— Pra quem acabou de conhecer vocês tinham bastante assunto não? – ela diz ainda entre dentes.
— Ela tem bastante assunto – Digo meio sem jeito.
— Se não foi para fazer novo amigos, então o que veio fazer aqui? – Ela pergunta me encarando tão seria que quase desisto de tudo e saio correndo. Mas, resolve acabar com isso de uma vez, se for pra ela dizer que não quer mais me ver que seja feito de uma vez.
— Como o que eu vim fazer? A última vez que te vi você estava em um hospital e eu não fazia ideia do que você tinha. Afinal estávamos almoçando e do nada você passa mal e desmaia em meus braços. – Digo dessa vez encarando profundamente e ela parece vacilar um pouco, mas nunca parando de me analisar. Ela respira fundo por um tempo – Olha, se não quiser me ver mais, eu vou entender e vou embora. Eu só precisava saber se estava bem.
— Eu... me desculpa Emma. – Ela diz dessa vez com seu jeitinho doce de sempre – Eu ando uma bagunça e agora com os hormônios meio a flor da pele... eu... – ela ia dizendo sem parar e de repente me encara Espera, porque diz isso?
— Bom... eu... – Coço a cabeça e quando vou responder somos interrompidas por dois homens chamando por Regina.
— Regina, tá na hora. Vamos? – Eles a chamam.
— Sim. Vão indo e eu encontro vocês lá, pode ser? – ela pergunta e eles concordam e saem.
— Você vai fazer algo agora? – ela me pergunta e eu nego – Quer ver de perto o que eu faço? – Ela me pergunta e fico meio sem saber o que fazer e ela insiste – Por favor, assim você conhece um pouco mais e conversamos melhor sobre ontem, pode ser? – Ela diz dessa vez fazendo um biquinho tão lindinho que não resisto e acabo sorrindo.
— Como dizer não para você? – Pergunto para ela que continua com o mesmo biquinho esperando minha resposta – Vamos lá conhecer Regina Mills. – Falo por fim e ela comemora. E então saímos do prédio e vamos para o carro dela rumo ao seu trabalho.

Notas finais
Capítulo curtinho né? eu sei, mas será uma introdução para o que esta para acontecer daqui para frente. e que claro deixei para o próximo capítulo as emoções e tudio mais. Segurem os forninhos de vocês rs Logo eu volto :D