Laços de amor

77 Capítulo Bônus 23: a vida de Tommy e Sofia


Laços de amor

Los Angeles

Tommy

Alguns dias depois...

Eu, Antony Denali Cullen seria pai de um bebê e essa nova realidade ainda era um tanto difícil de absorver. Afinal, o que significava ser o pai de alguém?

Edward Cullen, o meu pai, sempre havia sido incrível comigo e com os meus irmãos. Quando ele ficou viúvo, tomou conta sozinho de mim e da Mia e nunca nos deixou acreditar que éramos fardos pesados demais para um jovem solteiro carregar. Pelo contrário, ele nos criou com muito amor e dedicação e eu não sabia se conseguiria ser para o meu bebê um por cento do que ele foi para mim.

Mesmo quando eu havia feito algumas merdas, Edward Cullen nunca deixou de estar ali por mim, assim como Bella, que desde que entrou em nossas vidas, me assumiu como filho e nunca deixou que eu ou Mia pensássemos que éramos menos amados do que os seus filhos de útero. Éramos seus filhos do coração e eu aprendi depois de pouco tempo de convivência que naquele coração cabia amor para muitos filhos já que, assim como meu pai, Bella também era incrível.

E diante de exemplos tão fantásticos, eu me perguntava constantemente como Sofia e eu seríamos bons o suficiente para o nosso bebê.

Você será bom pai do seu jeito, filho. Não se preocupe. ― Ouvi a voz do meu pai em minha mente e sorri na esperança de que ele tivesse certo, pois no momento em que soube que Sofia estava grávida, aquele bebê se tornou a coisa mais importante do meu mundo e ser bom para ele era tudo o que eu queria.

Aliás, Sofia também havia se tornado ainda mais importante para mim do que antes. Acho que nunca a amei tanto como no momento em que ela me contou que teríamos um bebê.

A adolescente linda que eu nunca, nem por um segundo, deixei de amar, havia me tornado pai e eu não me cansaria de agradecê-la por me fazer sentir uma alegria que eu nem sabia que existia até eu senti-la.

Além do mais, era muito legal presenciar toda a empolgação e contentamento da nossa família com a notícia da gravidez da Sofia.

Eu já havia recebido umas cem mensagens só hoje. Meus avós estavam mesmo vindo de Boston para comemorar a chegada do primeiro bisneto, assim como Charlie e Renée resolveram viajar até Los Angeles para dar um abraço em Sofia, pois apenas uma ligação não era suficiente. Acho que até Sarah Black se juntaria a nós para a comemoração.

Tia Rosalie já estava planejando o quarto e o chá de bebê com a ajuda da falante tia Alice e eu já previa um arrombo imenso na minha conta bancária com aquela dupla sem limites econômicos em ação. Tio Emmett aparecera no escritório hoje de manhã com um urso de pelúcia imenso, dizendo que queria ser o primeiro tio a presentear o meu bebê e tio Jasper já se oferecera para fazer um planejamento financeiro que, segundo ele, garantiria a faculdade do meu filho daqui a alguns anos. Papai gostou tanto da ideia que já fez uma generosa doação para essa poupança e Bella, que não parava de beijar e abraçar a filha, prometeu que também contribuiria com a poupança do bebê, pois iria convencê-lo a se tornar cirurgião como ela e Sofia.

Ethan começou uma aposta no grupo da família para saber o sexo do bebê, sendo que o valor arrecadado seria doado para as despesas do parto e Lara Swan, para variar, estava me azucrinando para saber quem seria a madrinha, assim como Mia que me mandava umas trezentas mensagens de ameaça por dia, seguidas de declarações de amor por mim, por Sofia e pelo bebê. Aliás, era válido confessar que eu já não aguentava mais me esquivar daquelas malucas.

― Eu acho um absurdo vocês cogitarem outra pessoa além de mim para ser a madrinha do bebê de vocês. Além de ser a melhor amiga da Sofia, eu sou a namorada do seu primo e sua colega de trabalho. ― Lara falou pela sexta vez naquele dia, enquanto me entregava alguns processos e eu revirei os olhos.

― Sofia e eu pensamos em chamar Nicolly para se a madrinha, na verdade. ― Eu resmunguei, porque era isso mesmo que eu tinha vontade de fazer, e Lara me olhou indignada, o que me fez sorrir, já que eu adorava irritá-la.

― Nicolly Simon? A residente que trabalha com a Sofia? Você está brincando, né?

― Nicolly é a melhor amiga da Sofia no hospital e não está nos enchendo ou competindo com a maluca da minha irmã para ver quem será a madrinha perfeita. E tirando o fato de que Nicky certamente pegaria minha namorada se Sofia assim o quisesse, ela me parece mais do que adequada para ser uma madrinha.

Lara estava prestes a explodir e eu sabia disso, pois suas bochechas vermelhas e suas mãos fechadas ao lado do corpo era sinais claros de um surto eminente. Mas, eu não estava com medo, pois ela sabia bem que se me agredisse perderia toda e qualquer chance de ser madrinha do meu bebê.

Quem era o todo poderoso agora?

― Você é um ridículo, Tommy. E tomara que a tal Nicolly pegue a Sofia e crie o seu bebê com ela, para você parar de ser idiota. ― Lara gritou, batendo os saltos para bem longe de mim e eu sorri satisfeito. Claro que não gostei nem um pouco do que ela falou sobre Nicky e Sofia, mas pelo menos eu teria um pouco de paz até o final daquele dia.

Até porque, aquele era um dia importante, já que depois do expediente eu acompanharia minha namorada em sua primeira ultrassonografia.

Hoje eu veria o meu bebê pela primeira vez e nem mesmo Lara e seu mau humor praguejante conseguiriam minar a minha felicidade.

Assim, tratei de dar cabo aos processos em minha mesa e, às seis em ponto, saí do escritório em direção ao hospital, encontrando minha mãe na recepção, acompanhada por Mia e Elena.

― Estão fazendo o que aqui? ― Eu perguntei ao cumprimentá-las com um beijo no rosto e Elena se pendurou em mim, como de costume, me fazendo sorrir e abraçá-la com carinho.

― Viemos para ver o bebê. Mas, fique tranquilo, pois vamos deixa-lo ter um momento a sós antes de invadirmos a sala de exames. ― Mia explicou e eu sorri.

― Vocês sabem que não vai dar pra ver muita coisa. Segundo Sofia, nosso bebê ainda nem é um bebê. ― Eu disse e Elena revirou os olhos.

― Isso não importa. Nós queremos apenas estar presente em todos os momentos do nosso primeiro sobrinho ou sobrinha. Então, não seja chato.

― Seu pai também está a caminho, pois assim como nós, ele quer estar presente nesse momento. Aliás, achei que vocês viriam juntos. ― Bella comentou, olhando ansiosa para a porta do hospital e eu suspirei.

― Papai está preso em uma audiência desde hoje de manhã.

― Pensei que ele tinha estagiários e funcionários para evitar esse tipo de coisa. ― Elena comentou e eu ri, porque era exatamente para isso que a gente servia. Mas, às vezes, era inevitável participar das audiências e ficar preso em algumas delas, pois alguns clientes exigiam ser atendidos por Edward Cullen e por Emmett McCarthy e, nesses casos, não tinha como fugir.

Bella repreendeu Elena pelo comentário, falando da importância dos colaboradores para o funcionamento de uma empresa e Mia se limitou a sorrir, já que naquele raro momento ela não era o alvo dos sermões da mamãe.

Eu, por outro lado, estava me perguntando onde minha namorada estava, pois já estávamos atrasados para o exame.

― Alguém sabe da Sofia? ― Eu perguntei, olhando preocupado para o relógio e minha mãe sorriu.

― Sofia está em cirurgia, mas avisou a equipe que precisaria sair para um exame. Então, acredito que logo ela estará aqui.

Suspirei. Era óbvio que Sofia estaria em cirurgia, pois era onde ela sempre estava desde que entrou na residência.

― Por que as pessoas viram cirurgiãs? Elas não têm vida, pois estão sempre na emergência ou em cirurgia. Mamãe, eu te amo, mas acho que seguirei a carreira do direito. Gosto muito de viver para passar a vida toda presa em uma sala de cirurgia. ― Elena falou e Bella revirou os olhos, enquanto Mia e eu dávamos risada.

― Já passei pela mesma crise, Elena. Nem todas as Cullen são loucas como a vovó, a mamãe e a Sofia. Algumas pessoas sonham simplesmente com um emprego normal. ― Mia retrucou e Bella bufou.

― Eu tenho um emprego normal, Mia. E Sofia também.

― Vocês são malucas, mamãe. Na boa! ― Elena insistiu e eu só me limitei a sorrir, enquanto olhava novamente para o relógio.

Onde Sofia havia se metido?

― Eu estou aqui, Sr. Cullen. Pode parar de olhar para o relógio, pois já fui dispensada da cirurgia e estou prontíssima para o exame. Olá a todos. Vamos? ― Sofia falou animada, aparecendo do nada e eu sorri, beijando-a com carinho.

― Estou ansioso para ver o nosso bebê. ― Eu confessei e ela sorriu, acariciando meu rosto.

― Eu também estou. Acho que só quando ver o nosso pontinho naquela tela é que vou acreditar que estou mesmo grávida.

― Os enjoos insistentes não são uma prova boa o bastante? ― Eu perguntei divertido, me lembrando de que hoje de manhã tive que ajuda-la no banheiro por conta dos enjoos e ela fez uma careta.

― Até são. Mas, ver o nosso embrião naquela tela vai me convencer realmente de que em alguns meses teremos um bebê para cuidar. ― Sofia falou e começamos a andar em direção a sala de exames, seguidos de perto por Bella e por minhas irmãs.

Quando chegamos a sala de exames, a Dra. Clay já nos esperava e eu tentei controlar a minha ansiedade, pois sabia que precisava apoiar Sofia.

Bella e minhas irmãs, como prometido, ficaram na sala de espera para dar a mim e a minha namorada um pouco de privacidade, o que eu agradeci, pois estava nervoso e agitado demais para ser cordial com quem quer que fosse.

Assim que entramos, Sofia foi orientada a trocar de roupa e eu me sentei em uma cadeira ao lado de uma maca, esperando ansioso o início do exame. Minha namorada apareceu minutos depois vestida em uma camisola do hospital e eu a ajudei a deitar-se na maca, me agarrando imediatamente a uma de suas mãos, enquanto me sentava novamente na cadeira destinada a mim.

A Dra. Clay começou a nos explicar coisas sobre o exame e eu me forcei a prestar atenção, pois queria saber tudo sobre o meu bebê e a gravidez da minha namorada.

― Bom, papais, o ultrassom obstétrico que faremos hoje é um exame de acompanhamento do desenvolvimento do bebê durante a gestação. Ele serve para auxiliar no diagnóstico de possíveis malformações fetais ou detectar gestação de múltiplos. Esse exame vai nos permitir o acesso a informações importantes, como a idade gestacional, análise morfológica, aspectos da placenta, sexo, batimentos cardíacos e até problemas cromossômicos.

― Vamos saber o sexo hoje? ― Perguntei confuso e a médica sorriu.

― Acho pouco provável. Mas, daqui algumas semanas poderemos saber o sexo sim.

Fiquei um pouco decepcionado, pois eu queria descobrir tudo sobre o meu bebê ainda hoje, mas meu desapontamento foi substituído por curiosidade quando vi a Dra. Clay colocar uma camisinha em um aparelho que se parecia com um... Puta merda! Onde ela enfiaria quela coisa?

Encarei minha namorada com os olhos arregalados e percebi que ela estava se contendo para não rir da minha cara.

― Hoje eu farei uma ultrassonografia transvaginal, pois é a mais recomendada para o primeiro trimestre da gestação. ― Sofia explicou baixinho, confirmando minhas suspeitas e eu assenti, ainda me sentindo um tanto incomodado com a situação.

Afinal, um instrumento estranho estava invadindo o corpo da minha namorada na minha presença e aquilo era bem esquisito, para dizer o mínimo.

Mas, deixei aquela situação bizarra de lado quando, depois de alguns segundos, uma imagem borrada apareceu na grande tela que ficava na parede oposta.

Prendi a respiração ao identificar algo que se parecia mais com um pequeno girino, mas que eu sabia ser o bebê que Sofia e eu fizemos juntos.

“Olá, pequeno girino. Eu sou o seu papai.”

― Ah, meu Deus, meu bebê é mesmo real. Eu estou grávida. ― Sofia sussurrou ao meu lado e eu acho que deveria interagir com ela de alguma forma, mas não consegui já que estava completamente paralisado, olhando para a tela como se minha vida dependesse inteiramente daquela imagem.

E talvez realmente dependesse.

― Está sim, Dra. Swan. Muito grávida, embora tenhamos aqui apenas um saco embrionário, o que significa que não é uma gestação múltipla. O pequenino de vocês está no útero e mede 7 mm já... Sofia, você está entrando na oitava semana de gestação e o embrião está no tamanho certo, no lugar certo e, aparentemente, está tudo bem. Vamos ouvir os batimentos?

Dito isso, a Dra. Clay apertou alguma coisa que fez um som poderoso, rápido e intenso tomar conta da sala de exames e eu simplesmente não consegui mais conter a emoção e chorei como os homens deviam chorar em momentos como aquele.

― Está tudo bem? ― Ouvi a voz embargada de Sofia e a encarei, apenas para constatar que, assim como eu, ela se debulhava em lágrimas.

Apertei com força a sua mão que ainda estava entrelaçada a minha e me inclinei para beijar sua testa, fazendo com que ela sorrisse.

Aquele era o som do coração do nosso bebê e eu nunca amei tanto aquela garota como agora, naquela sala fria, com o som do coração do nosso bebê tomando conta de todo o ambiente.

― Está tudo bem sim, Sofia. Tudo dentro da normalidade. O útero está ok, assim como os ovários e não há sangramento placentário. O pequenino está no tamanho e peso ideais. A transluscência nucal está normal, como pode ver e não há sinais de malformações ou alterações cromossômicas. Além disso, como vocês podem notar, o coração bate forte. Parabéns, mamãe e papai. Vocês estão realmente grávidos e, pelo que posso notar, teremos uma gestação saudável e tranquila.

― Mesmo? Eu tive um aborto na décima segunda semana. ― Sofia comentou e eu apertei seus dedos, ganhando um olhar preocupado dela.

― Esse risco sempre existe, Sofia, mas tomaremos todas as precauções para que você consiga levar a gestação até o final. Não se preocupe com o que aconteceu em outra gestação, pois você deve se concentrar apenas em manter esse bebê saudável até a hora do perto.

Sofia assentiu, limpando as lágrimas insistentes e a Dra. Clay nos perguntou se nossos familiares já poderiam entrar.

A fim de não constranger minha namorada, a médica colocou uma única imagem do nosso bebê na tela, tirada durante o exame, e retirou o aparelho estranho de dentro do seu corpo, pedindo que ela se limpasse.

Sofia sorriu maliciosamente para mim assim que a médica se foi e após se limpar, sentou-se na maca a espera da nossa família, que não demorou a aparecer e se encantar instantaneamente com o nosso pequenino estampado na grande tela.

― Meu Deus, esse é o meu neto ou neta? Então, eu serei mesmo uma avó? ― Bella perguntou emocionada e eu sorri, trocando um olhar divertido com Sofia.

― Está tudo bem com a mamãe e o bebê, Dra. Clay? ― Meu pai perguntou, tentando disfarçar sua emoção e a médica sorriu.

― Está sim, senhor Cullen. Embora eu precise pedir alguns exames laboratoriais para ter certezas sobre a saúde da mamãe. Mas, está tudo certo por enquanto.

― E vai continuar assim. Meu afilhado ou afilhada vai ser a criança mais saudável dos Estados Unidos. ― Mia se pronunciou e nós rimos.

― Mas, ele ou ela ficará bonitinho, né? Porque, por enquanto, parece um sapinho. ― Elena falou e eu não pude deixar de rir, enquanto ela ganhava um olhar feio da nossa mãe.

― Ele ou ela vai crescer muito ainda, Elena. Fique tranquilo, pois logo esse pequeno girino vai estar se parecendo com um bebê. ― Sofia garantiu e Elena sorriu satisfeita, olhando triunfante para a mamãe.

Depois do exame, a Dra. Clay pediu para conversar com Sofia sobre os próximos exames e eu acompanhei minha família até a recepção.

Minha namorada nos encontrou minutos depois com uma lista imensa de exames e vitaminas e iniciou uma conversa em termos médicos com a mãe, a qual eu não fiz questão nenhuma de tentar entender, já que seria impossível sem uma versão editada.

Saímos todos para jantar, incluindo Benjamin, que não parava de falar sobre a foto do primeiro sobrinho que havia recebido de Sofia, com direito a dedicatória e tudo. Não duvidava que ele fosse colocar a foto em um porta-retratos, tamanho sua felicidade.

― E aí, mano? Está feliz em se tornar papai? ― Mia me perguntou já ao fim do jantar e eu sorri.

― Muito feliz. Eu achava que era impossível amar a Sofia mais do que eu já amava, mas estava enganado. Cabe muito amor em mim ainda, por ela e por nosso bebê.

Mia sorriu e deitou a cabeça sobre o meu ombro, em um dos seus raros momentos de irmã carinhosa.

― Eu queria que a mamãe estivesse aqui para comemorar a chegada do bebê com a gente. Acho que ela ficaria feliz em vê-lo tão adulto ao lado da mulher que ama.

― Eu também queria que ela estivesse aqui, Mia. Acho que se tornar avó seria uma realização e tanto para a nossa mãe. Mas, infelizmente Tanya Denali partiu cedo e tudo o que podemos fazer é imaginá-la cuidando de nós de onde quer que ela esteja.

― Você acha que foi ela quem nos enviou a Bella e a Sofia?

Eu sorri e beijei seus cabelos, olhando para minha namorada e para a mãe que conversavam animadamente no outro canto da mesa.

― Gosto de acreditar que sim. Quando a mamãe morreu, eu pensei que nunca mais seriamos felizes e olha só para nós... Nem sempre tudo foi perfeito, porque somos uma família e famílias têm problemas, mas não podemos deixar de considerar Bella uma bênção. Ela devolveu a alegria do papai, nos trouxe a Sofia, nos deu a Elena e o Ben e nos adotou como outra mulher jamais faria. Então, eu acho que Isabella Swan foi sim um presente da mamãe para nós e, onde Tanya Denali estiver, eu tenho certeza de que ela está com um sorriso imenso nos lábios e muito satisfeita por nos ver tão felizes.

Mia sorriu entre lágrimas e me abraçou com força.

― Eu queria ter conhecido a mamãe. Queria ter lembranças com ela como você tem, pois por muito tempo essas lembranças que eu nem tenho me fizeram muita falta. Mas, desde os oito anos, quase nove, eu tenho Isabella Swan em minha vida e ela foi uma mãe tão fantástica, que eu, às vezes, me esqueço que não nasci dela. Só hoje, depois de ver o nosso girininho é que eu pensei que gostaria que nossa mãe biológica também estivesse aqui.

― No dia em que soube da gravidez, essa vontade também me assaltou. Bella é maravilhosa e isso é incontestável. Ela nos ama como a seus filhos biológicos e eu também sou muito grato por isso. Mas, Tanya Denali sempre fará parte de nós. E, se isso te deixa feliz, você está a cara da mamãe. Mesmo. Vocês duas são muito parecidas.

Mia sorriu orgulhosa.

― Mamãe era linda assim?

Eu ri.

― Era sim. Um pouco mais modesta, é claro. Mas, era linda assim. Você tem até uma pinta no mesmo lugar que a dela. ― Eu falei tocando seu queixo e Mia riu.

― Eu te amo, Tommy e obrigada por nunca deixar que eu me esquecesse da mamãe, mesmo que eu não tenha nenhuma lembrança de como é realmente ser filha de Tanya Denali.

― Eu também te amo, Mia. Muito. E a lembrança da mamãe sempre estará viva em nós. Eu prometo.

Depois desse momento sentimental com a minha irmã, ela voltou para os braços do seu já não tão odiado namorado e eu pude curtir um pouco mais da minha namorada que devorava sua terceira sobremesa.

Eu sabia que ela vomitaria tudo depois, mas deixei que ela comesse, pois Sofia odiava que eu fiscalizasse sua comida.

― A gente precisa decidir logo quem vai ser a madrinha do bebê, pois sua prima e minha irmã vão me deixar loucos. ― Comentei com Sofia, enquanto ignorava a quinquagésima mensagem da Lara e Sofia sorriu.

― Elas estão me enlouquecendo também, se isso te alivia. Mas, eu já me decidi sobre isso e só não disse nada ainda porque preciso que você aprove minha ideia.

Eu a encarei curioso.

― Ideia? Você vai permitir que as duas batizem nosso girino?

Sofia revirou os olhos.

― É uma ideia também, pois todo mundo ficaria feliz e a gente teria paz. Mas, não. A ideia é outra. Mas, prefiro conversar com você em casa.

Eu bufei. Sofia sabia o quanto eu era curioso e aposto que só por isso decidiu me torturar com a ideia de me dizer só em casa. Mulheres!

Assim, tive que esperar pacientemente até o final do nosso jantar para que pudéssemos ir para casa e ela fizesse a gentileza de me dizer qual sua ideia para a escolha da madrinha do nosso bebê.

Acontece que Sofia não estava com pressa para matar a minha curiosidade e quando chegamos, ela foi direto para o banho, antes que eu tivesse a chance de perguntar qualquer coisa.

Fui para a cozinha e preparei o leite quente que eu sabia que ela me pediria antes de dormir e depois de deixa-lo sobre a mesa de cabeceira, invadi o banheiro em busca de respostas.

Mas, tudo o que eu encontrei foi minha namorada linda e nua no chuveiro e qualquer pergunta que eu tinha para fazer a ela fugiu da minha mente.

Por que Sofia tinha que ser tão bonita?

― Vai ficar aí só olhando ou vai vir aqui me ajudar com o banho? ― Ela perguntou de forma divertida e provocante por cima dos ombros e eu sorri, começando a tirar minha roupa para, é claro, atender o seu pedido.

― Eu estava bravo com você, mas já até esqueci o motivo. ― Eu resmunguei, abraçando-a por trás e beijando seu pescoço e Sofia sorriu.

― A curiosidade que habita em você estava brava comigo, Tommy. Mas, depois a gente conversa sobre madrinhas. Eu tive um dia agitado hoje, sabe? Três cirurgias, emergência, ultrassonografia, jantar em família... Tudo o que eu preciso agora é de um sexo bem gostoso com o pai do meu bebê.

Eu sorri e mordi sua orelha, sentindo o seu corpo todo arrepiado sobre minhas mãos, mas antes de continuar, eu precisava tirar uma dúvida com ela.

― E tudo bem a gente fazer sexo, né? Digo por causa do bebê.

Sofia se virou em meus braços para me encarar e sua expressão divertida já me deu a resposta que eu precisava.

― Você já fez sexo comigo antes de saber que eu estava grávida, Tommy e tá tudo bem. Nosso filho ou filha está bem protegido no meu útero e nada vai acontecer com ele. Aliás, sexo é muito bom para a gravidez e para a mamãe. Então, não se preocupe.

Sorri satisfeito com suas palavras e ataquei sua boca, encostando-a com cuidado na parede de azulejos. Sofia gemeu delicadamente e eu senti meu corpo todo se arrepiar mais uma vez. Era sempre assim: o corpo dela reagia aos meus estímulos e o meu corpo reagia ao dela.

Desci uma das minhas mãos pelos seus seios e barriga, enquanto que com a outra eu segurava sua nuca e toda sua pele se arrepiou mais uma vez. Apertei sua coxa firme e deslizei meu toque para o meio das suas pernas, fazendo-a arfar.

― Tommy...

Sorri ao som do meu nome saindo dos seus lábios trêmulos e apertei seu clitóris, fazendo com que Sofia desse um pulo e enterrasse o rosto em meu pescoço, enquanto gemia alto. Acariciei o ponto do seu prazer por mais um tempo e deslizei dois dedos para dentro da sua cavidade úmida, arrancando outro gemido dela. Meu polegar continuava trabalhando em seu clitóris.

― Você está gostando? ― Eu a provoquei, mordendo sua orelha mais uma vez e ela me encarou com os olhos febris.

― Você não faz ideia do quanto eu estou gostando. ― Ela murmurou, jogando o tronco para trás e eu sorri, abocanhando um dos seus seios que já estavam levemente maior por conta da gravidez.

Ela gemeu mais uma vez, dessa vez um pouco mais alto, e segurou minha cabeça com as mãos, como se quisesse me impedir de sair dali e, ao mesmo tempo em que dava a devida atenção para os seus seios, meus dedos continuavam trabalhando em sua entrada úmida.

Não demorou muito para que a minha linda namorada gozasse nos meus dedos e, antes que ela pudesse se recuperar, eu a penetrei com o meu membro pulsante que já estava duro de desejo por ela desde que a encontrei nua e molhada naquele box.

A segurei firmemente pela cintura e a encostei novamente no azulejo e Sofia colocou as pernas ao redor da minha cintura, aprofundando nosso contato e me fazendo gemer.

Ela sorriu diante da minha reação e me beijou e eu a penetrei com ainda mais força, levando ambos a loucura. Ela gemeu alto em minha boca e arranhou minhas costas. Doeu um pouco, mas não poderia me importar menos com isso naquele momento.

Não demorou muito para que nossos movimentos sincronizados e deliciosos nos fizessem gozar e eu a segurei no colo até que nossas respirações voltassem ao normal.

― Eu já disse hoje o quanto você é gostosa e maravilhosa? ― Perguntei com a voz rouca, beijando seu rosto em vários pontos e ela sorriu.

― Você também é maravilhoso e muito gostoso, Cullen. Não existe sexo melhor que o nosso. ― Ela falou suavemente, acariciando meu rosto e eu me inclinei em sua direção para poder alcançar seus lábios.

Era lisonjeiro ouvir que eu era o melhor sexo que ela já tivera, embora eu desejasse ardentemente ter sido o único em sua vida. Mas, nem sempre as coisas saiam como o planejado e eu aprendi do jeito mais difícil a deixar o passado para trás, já que nada do que eu fizesse ou falasse poderia muda-lo.

― Eu te amo, princesa e obrigada por estar na minha vida, por me perdoar infinitas vezes, por ser minha e por me fazer pai. Nunca, nem por um milésimo de segundo, outra mulher foi importante pra mim como você é.

Ela sorriu e eu notei que seus olhos estavam cheios de lágrimas.

― Eu também te amo, Tommy. E obrigada por ter paciência com as minhas inseguranças, por estar ao meu lado sempre e por me tornar mãe. Eu também nunca, nem por um segundo, deixei de te amar e ninguém foi tão importante na minha vida quanto você é. Eu sou sua. Sempre fui e sempre serei.

Eu sabia disso, mas ouvir dos seus lábios que ela sempre foi minha mesmo quando não estava ao meu lado aquecia meu coração de uma forma que eu jamais saberia explicar.

― Mas, o que você acha da gente terminar esse banho de uma vez e ir para cama? Teremos um filho em breve e não podemos desperdiçar tanta água assim.

Eu ri e a coloquei no chão, mas fiquei prestando atenção aos seus movimentos, pois Sofia sempre parecia desnorteada depois de um orgasmo.

Depois de escovarmos os dentes e eu ajudá-la a secar o cabelo, fomos para cama e ela me olhou agradecida ao ver o copo de leite na mesa da cabeceira.

― Já está morno, mas tudo bem. Melhor que nada. ― Sofia provocou e eu ri, enquanto ajeitava nossos travesseiros e o edredom.

― Você anda muito exigente, Dra. Swan. Mas, agora que você está alimentada, limpa e sexualmente satisfeita, pode me contar a ideia que teve para decidir quem será a madrinha do nosso bebê? Porque enquanto fazíamos sexo, sua prima e minha irmã me enviaram doze mensagens e eu já não aguento mais.

Mostrei a barra de notificações do meu celular para ela, que riu e se aconchegou ao meu corpo.

― Eu vou te contar, Tommy. Mas, amanhã, porque estou com muito sono e amanhã preciso estar muito cedo no hospital para uma Whipple.

― Vou querer saber o que é isso?

Ela sorriu e se inclinou para beijar meu queixo.

― Amanhã eu te conto também. Agora, preciso dormir, pois seu bebê está me deixando ainda mais exausta. Boa noite.

Eu bufei, pois a curiosidade que habitava em mim estava incontrolável, mas me conformei com o fato de que Sofia não me diria nada agora. Nem sobre a escolha da madrinha e nem sobre o que raios era uma Whipple.

E, como não havia outro jeito ao não ser esperar, beijei sua testa e apaguei a luz do abajur.

Amanhã ela me diria qual era sua brilhante ideia e eu conseguiria finalmente me livrar daquelas malucas perseguidoras.

Pelo menos era o que eu esperava.

Notas finais
Oi, gente. Tudo bem com vocês? Esse capítulo ficou doce, não é? Foi uma delícia de escrever. Então, quero dedicá-lo a nossa rainha da sofrência, Marília Mendonça, que tão cedo nos deixou. Não sei se já contei pra vocês, mas foi uma música dela que me inspirou a escrever esse bônus do Tommy e da Sofia. É uma pena imensa que ela tenha nos deixado tão precocemente. Um beijo para todas e espero vocês no próximo capítulo. Não deixem de comentar.