La Extranjera

3 O Inimigo Mora ao Lado


Notas iniciais
Bem, eu demorei um pouquinho para postar mais esta ai.. Comentem! pelo amor de deus! eu tô implorando povo,deixem sua opinião. Enfim...espero que gostem. Boa leitura!

Tentei não demonstrar surpresa por descobrir que meu vizinho era um assassino.

Enquanto Lúcia que podia tirar uma pós-graduação em ser discreta (ler-se:fochiqueira) se manifestou.

–VOCÊ MORA AQUI?!- ela apontou para o prédio e o garoto assentiu lentamente um pouco assustado -OLHA CRIS ELE É NOSSO VIZINHO!- ela gritou chamando a atenção de algumas pessoas a nossa volta.

Continuei quieta, com a cara de tédio de sempre.

–Vizinho?- o garoto perguntou um pouco confuso -mais eu nunca vi vocês aqui..-concluiu nos olhando da cabeça aos pés.

–Nos mudamos hoje, somos do 705- Lúcia explicou ainda um pouco animada.

–Mas o 705 é o apartamento do geo- ele parou de falar de repente e fez uma cara de quem tinha descoberto a fórmula da coca-cola -Vocês são as enteadas do George? -perguntou meio que já sabendo a resposta.

–Aham...-respondi pegando duas malas do porta-malas e dando uns passos -o papo tá muito bom mais a gente tem que ir, né Lúcia?-disse entregando uma mala enorme pra ela,que quase caiu, Mas,George apareceu de Nárnia para nos buscar.

Será que esses Brasileiros fazem um curso ninja de teletransporte quando nascem?

–EPA! Lu deixa que eu te ajudo!- ele disse resgatando Lúcia da mala gigantesca -vocês estão demorando pra subir, a mãe de vocês estava achando que tinham sido sequestradas-ele disse um pouco desdenhoso.

Meu deus,dona Tereza sempre exagerada. Ele olhou para o psicopata do skate e sorriu.

comoequeé?!

–Quanto tempo rapaz! Como você tá?-George perguntou abraçando o garoto e esfregando cabeça do garoto de forma brincalhona oque fez sua toca frouxa deslizar e cair sendo apanhada no ar por George.

Isso me fez despertar e olhar seus cabelos; ele era de um tom ruivo puro, cor de ferrugem,ondulados e bagunçados. Exageradamente lindo...

–É,depois que se casou se esqueceu dos pobres..- o garoto brincou fazendo uma cara fingida de desprezado recolocando a touca em um só movimento. George riu do comentário dando uns tapinhas amigáveis nas costas do menino.

–Por falar nisso deixa eu te apresentar minhas princesas-George se virou para nos.

–Meninas esse é o Lucas, nosso vizinho e meu afilhado de coração- ele apresentou com um sorriso- Lucas essas são Lúcia e Cristina. Pode não parecer mais elas são gem- George parou de falar notando meu machucado...Eu já tinha até me esquecido dele.

–C-cris! oque aconteceu com o seu braço?!-ele perguntou meio receoso,pegando-o para examinar.

A hora da vingança. Finalmente.

–Foi ele!-apontei pro assassino recém titulado como Lucas fazendo uma cara fingida de choro.

–Ele acabou derrubando a Cristina-Lúcia concluiu

–LUCAS! porque você fez isso?!- George perguntou o repreendendo.

–M-mas f-foi sem querer, eu tava andando de skate ai fui desviar de um galho e acabei esbarrando nela.- o garoto explicou um pouco frustrado com tudo isso.

–Se foi isso que aconteceu,tudo bem.-George ponderou terminando sua rápida avaliação no meu braço.- Parece que não quebrou- disse olhando pro garoto.

OQUE?! SÓ ISSO? MIERDA!

–E eu como fico?-resmunguei.

–Lucas você pode fazer um curativo no braço da Cristina enquanto levo essas malas com a Lúcia para o apartamento?-perguntou, e o garoto deu um sorrisinho de canto, idiota, Lembrando que eu estava relutante a isso.

–Claro -ele respondeu simplesmente, olhando nos meus olhos.

Então lá fui eu, andando acompanhada do psicopata.

Paramos em frente ao elevador e ele apertou o botão para chama-lo,o garoto olhou para mim rapidamente e logo voltou sua atenção as portas de aço inoxidável a nossa frente.

–Você tem um sotaque estranho...-tentou puxar assunto ainda com os olhos nas portas de aço -Você veio da onde mesmo?- perguntou quando o elevador chegou.

–Ah..acho que da Espanha,talvez..-respondi meio grossa sem olhar pra ele, já entrando no cubículo de aço.

–Olé touro- ouvi ele murmurar apertando o botão do andar. ignorei sua piadinha sem graça.

O percurso até o andar foi levado por um silencio constrangedor que eu não fiz a menor questão de quebrar, pois meu mau humor estava me consumindo.

Primeiro,eu estou cansada da viagem física e emocional.

Segundo,eu estou com meu braço todo ferrado.

Terceiro, eu estou com uma fome de 5 mendigos, e eu com fome sou o cão. Talvez até sem fome...

Quarto,acabei de lembrar que hoje é sábado, sendo assim só teria um dia para arrumar minha mudança e descansar e na segunda ter que enfrentar...argh! uma..

Nova Escola.

Meus devaneios de como meu dia tava uma droga foram interrompidos com o barulhinho (até isso me irritou) que o elevador fez quando chegou ao andar.

O ruivo foi na frente me guiando para o apartamento. 703. Oh vida! dois apartamentos de diferença! ele não podia ser de outro andar, não?

–Entre donzela- Lucas disse abrindo a porta e esperando para que eu entrasse primeiro.

Passei por ele adentrando o apartamento. Ele era bem decorado,a porta dá acesso direto a sala de estar, tentei ver se tinha alguém na casa..nada.

O garoto fechou a porta e começou a andar na minha frente,colocou o skate encostado em uma parede do corredor e continuou a andar.

–Vem,vamos cuidar desse machucado- segui ele até a cozinha de onde ele tirou uma caixa de primeiros socorros de um armário e colocou em cima da mesa.-sente-se- disse puxando a cadeira. Me sentei com uma sobrancelha erguida questionando mentalmente o porque dele estar agindo de forma tão formal.

–Se você voltar pra casa e falar que eu te tratei mal, com certeza George vai querer fazer coisas não muito legais com o meu rosto- disse esclarecendo com um sorriso de canto logo após ter percebido minha cara de ''Que porra é essa?!''

–Bem que você merece- disse com um sorriso diabólico.

–Ok,agora estende o braço madame.-pediu pegando um algodão na caixa e o molhando com álcool.

Eu estiquei o braço a sua frente com um leve receio.

–Isso pode doer-avisou

–Não se preocupa não eu sou durona...AIII LUCAS!- resmunguei quando o algodão tocou um corte fazendo-o voltar a arder,muito.

Ele apenas se preocupou de limpar os machucados com o algodão o mais rápido possível, para que não doesse tanto, oque não funcionou muito pois ainda ardia. Depois que terminou com o algodão olhou rapidamente para mim,talvez para verificar se eu estava chorando.

Babaca...

Pegou uma pomada na caixa e passou no meu braço para que não infeccionasse,colocou uma faixa ao longo do braço cobrindo todos os machucados.

–Pronto senhorita,doeu muito?- disse com um sorrisinho nos lábios,e que lábios senhor! tão rosados...

PARA COM ISSO CRISTINA!

–Não,obrigada-bufei levantando da cadeira em que estava.

–Quer alguma coisa pra comer?-perguntou guardando a caixa no armário novamente.

–Não,obrigada-repeti inconscientemente, tudo bem que eu estava morrendo de fome mais eu não iria prorrogar minha permanência no apartamento de um estranho. -Tenho que ir- disse saindo da cozinha.

–Deixa que eu abro a porta para você!-disse com um ar de falso desespero.

O garoto foi abrir a porta para mim murmurando um ''Até'' quando fechou a porta atrás de mim.

Hoje esta sendo um dia cada vez mais estranho.

Quando cheguei na minha nova casa encontrei mi madre e George cozinhando e Lúcia semi-morta no sofá.

O apartamento é bem bonito até, três quartos,dois banheiros (sendo que um era da suíte dos pombinhos),uma sala de estar bem decorada com aparelhos tecnológicos,um escritório,e uma grande cozinha. Aparentemente não havia varada.

Fui procurar algo para comer na geladeira quando madre me repreendeu.

–Cris,não é para comer nada antes do jantar — disse cortando legumes com uma rapidez intimidadora.

–Mas...mãe eu to morrendo!- eu disse fazendo drama com uma cara de sofrimento.

–Não tá nada, agora vai arrumar suas malas!- mandou,se virando para me ver -OQUE ACONTECEU COM O SEU BRAÇO?!- berrou largando a faca e vindo me examinar.

George começou a contar oque tinha acontecido e eu fui arrumar minhas coisas.

Encontrei minhas malas no meu novo quarto. Ele só tinha uma cama,um armário e uma escrivaninha no canto do quarto,nem parecia ser meu quarto, na verdade nada nesse apartamento parece se parecer com a minha casa.

Arrumei minhas roupas no armário e percebi que tinha algumas caixas no canto do quarto,fui até lá abri-as e encontrei um porta retratos com uma foto de quando eu era pequena.

Lá estavam eu e Lúcia pequeninas lambuzadas de chocolate no colo do meu pai.

–Tudo vai ficar bem...- disse para mim, limpando uma lagrima rebelde que havia fugido.

Eu espero que fique...

Notas finais
Pois é cris...acho que eu faltei no cursinho ninja.'-' qualquer errinho me avisem! Obrigada pra quem leu até aqui. Talvez eu poste o próximo nesse fim de semana! (Aêeee!)