Lado a Lado
12 Capítulo 12 - Hospital
Notas iniciais
Capítulo 12
– Narrador –
– Não se sabea por quanto tempo durou aquele abraço, que só foi quebrado por Regina dando um pulo se assustando com um fino gemido de Emma.
— Au – Disse a loira com uma careta.
— Oh meu Deus! – Fui eu? Que idiota! Claro que fui – Falava a morena com voz de desespero – Desculpa, desculpa... – Repetia Regina com as mãos erguidas em direção a loira, querendo tocar ela, mas sabendo que se o fizesse poderia causar mais dor, dor essa que se pudesse tiraria dela.
— Ei – Chama Emma, mas a morena parece não ouvir e continua a falar coisas que Emma nem compreendia mais. Mesmo Emma rindo com o jeito da morena, ela conteve o riso e chamou um pouco mais alto dessa vez. – Regina! – E a forma que a loira disse chamou a atenção da morena, que lhe olhou de uma forma nada amigável, o que fez a loira encolher os ombros de imediato. – Ta tudo bem – Diz Emma quase sussurrando. Regina então abre um sorriso e senta-se de frente a loira.
— Você esta bem mesmo? Esta sentindo dor? Quer que eu chame alguma enfermeira – A morena disparou a falar e Emma dessa vez não conteve o riso e sabia que a morena estava nervosa, pois ela sempre disparava a falar quando estava nesse estado de nervos. Então Emma pegou as mãos da morena de forma calma e iniciou um carinho nas mesmas, o que fez Regina se calar e apreciar o carinho que recebia. Emma depois de um tempo, começou a fazer desenhos imaginários nas mãos da morena e enfim cortou o silêncio.
— Eu sei que você deve estar confusa e querendo entender tudo o que aconteceu, e têm várias perguntas a me fazer e eu prometo responder cada uma delas. Mas... – Emma respirou fundo e então ergueu seus olhos na direção da morena, e só então ela notou como Regina prestava atenção em tudo o que ela dizia, e isso fez seu coração dar um salto e acelerar suas batidas. Olhou dentro dos olhos da morena, que lhe olhava de forma tão intensa – Eu só quero que você não duvide das minhas intenções com você, nunca quis lhe enganar... – Aloira pausou por uns instantes e voltou a falar, dessa vez notando o embargo de seu choro que estava preso em sua garganta – Você... – Respirou fundo tentando achar coragem para as próximas palavras – Você foi o mais próximo de um quase tudo que já quase tive em toda a minha existência. – Regina fez uma cara confusa, pois a frase soou meio sem nexo e Emma deu um leve sorriso, pois já esperava essa reação de Regina ao dizer tais palavras – O que quero dizer é, que não tive família, um amigo ou mesmo alguém em que eu pudesse conversar desde coisas corriqueiras, até meus medos. E você me abriu esse espaço e eu serei eternamente grata a você por ter me feito sentir como alguém normal ou mesmo como um ser humano digno de afeto ou... – Regina não deixou terminar de falar e colocou sua mão sobre os lábios da loira, que a essa altura transbordava em lágrimas, a morena que não estava diferente respirou fundo e tentou achar em seu âmago a mais doce das vozes que já pronunciou na vida e com todo carinho que ela já tinha por Emma Swan, proferiu as próximas palavras.
— Não diga isso, Emma. Você é um ser humano sim, e um dos mais maravilhosos que já conheci na minha vida, então não diga isso, pois tais palavras me ferem.
— Eu só estou dizendo a verdade Regina, não quero lhe trazer desconforto com minhas verdades, eu sinto muito por isso, mas as verdades são sempre irrefutáveis. Eu não sou alguém digno perante a sociedade, sou só mais uma estatística. E eu sinto muito por isso, por não ser alguém digna de você. Eu juro que o que mais queria nesse mundo era ser aluem para você.
— Não meu anjo, irrefutável foi à forma que o mundo lhe tratou até aqui. Irrefutável é a forma que as pessoas nos tratam se não estamos lhes beneficiando. – Regina levou sua mão até o rosto da loira e iniciou um carinho que fez ambos os corpos se arrepiarem – Nunca mais diga essas coisas, foi é sim digna de mim, e eu sou digna de você. Somos dignas, porque estamos aqui tentando, não estamos? Não estamos tentando mudar nossos erros nos desculpando, e acho que isso nos faz dignas uma da outra, então pare de se desculpar, pois se não passarei um bom tempo pedindo perdão por todos os erros que as pessoas já lhe fez.
— Isso não existe Regina, você não tem culpa de nada...
— Tenho sim. Eu sou humana Emma, como qualquer pessoa, se o mundo te feriu eu sou parte habitante desse mundo, então eu quem peço me perdoa, e por favor... Por favor me deixe mostrar a vida de outro ângulo?
— O que quer dizer com isso?
— Eu quero que você me deixe cuidar você a partir de hoje.
— O quê!? Como assim? Eu... eu – Emma perguntou com os olhos arregalados e suas palavras fora morrendo aos poucos. Tudo a sua volta pareceu rodar rápido de mais, ela estava ouvindo o que Regina disse. O que será que a jornalista queria dizer com cuidar dela? Como assim. Justo ela, Emma Swan alguém que não tem nada a oferecer? Alguém que ela mal conhece?
— Então você deixa? Deixa eu cuidar de você meu anjo? – Regina reforça a pergunta já que Emma parecia fora de órbita, e com isso a loira parece lembrar que Regina ali estava. A loira abriu e fechou a boca algumas vezes, sem nada sair de sua boca. Então ela apenas jogou-se aos braços de Regina que a recebeu fortemente e encheu sua cabeça de beijos e sorrindo, entendendo que Emma tinha aceitado. Quando enfim Emma resolve proferir algum som, fora cortada pelo som de outra voz. Era a enfermeira que pedia licença para examinar a loira. Regina se afastou para que a enfermeira cumprisse seu dever e infelizmente teve que sair da sala para que a enfermeira realizasse tudo conforme o protocolo. Aproveitando isso Regina decide procurar pelo médico que estava responsável pelos cuidados de Emma.
— Lado A Lado –
Depois de falar com algumas pessoas que trabalhavam no hospital Regina conseguiu informação de quem era o médico responsável por Emma e pediu para ela poder falar com ele sobre a paciente Emma Swan. Aguardou uns minutos na sala de espera até que o mesmo viesse ao seu encontro.
— Senhorita Mills? – O Doutor chegou simpático chamando por ela, que prontamente se levantou e o acompanhou até um dos consultórios vazios para eles terem mais privacidade. – Em que posso ajuda-la Senhorita Mills?
— Eu preciso saber sobre a saúde de Emma Swan – Disse ela e prontamente começou a explicar toda a situação ao médico que lhe ouvia atentamente. Ela o colocou a par da situação de Emma, que não tinha familiares e nem moradia, o que ele notificou-a que já sabia disso. Então ela perguntou sobre a saúde da loura, o que pacientemente ele explicou a ela, não antes de saber o porquê do interesse dela nisso e quem ela era. Ela contou que era uma amiga e o que pretendia fazer em relação a Emma, ele compreendeu e passou algumas instruções a ela de como agir.
— Vamos? – O médico a chama depois de tudo esclarecido, ele a acompanharia até a sala onde Emma estava, pois era a hora de examina-la. Assim que Regina e o médico chegaram próximo ao quarto em que Emma estava, pararam na porta a fim de dar privacidade ao trabalho da enfermeira que estava com Emma e Regina assim que entendeu a conversa fechou as mãos fortemente ao ouvir o diálogo que ocorria entre paciente e enfermeira.
Enfermeira: – Então você não tem família? – Perguntou olhando Emma com um sorrisinho de lado.
Emma: – Não... Hãn, que dizer, não sei se tenho na realidade. – Disse com pesar na voz.
Enfermeira: – Eu sinto muito Emm, – Disse agora segurando uma das mãos da loira e fazendo um carinho. A loira de imediato ficou sem jeito, denunciando isso através de suas bochechas vermelhas.
— Esta tudo bem, já me acostumei a isso – Responde ainda tímida.
Enfermeira: – Você é tão linda Emma – Diz ela agora se aproximando mais de Emma e subindo a mão livre para o rosto de Emma – Prometo que enquanto você estiver aqui cuidarei muito bem de você – Fala piscando para Emma que logo se assusta com uma voz rouca direcionada da porta até o meio do quarto, que veio como um rompante aos ouvidos delas.
— Isso não será necessário, querida, pois ela já recebeu alta. – Diz Regina encarando a enfermeira que deu pulo da cama de Emma ao ouvir o tom autoritário de Regina – Agora tire suas mãos aproveitadoras dela agora mesmo!
Enfermeira: – Doutor Gustavo, me desculpe... eu, eu só estava dando um conforto a paciente e...
— Ah por Deus, cale-se e se retire logo daqui – Regina diz fulminando a enfermeira que era agora só tremedeira e nem questionou nada e aproveitou a deixa quando o Doutor assentiu para ela sair. – Era só o que me faltava. Vamos doutor dê logo essa alta a Emma – Regina diz ainda em seu tom autoritário o que faz o doutor arquear uma sobrancelha e encara-la. – Me desculpe – Diz ela agora sem jeito – Quero dizer pode examina-la, por favor, para que possamos ir para casa logo.
— Senhorita Mills, eu já disse em que condições eu darei alta a Emma.Vou examina-la e checar os últimos exames dela, se der tudo certo ai sim darei alta, e só se você assinar o termo de responsabilidade pela paciente.
— Eu sei doutor, é que eu tenho certeza que dará tudo certo e Emma e eu sairemos daqui ainda hoje – Diz ela com os olhos brilhando.
— Desculpe interrompe-los – Diz Emma meio sem jeito – Mas você poderia falar de mim para mim?
— Oh desculpe-me Senhorita Swan. – O médico se aproxima de Emma – Não fui eu quem cuidou de você quando chegou aqui, mas como você esteve fora de perigo nas ultimas 24 horas seu caso é passado para o médico plantonista do dia. No casa eu – Ele sorri e estende as mãos a ela – Me chamo Gustavo Pornaguês e lhe farei alguns exames físicos e veremos como esta seu quadro hoje, tudo bem?
— Tudo bem! – Emma autoriza e o médico pede para Regina aguardar do lado de fora e então começa os exames na loira. Passando o que para a morena pareceu ser a eternidade, o médico então sai da sala e encontra a morena distraída no corretor o que lhe arranca uma risada do jeito dela. Ele vai até a morena e toca no ombro o que causa um leve susto nela.
— Perdão, não quis assusta-la é que... – ele mal termina e Regina já o corta
— E ai ela esta bem? Já vai poder ir para casa? – O homem moreno de jaleco sorri para ela e resolve acabar com a aflição dela de uma vez.
— Sim e sim. Ela esta bem e talvez, poderá ter alta desde que você cumpra sua parte e...
— Eu farei Doutor, eu farei – Ela fala o abraçando tamanha a euforia – Muito obrigada, pode deixar que Emma nunca será tão bem cuidado como eu farei a partir de agora.
— Tenho certeza que sim – Ele diz e encara a morena por um tempo, que desvia o olhar e ajeita o cabelo atrás da orelha meio sem graça e então ele resolve cortar o clima – Então vamos dar a notícia a ela? – Ela concorda com um balançar de cabeça como uma criança e ele sorri novamente e os dois seguem para o quarto.
O doutor mal abre a porta e Regina corre para Emma e abraça de lado e fala – Você vai ter alta! – Diz com seu sorriso brilhante e Emma acaba perdida naquele sorriso da morena. – Já resolvi tudo, só falta assinarmos a alta e o termo de responsabilidade e logo estaremos em casa e... – Então Emma se dá conta do que a morena acabou de dizer e a interrompe.
— Termo de responsabilidade? Do que esta falando Regi?
— É só uma formalidade, querida, assim qualquer coisa serei seu contato de emergência ou quando precisarei te chamar aqui para qualquer coisa, será para mim que ligarão. – ela explica, e já começa a juntar algumas coisa no quarto que seria de Emma, que continuava a olhando confusa – Agora vamos, eu te ajudo. Killian já arrumou tudo, e eu trouxe umas roupas para você poder sair daqui e...
— Regis, me desculpa, mas eu não estou entendo nada. O que seu irmão esta arrumando?
— Como o que Emm? – Regina a encarando – Não me diz que você mudou de ideia quanto me deixar cuidar de você?
— Não. Quer dizer, não sei... – Emma diz meio pensativa – Na verdade eu não sei bem o que isso quer dizer.
— Emma... – Regina diz parando tudo e sentando de frente a loira – Quando eu disse que queria cuidar de você eu disse sério. Eu quero você em minha vida, agora mais do que nunca. Eu preciso de você e sinto que você também precisa de mim, então eu, Regina Mills quero muito que você aceita vir morar comigo – Regina explica calmamente e espera pela reação da loira, o que não demora muito e então Emma arregala os olhos e encara a morena. – Você... Você.. – Emma tenta perguntar com as lágrimas já correndo livre por seu rosto – Você quer que eu vá para sua casa? – Emma pergunta espantada – Ir para lá e viver lá com você? Na sua casa? – Emma perguntava e estudava o rosto de Mills que a cada pergunta abria mais o sorriso e confirmava com a cabeça.
— Então você aceita? – Pergunta a jornalista em expectativa.
— Lado A Lado –
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