Notas iniciais
Oi, pessoal??? Como estão?? É a Mogami aqui, vim trazer esse capítulo todo especial da Glória-san... Fui eu que betei, qualquer erro avisem, por favor! Sem mais delongas... Boa leitura!!

Capítulo doze – Acordando para a vida

Você pode até dizer que não, mas eu sei que sente curiosidade sobre uma coisa: o que aconteceu na manhã seguinte a deliciosa limonada de Rukia? Não tem problema em se sentir assim, eu vou te contar:

Pode ter certeza, foi distinto de tudo o imaginado. Primeiro, eles saíram de seu violento sono. Foi meio constrangedor de primeira, quase frio por saberem o que haviam feito, mas a explicita felicidade de Renji dissipou todo desconforto. Então, prometeram conversar depois, para apenas oficializar sua relação, já que bem no fundo, eles sabiam que apenas isso era preciso. Aí, fizeram um maravilhoso café no estilo ocidental com Rukia e, em um momento, poderiam ter feito pose e se passado por família feliz de comercial de margarina.

Eu até queria descrever mais detalhadamente a situação e dar fim a tudo isso... Mas não é verdade. A verdade é outra.

...

Byakuya acordou primeiro. O Sol sempre era incômodo de manhã e sempre parecia mirar em seus olhos claros e consequentemente sensíveis com algum propósito maligno. Já estava até visando o seu mau humor e planejando o seu dia, que seria terrível. Sua cabeça inexplicavelmente doía e se sentia meio mole. Mas, isso não importa. O que sucedeu posteriormente deixou tudo pior.

Ele fez a expressão mais chocada que alguém é capaz de fazer.

Renji estava esparramado ao seu lado. Nu. Pelado. Despido. Desnudo. Sem roupas. Com tudo de fora. Como veio ao mundo. Enfim, eu acho que você pode entender o desespero do pobre Byakuya. O ruivo dormia como uma vítima da Medusa, mais conhecida como pedra. Ele parecia mais bonito e suave durante o sono, mas Byakuya estava nem aí pra isso no momento. Com uma exclamação em um tom que beirava o horror, saiu rápido demais do lado do outro para quem há minutos estava meio trêmulo. Renji obviamente mal se mexeu.

Deus do céu, que substância suspeita era aquela em seu abdômen? Como diabos ganhou isso!? Certo, certo, não deveria pirar. Não era hora de pensar nisso, realmente não tinha tempo. A merda da porta não foi trancada, ele estava nu em um local com o melhor amigo da irmã caçula e se ela entrasse ali...

Procurou as roupas, junto com a dignidade, e se vestiu. Assim que terminou, balançou Renji com leveza algumas vezes. Apenas algumas vezes, já que aí perdeu a paciência. Apesar dos resmungos insatisfeitos e dos movimentos bruscos, ele acordou. Olhava tudo desorientado, até que sua visão se focou no Kuchiki.

– Senpai...? – Falou quase como forma de confirmar que era ele mesmo. Então, arregalou os olhos e faleceu. Infelizmente para ele, não tão facilmente. Verdadeiramente, teria sido muito bom. Mas, nem sempre as coisas são como queremos, fazer o quê?

– É, é. Agora se veste rápido. – Sentia que podia queimar de vergonha por dentro, mas por fora, ainda era o mesmo homem impassível. Renji apenas assentiu em um gesto débil.
Com pressa, eles saíram e, surpreendentemente, a porta não apresentou um único problema para abrir. Que engraçado, cara...

A partir daí, cada um tomou seu caminho. Byakuya correu para o próprio quarto e Renji para o quarto que lhe foi desde o início reservado. O dia seria longo, Byakuya poderia apostar.

...

A água morna caia incansavelmente em uma carícia delicada que fazia sua pele arrepiar. O quadril doía pra caramba, o que o levava a um ponto: o que fez para ficar assim. Na hora, não ligava para dor, para nada. Só queria fazer o maldito calor passar. Sentiu o rosto esquentando quando o sangue pareceu esquecer o trajeto normal, certo e habitual e foi todo para suas bochechas. Ao menos podia se dar ao luxo de dizer que era culpa da água. Com isso em mente, diminuiu a temperatura, não sentindo mais satisfação com o banho.

Em algum momento, Byakuya sentiu algo com a densidade muito diferente de água escorrendo pelo interior de suas pernas e, querendo saber que era aquilo, olhou, arrependendo-se em seguida. O líquido esbranquiçado escorria lentamente junto com outras impurezas para o ralo. Fechou os olhos cinzentos, recusando-se a acreditar que esse pesadelo era mesmo real. Sério isso? O que fez para ser tão odiado pelo destino e terminar assim? Mesmo não querendo, sentiu raiva de Renji. Sabia que não podia culpá-lo, afinal, foi ele mesmo que pediu para o outro continuar. E era o adulto em questão.

Como adulto, deveria remediar a situação com uma chave lógica. Mas, seria uma pena se ela não existisse.

...

– Senpai? – Renji olhava para Byakuya com uma expressão indecifrável – que era um misto de raiva, culpa e algo mais. Sim, tudo isso. Eles estavam vestidos, graças a uma divindade, e, para ser franco, Renji não achava que conseguia olhar nos olhos do Kuchiki mais velho. Rukia já tinha corrido para o carro, pois Byakuya afirmou que precisava de um livro muito importante que esqueceu no quarto. Renji estava pegando os livros que levou, então Rukia provavelmente não desconfiou de nada.

– Ouça, depois da aula, venha aqui. Eu... nós... – Ele deu ênfase à palavra. –... precisamos conversar.

– Ah, eu sei... – Se tinha algo que Renji não queria era que essa conversa acontecesse tão cedo.

– Bom. Eu quero deixar tudo em pratos limpos. – Com a deixa, Byakuya simplesmente virou-se e foi embora, rumo ao carro.

Renji respirou profundamente. Estava com medo, mas tinha uma aposta. Você não pode conversar com o que não pode ver...

...

Estava enrolando. Desde o dia da biblioteca, cinco dias atrás, onde cometeu o maior dos pecados, estava evitando tudo e todos. Byakuya principalmente. De qualquer forma, ele não parecia muito preocupado com isso, já que não fez questão de ter a estúpida conversa. E Renji sabe que está agindo como um adolescente apaixonado. E é isso que ele é, mas... Ah, é extremamente chato agir assim. Sério, não recomendo.

O dever de biologia não estava tão difícil, graças à preguiça natural de Matsumoto-sensei. Mesmo assim, era difícil se concentrar com a mente cheia. E, desde que admitiu sua paixão pelo Senhor Iceberg, mal conseguia dormir.

Suspirou novamente. Credo, quase parecia uma mocinha daquelas histórias que Rukia o obrigava a ler (obrigava em partes. Ele finge que não, mas realmente curte...).

A campainha de seu humilde apartamento foi tocada. Caminhou lentamente do quarto até a mesma, sentindo-se imensamente grato pelo fato de alguém vir o tirar do tédio. Abriu a porta. E quase desmoronou pra trás com o susto. Kuchiki Byakuya, vestindo suas roupas de grife e seu aparentemente cachecol preferido (que Renji não sabia ter toda uma história), bem na sua casa, ostentando o semblante pocker face de sempre.

– Senpai?! – Exclamou meio fora de hora. Piscou algumas vezes, para ter certeza de que sua mente não estava lhe pregando peças inconvenientes.

– Posso entrar?

– Claro, Senpai. – Renji deu espaço para o corpo esbelto passar. Estava surpreso sem dúvidas. Mas, é hora de mudar de tática. Era melhor acabar logo com isso.

...

Estavam sentados de frente um para o outro, porém, mal se olhavam e sentiam-se extremamente desconfortáveis. O chá de sakura estava esfriando, certamente, mas também não parecia importante. Para não permanecer naquele eterno vácuo, Renji tentou iniciar "A conversa".

– Senpai... tinha algo que queria me dizer?

– Sim... – Ele hesitou por meio minuto. – Renji. – Conseguiu a atenção desejada, bom. – O que você sente exatamente sobre tudo o que houve?

– Bom, senpai, eu... O senhor sempre soube os meus sentimentos. – Lembrou-se de sua impecável atuação que deu início a toda essa merda. Mesmo que lhe doesse de forma desproporcional a mera perspectiva do que estava prestes a fazer, tinha que se manter no papel. – Eu sempre fui apaixonado por ti. Doía olhar e não poder tocar. Está doendo agora. – Por mais que lhe ferisse mentir para Byakuya, essa última parte foi totalmente sincera. – Eu contei tudo isso antes. – Desviou o olhar, totalmente consciente e surpreendentemente tímido. Ficaram calados por mais tempo do que o ruivo gostaria, até Byakuya se pronunciar.

– Renji, eu não posso corresponder seus sentimentos. Sinto muito. – E mesmo com as palavras que deveriam soar doces e reconfortantes, Renji só sentiu frieza.

– Por que não? – Sua voz saiu mais calma do que se sentia. Se fosse para acompanhar seu estado de espírito, era melhor vir histérica, gritante e desesperada.

– Eu não posso. Você é muito novo, eu sou muito ocupado, Rukia é “nossa” irmã. Você já pensou o que ela faria se descobrisse? – Renji apenas riu. Oh, essa era a preocupação dele? 'Tá falando sério? Se fosse só isso, não deveria haver empecilhos para que ficassem juntos.

– Senpai...

– Não. Além disso, eu não sinto o mesmo. – Com a voz mais gélidas que poderia ser utilizada ele pronunciou as palavras mais cortantes e por um momento, Renji sentiu seu mundo desabar. Byakuya se levantou pronto para ir embora.

– Senpai, posso te pedir uma coisa? – Renji disse a primeira coisa que lhe veio à mente graças ao desespero.

– O quê? – O Kuchiki estancou.

– Apenas me beije. – Byakuya arregalou os olhos. – Você não disse que acabaria aqui? Então... que esse seja o último.

– Renji, além do que você quer não ser certo, eu preciso ir. Prometi para Rukia que a ajudaria com o dever de física.

– Senpai, por favor. Será o último! – Byakuya respirou fundo. Ceder aos caprichos de uma criança, sinceramente? Mas seria o último... Depois disso...

– Nunca mais haverá outro. – Completou o pensamento com palavras.

Renji assentiu freneticamente e se levantou, ainda mantendo certa distância. Caminhou lentamente para perto do outro, como sempre, dando a chance de fugir. As mãos, uma de cada lado do rosto pálido, seguravam como se fosse algo raro e precioso, algo que precisasse de cuidados. As bocas estavam perigosamente perto. As respirações se misturavam, os narizes tocaram-se levemente. Os olhos se fecharam, como se isso pudesse de alguma forma retardar o momento.

Os lábios se encostaram levemente, ainda inseguros. Mas, Renji não queria assim. Chegou-se mais e selou as bocas com calma. O contato simples não durou muito daquele jeito. Logo se transformou em um beijo ardente. Não era apenas algo carnal para Renji. Era diferente. Podia sentir a parte física, claro, mas ainda assim era diferente. Os dedos elegantes do outro estavam em seus cabelos, puxando para mais perto de si mesmo, mas os seus próprios dedos não saíram do rosto do Kuchiki, acariciando as bochechas. Podia se ouvir os suspiros tímidos que pareciam vir do fundo de ambas as gargantas. Seu coração poderia saltar do peito e começar a dançar salsa, tamanha velocidade em que bombeava o sangue.

Depois de um tempo que pareceu uma eternidade, entretanto não passou de poucos minutos, enfim se separaram, ofegantes. As bochechas do Kuchiki finalmente tinham alguma cor e ele estava com seus lábios entreabertos.

Byakuya respirou fundo quando recuperou a compostura e Renji sorriu como um idiota.

– Esse foi o último. – Ele levantou e sem esperar que Renji lhe acompanhasse até a porta, saiu. Deja vu. Por que Renji tem a sensação de que já vivenciou essa mesma cena antes? Pergunto-me o porquê...

Contudo, para o total azar de Byakuya, Renji nunca planejou realmente cumprir essa promessa. Fazer o que se os lábios daquele homem eram viciantes? Quando se prova daquilo, pode ter certeza, nunca mais se quer outra coisa.

Sorriu como um idiota.

Ah, agora ele estava muito decidido. Queria Byakuya, precisava de Byakuya. E teria que conquistá-lo em primeiro lugar.

{...}

Notas finais
O que acharam??? De partir o coração, né?? Pelo menos nosso ruivo baka parece decidido!!! E bom, com ele confuso já teve muita treta, imagine com ele assim... Palpites sobre o que o Renji vai fazer para seduzir o nosso lindo e maravilhoso Imperador do Gelo???? kkkkkkkkkkk Bom, beijocas e até a próxima...