La Jaconde

5 5 - A dama em rubro.


Notas iniciais
Nossa...demorei, não? Mesmo assim, o capítulo está horrível.

Ao amanhecer, um grito feminino e apavorado vindo da biblioteca ecoou pelos arredores da pequena vila, chamando a atenção dos ali presentes. A voz era facilmente reconhecida pelo homem que se ocultava entre prateleiras quais homens de pouca fé não atrever-se-iam explorar.

Mona punha-se a chorar por sobre o corpo incinerado do rapaz com o qual esta dormira na última noite, enquanto o homem até tal ponto oculto, aproximava-se desta e afastava seus cachos escuros de seus ouvidos, pondo-se a sussurrar-lhe naquele ponto.

-Choras pois sabes o que fez? Em tal ponto, minha cara, o negro torna-se rubro. Não poderia eu aconselhá-la a fugir do que já lhe tomou conta por completo, entregue-se.

Após tais palavras, o homem se foi como se nunca estivesse próximo à tal cena horrenda. Um corpo incinerado sendo que não houve fogo, um choro desesperado de uma jovem, que por fim compreendera algo que a assombraria pelo resto de sua existência.

Muito em breve, cidadãos curiosos adentraram a biblioteca e obtiveram as reações óbvias para os que temiam o desconhecido. Espanto, temor e por fim, a confusão.

O corpo fora enterrado o mais brevemente possível, devido ao temor dos poucos habitantes da vila, o homem sem face esteve presente durante o mais comum ato de tais “covardes” habitantes, o de fugir e livrar-se do desconhecido.

A jovem Mona não fora vista durante o restante daquele dia, porém o único à intrigar-se com tal fato fora aquele que a vila menos dava importância, aquele que vigiava silenciosamente a garota que permanecia trancada em sua própria moradia, ouvindo sua própria voz ecoar em sua mente repetidas vezes.

“É necessário fugir, fugir para não morrer, fugir para livrar-me do que me toma conta, fugir para minha inocência, fugir daquele que acabará com minha existência, pois agora o negro se tornou rubro.”

Tanto o homem que a aguardava pacientemente aos arredores de sua moradia quanto a moça que lá estava compreendiam o que se seguiria, ou ao menos, um deles podia ao menos pensar compreender, com suas cegas esperanças de se livrar do inevitável, à tal ponto que as mentiras contadas à si mesmo assemelham-se à verdades que poderiam ocorrer.

O pedaço de seda branca cuidadosamente guardado pela jovem, estava sujo devido à negras cinzas.