La Temps

3 Vous Encore ( Deuxième Partie)


Notas iniciais
Hi todo mundo ❤ Queria pedir perdão pela demora, tive vários motivos pela demora, mas não quero enrolar... Bem, essa é a continuação do capítulo passado. Espero que gostem. Gente, preciso de ajuda na divulgação da fic. Quem puder fazer esse favorzinho pra mim, eu agradeço de coração. Quero ser amiga de vocês. Podem me mandar mensagem, dizer o que estão achando... De tudo um pouco. Kisses

Buenos Aires, Argentina.
Violetta Castillo

Fechou os olhos lentamente, na intenção de tirar maior proveito daquela voz. E que voz... A levava a loucuras, lembranças, momentos.
Mas logo voltou a realidade. Se virou, e o fitou.

— Nada poderia me convencer a lhe confiar meus pensamentos, sinto muito. — Com um leve e irônico sorriso, as palavras saíram de sua boca como letras de uma música.

Olhá-lo era complicado. Ver seus lábios era motivo de desejo. Seus cabelos eram vontade de carícias. Seus olhos eram sentimento de profundezas. Suas mãos lhe lembraram cada loucura cometida. O conjunto era motivo de desejo. Porém o jeito, era motivo de delírio.

O viu encara-la da cabeça aos pés. Como se ela fosse um diamante raro, delicado, cobiçado e desejado. A mulher deu um pequeno passo para trás, tentando recuar da situação que realmente não tinha sido completamente agradável. Porém não podia afirmar que era um enorme desagrado. Queria sair dali, mas queria continuar.

— Seu sarcasmo e grosserias estavam me fazendo falta, tenho que confessar. Mas além disso, tenho que confessar que admirar suas belas curvas estão no topo da lista. Parabéns, esse anos lhe fizeram bem... Muito bem, para falar a verdade.

Revirou os olhos. Continuava insano, continuava hipócrita, continuava com seu jeito galante, continuava sendo o homem que conheceu no início de tudo. Aos olhos da grande maioria, ele corria atrás do que queria sem medo, receio e cuidados. Ela não fazia parte dessa maioria, pois pensava coisas muito piores.

— Suas calúnias e idiotices não me fizeram a mínima falta. — Disse com um leve sorriso sarcástico estampado nos lábios — E tenho que confessar, seus argumentos e cantadas já foram melhores.

Os olhares eram penetrantes, as falas eram como faíscas, nas mentes haviam apenas pensamentos obscuros. Ela já sentia seu toque sem ter sido realmente tocada. Se arrepiava pensando nas carícias. Mas também se sentia mal por saber que não era a única.
Olhando ao redor do local via mulheres te todos os gostos, de todas as idades, de todo tipo de cabelo, de todos os estilos, de todas as formas. Doía saber que esse número de mulheres não chegava aos pés das que já caíram na lábia de Leonard.
Quando conseguia esquecê-lo, ou ao menos tirá-lo da mente por um tempo, ele voltava com força total a predominar sua mente.

Deu uma volta no local. Liberando sorrisos educados, tendo curtas conversas e tendo pensamentos profundos. Ela não achava certo o que ele fazia com sua mente, com seu corpo, com suas atitudes. Ele a mudava. Fazia um lado completamente louco e insano ser despertado com força, e esse lado estava gritando para sair.
Uma taça. Duas taças. Três taças. Já tinha perdido a conta de quantas voltas deu, e de quantas vezes analisou cada ser daquele lugar. Cada rosto tinha uma história... Eram muitas pessoas, mas poucos humanos. Todos estavam tão entretidos, e ela com esse bloqueio. Essa festa estava começando a ficar entediante aos olhos de Violetta.

Ludmila havia desaparecido. Provavelmente estava em um lugar mais reservado trocando algum tipo de carícia -ou outro gesto que possa insinuar o acasalamento — com o homem que estava conversando animadamente no início da festa. Violetta, em meio a esses pensamentos soltou uma fraca e baixa gargalhada. Era ótimo pensar o quanto sua amiga sabia aproveitar a vida sem nunca perder a classe e o bom humor.
Francesca estava fazendo uma bela recepção. Dando atenção a todos, conversando de diversos assuntos com diversas pessoas, e ao mesmo tempo, preocupada em saber se todos estavam sendo agradados pela recepção. Violetta sabia o quanto esse dia era importante, após tanto tempo de namoro, o casal amigo e querido resolveu dar um passo. É isso a emocionava muito.

Logo não encontrou motivos para continuar ali. Muitas pessoas, muita conversa, leve cheiro de champanhe que pairava no ar, muitos sorrisos, muitas pessoas que aparentavam ter vidas perfeitas. Aquilo era um tanto sufocante. Queria sumir dali, ou ao menos dar um tempo daquele local um tanto claustrofóbico.

— Sabia que não aguentaria ficar lá por muito tempo — agora no exterior da mansão, cercada de um aroma de flores, ouvia aquela voz envolvente e que a levava a loucura — Te conheço, sei o quanto não suporta lugares cheios.

— E por isso veio me atormentar do lado de fora? — Disse com a alma serena e cabelos ao vento. A mulher estava estranhamente calma.

— Te conheço, sei que está tentando se fazer se forte e autossuficiente — ela o olhou nos olhos, e ele continuou a falar — Sei que algo te atormenta, e sei que tem enormes chances desse "algo" ser eu. E, convenhamos, por mais que eu fique esplendidamente feliz em saber que tomo conta dos seus pensamentos, fico preocupado, pois não gosto de te ver na angústia. — Violetta apenas se manteve calada. Não sabia o que dizer a um homem que fazia tanto esforço em se manter vivo na sua mente. — Lhe proponho uma trégua... Apenas por essa noite. Ao menos hoje vamos nos manter pessoas civilizadas.

Ela reparou que, por um mísero segundo, o olhar do homem a sua frente ganhou um certo brilho. Talvez aquele seja o resquício de que aquele por quem ela tinha se apaixonando, ainda existia.
Porém, logo aquele olhar se foi. Ele desviou a direção pela qual aqueles olhos verdes e chamativos olhavam. Apenas fitou o chão, dando a senhorita Castillo, uma pontada de curiosidade.

— Por que faz isso ? — sua voz delicada saiu um pouco tremida devido ao vento gelado — Parece que sente prazer em me confundir.

— Por favor... Só por hoje. Não te peço mais nada.

Em meio a leves e confusos sorrisos, os dois começaram a dar corda as lembranças que vinham a mente. Cada detalhe era motivo de um grande extenso assunto, que vinha acompanhado de olhares e sorrisos. Serviu para matar a saudade do tempo bom, mas quando pensava nesse tempo, logo se lembrava do que acontecia quando as máscaras caíam.
Ela não estava disposta, e muito menos preparada para tocar nesse assunto. Não queria remexer a ferida que ainda estava terminando de ser cicatrizada. E ao se lembrar disso, seu espírito calmo e em paz logo se foi. Não podia ficar ali conversando horas com uma pessoa que a magoou tanto.

— Tenho que voltar para dentro, Francesca deve estar procurando por mim — Se ergueu preparada para ir. Deu as costas, mas rapidamente voltou o olhar à ele — Eu ainda não esqueci tudo o que aconteceu. Ainda não confio em você. Por mais que não queira deixar transparecer, continua sendo aquele cafajeste. E não vai conseguir me ganhar tão cedo.

Palavras curtas e grossas sempre fizeram parte de seu vocabulário. Os olhos cheios de água, prendiam as lágrimas de dor. Não chorava em público, não queria ser fraca, não queria demonstrar que também sofria.
Ingeriu sua décima segunda taça da noite, afinal era a única coisa que poderia fazer naquele local. Direcionou seu olhar ao outro lado do salão, e lá , ele a encarava com o mesmo olhar predador que sempre teve.

Algumas coisas nunca mudam. A bipolaridade dele era um belo exemplo. Aos olhos dela, ele só servia para confundir. Uma hora galante, conquistador, predador, com sentimentos. Era tudo muito confuso para a dona de um coração tão machucado.
O olhar dela começou a ficar levemente turvo. Talvez fosse o efeito da quantidade inapropriada de vinho ingerido durante a noite. A cada cinco passos, um leve borrão. A cada pausa, uma leve tonteira.

Logo o perdeu de vista ,- vigésima primeira — se encontrou buscando por um local vazio. Só queria a paz. Só queria afogar suas mágoas sem pagar vexame. Só queria ir para casa.
Ao avistar um corredor de tamanho consideravelmente médio, deixou sua mente viajar por vários pensamentos insanos sobre o que poderia estar acontecer em casa quarto trancado. Talvez Ludmila estivesse em um deles. Talvez algum estivesse livre.

Ocupado. Ocupado. Ocupado. Era louca a forma que Violetta se encontrava desesperada por um lugar para se liberar. Deixar as coisas fluírem.

— Finalmente — com a voz embargada, sensação de calma, sentimento de liberdade, indagou ao encontrar o último quarto livre.

Prendeu seu cabelos em um coque bagunçado, tirou seus sapatos incrivelmente altos, se sentou e se arrepiou ao encontrar aquele olhar que havia perdido agora há pouco.

— Eu já sabia que em algum momento, conseguiria te fazer vir para o quarto. Admita. É o nosso destino.

Notas finais
Digam o que acharam nos comentários ❤ Favoritem ❤ Recomendem ❤ Acompanhem ❤ Divulguem ❤ Amo vocês
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.