Notas iniciais
Yo, povo de meu coração. Aqui é a Glória, ser humano muito maravilhoso, fofo e... brincadeira. Trouxe para vocês um capítulo incrivelmente divonico - ai, eu amo essa palavra - escrito pela Mogami e betado por mim, pessoa linda (amor próprio é tudo). Bem, as pessoas novas estão aí, acho que pelo último capítulo só teremos uma grande surpresa (eu queria três, but...). Bem, eu quero comentários, eu e Yasmin comemos comentários. Tem muita gente e lendo e pouquíssima gente comentando. Sério, eu me sinto muito desanimada com isso, continuo tudo porque ainda tenho os leitores fieis. Certo, eu vou parar com meu momento emo e vou deixar vocês irem ler em paz. Se encontrarem erros, avisem, please.

Capítulo Onze – O Limiar do Inferno

Um dia qualquer.

Uma hora inesperada.

Um ínfimo momento.

Que ficam guardados para sempre na memória dos envolvidos. É assim que são os desastres? Quem sabe?

Kira não sabia... Hisagi menos. Talvez o novo professor de Educação Física soubesse, parecia alguém muito... experiente. Mas, independente disso, o limiar do inferno pessoal deles já tinha horário e local marcados.

...

Como uma aula poderia ser tão insuportavelmente insuportável? Perdoem o pleonasmo, mas, é bem provável que Hisagi Shuuhei nem ao menos saiba o que diabos é pleonasmo... Isso deve ser contagioso...

Olhou para o seu melhor amigo, sentado na cadeira ao lado, prestando total atenção na aula. Tinha que ser muito nerd para aguentar três aulas seguidas do Gin-sensei. Fora que aquele cara era um verdadeiro carrasco e, as maravilhosas matérias dele, simplesmente, eram... Matemática, Física e Química. Sim, o inferno na terra. Não conseguia entender como Kira conseguia gostar tanto dele. Irritante!

Olhou em volta, a procura de mais almas sofredoras como ele, sempre encontrava algum conforto em Renji, este que sempre parecia estar entendendo menos que nada. Mas, o que encontrou no amigo não foi a cara de idiota habitual, era algo mais parecido com profunda confusão. Ele estava com aquela expressão de “Mãe, socorro! O que diabos eu fui fazer da minha vida?!”. Okay, Hisagi não era nenhum perito em expressão facial, mas, para ele a cara de perdido do ruivo queria dizer exatamente isso!

Bom, depois perguntaria o que aconteceu... Tentou encontrar Inoue, que geralmente ficava meio perdida nas aulas, nada muito incrível. Mas, lembrou-se que ela havia faltado, no dia anterior estava doente e tudo mais. Que coisa! Estava começando a se sentir o último dos burros... Não que fosse especialmente burro, saia-se muito bem nas demais matérias... Na verdade, o problema nem era a matéria e sim o professor!

Voltou a atenção para Rukia e Ichigo, o casal 20, pareciam muito bem, obrigado! Que irritante, ainda mais quando um olhava para o outro e sorria cúmplice... Casais são tão nojentos e irritantes! Okay, okay, deu para sentir a inveja de longe.

Digamos que a vida amorosa de Hisagi não era lá uma vida amorosa. Afinal de contas nem ao menos existia. Bom, ele teve uma paixonite pela professora de Biologia, a Matsumoto-sensei, mas não era nada muito incrível, e passou, sabe-se lá como. Para falar a verdade, o mais perto que ele chegou de uns pegas mais calientes foi... Não era bom se lembrar “daquele dia”, definitivamente não era nada bom! Olhou meio sem graça para o melhor amigo, mais uma vez.

Nesse momento Kira notou que estava sendo observado e se voltou para o amigo, dando-lhe um leve sorriso. Hisagi respondeu, imitando o gesto, mas Kira logo voltou sua atenção para o professorzinho querido. Que coisa mais chata...

De qualquer forma, voltando às experiências amorosas inexistentes do moreno, não há como se esquecer do mais importante... Bom, é uma história longa e complicada. Mas, basicamente se resume ao primeiro amor de Shuuhei. Okay, todo mundo sabe que o primeiro amor ninguém esquece e blá, blá, blá. Mas, o jovem passou um pouco dos limites...

‘Tá foi muito! Ele até tatuou um “69” na cara — imitando o mesmo... símbolo que o tal possuía no abdômen. Isso mesmo, um belo (para não dizer outra coisa) de um “69” na bochecha esquerda. Se você está pensando que boa parte da escola e todo resto acham o cara um... promíscuo, pervertido, indecente, imoral e vários outros adjetivos simpáticos... Pois é, você está completamente certo!

Mas, a obsessão não parava por aí. A inexistência de uma vida amorosa e o fato de ter fingido que “aquele dia” não existiu foram todas graças ao seu primeiro amor... Patético! Havia sido algo tão idiota para começo de conversa, o cara apareceu e salvou ele de uns bandidos barra pesada, quando tinha mais ou menos uns 11 anos... E só! Okay, o cara salvou a vida dele e ele seria eternamente grato. Mas aquilo já havia passado dos limites.

Sempre refletia sobre isso, não que adiantasse alguma coisa.

...

Kira e Hisagi entraram em um consenso, definitivamente precisavam conversar com Renji. O cara parecia... Nem dá para descrever o que ele parecia! Mas, era óbvio que estava passando por uma espécie de crise. Bom, quando — graças aos céus– as aulas do Gin-sensei acabaram, chamaram a atenção de Renji e os três aguardaram a saída dos colegas para o intervalo. Rukia pareceu um pouco curiosa, fazendo hora na sala, mas por sorte Ichigo parecia impaciente para fazer sabe-se lá Deus o quê.

Quando o resto da turma se retirou começaram o interrogatório em paz.

– Fala logo, Renji. Qual é a dessa cara de “fiz algo errado, sou um bastardo idiota”? – Kira revirou os olhos com a sutileza de Hisagi.

– É uma longa história...

– Você pode contar, temos muito tempo. A próxima aula é de Educação Física, o Hayato-sensei nem vai sentir nossa falta.

– Na verdade, provavelmente vão sentir nossa falta. – Corrigiu Kira. – O Gin-sensei me disse que o Hayato-sensei foi embora e que hoje teremos um professor novo. Deve ser um cara legal, o Gin-sensei parecia animado com isso.

– Deve ser outro carrasco maluco. Gin-sensei, Gin-sensei... – Imitou o loiro. – Que horas você tanto conversa com esse cara?

– Que bonitinho seu ciúme... – Renji disse com um leve tom sarcástico. – Mas, vocês não queriam saber que droga está acontecendo comigo?

– Claro, claro. – Kira se pronunciou, conciliador. Mas, internamente ele adorava aquele ciúme infundado que Hisagi nutria. Gin-sensei era legal, mas nada a ver. Fora que, boa parte da escola (Hisagi não, aparentemente) tinha conhecimento do fato de que ele e a Matsumoto-sensei viviam se agarrando na sala dos professores.

– Resumidamente, eu fiz uma grande merda. Uma merda grande, grande mesmo. E agora eu estou apa... – hesitou em dizer a palavra que vinha o atormentando nos últimos dias. – Estou apaixonado pelo irmão da Rukia! – Cuspiu tudo muito rápido e eles tiveram que fazer um esforço pra entender. Mas, quando a máscara finalmente caiu, não foi muito bonito.

– Quê? – Os outros dois disseram em uníssono.

– Exatamente isso que eu acabei de dizer, eu explico os detalhes depois. Preciso comer algo, ou então vou desmaiar na próxima aula.

Kira e Hisagi seguiram o amigo, ainda ligeiramente abismados... Quem, em sã consciência, apaixonar-se-ia pelo Rei das Geleiras Eternas?

...

Na quadra, a turma parecia ansiosa para conhecer o novo professor. Ao que tudo indica, só Hisagi não sabia da novidade. O que teria acontecido com o Hayato-sensei? Bom, não faria nenhuma diferença saber mesmo... Todos os colegas já estavam enfileirados esperando pelo tal professor, menos Hisagi, ainda amarrando o tênis, e Kira que apenas esperava o amigo.

Kira viu o diretor e um homem desconhecido, o professor provavelmente, aproximando-se. Kyouraku-sensei parecia feliz com o novo empregado, devia ser um bom profissional. O loiro achou o cara... meio familiar. Não como se o conhecesse, mas como se tivesse ouvido falar de alguém com essas exatas características... Não seria...? Impossível!

– Bom, turma. Esse Muguruma Kensei, o novo professor de Educação Física de vocês. Como devem ter ouvido falar, Hayato-sensei teve que... sair da cidade. – Um tom malicioso foi notado por praticamente todos os alunos, o que os deixou ligeiramente curiosos. – Enfim, era só isso. Deixarei com Kensei as corretas apresentações.

Deu um leve aceno para a turma e saiu alegre como sempre. Havia alguma coisa ali, não que Kira desse a mínima, estava mais preocupado em arrumar uma forma de evitar o inevitável.

– A melhor forma de nos conhecermos é através de um “amistoso” jogo de queimada. – As aspas no “amistoso” e a ênfase no “queimada” foram, praticamente, sentidas pelos alunos. Assustador, muito assustador...

Aquela voz... Enquanto todos estavam preocupados com o sorriso sádico do novo professor, o tempo parecia ter congelado para Hisagi. Era ele, com toda a certeza era ele!

Kira começou a se desesperar, vendo todas as suas esperanças caindo por terra. Logo agora?

Exatamente, ao mesmo tempo, os amigos tomaram uma decisão.

Hisagi conquistaria de qualquer forma aquele cara que ele amou desde o dia em que o viu pela primeira vez.

Kira nunca, em hipótese alguma, desistiria de Hisagi.

É, assim começam os desastres.

– Ei, as duas bonecas vão continuar quanto tempo aí paradas? – Kira não precisava de mais motivos para odiá-lo, mas eles eram bem-vindos.

Hisagi parecia estar em outro planeta. O loiro limitou-se a puxar o amigo em direção aos colegas, mas o moreno não parecia dar atenção a ele, olhando atentamente todos os movimentos do novo professor.

Digamos que o jogo não foi bom para a saúde física dos pobres estudantes. Para Kira foi um desafio físico e mental, Hisagi parecia um idiota babando pelo brutamonte esquisito. Ainda assim, estava muito satisfeito com o fato de Kensei não ter reconhecido o moreno, na verdade, seria fácil reconhecer. Ou pelo menos, estranhar aquela tatuagem tosca que ele tinha na cara!

Ichigo, ao tentar salvar Rukia de uma bolada um tanto quanto violenta, acabou esbarrando em Hisagi, que de tão distraído foi direto ao chão. Kira tentou correr para ajuda-lo, mas alguém foi mais rápido...

– E aí, moleque chorão? Não vai levantar? – Kensei disse, estendendo-lhe a mão.

{···}

Notas finais
Certo, acho que o final é só para os atentos pegarem no ato. E eu vou esclarecer uma coisa racharia - palavra engraçada, créditos à Yasmin que a socou em meu vocabulário -: eu torço para um e Yasmin torce para outro, ninguém sabe o final dessa bagaça. Como eu já falei antes, comentem, faz bem a alma. Além de que eu espero reviews para continuar. Pois o próximo capítulo é meu MUAHAHAHAHAHAHA Um beijo e até o próximo