Laços de amor
4 Capítulo 4
Pov. Bella
Edward Cullen era simplesmente encantador.Ele era doce, engraçado, atrapalhado e muito tímido e essa mistura tornava-o um homem fascinante.O jantar estava uma delícia, o vinho estava perfeito e a companhia era, definitivamente, encantadora.Sofia ganharia um aumento na mesada por ter insistido tanto para que eu viesse a esse encontro às cegas.Minha filha me ajudara a selecionar os melhores candidatos, pois segundo ela, me conhecia perfeitamente bem para saber que tipo de homem combinava comigo. Passamos meses nos divertido com a leitura dos perfis mais inusitados deste planeta até que eu encontrei o perfil de Edward Cullen.A foto dele fora o que me chamara a atenção de cara. Cabelos bagunçados, olhos verdes intensos e um sorriso de lado que era uma verdadeira perdição. No seu perfil estava escrito que ele era um viúvo solitário em busca de uma mulher sensível, doce, independente e engraçada.Não sei se me encaixava no perfil descrito, mas eu simplesmente precisava ver aquele sorriso ao vivo. E tenho que confessar que era um magnífico sorriso.− E você é viúvo há quanto tempo? – Eu perguntei quando ele mencionou seu casamento, já no fim do jantar, e ele suspirou.− Oito anos. Minha esposa morreu quando minha filha estava com seis meses de idade. Câncer. Rápido e letal. Ela nem pôde ver nossa pequena Mia crescer e se tornar uma pessoinha tão linda, especial e eletrizante. – Ele falou e eu sorri enternecida, admirando o brilho intenso dos seus olhos ao mencionar a filha. − Você só tem uma filha? – Perguntei interessada e ele sorriu, bebendo mais um gole do seu vinho.− Tenho dois filhos. Antony, que tem dezesseis anos e Mia que tem oito. Quase nove, como ela gosta de me lembrar. – Edward falou rindo e eu tive que o acompanhar. Seu amor pelos filhos era evidente. − Eles são meus maiores tesouros. Sou capaz de qualquer coisa por eles.E, foi nesse momento, que minha fascinação por ele aumentou. Edward Cullen era lindo, doce, engraçado, atrapalhado e dedicado aos filhos. Homens assim eram raros nos dias de hoje. Eu mais do que ninguém sabia disso.− E você? Tem filhos? – Ele perguntou interessado e eu sorri largamente ao pensar na minha filha Sofia.− Tenho uma filha. Ela tem quinze anos e, assim como os seus filhos, é o grande amor da minha vida. – Eu falei apaixonada e ele sorriu de lado, fazendo meu coração disparar.Que droga de sorriso perfeito!− Sofia, não é? – Ele perguntou e eu o olhei confusa.− Desculpe. Como?− Sua filha se chama Sofia, não é? – ele perguntou e eu continuei encarando-o confusa.Não me lembro de ter mencionado Sofia em nossa conversa. Como diabos ele sabia o nome da minha filha?− Você conhece minha filha?− Não, não. Mas, acho que meu filho conhece. Tenho que te confessar uma coisa... Eu estava achando que esse encontro era uma cilada. Sua foto. Bem, você parece tão jovem naquela foto. Na verdade, você parece jovem pessoalmente também. Se eu não soubesse sua idade, não te daria mais do que vinte e cinco anos. Não. Vinte anos. Você parece uma caloura. Então... − Espera... O seu filho conhece a minha Sofia? – Eu perguntei confusa, interrompendo seu fluxo intenso de palavras e ele suspirou, me olhando encabulado.− Eu mostrei sua foto para o meu filho e ele mencionou sua filha quando viu a foto. Sofia. Disse que eles estudam na mesma escola. Algo assim. – Edward esclareceu e eu não pude deixar de sorrir pela coincidência.− Certo. Seu filho conhece minha filha. Legal. – Eu falei para tranquiliza-lo e Edward sorriu. − É que ela está sempre comigo e me conta tudo. Somos melhores amigas. Quando você mencionou o nome dela, fiquei me perguntado o porquê de Sofia não ter me contado que já o conhecia. E como ela insistiu muito para que eu viesse a esse encontro... Fiquei confusa.− Meu filho confundiu vocês duas. Só isso. A propósito... Vocês são tão parecidas assim? – Ele perguntou em um tom de conspiração e eu ri.− Sim. Somos. Com exceção dos olhos verdes de Sofia, herdados da minha mãe, somos exatamente iguais. Mesma altura, mesmos cabelos... Segundo meu pai, é como me ver crescer novamente.− Isso é incrível, não? Meus filhos são uma mistura bem equilibrada de características minhas e da minha esposa, embora Mia lembre muito a mãe.− Acho que é raro acontecer de mãe e filha serem tão parecidas, mas... Bem, eu agradeço aos céus por isso. Não gostaria de olhar para Sofia e lembrar-me constantemente do canalha do progenitor dela. – Eu disse, sem esconder a raiva no meu tom de voz e Edward me encarou em silêncio por longos segundos.− Progenitor? Bem, imagino que pelo seu tom de voz não tenha sido nenhuma história de amor. – Ele comentou e eu sorri amarga.− Não. Não foi. O romantismo durou até ele me levar para a cama. Depois disso, o conto de fadas chegou ao fim e, quando descobri que estava grávida, ele surtou. Tentou me convencer a abortar e quando viu que eu simplesmente não faria isso, ele pagou duas garotas para me darem uma surra. A ideia era que eu perdesse o bebê espontaneamente. Mas, eu resisti. Sofia resistiu e ele sumiu. Desapareceu da face da terra, o que eu achei ótimo. Rezei durante minha gravidez inteira para que meu bebê não tivesse nada dele. Nem um fio de cabelo e, graças aos céus, fui atendida. Sofia sempre foi toda minha cara. E é até hoje. – Eu falei em um fôlego só, não me importando de parecer uma maluca rancorosa.
Falar de Jacob Black nunca seria fácil e nunca deixaria de aflorar a raiva por me lembrar de tudo o que ele fora capaz de fazer contra uma criança que ele ajudara conceber.− Ainda bem que ele sumiu, porque se não, eu seria o cara a acabar com a vida dele. – Edward comentou e eu sorri, olhando-o agradecida.− Desculpe-me pelo desabafo, mas é que as lembranças do progenitor de Sofia tem o poder de aflorar o que há de pior em mim.− Todos nós temos lembranças ruins, Isabella. Tudo bem desabafar de vez em quando. – Edward falou sendo fofo e eu fiquei com vontade de apertá-lo.Ele era, definitivamente, muito mordível quando bancava o gostoso compreensível.− Me chame de Bella. – Eu concedi e ele riu.− Ok, Bella. O que acha de pedirmos uma sobremesa? Esse jantar está bom demais para terminar agora.− Eu acho ótimo. Sobremesa, então. – Eu falei e ele me lançou mais um dos seus muitos sorrisos sexy, me fazendo arquejar.Discretamente, claro.Esse homem e seu sorriso torto eram um perigo para as mulheres.Comemos nossa sobremesa conversando sobre assuntos mais amenos. Descobri que ele adorava massas e tinha horror a comida japonesa. Ele curtia Rock, mas foi obrigado pela sua mãe a aprender tocar piano, o que fez com que ele se apaixonasse também por música clássica. Ele chorou assistindo TITANIC, o que fez com que a menina com quem ele foi ao cinema fugisse de fininho dele antes do fim do filme.− Você chorou? Tá falando sério mesmo? – Eu perguntei rindo e ele corou, o que só me fez rir mais ainda.− Chorei. Na verdade, eu choro muito durante filmes românticos e dramáticos. Acho que tenho algum distúrbio. − Você só é fofo. – Eu falei e quando ele me olhou surpreso, eu desejei poder engolir minhas palavras de volta.− Você também é fofa. E linda. E eu quero te ver de novo. – Ele declarou e eu corei, não sabendo como responder, embora tudo o que eu quisesse fosse gritar sim. – Bella?− Eu... Bem, eu também quero te ver de novo. Podemos marcar para...− Amanhã? Eu posso cozinhar pra você. – Ele ofereceu e eu mordi os lábios indecisa.Eu queria me encontrar com ele outra vez, mas na casa dele? Com os filhos dele?Era muito cedo.− Pode ser amanhã. Mas, o que acha de sermos somente nós dois por mais um tempo? Temos filhos e precisamos ser cautelosos. – Eu falei e ele sorriu, pegando minha mão por cima da mesa.− Tudo bem. Você escolhe o restaurante desta vez. Só não pode ser asiático.− Ok. Vou pensar em um lugar e te aviso por mensagem.− Não. Chega de troca de mensagens. Me ligue. Sua voz é linda. Vou adorar ouvi-la. – Edward gracejou e eu perdi completamente meu poder de réplica.Pedimos a conta e saímos para a noite quente de Los Angeles.Sofia estava parada ao lado do carro de Alice e sorriu ao me ver. − Imagino que aquela moça linda parada ali seja a Sofia. – Edward comentou e eu sorri, chamando minha princesa com um gesto de mão.− Sim. Minha princesa linda. – Eu falei, enquanto ela se aproximava timidamente e Edward sorriu. – Edward, essa é minha filha Sofia. Filha esse é Edward Cullen, o moço do Tinder.− Prazer, senhor Cullen... – Ela falou baixinho e corou quando, num gesto galanteador, ele beijou as costas da sua mão.− O prazer é todo meu, Sofia. Mas, pode me chamar de Edward. E você é mesmo tão linda quanto sua mãe. Meu filho tem razão em confundi-las. – Edward falou e Sofia sorriu sem graça, me olhando ressabiada.Alguém teria muito que me explicar sobre conhecer Antony Cullen.− Bem, nós já vamos, Edward. Eu te ligo combinando sobre amanhã. – Eu falei e ele sorriu largamente, se aproximando de mim e beijando meu rosto delicadamente.− Vou esperar sua ligação. Até amanhã. Tchau, Sofia. Até mais! – Ele falou e se afastou até um Volvo prata que estava estacionado em frente ao restaurante e eu respirei fundo, tentado decorar a flagrância do seu perfume.Notei que um rapazinho esperava por Edward do lado de fora do carro e imaginei que aquele fosse Antony, seu filho.Aparentemente, eu não era a única que trazia a filha adolescente para um encontro.− Antony Cullen, hein! – Eu comentei e Sofia suspirou.− Nem pergunte, mãe. Nem pergunte... – Ela falou e eu ri, segurando-a pela cintura e conduzindo-a até o carro de Alice. − Como foi o jantar? – Ela me perguntou e eu sorri largamente.− Maravilhoso. Ele é sensacional, Sofia.− De nada! – Ela gracejou e eu ri.− Você e Lara são as maiores responsáveis por essa loucura e, se isso der certo, vou conversar com Alice sobre um aumento de mesada. – Eu falei e ela comemorou animada.− Por isso que eu te amo, Isabella Swan. – Ela falou beijando meu rosto e eu a abracei, retribuindo o carinho.− E eu apenas te amo, Sofia. Te amo para sempre.
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