La Jaconde
1 1 - À margem do rio.
Notas iniciais
Mais um dia nublado, mais um dia com a mesma rotina costumeira, um tanto tedioso, pensava a jovem e inocente moça. Sem alguma expressão compreensível, a jovem dos cabelos cacheados se sentava por sobre a margem de um rio, levando as mãos sobre ele como se acariciasse a água gelada e cristalina, enquanto uma canção era cantarolada baixo, quase como o bater de asas de um pássaro.
Logo o silêncio fora quebrado por um barulho razoavelmente alto de passos aproximando-se a cada minuto à mais da jovem, a qual procurava a origem de tais sons. Nem ao menos precisaria virar-se para notar que o novo morador da Vila era quem estava sentado ao lado da moça, Giovanni, aquele conhecido como galanteador, aquele que se aproveitava das mulheres por onde passava; E ele gostava de admitir à todos os homens nas tavernas em que frequentava, que essa fama lhe caía muito bem. Há tempos este mesmo rapaz interessava-se por tal moça tão misteriosa, que na maioria de seus dias, sentava-se sobre à margem do rio... aquela moça de corpo aparentemente suculento.
–Olá. Gostaria de saber, uma bela dama não incomoda-se em permanecer só? – Giovanni oferecia um sorriso de rapaz amigável à inocente Mona Lisa –
– Por favor, faça-me companhia. –Mona nem ao menos sorria, apenas fitava aquele sorriso tão encantador do rapaz.-
...
Horas passaram-se, até que o Sol já sumia por entre as montanhas, o céu estava adquirindo o tom azul profundo da noite, sem nem ao menos uma única estrela visível. Talvez, à aquela altura, Mona já estivesse à mercê dos encantos do tão belo rapaz dos cabelos ruivos e sardas discretas. Giovanni sabia exatamente o que dizer, o que deveria realizar...Ele desejava Mona naquela mesma noite, sem escrúpulos.
O galanteador dos cabelos de fogo, retirava de dentro de seu casaco da cor da noite, seu flask , repleto de seu maravilhoso Licor misto de drogas ou soníferos; Fingia beber um gole e o oferecia à Mona, com um sorriso gentil em seus lábios, o que chegaria a parecer sádico à vista dos que entendiam o que ali ocorria.
–Ora, vamos, acompanhe-me...nem que seja apenas um gole, minha querida Mona. Confie em mim.
Estas últimas três palavras foram o suficiente, para que Mona, numa brincadeira imprudente, tomasse goles e goles daquele misto de álcool e drogas. Após ter o flask novamente em mãos, Giovanni levantava-se, puxando rudemente a moça sem expressão e a arrastando por entre os altos pinheiros.
...
O ato fora finalizado, Mona Lisa fora deixada aos prantos entre os pinheiros, parcialmente desacordada e repleta de feridas e hematomas. Mas havia na jovem moça, a marca que jamais desapareceria, a marca do primeiro pecado que presenciaria. Giovanni havia fugido, com um sorriso sádico no rosto, lembrando-se de cada grito fino que havia escutado por parte da jovem misteriosa, deliciando-se com suas lembranças.
Notas finais
O próximo capítulo será postado em breve.
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