La Extranjera

2 Recepção Turbulenta


Notas iniciais
Mais um capítulo...espero que esse tenha ficado mais comprido. enfim... Boa leitura!

Eu poderia disser que tenho medo de altura,mais ai eu estaria mentindo. Eu tenho um puta medo desgraçado de não estar com meus lindos pés no chão.
Por isso do remédio pra dormir,lembra? Então. Ele não fez efeito.

Quando o avião decolou eu apertei a mão da Lucia como uma grávida dando a luz sem anestesia a quadrigêmeos, é..não foi legal. A aeromoça também não ajudou muito, ela chegou com um papinho estranho. Como assim se o avião cair mulher?! nada disso. Comecei a listar mentalmente os jogadores mais bonitos dessa ultima copa do mundo. E imaginar eles me resgatando caso essa geringonça cair me deixou estranhamente mais aliviada.

Depois de uma hora de voo mi madre já estava dormindo, enquanto eu e Lúcia revisávamos um dicionario de espanhol pra português. Apesar de no último ano nossa mãe ter nos obrigado a fazer vários cursos da língua,ainda não estávamos cem porcento.

ALGUMAS HORAS DEPOIS...

Para minha alegria eminente a aeromoça anunciou que estávamos pousando. George nos esperava no portão de desembarque com um buque de lírios laranja e uma placa com nossos nomes. Ele é um tipo de cara que se você visse passando a rua desejaria imediatamente ser mais velha,com seus cabelos de um loiro quase castanho e olhos azul piscina. Eu anúncio que minha mãe é muito sortuda.

E por falar nela...

A mulher saiu desenfreada para os braços de George e como uma bola de boliche, ela atingiu alguns cidadãos desavisados que a fitaram com um ódio mortal.

–Mamãe e George então prontos pra nova lua-de-mel- comentei com Lucia, ondulando as sobrancelhas de forma maliciosa. Lucia apenas riu concentrada em equilibrar as malas no carrinho. Depois de alguns minutos de sofrimento arrastando malas o casal 20 veio nos ajudar.

–Oi meninas! — George nos cumprimentou com um abraço enquanto dizíamos um — Olá — juntas. Depois de colocar as malas no carro,nos encaminhamos para nossa mais nova moradia.

George tinha reformado seu apartamento para que fosse habitável para mais 3 mulheres. E com essa reforma fui comunicada de que não teria que dividir o quarto com a Lúcia, isso me deixou muito feliz. Não me levem a mal, Eu amo ela. Mas cara,ela ronca mais que um porco asmático.

Estamos no mês de agosto e George disse que nessa época é mais fria. E eu me iludindo pensando que teria um calor dos infernos o ano inteiro.

São paulo tem um toque misterioso...

Com esses prédios imensos sumindo a cima da camada de poluição. Totalmente diferente de Andaluzia que possui um cenário mais rustico com casinhas brancas por todo lado construídas por muitas gerações atrás. Ahh..que saudade da minha Andaluzia...

–Chegamos!- George interrompeu meus pensamentos anunciando que já tínhamos chegado ao apartamento.

Ele desceu do carro para abrir a porta para subir primeiro com a minha mãe,acho que ele queria fazer uma surpresa. Então eu e Lucia fomos pegar nossa bagagem no porta-malas.

Mas...meu corpo se chocou contra alguma coisa.

Depois de alguns minutos estirada no asfalto gelado consegui concluir oque aconteceu.

Eu-Fui-Atropelada-Por-Um-Skatista

Que coisa patética em Cristina.

Tentei me apoiar no meu braço esquerdo para me levantar do asfalto, mas meu pulso deu sinal de vida me fazendo soltar um grunhido de dor.

–Mierda- murmurei para mim mesma, olhei ao meu redor encontrando uma Lúcia apavorada e um Skatista/assassino se levantando,ele também tinha caído?

–Você ta bem,Cris?- Minha copia perguntou me ajudando a levantar.

–A-acho que s-sim- gaguejei,eu ainda estava um pouco assustada.

–Você machucou seu braço- o skatista/assassino se intrometeu. Olhei para o meu braço que tinha falhado segundos antes para conferir o estrago e pimba! ele estava todo fodido,com vários arranhões e um cortezinho próximo ao pulso.

–Culpa sua- resmunguei olhando meu assassino. ele usava uma touca frouxa que cobria seus cabelos, uma blusa de frio azul escuro meio larga,um jeans escuro e um All star surrado. quando fui conferir seu rosto tive uma vontade estranha de me pegar com ele no mato. Seus olhos cor esmeralda fitavam meu braço recém machucado...

Para de fogo no *Fundillo Cristina! Ele quase te matou!

–Ahh...D-desculpa, é que eu fui desviar de um galho no meio da rua- ele disse apontando pro asfalto de forma desesperada- e você também estava ai no meio- ele resfolegou — é, talvez a culpa seja minha..- disse por fim fitando meu braço novamente

–Talvez? eu estava praticamente na calçada quando você brotou do chão!- resmunguei percebendo que Lúcia estava virando a cabeça como em um jogo de tênis enquanto discutíamos.

–É..pode ser.- ele disse se rendendo, Espanha 1 x 0 Brasil.- posso fazer um curativo no seu braço para me desculpar?- perguntou resgatando o skate de debaixo do carro de George.

–Eu não vou a lugar nenhum com você, fazer curativo nenhum- resmunguei vendo que meu braço começou a arder.

–Só um curativo. E alias você não precisa ir a um lugar nenhum,eu moro aqui- disse apontando para o meu novo prédio.

AHHH! droga! Que ''Ótima'' vizinhança eu tenho...

Notas finais
*fundillo significa ânus em espanhol (eita!) Qualquer erro me avisem. espero que tenham gostado. beijin ♥