La Temps

2 Vous Encore (Primiére Partie)


Notas iniciais
Olha quem voltou!!! Pois é, criei vergonha na cara. Antes de tudo eu queria pedir perdão pela demora, varias coisas estão acontecendo...Mas eu não esqueci da história. Enfim, espero que gostem. PS: Queria pedir a ajuda de vocês para divulgar a história se puderem, desde já, obrigada.

Argentina.

Dois anos depois.

Buenos Aires. Saudades de quando a vida era fácil. Saudades de quando sua única preocupação era saber se seu pai já tinha voltado da viagem de negócios, ou iria passar mais tempo longe. Não que esteja reclamando, tinha uma carreira feita. Modelo renomada que fez seu próprio nome com muito esforço.

Estava muito feliz por estar voltando para a cidade onde nasceu, errou, viveu, cresceu e só foi embora para cumprir a faculdade. Agora é uma mulher feita, batalha e corre atrás daquilo que quer. Mas às vezes acaba conseguindo sem reforço aquilo pelo qual quer se afastar.

— Ludmila — repreendeu assim que sentiu algo imprensando sua cintura com força. Amigas de infância, e agora, parceiras e trabalho.

— Não reclame — respondeu concentrada em amarrar o espartilho e Violetta — Sou sua assessora de imagem, só estou tentando te deixar mais sexy. Se for possível, é claro.

Violetta era o tipo de mulher que tinha seu próprio brilho. Sua própria luz. Sua própria personalidade. Olhos castanhos que parecem penetrar na alma e nos fazer contar todos os nossos segredos. Cabelos longos e castanhos formando ondas leves como as do mar. Corpo como uma selva que faz qualquer um se perder.

— Estamos atrasadas — disse a morena assim que mirou o visor de seu celular — Francesca vai ficar louca.

Logo se apressou e ao fechar seu escritório foi parada por Ludmila. Que lhe encarava com um olhar penetrante.

— "Vai ficar louca"? Amiga, eu posso não ser uma pessoa muito provida de inteligência, mas está claro que a Francesca é louca por natureza.

X X X

Do outro lado da cidade.

— Essas rosas são dessa estação? – Sua voz doce e suave ecoou pelo ambiente levemente arejado que estava como planejou durante meses.

— Dona Francesca, tudo está como foi pedido pela senhorita. Tudo vai se sair perfeitamente — disse um dos inúmeros empregados que lá estavam trabalhando duro.

Ela estava nervosa. Não por ser o dia do tão esperado jantar de noivado, mas sim porque eles estariam lá. Ela, praticamente sua irmã. Ele, um amigo muito próximo de seu noivo. Não sabia a reação dos dois, mas provavelmente ele seria o sacana de sempre. Sim, sabia que Violetta lhe lançaria um olhar mortal que provavelmente iria atingir a todos a sua volta. Ela sabia ser selvagem. Mas não estava preocupada com isso. Estava apenas... Com receio.

As pessoas começaram a adentrar o local como se lá houvesse um desfile que esbanjava glamour. Não estava surpresa. A alta classe de Buenos Aires era assim, já havia se acostumado. Aos poucos o lugar, antes vazio, estava pairando um leve ar de bebida. Claro, algo sutil, mas não podia deixar de sentir o aroma que ali habitava.

Ao dar uma volta com o olhar pelo salão genuinamente decorado, avistou um homem alto ao lado de seu futuro marido. Além da altura, os olhos verdes penetrantes, os músculos que fazem a forma de sua camisa social. Já havia caído na lábia dele, mas obviamente, aquela vida não a pertencia. Doía muito saber que sua melhor amiga estava sofrendo por amor, e doía mais ainda não poder fazer nada. Sabia como Violetta sofreu, pois estava presente em todos os momentos, aqueles dois se amavam e verdade. Só não sabiam perdoar um ao outro, ou perdoar a si mesmos.

X X X

As duas saíram ás pressas do veículo. Violetta seria madrinha e Ludmila era essencial para a realização da cerimônia.

Violetta viajava em meio a pensamentos inimagináveis. Esta cidade lhe trazia uma grande nostalgia, mas as pessoas que habitariam o local do noivado, lhe faziam lembrar de mais ainda.

Corpete preto e uma saia com um curto cumprimento, levemente rodada da mesma cor, salto cravejado por pequenos diamantes, cabelos longos esvoaçantes e praticamente nenhuma maquiagem. Estava perfeita. Era perfeita.

Adentrou o local com sua companhia e logo se viu admirada em como aquele lugar estava lindo, sofisticado e bem arrumado. Abriu um leve sorriso ao lembrar como foram os preparativos para aquele dia. Unidas ninguém as detinham.

Cumprimentando as pessoas com leves sorrisos e acenos, olhou para o lado e reparou que sua companhia já estava conversando alegremente com um desconhecido.

— Finalmente — Ouviu e logo se virou sabendo de quem se tratava — Achei que teria que encontrar outra madrinha.

— Nem pense nisso — lançou um olhar desafiador e levou sua taca até a boca. Singelas risadas ecoavam pelo local em que estavam. Não aguentavam ficar sérias quando estavam juntas. — E o Diego, onde está? — Ergueu o olhar procurando-o pelo salão.

— Provavelmente recepcionando a família — Acompanhou o olhar da amiga — ou amigos.

No fundo, Violetta queria saber se o homem que a deixou com tantas e tantas mágoas estava presente. Queria vê-lo. Queria tê-lo por perto. Queria senti-lo. Mas também, queria esquecê-lo.

— Sim — Dirigiu seu olhar á italiana que em sua frente estava. Meio confusa, franzindo o cenho — Não faça essa cara. Estou respondendo o que te deixa tão agoniada. Ele está aqui.

O coração da mulher de pele com um toque bronzeado só fez palpitar como um tambor descontrolado.

— Que bom — Disse aparentando desdém, mas sua amiga sabia do que se tratava. Ela estava nervosa, era aparente.

— "Que bom" seria se eu te dissesse que ele está vindo para cá. Mas como eu não gosto de fofocas vou deixá-la descobrir sozinha. — Como sempre, Francesca e suas incansáveis ironias.

A dona da festa, querendo que o "casal" pudesse ficar a sós, se afastou e foi ao encontro do futuro marido. Os dois formavam um belo casal. Admirados por todos, principalmente por Violetta. Só os mais fortes conseguiriam passar pelas dificuldades encontradas por eles no meio do caminho.

Levando uma cereja envolvida por chocolate á boca, refletia sobre tudo. O mundo dava voltas, eram tantas que chegava a ficar tonta ao pensar em sua vida inteira.

Ela estava concentrada em admirar o casal anfitrião. O brilho nos olhos de cada um dos dois dava a Violetta uma nova esperança. Dizem que é a última que morre e por mais que não goste de clichês, queria acreditar nesse. Se não acreditasse, o que seria dela? Não terminaria a vida sozinha, mas as pessoas que já encontrou não a ajudaram no quesito confiança.

— Eu daria qualquer coisa pelos seus pensamentos.

Notas finais
Espero que tenham gostado, qualquer coisa, é só colocar nos comentários ou me mandem MP, quero ser amiga de vocês. PS: Queria pedir a ajuda de vocês para divulgar a fic. Comentem Favoritem Recomendem Acompanhem Divulguem