Capítulo 14

Pov. Edward

− Ei, bom dia, namorado. – Bella falou, beijando meu rosto delicadamente e eu sorri, ainda de olhos fechados. – Eu tenho que ir pra casa, mas antes, queria tomar café com você. – Ela continuou, acariciando minha barriga e eu sorri preguiçosamente, mantendo os olhos fechados. – Eu estou tentando aqui. Será que você pode, pelo menos, abrir os olhos?

− Estou cansado. Deite-se de novo. Vamos dormir pelo resto do dia. – Eu propus, abrindo os olhos finalmente e ela riu. – Dormiu bem?

− Muito bem. Embora, alguém tenha me acordado no meio da madrugada com beijos provocantes e me obrigado a fazer sexo outra vez. – Ela provocou, corando lindamente e eu sorri, puxando-a em minha direção para que eu pudesse beijar seus lábios deliciosos, enquanto me recordava na nossa jornada noturna.

Ah, a noite de ontem!

Sexo delicioso, conversas, risadas, mais sexo, beijos, carinhos, sexo. Imagino que não tenhamos deixado meus vizinhos dormirem devido as nossas gargalhadas, nossos gritos de paixão ou devido ao barulho da cama se chocando contra a parede. Bella e eu passamos a noite toda em claro, explorando o que já conhecíamos um do outro e conversando sobre o que ainda não conhecíamos e a cada momento que eu passava ao seu lado ficava mais e mais apaixonado.

− Vamos, levante. Eu estou com fome. – Ela falou, acariciando meus cabelos e eu fechei os olhos outra vez.

− Estou com sono. – Eu resmunguei e ela bufou, escapando dos meus braços e indo em direção ao banheiro. – Volte aqui namorada nua. Vamos fazer amor outra vez.

Mas, ela me ignorou e quando eu escutei o barulho do chuveiro, pulei da cama e me juntei a ela.

E foi maravilhoso. Acho que nunca na vida me cansaria daquela mulher, do seu sorriso, do seu corpo, da sua pele, da sua inteligência, do seu cheiro... Isabella Swan estava impregnada em mim.

− Vou ligar para Sofia enquanto você prepara o café. Preciso saber se está tudo bem. – Ela falou, enquanto trocávamos de roupa e eu sorri, assentindo.

Minha namorada era uma excelente mãe e simplesmente não conseguia passar tanto tempo sem ter notícias da filha. E eu a admirava cada vez mais por isso.

Preparei um café da manhã vasto e, durante a refeição, ela passou o tempo todo elogiando minha comida, o que me fez rir e querer agradá-la cada vez mais.

− Aprender a cozinhar se tornou uma necessidade depois que minha esposa morreu. Nem sempre minha irmã podia estar por perto e eu não podia matar meus filhos de fome. Antony e eu treinávamos juntos e hoje ele é melhor que eu na cozinha. – Eu falei orgulhoso e ela sorriu, me olhando admirada.

− Sério? Se soubesse disso, teria explorado os dotes culinários dele ontem, pois eu sei apenas o básico. Nunca tive muito tempo de me aperfeiçoar na cozinha, pois sempre trabalhei e estudei muito. Nunca deixei Sofia morrer de fome, claro, mas não sei nenhum prato muito elaborado. Aliás, não sei nem mesmo fazer uma omelete como essa. Que delícia! – Ela falou, gemendo ao comer mais um pedaço da omelete que eu preparara e eu fiquei encarando-a feito um idiota, sentindo os efeitos do seu gemido inocente se espalhar pouco a pouco pelo meu corpo e se concentrar em uma região estratégica.

Sexo com Bella havia me transformado em um depravado!

Ela me ajudou com a louça e, depois de mais uma sessão de sexo maravilhoso no sofá, eu fui levá-la para casa. Insisti para que passássemos o dia juntos, mas ela achou melhor que nos dedicássemos apenas aos nossos filhos naquele domingo.

− Antony, Mia e Sofia precisam ter a certeza de que nosso namoro não vai interferir tanto na rotina deles com a gente e com a família. Hoje você vai para casa da sua irmã como todos os domingos e eu vou para a casa de Jasper. Na semana que vem, podemos marcar algo. – Ela falou, acariciando meu rosto com delicadeza e eu suspirei.

− Já que eu não posso convencê-la a ficar comigo hoje, quero sequestrá-la só para mim na semana que vem. Como estarão seus plantões? – Eu perguntei e ela fez uma careta adorável.

− Tenho plantão a semana toda. Mas, podemos marcar seu sequestro para sexta à noite. Vou adorar relaxar em seus braços. – Ela falou com a voz mansa e eu gemi baixinho, atacando seus lábios sem o menor pudor.

− Não fale comigo com essa voz, Bella, ou eu simplesmente vou te arrastar de volta para minha casa e fazer amor com você a tarde toda. – Eu falei, beijando seu pescoço e ela riu.

− Embora a proposta seja tentadora, tenho que declinar. Estou um pouco dolorida, sabe? − Ela falou corando e eu ri, beijando-a outra vez. − Mande um beijo para Antony e Mia e outro para sua irmã, cunhado e sobrinhos. Nos vemos na sexta e, no sábado, podemos passar o dia com nossos filhos. E, só para você saber, eu adorei nossa noite. Cada minuto dela. E gostei muito da nossa manhã também. – Ela murmurou a última parte, beijando meus lábios e eu sorri.

− Eu também adorei, Bella e mal posso esperar pela próxima sexta-feira. Mas, não vou conseguir ficar tanto tempo longe de você e desses seus lábios incríveis. Então, vou dar uma passadinha no hospital.

− Você sempre será bem vindo quando quiser me ver, namorado. Mas, vou ter que ficar de olho nas minhas colegas de trabalho. Não quero ninguém rondando meu namorado gostoso.

− Ah, então eu tenho uma namorada ciumenta? – Eu perguntei divertido e ela assentiu, fazendo um biquinho lindo, que eu tive vontade de morder.

− Muito ciumenta. Se quiser ficar longe de problemas, Cullen, mantenha a distância de qualquer mulher que não seja sua mãe e sua irmã. – Ela declarou séria e eu gargalhei.

− Eu tenho você, Bella. Não preciso de nenhuma outra mulher. – Eu afirmei, acariciando seu rosto e ela sorriu, me olhando ternamente.

− Onde você esteve esse tempo todo, Edward Cullen? – Ela perguntou emocionada e eu sorri, beijando seus lábios.

− Esperando por você, Isabella Swan. – Eu respondi baixinho e ela sorriu, me beijando com carinho.

Depois, eu tive que deixá-la ir, mas fiquei em frente ao seu prédio até que ela desaparecesse da minha vista.

Quando cheguei à casa de Rosalie, Mia veio correndo me receber e eu a peguei no ar, rodando-a o que a fez gargalhar.

− Cadê a Bella? E a Sofia? – Ela me perguntou e eu sorri, beijando seu rosto lindo.

− Elas estão na casa delas, amor. Vamos nos encontrar com elas na próxima semana. – Eu respondi e ela me olhou zangada.

− Eu queria vê-las hoje. – Ela reclamou contrariada e eu revirei os olhos, mas me senti feliz por ela querer ver minha namorada. Isso era um bom sinal vindo de Mia Cullen e de seu longo histórico de afugentar as namoradas do papai.

Entrei na casa da minha irmã com Mia em meu enlaço e depois de cumprimentar Rosalie e Emmett, fui atrás do meu filho, que jogava futebol com Ethan no gramado.

Entrei no jogo e logo meu cunhado se juntou a nós.

− Tá cheio de energia, hein Cullen? Sinal que a noite foi boa! – Emmett falou e eu ri, fazendo um passe para ele.

− A noite foi maravilhosa, Emm. Estar com Bella é sempre ótimo, aliás.

− Você está de quatro pela doutora, Edward. Porque não pede ela em casamento? Assim, poderia sempre estar com ela.

− Porque é muito cedo para isso, Emmett. Começamos a namorar há pouco tempo. Além disso, tem toda a resistência da Mia, que embora esteja começando a ruir, ainda pode ser um problema. Tem também a história de Antony e Sofia... Enfim, não podemos nos precipitar.

− Ei, parem de fofocar ou saiam do jogo. – Ethan reclamou e nós rimos, voltando a nos concentrar nos passes de futebol e deixando meu relacionamento com Bella para outra hora.

Quando minha irmã nos avisou que o almoço seria servido, tomamos uma ducha coletiva no quintal, espirrando água para todos os lados, o que fez com que Rosalie nos desse uma bronca por, ao invés de controlarmos as crianças, entrarmos na bagunça com elas.

− E onde está minha cunhada, Cullen? Pensei que ela e a filha viriam para o almoço.

− Bella já havia marcado um almoço na casa do irmão. Mas, não faltarão oportunidades para estarmos juntos.

− Mamãe e papai querem conhecê-las. Eles estão falando de vir para cá em breve. – Rosalie comentou e eu fiz uma careta, assim como Antony.

Só meus pais podiam ser mais indiscretos que minha irmã e minha filha e, eu tinha medo de que, quando Bella os conhecesse, fugisse de mim sem olhar para trás e nunca mais voltasse.

Carlisle e Esme Cullen eram médicos e viviam em Boston desde a infância. Minha irmã e eu fomos criados lá e só viemos para Los Angeles após nosso casamento. Nossos pais já pensaram em largar tudo e vir para Califórnia a fim de ficar mais perto dos filhos e dos netos, mas eles simplesmente não conseguiam deixar seus empregos de décadas no Massachusetts General Hospital. Assim, nos víamos apenas nos feriados, em datas importantes e nas férias de verão.

Mas, é óbvio que ao saber do meu namoro eles iriam querer vir para Los Angeles. Eles precisavam me envergonhar na frente de Bella para terem a certeza de que ela era a mulher certa pra mim. Só esperava que eles não afugentassem minha linda namorada e sua filha com suas perguntas indiscretas e piadas infames.

Depois do almoço, Emmett e eu cuidamos da limpeza da cozinha e já era fim de tarde quando eu levei meus filhos para casa. Ajudei Mia com a Lição de casa e preparei uma torta de legumes para o jantar.

− Como foi o passeio no píer ontem, Tommy? – Perguntei ao meu filho que me ajudava na cozinha e ele sorriu largamente.

− Foi maravilhoso, pai. Sofia e eu realmente nos divertimos. Acho que finalmente ela está aceitando o fato de que nós podemos ter alguma coisa além da amizade.

− Rolou beijo? – Eu perguntei interessado e Tommy corou, o que me fez rir.

− Rolou um selinho. Sofia é muito tímida e tem medo de que nós dois possamos atrapalhar o namoro de vocês. Mas, ela admitiu que gosta de mim e quando eu pedi para lhe dar um beijo, ela aceitou. Mas, eu resolvi ir com calma. Não quero assustá-la. Além disso, antes de assumir qualquer coisa com Sofia, preciso dar um jeito em Mary Jane.

− Quem é Mary Jane? − Perguntei confuso e Tommy bufou.

− Uma louca que acha que eu sou propriedade dela só porque fiquei com ela em um dos bailes de primavera da escola. Ela afugenta todas as garotas que se aproximam de mim desde então. Eu nunca me importei muito, pois não estava realmente interessado em ninguém. Mas, agora eu gosto de verdade da Sofia e não vou deixar que Mary Jane a afaste de mim.

− É assim que se fala, filhão. Bella e eu aprovamos o envolvimento de vocês. Então, vá em frente. Só cuide para não magoá-la. Sofia, assim como Bella, merece toda a felicidade do mundo. Aquelas duas já sofreram demais nas mãos de homens errados. – Eu comentei e Tommy assentiu, concordando.

Depois do jantar, coloquei minha pequena na cama e depois de desejar boa noite para meu filho, liguei para Bella, pois já estava morrendo de saudades.

Conversamos por um tempão, até que eu finalmente deitei para dormir.

No dia seguinte, acordei bem cedo para arrumar Mia para a escola e quando já estávamos prestes a sair de casa, ouvir a campainha tocar.

− Não me lembro de ter combinado carona para a escola com Rosalie ontem. – Eu comentei e Tommy deu de ombros, continuando a arrumar seu material na mochila.

Mas, não era Rosalie a porta. Era Kate.

E ao me deparar com minha cunhada sorridente na minha frente, como se estar ali fosse a coisa mais natural do mundo, eu me lembrei da minha linda namorada e de sua declaração de posse e ciúme ontem quando a deixei em casa.

Puta que pariu!

E minha semana começava bem!