Laços Quebrados
7 Gweeny
Gweeny
Gweeny tentava controlar o choro. Se fizesse o mínimo barulho que fosse ela poderia ser morta. Sentiu algo manchar seu vestido. Era sangue, seu sangue.
“Sangue” “A casa esta cheia de sangue, desde o momento em que eles abriram a porta”- pensou.
–Tem certeza que a garota está morta? – disse o líder dos atacantes.
–Sim senhor.
–Vou verificar. Não é por falta de confiança. É por cautela. Essa família de impuros possui a habilidade de ocultar a vida.
A menina ouviu os passos do homem se aproximando.
“Tenho que fazer algo. Não posso me mexer, tenho que manter a concentração.”
A jovem do reino do tigre estava desesperada. Tinha que pensar em algo rápido. Lembrou-se de tudo o que havia naquele cômodo, e se algo lhe seria útil. Preocupada, se recordou de um bastão que estava logo atrás dela. Para pega-lo era necessário, usar somente magia psíquica.
“Venha até mim” – dizia mentalmente enquanto pensava no bastão
–Viu Leo? A criança com sangue sujo está viva. Eu posso sentir-la usando magia psíquica.Deveria continuar fingindo estar morta, desse modo poderia ter chance de se salvar. – o líder disse rindo.
“Venha” – pensou ela urgentemente.
–Pode ir. Eu vou cuidar da criança.
O homem chamado Leo concordou com a cabeça e se foi.
O líder se aproximou. E no momento em que ele puxou a espada, o bastão veio até suas mãos.
O bastão brilhou. O objeto saiu sozinho das mãos de Gweeny e foi pego por uma moça morena de cabelos castanhos longos, presos em um rabo de cavalo. A mulher aparentava ter 20 anos, tinha olhos cinzas, usava uma saia azul –clara com detalhes pratas,um corpete preto,e um colete que parecia ser feito de ferro. Cobrindo suas pernas até abaixo do joelho havia duas botas, que também pareciam ser feitas de ferro. Para complementar a estranha usava um sinto branco com a estampa de um golfinho, luvas brancas e um colar azul marinho em forma de golfinho.
“O que essa mulher faz aqui? Ela veio me salvar?”
A mais nova voltou sua atenção para o homem quando este começou a gargalhar. Ele tinha pele clara, cabelos negros, olhos azuis cheios de sarcasmo e usava um manto negro; a marca dos caçadores. Segurava a espada com firmeza, preparado para ao ataque.
–Como estava Winsertyn, Lilyan?A estadia estava boa? – ele disse rindo.
–Seu humor não mudou nesses 900 anos, Marcos. Mas gostaria de saber por que você começou a assassinar famílias.
–São só impuros. Estou limpando seu sangue imundo, para que a Mãe os envie para o inferno. E você? Com que motivo fugiu da prisão? Provavelmente para me atrapalhar!
–Fugi para impedir que mate a garota.
Marcos sorriu.
–Me impedir? Tente.
O bastão colidiu com a espada, faíscas apareciam entre as duas armas. O caçador empurrou a guerreira, e cortou seu ombro com a espada. Lilyan olhou Gweeny, como se dissesse para a garota se mover.
–Não posso. — a menina disse.
–Por que protege tanto essa criatura?
–Eu fui liberta para vir salva-la. Algo maior me deu forças.
–Entendo o que aconteceu. Você foi escolhida para a busca. É o anjo da garota.
Levou a espada até o pescoço da adversária, mas esta desviou de um ataque.
–Uma traidora defendendo um impuro. Vocês são uma dupla perfeita. Pena que não durará para sempre.
As armas se chocaram novamente. A moça atacou com o bastão no estomago do homem. Marcos sentiu o choque atravessar seu orgão.
–Acha que um choque fraco como esse me detém?
O líder dos caçadores se abaixou e com um movimento rápido perfurou o estomago da morena. Virou a espada e a retirou do corpo da moça.
–Você não tem mais seus poderes de Mestra. Yusei os retirou de você, quando nos traiu. Vai morrer como uma comum. Eu sentiria pena se fosse em outro caso, mas como defende um sangue sujo, não fará diferença para mim.
Um pouco de sangue jorrou da boca da antiga mestra. Ela caiu de joelhos, tentando pensar em um jeito de sair dali. A primeira coisa em que pensou foi em um feitiço de fumaça. O invocou e quando o local não podia ser visto, se arrastou até Gweeny e a tocou no ombro. Quando a fumaça desapareceu elas não estavam mais lá.
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