Capítulo 24

Pov. Bella

A relação entre pais e filhos deveria ser algo sagrado. Pelo menos era assim que eu tratava minha relação com Sofia. Todavia, quando você comete erros e seus pais te humilham e te recriminam uma centena de vezes, essa relação fica um pouco estremecida e, de certa forma, deixa de ser sagrada.

Eu amava meus pais, mas não suportava mais as lições de moral e bons costumes que eles insistiam em aplicar a mim desde que eu me descobrira grávida de Sofia. E também não aguentava mais a língua ferina da minha mãe que não se cansava de me criticar pelas minhas escolhas e tropeços.

Entretanto, agora eles estavam ali, em Los Angeles, ao mesmo tempo em que meu namorado e o namorado de Sofia também estavam. E, conhecendo bem os meus pais, eu sabia que isso poderia não terminar muito bem.

− Papai e mamãe estão aqui? No meio da semana? Fazendo o que? – Jasper me perguntou espantado e eu dei de ombros, bufando irritada e desabando sobre o sofá ao lado do meu namorado, que me olhou intrigado.

− Não faço a menor ideia. Devem ter vindo para me azucrinar. – Eu resmunguei e Alice riu, indo até a mesa para servir-se de mais sobremesa.

− Eles devem ter ficado sabendo que Bella está namorando e vieram para saber se finalmente verão a filha rebelde e inconsequente devidamente casada. Afinal, desde que ela engravidou do namorado aos quinze anos a família Swan foi desonrada. – Ela debochou e eu revirei os olhos, cruzando os braços sobre o peito e encarando-a mal-humorada.

− Eu gostaria de lembrá-la que você e meu irmão também foram pais solteiros e que, portanto, eu não sou a única filha rebelde e inconsequente que desonrou a família Swan. – Eu resmunguei e Alice riu.

− Não é assim que eles pensam, cara cunhada. – Alice declarou e eu bufei outra vez, sabendo que ela tinha toda razão.

Jasper também engravidara a namorada sendo solteiro, mas isso era apenas um detalhe, pois ele sempre fora o orgulho dos nossos pais. Eu, por outro lado, quando aparecera grávida fui duramente criticada e acusada de arrastar o nome dos Swan na lama de Forks. Minha mãe insistira por muito tempo em um aborto, dizendo que Sofia só atrapalharia o meu futuro e minha vida e, naquela época, eu só não saíra de casa por não ter para onde ir. Ninguém receberia ou empregaria uma adolescente grávida que fora abandonada pelo namorado e rejeitada pela família. Assim, eu me conformara em viver com Charlie e Renée, mesmo tendo que suportar suas críticas constantes.

− Meus pais são dois machistas e moralistas cuja principal ocupação é criticar minha vida amorosa. Por isso, a visita deles é totalmente dispensável. – Eu declarei e Jasper riu, revirando os olhos.

Para meu irmão era fácil achar minha birra engraçada, já que ele era o filho preferido.

− Eles são tão ruins assim? – Edward me perguntou preocupado e eu respirei fundo, torcendo para que meus pais não fizessem com que meu namorado fugisse para as montanhas. Edward Cullen era importante demais para ficar na mira dos chatos dos meus pais e eu já estava prestes a escondê-lo embaixo da minha cama quando o som da campainha tomou conta da sala.

− Acho que você vai descobrir agora, Cullen. – Jasper falou divertido e eu gemi em um lamento, fazendo com que Edward sorrisse sem graça e beijasse minha testa com carinho, se levantando para receber os meus pais, como a etiqueta mandava.

Mas, eu queria que a etiqueta fosse para o inferno e, por isso, continuei sentada no meu sofá, emburrada e me sentindo muito injustiçada, já que depois de ter enfrentado Jacob Black e sua imensa cara de pau naquele dia, tudo o que eu merecia era paz.

Mas, o que a vida fazia comigo? Mandava os meus pais para uma visita inesperada no meio de uma semana turbulenta.

Alguém lá em cima devia me odiar muito.

Vi Jasper e Renée trocando um abraço apertado e então ela se apressou em abraçar Lara, que era, sem dúvida, sua neta favorita.

Sofia e eu trocamos um olhar cheio de significados e minha filha sorriu para mim, mostrando que ela estava tranquila com o fato de Lara ser a preferida. Eu também estava. Só queria que Renée não fosse tão óbvia, afinal, ela, gostando ou não, tinha duas netas.

Charlie cumprimentou meu irmão com um forte aperto de mão de macho e abraçou Lara, dando-lhe um beijo no rosto. Só depois se dirigiu a mim, me lançando um olhar nada amigável quando me viu de mãos dadas com Edward. Nesse momento, eu me obriguei a ficar de pé para enfrentá-lo.

− Olá, Isabella. Como vai? – Meu pai perguntou formalmente e eu respirei fundo, indo até ele e lhe dando um abraço.

− Eu estou ótima. E o senhor?

− Exausto. Odeio aviões. Não sei por que você e seu irmão tinham que vir para tão longe. Seattle já seria suficiente para vocês. – Ele reclamou e eu revirei os olhos, trocando um olhar divertido com Jasper. Charlie nunca deixaria de reclamar por nós termos saído do estado Washington. – Quem são os seus visitantes? Não me lembro de tê-los vistos antes.

− Edward Cullen, senhor. Namorado de Isabella. E esses são meus filhos, Antony e Mia. – Edward se apresentou gentilmente, estendendo a mão para meu pai que, para meu alívio, correspondeu ao cumprimento apesar de sua cara feia.

− Outro namorado, Isabella? Pensei que depois de James você iria ser mais prudente quanto à sua vida amorosa. Já percebemos que você tem o dedo podre para homens. – Renée falou mordaz, pulando os cumprimentos, e eu enrubesci, olhando-a com raiva.

− Oi, mamãe. É sempre bom receber você e sua imensa gentileza em minha casa. A que devo a honra de tão ilustre visita? – Eu perguntei ironicamente e ela revirou os olhos, me encarando irritada.

− Troco a gentileza por sinceridade, filha. Eu prefiro assim. E seu pai e eu viemos para uma visita de cortesia. Não via o meu filho e minha neta desde o natal. – Minha mãe respondeu ríspida, enquanto encarava Edward com curiosidade. − Sou Renée Swan, mãe de Isabella. – Ela se apresentou, sorrindo afetada e Edward aceitou seu cumprimento, mantendo-se sério.

Enquanto isso, eu tentava não me magoar com o fato de ela deixar claro que viera para Los Angeles a fim de ver Jasper e Lara. Ninguém mais.

− Prazer em conhecê-la, Sra. Swan. Talvez eu não seja a pessoa mais indicada para dizer-lhe isso, mas creio que dessa vez sua filha escolheu bem o namorado. Bella e eu estamos apaixonados e eu posso garantir a senhora e ao seu marido que jamais a faria sofrer. Meu desejo é cuidar dela e de Sofia com muita dedicação e carinho. – Edward falou gentilmente e eu sorri triunfante, contendo a vontade de agarrá-lo e enchê-lo de beijos.

Às vezes, ele era tão perfeito que nem parecia ser de verdade.

− Como é mesmo o seu sobrenome, Edward? – Minha mãe perguntou, ignorando totalmente a fala de Edward, e meu sorriso morreu nos lábios.

Onde ela queria chegar com isso?

− Cullen, senhora. – Edward respondeu e ela sorriu.

− Cullen? Hum... Dos Cullen de Boston?

− Sim senhora. Meus pais vivem em Boston. Minha irmã e eu nascemos lá, mas nos mudamos após nosso casamento. – Edward confirmou e o sorriso da minha mãe se ampliou. Em seguida, ela me olhou de forma maliciosa, fazendo com que minha vontade de estrangulá-la aumentasse consideravelmente.

− Você é rico, então. Que maravilha! Pelo menos dessa vez, Isabella se envolveu com alguém menos falido que ela. Ótimo! Assim não terá que sustentá-lo. – Renée comentou e eu fechei os olhos com força, mordendo a língua para não xingá-la.

− Minha mãe não é falida, vovó. Sem a ajuda de ninguém ela pagou todos os empréstimos estudantis, cuidou de mim e ainda comprou esse apartamento. Temos um carro novo e eu estudo em uma excelente escola, paga por ela. Minha mãe é uma médica de sucesso e não precisa de homens ricos que a sustentem. Ela faz isso muito bem sozinha. – Sofia falou e Renée revirou os olhos, encarando a neta com reprovação.

Será que ela nunca seria capaz de olhar para minha filha com um pouco de carinho?

− Sua mãe engravidou aos quinze anos de idade, Sofia. O mínimo que ela tinha que fazer era cuidar bem de você a fim de compensar a mim e ao seu avô por toda a vergonha que ela nos fez passar. E por falar na gravidez da sua mãe, Charlie e eu estivemos com Jacob há algum tempo atrás. Ele veio a Forks para o velório do pai e nos contou que quer te conhecer, querida. Quem sabe ele não reconquiste sua mãe e vocês três possam finalmente formar uma família. Isso seria incrível! – Renée falou empolgada, batendo palminhas e eu senti meus olhos marejados de lágrimas. Lágrimas de raiva, de vergonha e de revolta pela mãe horrível que eu tinha.

− Esse nome está proibido nesta casa, sogra. Jacob Black deve ser esquecido. Agora, o que acham de você e Charlie irem para nossa casa? Bella e Sofia tiveram um dia difícil e, como elas já estão com visitas, o melhor é vocês ficarem conosco. – Alice falou, tentando amenizar a situação constrangedora criada por Renée e eu a olhei agradecida.

− Quem são as visitas de Bella? – Charlie perguntou curioso, lançando um olhar cheio de fúria para Edward e eu revirei os olhos, bufando em seguida.

Odiava quando Charlie me tratava como uma garotinha virgem que precisava de proteção e supervisão paterna.

− Antony e Mia, sogro. Edward estava viajando e os filhos dele ficaram sob os cuidados de Bella. Como está muito tarde, eles passarão a noite aqui outra vez. Dessa forma, o melhor é vocês virem conosco.

− Se eu entendi bem a situação aqui, Sofia namora o tal Antony, não é? – Renée falou, vendo Sofia e Tommy de mãos dadas e minha filha enrubesceu, me lançando um olhar desesperado. As conjecturas de Renée Swan nunca tinham um bom resultado. − Como ela não é filha de Edward, a relação não pode ser considerada incestuosa, embora seja muito estranho Sofia namorar o filho do namorado da mãe. Mas, enfim... Agora, trazer o namorado da filha para dormir em casa é uma burrice sem tamanho. Está querendo que Sofia siga seus passos e te transforme em avó, Isabella?

− Eu respeito Sofia e a casa da Bella, senhora. – Tommy murmurou envergonhado, enquanto Sofia a encarava com ressentimento e René gargalhou.

− Eu já tive sua idade, garoto. Já tive filhos da sua idade e sem bem como as coisas funcionam. Então, por favor, não insulte minha inteligência. – Renée declarou debochada e Tommy apertou os lábios, mas não a respondeu.

− Vamos embora, vovó. A senhora já falou demais. – Lara falou, pegando na mão da avó e conduzindo-a para a porta, enquanto Sofia e eu respirávamos aliviadas.

− Eu sinto muito por isso. Com o tempo eles ficam menos ruim, Edward. Até mais. – Alice falou, despedindo-se de nós com um beijo e eu sorri para ela.

Minha cunhada também havia sofrido nas mãos da minha mãe, mas no fim, ela conseguira conquistar a sogra, embora eu não soubesse dizer se isso era algo bom ou ruim.

− Vou mantê-los longe de vocês. Sinto muito por isso. Até mais, maninha. – Jasper falou, beijando meu rosto e eu sorri para ele agradecida. Meu irmão, melhor do que ninguém, sabia o quanto minha relação com os meus pais era complicada.

Depois que eles saíram eu soltei um longo suspiro e desabei no sofá novamente, me sentindo mortalmente envergonhada pela cena ridícula que meus pais protagonizaram naquela noite.

Não era assim que eu imaginei apresentá-los a Edward. Para falar a verdade, eu nem pretendia apresentá-los.

− Bem legais os seus avós, Sofia. – Tommy falou de forma debochada e minha filha bufou, lançando um olhar mal-humorado ao namorado, enquanto eu ria.

Não tinha o porquê ficar brava com o comentário de Tommy depois de tudo o que eles presenciaram naquela noite.

− Eles são horríveis. Quer dizer, Renée é. Vovô Charlie, apesar da carranca, é uma pessoa legal e eu tenho boas lembranças dele.

− Eu não gostei deles. Não se parecem com avós. Prefiro os meus. – Mia, que estivera quieta durante toda a visita dos meus pais, falou e eu ri.

− Os seus avós são mais legais mesmo, meu amor. Mas, fique tranquila, pois você não será obrigada a conviver com eles caso seu pai e eu continuemos juntos. – Eu declarei e Edward me olhou confuso.

− Como assim “caso continuemos juntos”? Está pensando em terminar comigo, Bella?

− Você não quer mais ser minha mamãe? – Mia perguntou preocupada e eu suspirei.

− Claro que quero, meu anjo. Mas, talvez depois de tudo o que aconteceu hoje seu pai desista de ser meu namorado. Eu entenderia perfeitamente se isso acontecesse. – Eu declarei e Edward bufou, revirando os olhos e se aproximando para segurar o meu rosto.

− Escuta, Bella: eu não fiquei anos sozinho para encontrar a mulher perfeita e desistir dela por causa de um ex-namorado idiota e de pais pouco simpáticos. Eu te amo e quero formar uma família com você. Então, pare de tentar se livrar de mim, pois eu não vou deixá-la, amor. Nunca. – Edward declarou e eu sorri em meio às lágrimas que desciam pelo meu rosto.

Todas as emoções vividas naquele longo dia estavam cobrando seu preço.

− Você é o melhor namorado do mundo, Edward Cullen e, eu também te amo. – Eu declarei beijando-o e, depois de alguns minutos, ouvi nossos filhos tossindo de brincadeira, o que me fez rir.

− Eca! Beijo na boca é tão nojento. – Mia exclamou e Edward sorriu, pegando-a no colo e fazendo cócegas em sua barriga.

− Eu não acho. – Tommy declarou, beijando Sofia e eu fiz uma careta para os dois, que riram.

− Cale-se, Tommy. Deixe sua irmã pensar assim até os trinta anos. – Edward declarou e eu ri.

− Não se iluda, querido. Mia vai começar a gostar de garotos e beijos em menos de cinco anos. Conforme-se. Agora, chega de cócegas e beijos e vamos nos preparar para dormir. O dia hoje foi longo e amanhã tem escola, escritório e hospital. Então, cama! – Eu falei, batendo palmas para apressá-los e os três foram se preparar para dormir.

− Será que teria algum problema se eu dormisse aqui? – Edward perguntou, vindo até mim e beijando meu pescoço e eu sorri, sentindo meu corpo inteiro se arrepiar.

− Problema nenhum. Mas, temos que ser discretos. Nossos filhos estão sob o mesmo teto que nós.

− Mas, que safada você. Eu só quero dormir mesmo. – Ele falou, se esfregando em mim e, ao sentir o início de uma ereção, eu ri, me virando para encará-lo.

− Claro que é só isso que você quer, Cullen. Inclusive, seu corpo me diz exatamente isso.

− Eu estou com saudades, Dra. Swan. Por isso, o meu corpo está traindo minhas boas intenções.

− Eu também estou com saudades. E é exatamente por isso que eu digo que teremos que ser discretos, pois o senhor vai matar toda a minha saudade caso não queira dormir no tapete. – Eu declarei e ele riu, beijando meus lábios.

− Sim, senhora. Seremos discretos e silenciosos. Assim, já vamos treinando para quando estivermos todos na mesma casa. – Ele falou e eu sorri largamente ao nos imaginar morando juntos.

Era uma visão bastante tentadora, principalmente para mim que ainda queria levar as coisas com calma.

Colocamos nossos filhos na cama e fomos para o banho, começando a primeira rodada de sexo daquela noite.

− É impressão minha ou você está a cada dia que passa mais gostosa? – Edward perguntou, enquanto espremia sabonete líquido em suas mãos e começava a me ensaboar e eu sorri languidamente, fechando os olhos para apreciar melhor o toque suave das suas mãos. – Bella?

− Hum... – Eu murmurei e ele riu, esfregando meus braços e axilas. Suas mãos deslizaram até os meus seios e eu respirei fundo quando seus dedos começaram a massageá-los e apertá-los. Arqueei o corpo instintivamente, pressionando meus seios em suas mãos. Senti meus mamilos doloridos e estremeci de prazer quando ele começou a chupá-los delicadamente.

Minha respiração acelerou e meu coração disparou. Senti sua crescente ereção me pressionando, o que me faz gemer. Uma de suas mãos deslizou pela minha barriga lentamente e alcançou um ponto específico no meio das minhas pernas, me fazendo arfar. Os dedos dele me estimularam e meus quadris começaram a se mexer em seu próprio ritmo, pressionando a mão dele. Tomada por sensações maravilhosas, inclinei a cabeça para trás, revirando os olhos e entreabrindo a boca para tomar ar. Gemi alto quando dois de seus dedos me invadiram sem aviso.

− Meu Deus! – Eu exclamei e ele riu, puxando meu rosto em sua direção.

− Deus não. Edward! – Ele me corrigiu e eu sorri, beijando-o e abraçando-o pelo pescoço para aproximar nossos corpos.

Ele continuou me acariciando e meu corpo estremeceu quando me aproximei do clímax.

− Ah... Por favor! – Suspirei, me sentindo inteiramente quente. Nesse momento, ele me virou bruscamente e me pressionou contra a parede fria e molhada do box, me invadindo com o seu membro, o que me fez gritar.

− Shiii, Bella. Não queremos ser ouvidos. – Ele falou contra meu ouvido, metendo com força em mim e eu mordi meus lábios, tentando conter meus gemidos, mas falhando miseravelmente. – Você. É. Muito. Gostosa. – Ele murmurou entre uma estocada e outra e eu gemi outra vez.

− Edward... Ah, Edward.

− Você é minha, Bella. Goza pra mim, amor. Goza. – Ele falou, aumentando o ritmo das estocadas e eu gritei, gozando ruidosamente e sentindo meu corpo estremecer ao redor dele, que gozou logo em seguida. – Porra, Bella.

− Isso foi maravilhoso. – Eu declarei, me virando para beijá-lo e ele sorriu preguiçosamente, retribuindo o meu beijo.

− Com certeza foi. Sexo é uma ótima forma de aliviar o estresse. Estou me sentindo bem melhor agora. Maravilhoso, aliás. – Ele falou divertido e eu sorri, me inclinando para beijar o seu peito.

Como ainda não estava com sono, eu decidi colocar uma vontade em prática e, tomada de coragem e ousadia, fui descendo por seu corpo, enchendo seu peito de beijos até alcançar o seu membro. Comecei a acariciá-lo lentamente e, em poucos minutos, seu pênis foi ganhando vida outra vez.

Edward mexeu o quadril, pressionando minhas mãos e eu automaticamente o apertei mais, sorrindo de maneira ousada quando o ouvi gemer alto. Ele fechou os olhos, apreciando minha carícia e eu aproveitei o momento para colocá-lo na boca e chupá-lo com força.

− Hum... Bella. − Ele gemeu e eu sorri. Queria ver ele não fazer barulho agora.

Girei a língua pela ponta do seu pênis, sentindo-o crescer ainda mais através dos meus lábios, e ele flexionou os quadris, gemendo outra vez enquanto agarrava os meus cabelos e fodia minha boca com força. Eu me concentrei para não engasgar e continuei chupando-o.

− Ai que gostoso. – Edward murmurou rouco e eu sorri, acariciando suas bolas, enquanto o mantinha na boca, chupando cada vez com mais força, enfiando-o mais e mais fundo, movimentando a língua em volta dele.

Edward era duro e macio ao mesmo tempo, além de ser surpreendentemente gostoso e eu me sentia poderosa por poder proporcionar-lhe prazer daquela forma.

− Bella, eu vou gozar na sua boca... – Ele avisou depois de um tempo e eu lhe encarei com os olhos repletos de desejo, dando-lhe a permissão para ele fazer exatamente aquilo. Edward gemeu alto e, depois de alguns segundos, eu senti o líquido quente e salgado descer pela minha garganta, enquanto ele gozava ruidosamente. Engoli depressa e me ergui lentamente, beijando seu peito outra vez até chegar aos seus lábios, onde depositei um beijo suave.

− Você será a causa da minha morte, Bella. – Ele falou com a voz rouca e eu sorri, beijando-o outra vez.

− De nada, amor. Eu e minha boca estamos às ordens. – Eu gracejei e ele riu, dando um tapa em minha bunda.

− Você é incrivelmente gostosa, ousada e safada e eu adoro isso. Adoro cada pedacinho de você.

− Eu também te adoro, Cullen. Muito. Agora, vamos sair desse chuveiro, pois já estamos parecendo um maracujá de gaveta de tão enrugados. – Eu declarei e ele riu, desligando o chuveiro depois de se lavar rapidamente e pegando uma toalha para secar-se.

Depois de escovarmos os dentes, nos deitamos na minha cama e eu me aconcheguei em seus braços, me sentindo completamente em paz pela primeira vez naquele dia.

− Que dia longo! Nem acredito que vou finalmente dormir. – Eu declarei e ele riu, enquanto acariciava os meus cabelos úmidos.

− Bella, eu acho que nós temos que conversar sobre a possibilidade de morarmos na mesma casa em breve. Nós cinco funcionamos muito bem juntos e a possibilidade de tê-la todos os dias na minha cama é mais do que tentadora. – Edward falou e eu suspirei, encarando-o com um sorriso triste nos lábios.

− Você vai mesmo querer ter como esposa uma mulher com um passado complicado e com pais totalmente loucos e desnaturados? – Eu perguntei e ele sorriu, beijando minha testa.

− A forma como eles te tratam te machuca, não é?

− Sim... – Eu murmurei e ele sorriu tristemente, aproximando seu rosto do meu e me dando um fofo beijinho de esquimó. − Sabe, eu engravidei quando tinha quinze anos, mas isso não é nenhum crime. Todavia, eles sempre me trataram como se fosse. Quando Sofia nasceu, minha mãe viajou para a casa de uma prima e eu fiquei sozinha com um bebê recém-nascido sem saber como cuidar dele. Meu pai pouco ajudava e eu tive que aprender tudo sozinha. Renée pouco ficava com Sofia, reclamando sempre quando eu precisava deixar minha filha com ela para trabalhar aos fins de semana. Ela era apaixonada por Lara. É até hoje, mas, sempre tratou minha filha com muita frieza. E isso me machuca. Sofia é parte de mim e eu queria que meus pais a amassem como eu a amo. Charlie é retraído e quase nunca demonstra sentimentos pelas pessoas, mas eu sei que, do jeito dele, ele ama minha filha. Agora, minha mãe é cruel comigo e com Sofia e eu só queria entender por que. – Eu desabafei e Edward suspirou, me apertando em seus braços e beijando o topo da minha cabeça.

− Eu sei que é complicado por tratar-se dos seus pais, mas acho que a opinião deles a seu respeito deveria importar bem pouco. Amor, apesar de todas as dificuldades, você se tornou médica e criou sua filha muito bem. Você é uma mulher bem sucedida, linda e forte que não precisa da opinião dos seus pais para nada. Se sua mãe não gosta de Sofia, nós gostamos. Tommy e Mia a amam e minha família a adora. Minha mãe pode tornar-se uma avó para ela. Tenho certeza de que Esme adoraria. Eu vou suprir o desprezo da sua mãe e a frieza do seu pai com muito amor e carinho. Prometo. E, quanto ao seu passado, todos nós temos um. Mas, ele deve ficar lá, no passado e não deve, de forma nenhuma, atrapalhar o nosso futuro juntos. – Ele declarou e eu sorri entre lágrimas, beijando-o com carinho.

− Obrigada por ser tão lindo, por me amar, por amar a minha filha e por me fazer tão feliz. Obrigada por enfrentar Jacob e meus pais. Obrigada por existir e por me fazer sua. Eu te amo, Edward. Muito. – Eu declarei emocionada e ele riu, me beijando outra vez.

− De nada, minha linda. Mas, saiba que te amar, amar Sofia, enfrentar seu ex-namorado e seus pais não é nada além de uma retribuição por toda a felicidade que eu alcanço dia após dia por estar ao seu lado. Eu te amo, Bella. Amo demais e vou sempre querer cuidar de você. Mas, você não me respondeu sobre irmos morar juntos. O que você me diz?

− Não podemos falar disso amanhã? Eu me sento exausta depois do longo dia de hoje e de toda nossa deliciosa maratona sexual no chuveiro. Não estou apta para pensar coerentemente agora. – Eu pedi, bocejando e ele sorriu, me apertando em seus braços.

− Amanhã, então. Boa noite, amor. Descanse. – Ele murmurou e eu sorri.

Amanhã daríamos mais um passo rumo ao nosso futuro juntos e eu só podia torcer para que tudo terminasse bem para nós e para nossos filhos.

− Boa noite, Edward.

Notas finais
Saindo um presentinho na madrugada! Esquentou aí? Espero que tenham gostado e não se esqueçam de comentar! Beijos!