Laços de amor
29 Capítulo 28
Capítulo 28
Pov. Sofia
Ser turista em Boston era maravilhoso. Ser turista em Boston e ter Antony Denali Cullen como meu guia era melhor ainda.
Boston era uma das cidades mais antigas dos Estados Unidos e o belo contraste entre a arquitetura vitoriana e prédios modernos era simplesmente fascinante.
Tommy conhecia muito bem a cidade, pois desde menino passava a maior parte das suas férias de verão em Boston. Sendo assim, ele me arrastava para cima e para baixo todos os dias, me levando em seus lugares favoritos na cidade e me apresentando aos pontos mais visitados e badalados da linda capital de Massachusetts.
− Eu vou estudar aqui um dia. – Tommy declarou, enquanto passeávamos de mãos dadas pelos gramados da Harvard University, que ficava em Cambridge, e eu o olhei com curiosidade.
− Em Harvard?
− Sim. Meus avós se formaram aqui, meu pai e minha tia também e eu e Ethan temos essa pretensão. Harvard é uma tradição da família Cullen que deve ser mantida. – Ele declarou e eu soltei um longo suspiro, fazendo-o parar de andar e me encarar preocupado. – Algum problema?
− Nenhum, tirando o fato de que Harvard fica bem longe de Los Angeles. – Eu resmunguei e ele sorriu, me puxando para os seus braços e beijando meus lábios de leve.
− Isso é bem simples de se resolver, Sofia Swan. – Ele declarou e eu ergui uma sobrancelha em sua direção.
− É? Como? Deixe-me adivinhar: você se muda para Boston, conhece um monte de calouras gostosas, aproveita a vida com elas e, enquanto isso, eu fico em Los Angeles, sendo apenas a sua namorada de verão. – Eu falei brava e ele riu.
− Calouras gostosas, é? – Tommy falou divertido e eu lhe lancei um olhar irritado. − Deixa de ser absurda, Sofia. A solução que eu daria era bem mais simples que essa. E você jamais seria apenas o meu caso de verão. Você é o meu amor. – Ele declarou docemente e eu bufei, revirando os olhos.
Eu estava brava e o pior é que eu nem sabia por quê.
− Qual é a droga da sua sugestão, Cullen? Fala de uma vez. – Eu pedi e ele riu outra vez, sentando-se em um banco e me fazendo sentar ao seu lado.
Que bom que ele me achava tão divertida!
− Eu ia sugerir que você viesse para Harvard também. E não revire os olhos quando eu disser que você é o meu amor, porque você é. – Ele falou sério e eu suspirei, levantando o olhar para encará-lo.
− Estudar em Harvard? E minha mãe? – Eu perguntei alarmada e ele riu, beijando minha testa. – E eu sei que sou o seu amor. Você também é o meu.
− Bom. Fiquei preocupado com o seu revirar de olhos. E quanto a sua mãe, ela vai ficar em Los Angeles com meu pai e Mia. Vamos visitá-los sempre que possível e eles podem vir a Boston também. Eu sei que vocês nunca se separaram, mas em algum momento da vida isso vai acontecer. E porque não acontecer quando você sair de casa para ingressar em uma das melhores universidades do mundo ao lado do seu amor? – Ele perguntou e eu respirei fundo, sentindo uma dor estranha no peito ao pensar em ficar longe da minha mãe.
Não sei se eu sobreviveria sem ela ao meu lado.
− Eu não tenho planos de sair da Califórnia, Tommy. Não sei se consigo ficar longe da minha mãe. Existem boas universidades em Los Angeles e nos arredores. Eu poderia morar em casa ou, pelo menos, estar com a minha mãe todos os fins de semana. Você tem razão quando diz que nós nunca nos separamos e eu, sinceramente, não sei se conseguiria sobreviver longe dela. Eu ainda durmo na cama com ela. – Eu murmurei a última parte e ele me olhou divertido.
− Sério? – Ele perguntou e eu enrubesci, assentindo.
− Sim. Eu tenho o meu quarto e gosto do meu próprio espaço, mas eu sinto falta da minha mãe e, quase sempre, termino de amanhecer em sua cama. Às vezes, deitamos para conversar depois que ela chega do hospital e eu acabo dormindo lá. Fazemos tudo juntas, Tommy. Cozinhamos, conversamos, passeamos, fazemos a limpeza do apartamento, viajamos, fazemos compras, ela me ajuda a estudar, eu a ajudo com as provas e as coisas do hospital. Como mudar isso, assim, de repente? Como me afastar e vê-la apenas em férias e feriados? – Eu falei, soando um pouco assustada com a ideia, e ele suspirou, me abraçando e fazendo com que eu deitasse a cabeça em seu ombro.
− Não precisamos pensar nisso agora. Você tem mais dois anos até decidir pra qual universidade vai se candidatar. Além disso, caso você decida ficar em Los Angeles, podemos montar um calendário para nos ver sempre. Só não temos que terminar por causa da faculdade. Afinal, nossos pais vão se casar e mesmo que a gente não queira, estaremos sempre juntos nos feriados e períodos de férias.
− Ao não ser que você se envolva com alguma caloura e me esqueça. Nesse caso, nos feriados e nas férias, quando você levá-la até a casa dos nossos pais, eu vou me esconder nas Bahamas. – Eu falei e ele riu.
− Isso não vai acontecer, Sofia. Fique tranquila. Não vou trocá-la por nenhuma caloura e muito menos levar uma garota para passar férias na casa dos nossos pais. Caso a gente termine, mas isso não vai acontecer, eu jamais a desrespeitaria a ponto de levar uma nova namorada na casa onde você também vai estar, sabendo que isso te machucaria. – Ele declarou e eu sorri encarando-o. Acariciei seu rosto de leve e beijei seus lábios.
− Você não existe. Obrigada por ser tão fofo. – Eu declarei e ele bufou.
− Sofia, já conversamos sobre esse negócio de fofo. Procure outro adjetivo, por favor. – Ele resmungou e eu ri, beijando-o mais uma vez e me levantando.
− Eu acho o adjetivo fofo perfeito. Agora, levanta daí, pois temos que voltar para a casa dos seus avós antes que nossos pais pensem que estamos... Bem, você sabe o que eles pensam que a gente faz quando saímos sozinhos. – Eu falei, corando de leve e ele gargalhou.
− É. Eu sei bem o que eles pensam. Meu pai ameaçou me deixar sem mesada até a faculdade caso nos pegasse dormindo na mesma cama durante essas férias. – Tommy contou e eu ri, entrelaçando nossos dedos e seguindo ao seu lado em direção à estação de metrô Harvard Square.
− Eu acho hilário o fato de eles acharem que transamos em todos os momentos em que estamos sozinhos em algum lugar. Não é assim que as coisas funcionam. – Eu declarei e Tommy respirou fundo, me fazendo encará-lo.
Ele parecia desconfortável com algo.
− Algum problema?
− Na verdade é exatamente assim que as coisas funcionam, Sofia. – Ele declarou e eu o encarei confusa, fazendo-o rir. – Se já tivéssemos uma vida sexual juntos, quero dizer... Provavelmente transaríamos em todas as oportunidades. – Tommy explicou e eu enrubesci, desviando meu olhar para o chão, sem saber o que dizer.
− Você quer? – Eu perguntei em um murmúrio quando já estávamos dentro do metrô e ele me olhou confuso.
− O que?
− Transar. – Eu expliquei e ele arregalou os olhos, enrubescendo.
− Porque isso agora? – Ele sussurrou para mim, olhando de esguelha para as pessoas sentadas no banco a nossa frente, e eu dei de ombros.
− Curiosidade. Eu sei que você disse que ia esperar até que eu quisesse, mas... Bem, os garotos da sua idade, seus amigos... Provavelmente eles fazem sexo e você não. Isso não te incomoda? Dizem que meninos são mais... Mais... Ah, dizem que garotos precisam mais de sexo do que as meninas. – Eu falei e ele revirou os olhos.
− Isso é uma grande bobagem machista, Sofia. Não tem nada a ver. Precisamos e gostamos de sexo da mesma forma que as meninas. E, respondendo a sua pergunta inicial, sim, eu quero transar com você. Um dia. Não precisa ser hoje e nem daqui a um mês. Vai ser quando nós dois acharmos que estamos prontos. Não antes. Portanto, Edward Cullen e Isabella Swan podem ficar tranquilos, pois não vamos fugir para transar durante nossas férias. – Ele declarou e eu ri.
Fiquei em silêncio por alguns minutos, me concentrando na música de Ed Sheeran que saia pelo fone que eu dividia com Tommy, enquanto processava nossa conversa sobre sexo de minutos atrás. Aquele papo ainda não tinha terminado.
− E se eu quisesse? Digo, durante as férias. – Eu perguntei de repente, sentindo meu rosto corar e Tommy engoliu em seco, me olhando nos olhos.
− Você quer? – Ele sussurrou e eu enrubesci ainda mais.
− Não... Quer dizer, quero. Mas, não é o momento... Eu acho. – Eu respondi incerta e ele respirou fundo, desconectando o fone do seu ouvido, enquanto mantinha os olhos atentos em meu rosto.
− Bem, se você quisesse e tivesse certeza, nós poderíamos... Enfim, nós faríamos. Mesmo que isso significasse ficar sem mesada até a faculdade. – Ele declarou e eu sorri, recostando minha cabeça em seu ombro.
− Nossa hora vai chegar, Tommy. – Eu murmurei e ele me apertou em seus braços, beijando o topo da minha cabeça.
− Eu sei, amor. E eu vou esperar por ela o tempo que for preciso. – Ele declarou e eu sorri, me apertando contra ele.
Antony Denali Cullen era fofo, mesmo que ele não gostasse de ser.
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Eu estava terminando meu banho quando minha mãe invadiu o banheiro, me encarando desconfiada. E pelo seu olhar eu já sabia exatamente o assunto do interrogatório que estava prestes a começar.
− Posso saber onde vocês estavam? – Ela perguntou séria, cruzando os braços sobre o peito e eu suspirei, me enrolando na toalha e indo para o quarto com ela em meu enlaço.
− Tommy me levou para conhecer Harvard. Mãe, o campus é igualzinho ao que aparece nos filmes. Aquele lugar é lindo. – Eu falei empolgada e ela respirou fundo, sentando-se na cama.
− Harvard, é? Você gostou?
− Eu conheci apenas o campus principal. Mas, eu gostei sim. Quem não gostaria? É Harvard, mãe! Umas das melhores e mais conhecidas universidades do mundo.
− Pensei que você quisesse ficar em Los Angeles. Estudar na mesma universidade que eu... Ficar perto da mamãe. – Ela falou, tentando esconder a decepção em me ver falando em Harvard com tanta empolgação e eu suspirei, indo até a cama e me sentando em seu colo.
− Mãe, Tommy sonha em vir para Harvard, mas isso não significa que eu compartilhe do mesmo sonho. Boston fica muito longe de Los Angeles e eu não sei se saberia viver sem você. – Eu declarei e ela sorriu, beijando meu rosto e me apertando em seus braços.
− Eu também não sei se sobreviveria em Los Angeles sem você. Acho que largaria tudo e viria para Boston também. – Ela falou e eu ri, encarando-a com carinho.
− Você faria isso por mim? Deixaria sua vaga de médica titular e viria para Boston se eu resolvesse tentar uma vaga em Harvard? E Edward?– Perguntei surpresa e ela riu.
− Faria. Eu sei que devemos deixar os filhos seguirem o próprio caminho. Tenho conhecimento que um dia você não vai mais viver comigo, mas eu ainda não estou pronta para uma separação. Dezessete anos não é tempo suficiente para estar ao seu lado e depois deixá-la partir. Não estou pronta pra isso e acho que nunca estarei. – Ela falou e eu ri. – E eu daria um jeito de arrastar Edward comigo. Não teria coragem de deixá-lo. Além disso, ele nasceu aqui. Não seria tão difícil trazê-lo de volta.
− Eu sou muito mimada por não querer me separar de você nunca e por adorar a ideia de você vindo para a faculdade comigo? – Eu perguntei divertida e ele sorriu, acariciando meu rosto de leve e me olhando nos olhos.
− Não. Eu não te acho mimada. Aliás, eu adoro essa ideia de nunca me separar de você. Você é o meu maior amor, Sofia, e jamais vai deixar de ser. – Ela declarou e eu sorri ternamente, beijando seu rosto.
− Você também é o meu maior amor, mãe. – Eu falei baixinho, acariciando seu rosto de leve e ela sorriu, enquanto uma lágrima silenciosa escorria dos seus olhos.
− Bem, agora, chega de drama. Até porque, faltam uns anos para que você decida para qual faculdade deseja ir. Então, termine de se arrumar e desça. Vamos jantar em breve. – Ela falou, me tirando do seu colo e beijando o topo da minha cabeça e eu assenti.
− Mãe, mais tarde, quando a gente for dormir, será que eu podia dar uma palavrinha com você sobre um assunto. – Eu perguntei enrubescendo ela paralisou, me encarando em pânico.
− Você transou! – Minha mãe exclamou e eu arregalei os olhos.
− Não. Mãe, claro que não. Mas, é sobre sexo que eu quero conversar. – Eu falei envergonhada e ela suspirou.
− Tá. Depois do jantar. Se bem que eu nem sei se a comida vai fazer digestão depois disso. – Ela resmungou e eu corei ainda mais.
Depois que ela saiu, eu terminei de me arrumar e desci até o primeiro andar da imensa casa de Esme e Carlisle.
Todos estavam na sala de estar e Tommy sorriu ao me ver e me puxou para que eu sentasse ao seu lado, entre ele e Ethan.
Minha mãe estreitou os olhos em nossa direção quando Tommy beijou meus lábios de leve e eu sorri docemente pra ela, fazendo-a suspirar e desviar o olhar.
Mais cedo ou mais tarde Isabella Swan teria que superar aquela neura que ela tinha sobre minha futura vida sexual com Tommy.
− Fiquei sabendo que você e Tommy foram até Harvard hoje, Sofia. O que você achou, querida? – Esme me perguntou, enquanto trançava o cabelo de Mia e eu sorri, mas antes que eu pudesse respondê-la, Ethan me interrompeu.
− É. Eles foram e nem me convidaram. – Ele resmungou e Tommy riu.
− Era um passeio de casal, Ethan. Não seja inconveniente. –Tia Rosalie falou para o filho, que bufou e revirou os olhos.
− O Campus é lindo. Igual aos filmes. É a universidade dos sonhos. – Eu respondi finalmente a pergunta de Esme, que sorriu ternamente para mim.
− E você se animou para vir para Harvard com Tommy? – Carlisle perguntou e eu troquei olhares com meu namorado e minha mãe.
− Eu não sei ainda. É cedo para escolher a faculdade para qual vou me candidatar. Mas, eu só viria se minha mãe viesse também. – Eu declarei e Edward me olhou indignado.
− Ei, e eu? Você não pode tirar minha namorada de mim, senhorita Sofia Swan. E toda aquela história sobre eu ser o seu pai?
− Mas, meu filho, isso é tão fácil de resolver. Sofia e Bella se mudam para Boston e você e Mia também. Todos felizes aqui, bem pertinho de Harvard. Posso até conseguir uma vaga de titular para Bella em meu hospital. Com seu pai sendo o chefe, isso seria fácil. A casa aqui do lado está desocupada. Podemos até ser vizinhos. – Esme declarou animada e Edward revirou os olhos.
− Morar perto da vovó? Eu quero, papai! Quando vamos nos mudar? – Mia perguntou entusiasmada e todos riram.
− Podemos vir também, mamãe? Eu também quero morar perto da vovó! – Candyce perguntou a tia Rosalie, que riu e beijou o rosto da filha.
− Ei, calma aí, loirinhas. Nossa vida está toda em Los Angeles. Se viéssemos para Boston, não seria assim de uma hora para outra. E tem o risco de Ethan, Tommy e Sofia nem virem para Harvard.
− Pai, nem brinque com isso. Harvard está no nosso destino. – Tommy declarou e Edward riu, bagunçando seus cabelos.
− Você e Ethan virão para Harvard com certeza, meu neto. Não se preocupe. – Carlisle garantiu aos netos que sorriram satisfeitos.
− Claro que eles virão. A inteligência acima da média está no sangue dos Cullen. Sem contar que Tommy e Ethan vêm fazendo um excelente trabalho no time de futebol da escola. Harvard terá que se render aos Cullen mais uma vez. Candyce e Mia também estudarão em Harvard. Está escrito. – Tia Rosalie falou convencida e todos riram.
− A modéstia também está no sangue dos Cullen, querida? – Tio Emmett falou divertido e a esposa revirou os olhos, mostrando o dedo do meio para ele.
− Rosalie Cullen McCarty! Tenha modos. – Esme falou indignada com o gesto da filha e todos riram mais uma vez, enquanto tia Rosalie bufava e revirava os olhos para a mãe.
Era tão bom estar com os Cullen. Esme e Carlisle eram pais e avós incríveis, que mimavam e incentivavam os filhos e os netos sempre que possível.
Esme era uma cirurgiã cardíaca fodona, mas em casa, era aquele tipo de mãe e avó que passava a tarde toda cozinhando os pratos e doces preferidos da família. Ela era amorosa, preocupada e maternal e eu simplesmente a adorava.
Carlisle, que também era um cirurgião fodão e chefe de cirurgia no hospital onde trabalhava, tinha tirado alguns dias de folga para curtir sua família e passava a maior parte do seu tempo lendo, conversando com Edward, Rosalie, Emmett e minha mãe, brincando com os netos e ajudando a esposa no que ela pedisse.
Eles eram tão diferentes dos meus avós que eu me vi desejando ter passado toda minha infância ao lado deles.
Charlie nunca me destratara, mas ele era distante e até mesmo frio. Quase não sorria e jamais havia perdido seu tempo em jogos ou brincadeiras comigo. Nem com Lara. Não fazia o estilo dele, segundo minha mãe e tio Jasper.
E Renée... Bem, minha avó era um caso a parte e não merecia nem mesmo ser lembrada. Ela chamara minha mãe de vadia e isso era motivo suficiente para que eu nunca mais olhasse na cara dela.
Como namorada de Tommy e quase filha de Edward, agora, eu tinha o privilégio de conviver com uma família de verdade e eu faria questão de aproveitar cada segundo ao lado deles.
− Está gostando das nossas férias? – Tommy perguntou pra mim, debruçando-se ao meu lado na grade que cercava a grande piscina da casa dos seus avós e eu sorri, encarando-o.
O jantar havia terminado a algum tempo e eu dei uma escapada da sala, onde todos estavam reunidos mais uma vez, para apreciar a noite.
− Sim. Sua família é maravilhosa, Tommy. Você tem sorte em ter crescido com eles.
− Ela é sim. Mas, agora, os Cullen são sua família também. Você e sua mãe já são uma de nós. – Ele declarou e eu sorri ternamente pra ele.
− Conversei com a minha mãe sobre Harvard. – Eu contei e ele me olhou surpreso.
− Sério? E o que ela disse?
− Que se eu vier para Boston, ela provavelmente vem também e arrastará seu pai e Mia com ela. – Eu declarei e ele riu.
− Isso é bom. Agora eu sei que existe uma possibilidade, ainda que remota, de você vir comigo para Boston.
− É. Talvez. Mas, de qualquer forma, você virá primeiro. E espero que mantenha a promessa de ficar afastado das calouras gostosas. – Eu resmunguei e ele riu, me abraçando de lado e beijando meu rosto.
− Pode deixar, Sofia. Nenhuma caloura gostosa vai se aproximar de mim. Eu sou todo seu.
Tommy e eu ficamos mais algum tempo à beira da piscina e quando Esme nos chamou para entrar, eu subi direto para o quarto que estava dividindo com a minha mãe e ela já me esperava para nossa conversa.
− Hoje você não vai dormir com o Edward? – Eu perguntei, enquanto trocava meu vestido por um pijama confortável e ela fez uma careta.
− Vou. Edward surtaria se eu não fosse. Mas, antes, precisamos ter uma conversa, segundo a senhorita. Então, diga. Sou toda ouvidos. – Ela falou e eu suspirei, me deitando ao seu lado na cama.
− Quando a gente sabe que é a hora certa para transar com o namorado? – Eu perguntei, resolvendo ir direto ao ponto, e minha mãe arregalou os olhos. Acho que ela não esperava por essa pergunta.
− Bem... Cada um tem o seu momento, filha. Mas, eu acredito que seja quando você sente segura ao lado do garoto e apaixonada o suficiente para não se importar em ficar nua com ele. – Ela falou e eu fiz uma careta, enquanto deitava minha cabeça no seu colo. – Você está pensando em transar com Tommy? Não é muito cedo, meu amor? Você só tem quinze anos, Sofia.
− Eu sei, mamãe. Não estou pensando em fazer isso agora. Mas, um dia vai acontecer e eu quero me sentir segura para dar esse passo com ele. Como você soube que tinha chegado sua hora?
− Eu era nova também. Quinze anos. Eu namorava seu... Bem, eu namorava Jacob há algum tempo. Alice e seu tio já tinham transado e ela não parava de me dizer como sexo era maravilhoso. Eu era uma adolescente curiosa que não tinha uma mãe disposta a conversar comigo sobre sexo e... Bem, Jacob e eu transamos. No carro dele, enquanto seus avós e os pais dele jantavam. Foi horrível! – Ela falou com uma careta e eu ri. – Ele foi apressado e me machucou. Ficamos um mês sem transar depois disso. Eu amaldiçoei Alice várias vezes por ela me fazer acreditar que aquilo era bom. Na segunda vez foi um pouco melhor, mas ainda não perfeito. Acho que o problema era que eu não estava apaixonada.
− Mas, você gosta de sexo? – Eu perguntei insegura e ela sorriu.
− Gosto. Claro. É algo bom. Muito melhor quando a gente faz com quem se ama. Mas, que tem que ser praticado com responsabilidade e no momento certo. Acredite em mim, meu amor, quando for a sua hora você vai saber. Só não apresse as coisas. Você é jovem ainda. Curta cada momento do seu namoro. Você tem a vida inteira para fazer sexo. – Ela falou, beijando minha testa e eu sorri, agarrando-a pelo pescoço, o que a fez gargalhar.
− Obrigada, mãe. Está vendo? Como eu vou sobreviver sem você? Está decidido. Eu só venho pra Harvard se você vier também. Vou escondê-la no meu dormitório, assim como você fez comigo quando eu era pequena. – Eu declarei e ela riu, beijando a ponta do meu nariz.
− Acho que nunca mais vou querer viver em um dormitório estudantil, meu amor. Foram emoções demais para uma vida. – Ela falou e eu ri. – Mais alguma questão polêmica, senhorita Swan?
− Você vai aceitar o pedido de casamento do Edward, né? – Eu perguntei a ela que arregalou os olhos, me encarando assustada.
− Pedido? Ele te disse alguma coisa sobre pedido de casamento? – Ela perguntou em um fio de voz e eu ri, revirando os olhos e me sentando na cama, de frente pra ela.
− Mãe, ele falou sobre casamento com você. Que pergunta é essa agora?
− Ele falou... Mas, achei que talvez ele estivesse planejando algum pedido especial.
− E se ele estiver? Você vai aceitar, né? Mãe, eu quero muito fazer parte dessa família e não tem como eu esperar até que eu me case com o Tommy para que isso aconteça.
− Vai com calma, Sofia Swan. Harvard, sexo e agora casamento? Assim meu coração não aguenta. – Ela reclamou e eu ri, me jogando em cima dela na cama, que caiu sobre o colchão e riu.
− Relaxa, Isabella Swan, pois, você vai se casar primeiro. Vai né? Você vai dizer sim para o pedido dele?
− Sofia, você sabe de algo que eu não sei, não é? Ontem quando você, Tommy, Mia e Edward sumiram vocês foram tratar desse pedido de casamento, não é? – Ela perguntou desconfiada e eu ri, dando de ombros.
− Talvez. Só me garanta que você vai aceitar caso ele te proponha casamento. E sem essa de que é cedo. Não tem nada de cedo. Vocês se amam, amam a gente e é o que interessa. Eu quero muito ser uma Cullen. Pertencer a essa família maravilhosa é um sonho, mãe. – Eu declarei e ela suspirou, me olhando divertida.
− Se ele pedir, talvez eu aceite. Agora, vá dormir. Você já perturbou o meu juízo demais por um dia. – Ela falou, saindo debaixo do meu corpo e eu ri, me aconchegando embaixo do edredom e esperando por seu beijo de boa noite. – Boa noite, meu amor.
− Boa noite, mamãe. Eu te amo para sempre. – Eu falei e ela sorriu.
− Eu te amo mais. Eu te amo até o infinito e além. – Ela falou, mencionando a famosa frase de Toy Story, um dos meus desenhos favoritos, e eu sorri.
Depois que ela saiu do quarto, eu esperei alguns segundos e fui remexer na minha mala, de onde tirei a aliança que Edward, Mia, Tommy e eu escolhemos para o pedido de casamento que aconteceria na noite seguinte.
Era uma joia linda e delicada, que combinaria perfeitamente com a minha mãe.
Na tarde de ontem, Edward me pediu para casar com a minha mãe e claro que eu dei a minha benção. Não havia outra resposta além de sim, pois ele era maravilhoso para ela e para mim e eu tinha certeza de que ele a faria muito feliz.
Eu dei algumas pistas sobre o pedido de casamento à minha mãe, pois ela não era muito boa com surpresas e eu temia que, no susto do momento, ela acabasse recusando a proposta de Edward mesmo sem querer.
Era bom que Isabella Swan estivesse desconfiada de que algo iria acontecer, pois assim, ela teria tempo para se preparar para o sim.
E quando o pedido de fato acontecesse, eu pertenceria também àquela família que eu tanto amava e isso faria de mim e da minha mãe as pessoas mais felizes desse mundo.
Finalmente.
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