Notas iniciais
olá, quanto tempo! Ainda tem alguém por ai? Bom, vamos lá... Relembrando a história: Emma moradora de rua, Regina Jornalista. Um dia se encontram em uma praça. Últimos capítulos:Regina esta cobrindo uma matéria sobre uma gangue de rua, que por coincidência conhecia Emma e acaba confrontando Emma e Regina. Nisso Emma é baleada e Neal também. Regina fica no hospital com ela e por fim convida ela pra morar com ela... Agora vamos ao capítulo...

— Emma -

— “Abri curiosa o céu. Assim, afastando de leve as cortinas. Eu queria rir, chorar, ou pelo menos sorrir com a mesma leveza com que os ares me beijavam. Eu queria entrar, coração ante coração, inteiriça, ou pelo menos mover-me um pouco, com aquela parcimônia que caracterizava as agitações me chamando. Eu queria até mesmo saber ver, e num movimento redondo como as ondas que me circundavam, invisíveis, abraçar com as retinas cada pedacinho de matéria viva. Eu queria “só” perceber o invislumbrável no levíssimo que sobrevoava. Eu queria apanhar uma braçada do infinito em luz que a mim se misturava. Eu queria captar o impercebido nos momentos mínimos do espaço nu e cheio. Eu queria ao menos manter descerradas as cortinas na impossibilidade de tangê-las. Eu não sabia que virar pelo avesso era uma experiência mortal.”

— Ana Cristina Cesar – Eu estava distraída com um livro em mãos lendo me assusto de imediato com a voz de Regina atrás de mim, e acabo por derrubar o mesmo no chão. – Oh, desculpe-me não queria assusta-la.
— Está tudo bem – Respondo sorrindo de lado para ela. Quando faço menção de me abaixar para recolher o livro sinto uma aguda dor em minhas costas e fecho meus olhos, respirando fundo a fim de aliviar a dor.

— Emma cuidado! – Regina me alerta ao ver me abaixando e depois gemer de dor e logo em seguida vir desesperada em meu auxilio, me perguntando se eu estava bem. Ela pega-me pelas mãos e direciona-me a cama. Depois de verificar desesperadamente se esta tudo bem comigo, mesmo eu dizendo que estava ela respira aliviada ao constatar o obvio e por fim me olha com aqueles olhos intensos de uma forma, que já sei o que esta por vim.
— Emma o que você esta fazendo fora da cama? Não faz nem dois dias que você teve alta e já esta querendo andar pela casa? – Ela pergunta me encarando com repressão e mesmo eu sabendo que ela esta zangada, não consigo segurar o riso. – Do que esta rindo Emma?
— De você. – Digo naturalmente, e ela arqueia sobrancelha mais brava ainda
— Você acha minha preocupação com você engraçada? – Pergunta muito irritada e entre dentes.
— O quê? Não! Não mesmo – Corro em me explicar – Na verdade eu acho bem fofo... digo, — e me chuto por isso- Droga! Eu... eu – já que não sabia como explicar decidi ficar quieta. Ela fica um tempo pensativa depois coça a garganta e corta o silencio no mínimo constrangedor.
— Então... vai me dizer do que estava rindo? – Ela pergunta corando um pouco.
— De você, ué – Digo e ela revira os olhos, mas dessa vez não irritada e segurando o riso e eu me explico – Quando você fica brava, você faz essa coisa, com o nariz que deixa ele enrugado e não consigo parar de prestar atenção
— E você acha certo rir dos defeitos dos outros senhorita Swan?
— Não, não acho ... E até porque isso não é nem um defeito, na verdade eu acho que fica bem charmoso em você. – Digo com um sorrisão e ela limpa a garganta com as bochechas vermelhas.
— Boba! Eu não faço isso não! – Diz envergonhada e meio que escondendo o rosto. Eu nego com a cabeça ao ver ela relutar em negar. Ficamos um pouco em silencio nos encarando até que ela corta – Bem eu vim ver se você esta precisando de alguma coisa antes do almoço.
— Não esta tudo bem – Digo simplesmente e ela fica a me analisar. Desvio o olhar e foco em brincar com meus próprios dedos, antes que ela perceba que na verdade eu estava morrendo de dor.
— Emm... – Ela me chama e continuo olhando para meus dedos – Olha pra mim – Ela pede e levanto meu olhar e ela me encara dessa vez com ar sério – Você esta sentindo dor, não esta? – Eu apenas confirmo com a cabeça e ela apenas respira fundo e levanta da cama e sai porta a fora. Fecho meu olhos e tento concentrar em minha respiração a fim de normalizar a mesma. E sinto os dedos de Regina em meu rosto fazendo um delicado carinho. – Toma. Bebe isso! – Ela me oferece dois comprimidos. Eu aceito e tomo junto com a água que ela me oferece.

Sinto que ela esta me observando por um tempo e logo sinto ela deitar ao meu lado e fazer delicados carinhos em meu cabelos e meu rosto. Aquilo estava tão bom, sentia-me até mais leve, tanto que até seria loucura eu dizer que a dor diminui um pouco, se eu não soubesse que é os comprimidos fazendo efeito.

— Minha linda – ela me chama de forma sussurrada e eu apenas respondo com resmungar – Não precisa ficar receosa de me dizer que esta com dor ou mesmo quando precisar de algo, eu estou aqui por você.

— Eu sei, me desculpe ... é que... – Tento dizer algo, mas não sei o que dizer realmente.

— A partir do momento em que você aceitou vir morar comigo, nos tornamos nós e estamos juntas nisso. Me deixe cuidar de você agora, hum? Mas me deixe de verdade, okay? – Ela me pergunta isso e de imediato abro meus olhos e a encaro e ela esta com um sorriso e olhar tão doce que acabo sorrindo também. Concordo com a cabeça e ela me dá um beijo na testa e eu volto a me deitar sentindo seus carinhos.

— Eu cuido de você agora e quando eu precisar sem dúvida alguma... é pra você que eu correrei.

— É o que mais quero... e a última coisa que me lembro de sussurrar para ela antes de eu apagar.

— Lado A Lado –

— Regina –

Viver com Emma esses últimos dois dias tem sido maravilhoso ao mesmo nível em que tenho que ter cuidado ao máximo. E não digo isso só pelo a fragilidade de seus ferimentos físicos, mas sim pelos que ela tem n’alma. Emma é tão forte e decidida, mas ao mesmo uma garotinha assustada. Qualquer palavra dita de forma errônea faz ela recuar e encolher-se dento de si própria.

As tantas coisas que ela viveu até chegar aqui, muitas eu nem faço ideia, mas estarei aqui quando ela quiser compartilhar alguma dessas suas experiências.

Tem sido cansativo ao ver ela recuar sempre dois passos quando pensa estar sendo evasiva comigo ou mesmo de estar abusando, eu entendo que ela tem medo de eu a abandonar, afinal abandono é tudo o que ela conhece como certeza na vida. Mas a todo o momento tento mostrar a ela que não importa a personalidade dela, eu sempre estarei ao seu lado. Sei que é um caminho longo e difícil, mas não impossível. E olhando agora ela aqui, mais uma vez, dentre tantas vezes e que eu já fiquei a observado, só me faz ter certeza que ela já faz parte de mim.

Decido deixa-la dormir e preparar algo para ela comer, farei um caldo de legumes bem temperado para ela, já que ela não pode comer nada muito solido e nem muito tempo sem comer, pois esta fraca. Perco-me entre separar os ingredientes, cortar os legumes e seguir a riscas os processos que mal percebo o tempo passar, e dou um suspiro de alívio assim que jogo as laranjas que acabo de espremer para um suco fora, pois era o ultimo processo. Então arrumo tudo em uma bandeja, o suco, o caldo de legumes, água e o remédio de Emma. Caminho para o quarto acorda-la para se alimentar e tomar os remédios, pois já estava no horário.

Chegando lá deixo tudo ao lado da cama em que Emma não esta ocupando e sento-me bem próxima a ela. Como sempre não resisto em ficar admirando ela mais um pouco, tão linda! Faço leve carinho em seu rosto e decido acorda-la.

— Emma, querida... acorda – Vou chamando ela, que aos poucos vai acordando meio sonolenta. Assim que ela acorda, vejo como em câmera lenta ela arregalar os olhos e dar um pulo da cama.

– Emma, cuidado! – Mal termino de alerta-la para não se levantar bruscamente e já vejo caindo ao lado da cama e se contorcendo de dor. – Tento me aproximar dela que recua um pouco assustada. Dou um passo para trás e logo me assusto com seu grito.

— Se afasta de mim... Você nunca mais toca em mim... – Ela ia dizendo de forma meio embolada.

Emma... me desculpa, eu só queria... – Não tive tempo de me explicar, pois vejo Emma perder os sentidos e vou correndo ao seu encontro, ao tocar em sua pele, sinto sua temperatura muito elevada, Emma estava queimando de febre. Tento levantar ela, mas não tenho forças e logo as lágrimas caem sem parar me deixando desesperada, se algo acontecer com ela eu não sei o que será de mim.

Notas finais
Justificativa por não atualizar mais: Eu já tinha vários capítulos escritos, porém perdi tudo com uma pane q deu em meu PC. (isso me desanimou um pouco) mas, estou tentando relembrar o que tinha escrito. Pretendo atualizar Cotidiano de um casal feliz. e pra quem não sabe ou não viu estou com uma fic nova: https://fanfiction.com.br/historia/757365/Entre-Linhas/ Por enquanto é isso, até mais. E volto logo, prometo...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.