Laços Quebrados
6 Lilyan
Notas iniciais
Lilyan
–A prisioneira esta acordando – ouviu alguém gritar.
Acordou ajoelhada, com braços e pernas acorrentados por correntes de gelo que estavam cobertas por sangue.
“O sangue dos meus pecados” – pensou.
Tentou se mexer não conseguiu.
–Não tente se movimentar. Olhe para cima. –disse um servo da neve
Lilyan fez o que lhe pediram. Viu estacas de gelo apontadas para si.
“Certamente não posso”.
Ao redor dela havia varias pessoas com capuzes azuis-claros. Todos tinham olhos azuis e pele pálida. Seus cabelos eram brancos, cinzas, prateados ou azuis. Possuíam orelhas pontudas, e um olhar frio.
“Servos do Inverno. Agora me lembro. Estou em Winsertyn.”
“Por que estou aqui?” – perguntou a si mesma.
A mulher se lembrou do motivo de estar na prisão. Há muito tempo ela se apaixonou por um homem. Um homem que era filho do inimigo. A moça não sabia disso. Mas quando soube, o defendeu e assim foi acusada de traição e presa por um tempo que só os deuses sabem dizer.
–Por quanto tempo estou dormindo? Por favor, me respondam.
Uma garota se aproximou dela, aparentava ter 12 anos. A menina olhou para Lilyan com seus frios olhos azuis e disse:
–900 anos.
–Eu não havia notado que se passara tanto tempo...
A mulher também não havia notado que estava tremendo. Provavelmente pelo lugar ser feito de gelo e neve.
–Por favor. Estou com muito frio. – disse.
A garota voltou com lenha para acender a chaminé.
Parecia que o fogo não afastava o frio, mas ao contrario, o aproximava.
De repente ela sentiu uma pulsação no peito.
“Meu bastão está chamando. É arriscado usar magia... Mas vou arriscar” – pensou. — "Algo muito importante deve estar acontecendo".
Pediu mentalmente que o objeto mostrasse onde estava e este o fez.
Lilyan viu uma sala de uma mansão, esta estava coberta por sangue. No local uma menina loira com olhos cor de mel que aparentava ter 14 anos, estava caída no chão, ferida. A estranha segurava o bastão de Lilyan. A prisioneira se aproximou para ver o porquê da menina segurar sua arma, mas não conseguiu descobrir.
Voltou à prisão com o tapa de uma serva da neve. A mulher a encarou com os olhos frios e disse:
–Pensa que pode usar magia sem que ninguém perceba?!
–Eu...
–Não me importo se você é ou foi uma Mestra, aqui todos são tratados de forma igual e seguem as mesmas regras.
Sentiu algo cortar seu pulso. Pensou que fosse a mulher, mas esta estava com uma expressão de surpresa no rosto.
– Vou chamá-lo.
Saiu sem explicações deixando a morena confusa. Esta sentiu o corte se aprofundar como se formasse uma marca. Viu uma marca vermelha na forma de um tigre envolto em um golfinho.
–Não pode ser... Isso significa que...
A marca começou a brilhar e a prisioneira sentiu quase todo seu poder voltar. As correntes se soltaram e ela pode se movimentar.
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