La Extranjera
4 O País dos Unicórnios
Notas iniciais
–CRISTINA!! -alguém gritou..
Dei um pulo da minha cama já me preparando para correr de um possível incêndio,quando ouvi uma risada..
–Bom dia cris! -minha copia falou com um sorriso falsamente inocente.
– *perra del inferno..-murmurei me recompondo do susto — oque foi Lúcia? -disse me sentando na cama novamente.
–*nuestra madre mandou te acordar- ela disse me puxando da cama -a gente vai ser atrasar para a nova escola! anda cris,vai se arrumar!- ela mandou com um sorriso já saindo do quarto,como pode ela esta animada para ir para um nova escola?
Olhei para o despertador ao meu lado -6:17 A.M segunda-feira- nos realmente estamos um pouco atrasada,levando em conta que deveríamos estar na escola as 7 em ponto.
Corri para o banheiro tirando meu pijama no caminho, tomei um banho de gato,afinal não era dia de lavar o cabelo. ótimo. coloque a calça e a blusa do uniforme,ambos com o logotipo da escola, era uma águia. percebi que tinha colocado a blusa ao contrario, tirei e coloquei de novo saindo do banheiro.
Fui procurar meu All star no quarto,eu não era uma pessoa que diriam que tem o quarto muito arrumadinho,mesmo eu tendo me mudado a um dia eu já consegui começar a perde as coisas dentro del -AIII!- gritei quando senti meu dedinho descalço sendo esmagado, eu tinha chutado sem querer um vaso de flores no corredor.
Isso é muito Cristinistico...
Procurei meu tênis saltando em um pé só, calcei-o enquanto pegava a minha bolça e escovava os dentes. sim,eu sou multifuncional.
Cheguei na cozinha tentando limpar com saliva um pouco de pasta que tinha caído da minha camiseta. érr... não funcionou muito bem, tanto faz.
–Você vai assim?! — ouvi minha irmã reclamar me fitando.
–É, porque? -olhei para mim mesma -não é esse o uniforme? -perguntei sarcasticamente já sabendo oque ela iria disser. peguei um danone grego na geladeira o tomando-o logo em seguida, joguei o potinho na pia e a colher no lixo..ah.. deixa assim.
–Eu não vou deixar você sair exibindo uma copia do meu corpo nesse estado! — Lúcia disse apontando para mim -Seu nariz ta sujo de danone e sua bochecha de pasta de dente! e por deus cristina,você passou um pente nesse cabelo?! -ela me metralhou tirando um pente sabe se de lá onde e passando nos meus cabelos curtos.
–Para com isso Lúcia,estamos atrasadas! -peguei um pano e limpei meu rosto o jogado em um canto -alias,onde estão madre e George? -perguntei percebendo que não estavam no seu habitat.
–Saíram depois que eu te chamei,foram conversar com um designer que ia ver o restaurante hoje. Alias, a mãe falou para você pegar uma blusa, ta garoando lá fora. -ela disse amarando suas botas de couro preto.
Pelo que me lembro o restaurante iria inaugurar daqui a umas 2 semanas..
Nessa hora a campainha tocou.
Fui para meu quarto pegar um cardigã enquanto Lúcia abria a porta, quando voltei encontrei o ruivo assassino e outro garoto loirinho rindo de alguma coisa com Lúcia.
– Ah..lu, eu devo chamar a policia?- murmurei perto dela, olhando as duas criaturas a minha frente. O pior foi que eles ouviram e deram risada da minha cara.
–Não cris, eles vieram nos levar para a escola. -ela disse rindo um pouco da minha cara.
–ÓTIMO! George não me falou que contratou motoristas para nós.. -disse sorrindo.
–Não somos motoristas, George pediu que mostrássemos para vocês o caminho da escola, disse que se vocês se perderem é melhor a gente sumir também -Lucas explicou com um sorriso de canto -Palavras dele...há, esse é meu primo/irmão Gustavo- apresentou o loirinho que deu um sorriso tímido.
–Tá,tanto faz..-disse revirando os olhos e saindo do apartamento.
–Ela é um doce,hein..- ouvi o tal do Gustavo debochar de mim para lucas.
–Você ainda não viu nada -Lucas comentou dando uma risada nasalada.
– É, não viu mesmo -retruquei com meu olhar mortal que fez Gustavo engolir em seco.
Apertei o botão para chamar o elevador umas cinco vezes,enquanto Lúcia trancava a porta. quando o elevador chegou e todos entramos, digamos que a Lúcia e o Gustavo ficaram BEM próximos quase que grudados. Fiz uma cara de malicia quando ela percebeu que eu estava encarando ela e tentou se afastar com o rosto corado. Oque não adiantou muito...
O resto do caminho foi normal até. Eu na minha bolha ouvindo musica, Lúcia paquerando o tal do Gustavo,o mesmo retribuindo aos flertes, e o ruivo me encarando ''discretamente'' enquanto andava de skate ao nosso lado.
Meu braço estava bem melhor, mais eu ainda não ia com a cara dele.
Comecei a me concentrar na musica que tocava nos meus fones, inconscientemente comecei a cantar baixinho bailando do enrique Iglesias:
–Yo te miro, se me corta la respiración (Eu olho para você e fico sem fôlego)
Cuando tú me miras se me sube el corazón (Quando você me olha, meu coração acelera)
Y en un silencio tu mirada dice mil palabras (E num silêncio o seu olhar me diz mil palavras)
La noche en la que te suplico que no salga el sol (À noite em que eu te suplico para que o sol não saia)
Bailando (bailando) -cantei olhando o céu nebuloso coberto de poluição.
Será que eu nunca mais iria ver o tom azulado do céu de Andaluzia?
–Chegamos...-Lucas disse, depois de 15 minutos andando 9 quadras. finalmente!
O portão da escola estava aberto mas ainda havia algumas pessoas do lado de fora. Havia uma mulher na entrada falando -Bem-vindos queridos- mas pelo tom que usava parecia mais -bem-vindos ao inferno desgraçados- passamos por ela, e o ruivo nos acompanhou até a secretaria onde precisávamos pegar um papel, que diria em que sala estamos. Eu e Lúcia acabamos caindo em salas diferente, nos sempre estudamos na mesma sala e isso me deixou um pouco desanimada.
–Cris, parece que somos de salas diferentes -ela disse olhando para o meu papel e depois novamente para o seu.
–É, só não bata nas pessoas e você vai se sair bem -disse abraçando-a
–E você tente ser mais sociável, nos vemos no intervalo -ela disse também me abraçando.
Subimos as escadas que davam aceso as salas, Lúcia entrou em uma sala em frente a escada -sala 10- ela acenou para mim e eu continuei andando.
Entrei na minha nova sala -17- acompanhada de lucas. Ele é da minha sala. Sim, eu sou ''MUITO'' sortuda,eu sei.. Ele foi para um canto no fundo da sala e eu para outro.
Me sentei na fileira da janela vendo as pessoas entrando, quando uma sombra cobriu minha visão, era uma menina loira baixinha dos olhos azuis, parecia uma boneca, tirando as pontas de seu cabelo que eram tão azuis quantos olhos.
–Esse é meu lugar -ela disse tentando soar ameaçadora com uma voz fina.
–Não é mais- disse a encarando por um tempo, ela também tentou me encarar mas acabou rindo quando eu levantei uma sobrancelha a desafiando.
–Tudo bem,então moça,não me mate -ela disse rindo se e sentando a minha frente levantando os braços em sinal de rendição — Meu nome é Rafaela — ela estendeu a mão para mim.
–Cristina -respondi simplesmente apertando sua mão
A Rafaela é ate que legal,ficamos conversando até que o professor chegou e notou minha presença. Pelo que a loira disse ele era professor de biologia, muito legal, ele é gay e meio desbocado então teria que tomar cuidado com o que falo,ou não.
–Ei, menina vem aqui — ele me chamou e fui até sua mesa mostrando o papel de transfêrencia. Quando ele leu que eu tinha vindo da Espanha ele teve um chilique -Ai lindinha que fofa, você poderia falar alguma coisa em espanhol para mim -ele pediu com um olhar de admiração.
–Usted ha visto unicórnios hoy ?- perguntei em espanhol se ele já tinha visto unicórnios hoje, e mesmo assim ele entrou em delírio.
–Sí,sí — ele respondeu sorrindo, pobre inocente.
–Você poderia se apresentar para a sala, florzinha? -ele perguntou já me guiando para a frente da sala.
–Ah..tá, meu nome é Cristina, tenho 16 anos e vim da Espanha -falei essa ultima parte revirando os olhos. Quando alguém se do fundão perto de onde o Lucas está se manifestou.
–E onde estão suas castanholas pequena? -um garoto debochou e a sala toda riu.
–En su agujero — respondi em espanhol falando que estava no buraco dele. mais ninguém entendeu,então eu fui me sentar.
–Oque você disse? — Rafaela murmurou para mim, quando sentei. traduzi para ela que riu como uma doida.
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