La Jaconde

2 2 - Dama em branco


Notas iniciais
Ficou extremamente pouco criativo, penso eu. Espero que tenha conseguido deixar ao menos um pouco de mistério pairando no ar, por incrível que possa parecer, era esse meu objetivo para o capítulo.
Pessoalmente, acho que não o alcancei, mesmo que nem eu mesma saiba bem qual será a continuação desta história

Ninguém imaginaria tais acontecimentos, não naquela vila minúscula e pacata. Todos os moradores comentavam espantados sobre a morte repentina de um rapaz tão belo e tão jovem, os que não o conheciam perguntavam-se o porquê da morte de um rapaz tão bom, gentil e saudável.

Giovanni havia morrido durante à madrugada. “Insuficiência cardíaca” dizia Dr. Alonzo; O corpo foi levado após um estudo breve, adequado à uma vila como aquelas.

“Nada de exatidão, ele simplesmente morreu, certo?”– pensava o médico — “É apenas uma morte” – O famoso doutor parecia nervoso, ele havia visto o que acontecera com Mona, na noite que se passara, havia escutado seus finos gemidos de dor, os risos de Giovanni... nada havia feito para ajudá-la...ou talvez...fosse apenas sua impressão.

Toda a linha de raciocínio de Alonzo perdera-se, quando a vista do médico alcançava o homem mais temido entre os moradores da vila, o “Homem sem face” que não era reconhecido por seu nome, muito menos por sua face constantemente encapuzada. Tal homem estava sentado por sobre a cerca, em seus trajes negros e a face completamente recoberta.

–Insuficiência? – Dizia o homem sem face, rindo de modo que todos que ouviram tal riso arrepiaram-se – Está certo disto, respeitável Dr. Alonzo?

–Como ousa questionar-me? Claramente estou certo do resultado de meus minuciosos exames. – O médico gritava incrédulo, gabando-se de todo seu suposto talento e inteligência, enquanto sua face gorda se avermelhava.

O homem sentado à cerca não se dava ao trabalho de gritar, apenas ria, aqueles risos demoníacos que causavam calafrios. Os risos teriam continuado se este mesmo homem não tivesse avistado Mona, que cambaleava discretamente, vestindo um longo traje branco, que não deixava à mostra seu corpo, impossibilitando a visão dos hematomas que mantinha consigo.

–A dama em branco... – Dizia sorrindo o homem em negro que se aproximava de Mona, passando suas unhas compridas pelo pescoço tão delicado e belo da moça, arrancando dali gotas de sangue, ás quais levava à boca. – Admiráveis atos, minha cara senhorita... Admiráveis atos. – Estas palavras, dizia de forma que apenas à jovem entenderia, devido ao tom baixo utilizado pelo homem, devido à seus sussurros nenhum dos que estavam presentes compreendia tais palavras, enquanto Mona permanecia sem expressão, extremamente próxima ao homem apenas fitando seu rosto agora parcialmente coberto, o que a possibilitava ver seu sorriso macabro.

Como num impulso, o homem se afastava da moça, gritando em um tom desafinado, apontando para o médico sem deixar de fitar a jovem.


–ASSASSINATO!


Notas finais
Bom, espero que tenha ficado melhor que o primeiro capítulo, me esforcei para conseguir criatividade para os novos personagens...
Próximo capítulo em breve.