Laços Imperfeitos

4 Pesadelo - Depende do ponto de vista


Notas iniciais
[Mila] Oi. Eu vim aqui para dizer que esse capítulo foi escrito pela Mogami e eu sou apenas uma beta; estou fugindo para a Palestina e meus poucos bens serão doados. kkkkkkkk gente, eu ri tanto... Matem a Mogami, por favor (mas lembrem que, se nos matar, não tem próximo capítulo)! Revisado.

Capítulo Três – Pesadelo – Depende do ponto de vista

Renji estava... descontrolado. É... essa é uma boa palavra para descreve-lo nesse momento. Byakuya se contorcia em sua cama, além de reproduzir gemidos nada castos. Aquilo o deixava ainda mais louco, principalmente quando o Kuchiki pôs ambas as mãos sobre a boca para evitar os sons pecaminosos.

Por algum motivo doentio, a vontade de Renji era de marcar todo aquele corpo branquinho, apenas para ouvir mais daquela voz. Finalmente desceu seus lábios até onde o outro parecia mais necessitado. Nem suas mão foram suficientes para abafar o quase grito.

– Renji... não. E-eu quero outra... coisa! – Ele falava com dificuldades, fazendo Renji rapidamente parou o que estava fazendo, duvidando dos próprios ouvidos.

– O que você quer? – disse malicioso.

– Você sabe! – Usou as mãos para esconder o rosto extremamente corado.

– Sei? Melhor me dizer para eu ter certeza. – Não entendia, mas estava se divertindo muito sendo mau.

– Renji... Por favor. – Okay... Um Kuchiki pedindo “por favor” era algo extremamente anormal, definitivamente havia algo errado...

Antes de finalizar suas conjecturas, Byakuya fora mais rápido. Quando Renji deu por si, o outro já embrenhava os dedos em seus cabelos vermelhos e o puxava para um beijo. Esqueceu sobre o que estava pensando, onde estava e até seu próprio nome. Se o Kuchiki o queria, quem era ele para negar?

Separou os lábios em busca de ar, para logo em seguida atacar o pescoço do moreno. Beijava-o e até mesmo mordia, deleitando-se com os gemidos do outro. Envolveu o corpo de Byakuya com os braços, apertando-o. Caramba, como ele era fofinho...

Calma aí, o quê?

Acordou assustado, agarrado ao próprio travesseiro de forma obscena. Seus lençóis estavam uma bagunça, aparentemente estava bem inquieto enquanto dormia. Suas – poucas – roupas de dormir estavam coladas ao corpo devido ao suor. Mas, o mais aterrador era certo incomodo no meio das pernas.

Maldição, maldição... Tinha que ser mentira. Ele realmente teve esse tipo de sonho com o irmão da melhor amiga? Qual é? O cara era um chato, frígido, obsessivo, irritante certinho...

Diabos! Definitivamente não daria um “jeito” na situação com as próprias mãos. Correu para o banheiro e ligou o chuveiro no frio, nem se deu o trabalho de tirar as roupas. Assim que os ânimos abaixaram, desligou o chuveiro e saiu do banheiro, sem se importar com o fato de estar molhando a casa inteira.

Não tinha como o dia piorar!

...

Byakuya deu várias voltas pelo bairro até decidir para onde iria. Antes que os poucos vizinhos pensassem que estava louco, parou em um lugar familiar, não muito distante de sua mansão. Era um parque infantil com vários brinquedos e árvores. Lembrou-se de como Rukia adorava aquele lugar. Sempre se irritava com o fato de ter que levá-la. Afinal de contas era mimado, não gostava quando a pequenina era o centro das atenções.

No entanto, a garota sempre pareceu adorá-lo. Mesmo quando tentava afastava-la, ela sempre corria para ele quando algo acontecia. Podia ouvi-la dizendo, sorridente e com os olhos brilhando: “Nii-sama, nii-sama!”. Quando seus pais morreram ficou muito abalado, a única coisa que o mantinha seguindo era Rukia. Tão frágil... ela precisava da proteção dele. Por isso decidiu dedicar seu tempo a irmã.

Não queria, mas, lembrou-se de quando a garota e ele próprio conheceram Renji. Na época seus pais ainda estavam vivos, Rukia tinha seis anos e ele nove. Recordava-se de todos os detalhes como se fosse ontem...

“Rukia corria sorridente arrastando um garoto sujo e mal vestido, era um pouco mais alto que ela e meio desnutrido. Aparentava estar muito bravo com a pequenina.

– Nii-sama, olha o que eu achei! – saltitava, como se aquela fosse a coisa mais incrível do mundo. – Posso ficar com ele? – disse com os olhos grandes e brilhantes.

– Eu não sou bicho de estimação! – O garoto de cabelos vermelhos disse ao mesmo tempo em que Byakuya respondia:

– Não. – E puxava a garota para afastá-la do estranho. Pensou em simplesmente sair dali, mas o pequeno garoto, mesmo mantendo a pose orgulhosa, parecia faminto. Pensou um pouco, mas não era tão insensível a ponto de abandoná-lo ali. – Onde estão seus pais, garoto?

O ruivinho apenas cruzou os braços e virou o rosto fazendo bico. O jovem Kuchiki puxou mais a irmã, posicionando-se à frente dela. Ficava dividido entre deixar o estranho garoto ali ou ajudá-lo. Pode parecer maldade, mas, ele parecia muito suspeito. O pequenino ainda parecia bravo, para chamar-lhe a atenção, Byakuya retirou da pequena mochila de Rukia um sanduíche que guardava caso ela sentisse fome.

Rapidamente o garotinho o olhou, pode-se dizer que era até possível ouvir o som de seu estômago roncando. O moreno estendeu-lhe o sanduiche, o ruivinho hesitou um pouco, mas rapidamente arrancou o alimento da mão do outro. Virou de costas e o devorou apressadamente. Voltou-se para o Kuchiki novamente, um pouco envergonhado.

– Obrigado.

– Por nada. – Um silêncio constrangedor se seguiu, sendo quebrado novamente por Byakuya. –Qual o seu nome?

– Renji. – O Kuchiki estendeu a mão para cumprimentá-lo. O pequeno limpou a sua na roupa e logo após apertou a do outro.

– Prazer em conhecê-lo, sou Byakuya Kuchiki. – Mesmo sendo grosso, sempre foi educado a sua maneira... Que frase sem sentido. O pequenino lhe deu um grande sorriso enquanto Rukia batia palminhas.”

O moreno deu grande suspiro, relembrando a última vez em que viu Renji sorrir e o que veio depois... Droga, no final das contas o parque não foi uma boa escolha de lugar.

...

Okay, aquela era a ideia mais idiota que alguém poderia ter. Se bem que certo ruivo poderia superar qualquer um nesse quesito... Mas, convenhamos, utilizar o santo local de repouso do Kuchiki mais velho para fins pecaminosos, era no mínimo uma má ideia. Bom, vai dizer isso para Ichigo, e boa sorte, tomara que você consiga convencê-lo, pois Rukia não conseguiu.

– Qual o problema? Ele nunca deve ter feito nada assim nesse quarto, vamos estreá-lo!

– Não... E se o nii-sama descobrir? – Rukia começava a se sentir culpada, se não fosse a “poção” provavelmente Ichigo não estaria tão fogoso e estranhamente criativo.

– Ele só vai descobrir se alguém contar. Vamos logo! – disse puxando Rukia e finalmente empurrando a porta do santuário de Byakuya. – Caramba, que desperdício! Um quarto desse tamanho e o cara não pega ninguém.

– Como assim não pega ninguém? Nii-sama pode ter quem ele quiser!

– Até concordo. Ele só não quer ninguém. – Ichigo tentou conter o riso, enquanto Rukia ficava ainda mais brava. – Qual é? Ele é frígido ou o quê?

Antes que a baixinha o espancasse, puxou-a, envolvendo-a com os braços. Ao que tudo indicava Ichigo estava bem animado em certas partes outra vez... É, a poção fez muito efeito. Efeito até demais. O garoto estava insaciável, queria fazer pela casa toda.

– Cansei de conversar! – Antes que Rukia processasse o que ouviu, Ichigo a jogou na cama espaçosa. Pois é, agora não tinha mais volta. Beijou a garota fervorosamente e começou a despi-la.

– Ichigo, o nii-sama pode chegar a qualquer momento!

– Isso torna tudo mais divertido. – disse malicioso, passando a atacar o pescoço da pequenina.

Normalmente o Kurosaki não era assim, palavra! No final das contas a culpa era de Rukia, agora teria que arcar com as consequências. O garoto ia descendo os lábios conforme abria a camisa de botões dela. Distribuiu diversos beijos na barriga da pequena seguindo estranhos padrões. Quando deslizou as mãos para suas costas com o objetivo de alcançar o sutiã da garota, ouviram o som de um carro se aproximando.

– Merda! Nii-sama chegou, anda logo. Temos que sair daqui rápido!

– Tem certeza que é ele?

– Sim! Vai para o meu quarto, tenho que arrumar esse lençol.

Byakuya era metódico, rapidamente notaria se algo estivesse minimamente fora do lugar. Ichigo tentou ajuda-la, assim seria mais rápido. O som da porta se abrindo os alarmou novamente. Rukia olhou em volta parecia tudo okay.

– Tudo bem, vamos! – O som de passos na escadaria apressou sua fuga, que se dane a porta escancarada. Ela poderia inventar uma desculpa para isso, menos para a embalagem de camisinha caída aos pés da cama.

O Kuchiki pensou em ir dormir, mas desistiu ainda nas escadas. Era melhor tomar um café forte, dali a poucas horas teria que levar Rukia para o colégio e seguir para faculdade. Decidiu revisar algumas matérias, assim não pensaria mais em certo... certos problemas. Preparou o café e levou uma xícara fumegante para a biblioteca, onde passou o resto da madrugada.

Rukia receosa que de alguma forma Byakuya pegasse Ichigo, fez o pobre garoto sair pela janela de seu quarto. Pois é, além de não ter suas necessidades atendidas, ainda teve que arriscar a vida. Mas Rukia tinha pena? Obviamente não! Quando o coitado saiu, dormiu como uma pedra.

Acordou com seu irmão a chamando. Arrumou-se rapidamente, lembrando o que Ichigo havia dito na véspera, algo sobre Byakuya não querer ninguém. Bom, conhecia alguém que o queria, talvez estivesse na hora de fazer uma bondade sem pensar apenas em si mesma. Às vezes Rukia era tão caridosa que até se assustava. Isso era o que ela achava, não retrata a opinião de nenhuma outra pessoa.

Pois bem, no dia anterior deixou Renji em paz, mas hoje ele não escaparia.

...

“Pois é, o dia sempre pode piorar.” Foi o que Renji pensou com a chegada de Rukia ao colégio, isso não era o verdadeiro problema. O pior foi ver Byakuya e relembrar o “pesadelo” da noite anterior. E ainda pior foi o leve aceno do Kuchiki que nem mesmo o olhou direito. É, provavelmente o cara nunca mais falaria com ele. Enganou-se ao pensar que sentiria alegria quando tal fato ocorresse...

Rukia veio em sua direção com um sorriso extremamente maldoso.

– Te dei uma folga ontem. Mas você não acha que eu realmente esqueci, não é?

Merda...

{···}

Notas finais
Comentários, comentários, queremos comentários... Digam o que estão achando e o que esperam para o próximo. Um beijo, gent